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"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Consolidação - Processo contínuo de conquistas

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Consolidação - Processo contínuo de conquistas





Como ter o modelo da Visão? Como fazer discípulos? Simples: Consolidando-os.

Fazer discípulos é uma bênção, mas também é uma grande responsabilidade! Demanda tempo e sensibilidade para descobrir as necessidades de cada um e saber como lidar com elas. E isso é um processo contínuo até que Cristo seja formado neles!

Fazer discípulos além de ser um privilégio, é também uma responsabilidade. Alguns aspectos importantes neste processo:

1. Cobertura
Os discípulos são protegidos pelo líder, que ao mesmo tempo recebe deles proteção e vida.

2. Amadurecimento
Os discípulos são instrumentos de Deus, pedras que o líder recebeu para lapidá-las e ser lapidado, sendo este líder alcançado em áreas que jamais imaginou e fortalecido no seu caráter.

3. Multiplicação
Com o discípulo consolidado, fazê-lo líder e multiplicador será algo comum e contínuo, pois toda pedra bem lapidada produz beleza e brilho intenso.

4. Conquista de novos territórios
Quem tem cobertura, maturidade e multiplicação tem necessariamente um avanço de territórios que começou dentro de cada indivíduo para se materializar no governo estabelecido. Quando os meus discípulos estão conquistados por dentro (e isso veio pela consolidação contínua) eles conquistarão o que está por fora (novos territórios).

Em síntese, o fazer discípulos só será estabelecido cem por cento quando a consolidação que pratico neles causar uma mudança positiva e real em seu estilo de vida e os levar a uma consciência contínua e prática da sua função de agente modificador e representante legal do Reino dos Céus em nossa sociedade, estabelecendo este Reino, cumprindo assim a grande comissão.
- Ministério Monte Sião -


Conquistas para crescer em prosperidade

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Conquistas para crescer em prosperidade





E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção (Gn. 12:2)

Três áreas fundamentais precisam ser conquistadas para uma consolidação com êxito, a fim de trazer a prosperidade com crescimento.

1. Conquista familiar

Não existe consolidação sem se pensar na família, a célula principal. I Timóteo 5:8 diz que devemos consolidar o cônjuge, os filhos: "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo". Devemos fazer de cada fase a melhor fase no relacionamento familiar, pois, se um líder estiver bem com a sua família, terá êxito em todos os seus projetos. Este líder verá que a consolidação e a prosperidade virão sobre as suas células e sobre a sua vida pessoal de uma forma tremenda e sobrenatural.

2. Conquista espiritual

Para consolidarmos outras vidas é preciso primeiro estarmos consolidados; para ministrarmos sobre prosperidade isto é preciso ser real em nós. Nesta fase do avivamento espiritual é necessário investirmos tempo em conhecer a Deus, em uma maior intimidade com o Espírito Santo, trazendo um conhecimento profundo da nossa própria vida.

3. Conquista emocional

É preciso deixar o sentimento de medo, fracasso, incapacidade, covardia, traumas da fase da infância até hoje, tudo aquilo que nos impede de crescer, de alcançar os planos de Deus para nós. Em qualquer área o líder da Igreja em Células deve ser aprovado nas suas emoções e no caráter irrepreensível.
- Prs. Wilson Jr. e Cláudia Ayub -


Carro estragado - Modelo de discipulado

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Carro estragado - Modelo de discipulado???





“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações...” Mateus 28.19

Outro dia meu carro teve uma pane.
O problema era mais sério do que eu pensara e tive que pedir a um amigo que me puxasse com o seu carro até uma oficina mecânica.
Com uma corda bem resistente, não muito curta nem muito longa, amarramos o meu carro ao dele e lá fomos nós, atravessando a cidade.

:: Marcas daquele trajeto:

Onde ele passava, lá estava eu atrás.
Virava para a direita? Eu também. Para a esquerda? Eu, igualmente.
Ele aumentava a velocidade? O mesmo se passava comigo.
Diminuía? Eu diminuía.
Ele parava no semáforo? Eu também.
Avançava? Lá ia eu atrás dele.

Em alguns pontos do trajeto percebi que meu carro, mais leve, avançava mais rápido que o dele, colocando em risco meu pára-choque dianteiro e o pára-choque traseiro do seu carro. Então eu fui com o pé no freio, e a maior parte do caminho eu fui sendo arrastado e freando para não me aproximar muito.

Liguei meu pisca alerta e mantive a distância.

:: Em outras palavras:

Eu estava amarrado a ele; não podia ultrapassá-lo; não me arriscava a me aproximar muito; avançava com o pé no freio. Em tudo o que ele fazia, eu o imitava.
Você quer ouvir uma triste notícia?
Há muita gente que pensa que estas são as marcas de um bom discipulado.
Não, não. Estas são as marcas de um carro estragado.
Quando você vir duas pessoas, o mestre e o discípulo, num relacionamento como o descrito acima, não se alegre, não teça elogios.
São marcas de carro estragado, de comportamento doentio, e nunca de um discipulado cristão.
Quando você vê duas pessoas numa política de imitação, onde o que segue atrás não pode aumentar a velocidade; anda amarrado ao da frente; com velocidade controlada; tem que avançar com “freio puxado”, e quando se aproxima muito, há choques...

Saiba bem claro: Isto não é discipulado cristão.

Se dissermos que Jesus tinha suas cordas, é bom esclarecermos que eram cordas de amor.
Cordas que tiravam os fracos do lamaçal, que levavam os pobres ao topo da montanha; que transladavam os famintos à mesa abundante; que conduziam os cegos ao bom caminho.
Sim, mas estas cordas de amor não impediam aos que o seguiam de parar à beira do caminho; ou dele se distanciarem, descontentes, escandalizados.
Cordas que se esticavam, no distanciamento, e que, na aproximação, não produziam acidentes.
A beleza daquele novo relacionamento entre Jesus e seus discípulos estava no fato de que ele não uniformizava os seus seguidores, não lhes tirava a identidade pessoal, não lhes destruía a personalidade, não lhes ditava uma única ocupação, atividade ou ministério.
Paulo, Apolo, Pedro, João...
Exemplos, dentre muitos outros.
Sim, o Criador das diferenças as permitia.

:: Você sabe o que Jesus nunca permitiu em sua caminhada?

Que o arrastar da multidão o parasse ou diminuísse sua marcha.
Que os milhares que o seguiam, e que queriam puxá-lo em direção oposta, o vencessem.
Mesmo que, qual pastor, ele caminhava lentamente com as ovelhas que amamentavam, e carregava os cordeirinhos no colo.

:: Você sabe onde termina um discipulado errado?

Aqui: Os que seguem, colocam uma marcha à ré e conseguem, enfim, puxar o que, antes, era o mestre para o caminho do erro.
Por que?
Porque os discípulos eram dele, e não de Cristo.
Quanto ao discipulado correto, ele se inicia neste ponto:
Paramos nosso carro; sentamo-nos “na poltrona do carona” e entregamos a Jesus, e a Ele somente, o volante, o freio, o acelerador.
Algo que eu nunca poderia ter feito com o meu amigo que me puxou até à oficina mecânica.
- Moisés Suriba - Missionário -


Caracter tratado, Frutos Manifetos.

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Caráter tratado, Frutos manifestos





Caráter é a soma total de influências positivas ou negativas, apreendidas na vida de uma pessoa. É como uma marca impressa que distingue o indivíduo, e é formado pela aprendizagem. O caráter, no grego, significa imagem (Hb 1:3). O que o homem tem edificado com seus dons e talentos logo será destruído, se for edificado com base num mau caráter. O caráter se manifesta através de valores, motivações, atitudes, sentimentos, ações.

Todos precisamos ser tratados no caráter para que nossos frutos sejam vistos pelos novos convertidos. Como devemos ser tratados? Existem várias formas que Deus usa para isto: tratamento pelo fogo, pela lavagem, pelo perdão, pelas humilhações. Nossas atitudes diante do tratamento determinarão se obtivemos êxito, pois é a disposição para a mudança que gera frutos.

Podemos fazer uma comparação das características de Cristo e da Serpente, para perceber quais as atitudes que impedem a consolidação.

Cristo
Serpente
Acessível
Arrogante
Alegre
Oprimido
Auto-domínio
Descontrolado
Calmo
Violento
Cavalheiro
Grosseiro
Constante
Inconstante
Decoroso
Indecente
Diligente
Vadio
Ensinável
Jactancioso
Esforçado
Comodista
Firme
Frouxo
Humilde
Orgulhoso
Íntegro
Hipócrita
Justo
Injusto
Manso
Explosivo
Moderado
Exaltado
Paciente
Impaciente
Perdoador
Irreconciliável
Pontual
Relaxado
Puro
Impuro
Quebrantado
Altivo
Reto
Parcial
Sábio
Insensato
Santo
Oportunista
Servo
Envaidecido
Sincero
Fingido
Sofredor
Apressado
Submisso
Rebelde
Tolerante
Intolerante
Trabalhador
Preguiçoso
Transparente
Dissimulado
Verdadeiro
Falso

Nossos frutos são manifestos e são mais cedo ou mais tarde reconhecidos por aqueles que nos cercam. Um bom testemunho de vida é fator fundamental para consolidar aqueles que cansados de um mundo errado, buscam um referencial de integridade e equilíbrio entre o povo de Deus.

- Pr. Arão Amazonas -


A Parábola do semeador e os Efeitos da Cosolidação.

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A parábola do semeador e os efeitos da consolidação





A consolidação é também uma questão de caráter na vida de um crente e principalmente na vida de um líder. A Palavra de Deus nos desafia a sermos como nosso consolidador maior: Jesus. Ele deve ser nossa inspiração, e Ele nos alerta sobre os efeitos da consolidação em Mateus 13, na parábola do semeador. A semente é a Palavra de Deus, o solo é o coração que recebe a Palavra. Os quatro tipos de solo e os quatro níveis de crescimento da semente são as reações que o indivíduo pode ter quando recebe a Palavra e enquanto está sendo consolidado.

As pessoas podem reagir das seguintes formas:

1. Age com desinteresse, ceticismo
"... e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram" (Mt. 13:4).

Esta é a resposta daquele que certamente não entendeu coisa alguma da Palavra que ouviu, ou que não está interessado em hipótese alguma em caminhar com Deus e, por isso, sua mente está extremamente cética ao mover de Deus, mesmo que atenda a um chamado do pregador após uma maravilhosa ministração. Ainda que chegue a dar seu nome no momento da consolidação inicial, está completamente fechado para uma caminhada com Deus.

2. Não quer sair do superficial
"... e outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se" (Mt. 13:5).

Esta resposta dá-se quando a pessoa consolidada não tem raiz em si mesmo. Embora no devido momento tenha se alegrado com a Palavra, não está disposto a se aprofundar. Ao perceber que é preciso se aprofundar para permanecer, fecha o seu coração e quando o consolidador, já de posse da sua ficha, entra em contato com ele pelo telefone, ele procura um meio de fugir, manda dizer que não está, ou que o número está errado.

Não há raízes que possam mantê-lo firme. Conheceu a Palavra na superficialidade. Ainda que Jesus o queira, ele não permite ser alcançado, diz que estava equivocado e que não deseja mudar de religião. É uma escolha de dentro para dentro, ele decide por si mesmo a não caminhar com Deus.

3. Permite que fatores externos sufoquem a semente
 “... e outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram" (Mt. 13:7).

Esta resposta parece-nos inicialmente muito boa. O novo convertido vai à frente, deixa-se consolidar, responde bem a fono-visita, vai para uma célula, faz o pré-encontro. Muitos chegam a fazer o Encontro e até iniciam a Escola de Líderes. Ele ouve muitas vezes que Deus tem um grande plano em sua vida, ele mesmo chega a ouvir a voz do Espírito lhe ministrando. Na maioria das vezes essas pessoas são batizadas pelo Espírito Santo, passam a falar em línguas e desfrutam de muitas experiências com Deus, mas diferente do segundo tipo de resposta, a pressão para que haja uma desistência vem de fora para dentro. Ele começa a questionar valores; os prazeres deste mundo começam a sufocar sua fé; os apelos sociais, morais e culturais exercem grande influência sobre sua decisão de permanecer santo. Chega o ponto em que ele cede: pratica um relacionamento sexual fora dos padrões de Deus, rejeita o discipulado, começa a questionar seu discipulador gerando uma situação desconfortante para contra-argumentar suas atitudes e reações pecaminosas. Ele passa a maior parte do tempo querendo ser servido e esquece-se de servir. É uma planta que está sendo sufocada por espinhos, de fora para dentro, até que começa a mirrar perder as forças e morrer.

4. Recebe a semente com alegria e frutifica
 “... mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um" (Mt. 13:8).

Esta é a resposta que todo consolidador quer ter sempre que pega uma ficha na central de consolidação. Este é aquele que responde bem a todos as etapas, que desde o início proporciona alegria e satisfação ao líder. Ele recebeu a Palavra com grande alegria e passa por todos os processos com louvor. Devemos nos empenhar por resultados que a Palavra nos respalda. Deus quer que sejamos frutíferos e multipliquemos cem, sessenta e trinta por um. O caráter de um consolidador precisa estar acima dos resultados iniciais e o seu alvo deve ser a conquista de cem por um. Porém, para isso acontecer, é preciso perseverança, maturidade e empenho da parte do consolidador.

- BP. Maurício Castro -