Seminário de Escatologia Parte V Análise de textos Escatológicos Introdução ao estudo da 5ª e última parte
Amados irmãos, estamos finalizando o nosso seminário de escatologia; nesta
quinta e última parte você aprenderá a localizar alguns textos do Antigo e do
Novo Testamento dentro do contexto escatológico. Nosso objetivo não é o de
fazer a exegese de todos os textos, mas sim o de ensinar aos irmãos a
compreenderem em que contexto escatológico eles estão inseridos; bem como dar
condições aos irmãos de, ao se depararem com uma profecia bíblica, saberem se
ela está se referindo à Israel ou à Igreja, ou ainda diferenciarem se o texto
está falando do milênio, arrebatamento, segunda vinda e outros períodos
escatológicos.
Esta parte, somada as anteriores, encerra o nosso programa de estudos
escatológicos. Apesar de ser composta de apenas duas aulas, as informações nelas
contida, aliadas aos estudos de escatologia geral, história de Israel, análise
de Daniel e análise de Apocalipse; completam o nosso seminário dando uma visão
bem ampla e profunda do tema estudado ao longo destes dois anos.
Bom estudo, e que o Senhor Jesus abençoe a todo aquele que ama a sua Palavra
e aguarda a sua vinda!
Pr. Ricardo Correia de Mattos
Seminário de Escatologia Parte V Análise de textos escatológicos Aula nº 1 A escatologia no Antigo Testamento
I- Introdução:
Queridos irmãos; nesta aula estaremos falando sobre a escatologia no Antigo
Testamento, entretanto, para que possamos entender o assunto da nossa aula, bem
como o da próxima, é necessário falarmos um pouquinho sobre a profecia Bíblica.
II- A Profecia Bíblica:
A princípio, em um sentido mais amplo, toda Escritura, tanto do Antigo como do
Novo Testamento, também é chamada de profecia (não confundir profecia com o dom
de profetizar). Veja os textos de II Tm 3.16,17; II Pe 1. 20,21.
Podemos dizer que “Profecia” é a mensagem de Deus; a Palavra do Senhor escrita
ou expressa verbalmente sob a inspiração divina do Espírito Santo. A profecia
declara os propósitos de Deus; e não apenas se refere ao futuro, mas também
admoesta ou reprova o iníquo, consola e exorta os santos e refere-se à vontade
de Deus. A profecia revela coisas escondidas, especialmente pelo prenunciar dos
eventos futuros.
III- A profecia no Antigo Testamento
Para que possamos entender perfeitamente os textos escatológicos no AT; devemos
observar que as profecias eram dirigidas diretamente à Israel e não à Igreja,
visto que a mesma ainda não existia; os profetas falaram para a nação de
Israel.
Os profetas do Antigo Testamento não tinham o conhecimento com a mesma
profundidade que possuímos hoje, haja vista o Espírito ter sido dado a eles por
medida e a nós em sua plenitude. Soma-se também a isto o fato de termos em
nosso auxílio a história, que nos mostra o cumprimento de várias profecias e a
arqueologia e outras ciências verdadeiras que comprovam o relato bíblico.
Muitos mistérios estavam ocultos aos olhos dos profetas do Antigo Testamento e
lhes foram revelados em parte, um exemplo disso se refere a Igreja, o Corpo
invisível de Cristo (Ef 3.8-10; Cl 1.24-27). Os profetas não sabiam com
exatidão a respeito da Igreja, mas a salvação pela fé e a maravilhosa graça do
Senhor já haviam sido anunciadas em vários textos, como por exemplo, Gn 15.1-6.
Podemos observar ainda de forma clara a diferença entre o Antigo Testamento e o
Novo Testamento na forma que Deus trata a profecia revelada a Daniel e a João
no Apocalipse.
Para Daniel, o Senhor disse:
Daniel 12:4 “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até
ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará.”.
Para João, o Senhor disse:
Apocalipse 22:10 “Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste
livro, porque o tempo está próximo.”
Porque devemos então estudar as profecias do Antigo Testamento? Simples:
1º - Ensino e exemplo para a Igreja (I Co 10.11,12).
2º - Esclarecem o plano de Deus em relação a Israel e a Igreja, mostrando o
papel de cada um e a diferença das promessas feitas a Israel e a Igreja.
3º- Mostram a soberania e a fidelidade de Deus.
4º - A observação dos textos proféticos do Antigo Testamento serve de ânimo e
consolo para a nossa alma, pois se muitas promessas de Deus já se cumpriram com
exatidão, certamente que as restantes também se cumprirão a seu tempo.
5º- Revelam que o desfecho de todas as coisas ocorrerá em breve.
IV- O teor escatológico da profecia do Antigo Testamento
Os profetas falaram sobre a vinda do Messias, sua obra, sua morte expiatória,
sua ressurreição e o seu reino. Quanto a Israel; eles profetizaram sobre a
apostasia da nação, o cativeiro, o retorno, a dispersão, o ressurgimento da
nação e a sua futura conversão e posição no reino de Cristo.
Podemos concluir, portanto, que os textos escatológicos do Antigo Testamento se
referem literalmente a Israel e ao reino milenar de Cristo, embora possamos, em
termos práticos, aplicar vários textos a Igreja.
Exemplo: Em Isaías 55.1-13, o Senhor convida Israel a tomar parte da sua graça
maravilhosa, ele chama a nação ao arrependimento. Literalmente o texto é
dirigido a Israel, note bem o versículo cinco; a nação rebelde é Israel que
rejeitava ao seu Senhor. Entretanto, podemos aplicar sem erro o texto também a
Igreja, visto que aceitamos ao convite da graça feito por Cristo.
De posse destas informações importantes, vejamos alguns textos...
V- A escatologia do Antigo Testamento (Analisando alguns textos do Antigo
Testamento)
A)- Muitas profecias se cumpriram em relação a vinda do Messias;
selecionei alguns textos:
Gn 3.15- Seria um homem, ou seja, um homem venceria a Satanás!
Gn 49.9-12- Viria da tribo de Judá.
Sl 1.1, 6-8, 13-18, 28,30,31- Seu sofrimento na cruz e o resultado de sua
morte.
Is 7.14- Nasceria de uma virgem
Is 11.1,2- Descendente de Davi e habitará nele a plenitude de Deus
Is 9.1,2- Seu ministério na Galiléia
Is 9.6- Seria entregue pelo Pai.
Sua humanidade, filiação divina e autoridade, reveladas através do seu nome
poderoso.
Is 52.13-15; 53.1-12; 61.1-3- Sua obra
Obs: O texto de Is 61.1-3 foi lido pelo próprio Senhor em uma sinagoga de
Nazaré (Lc 4.16-21).
Mq 5.2- Nasceria em Belém
Zc 9.9- A entrada triunfal do rei em Jerusalém
Zc 11.12,13- A traição
O Messias viria para Israel, mas seria rejeitado.
Pelos pactos feitos por Deus com Abraão e Davi, sabemos que o reino do Messias
precisa acontecer, entretanto Israel necessita ser purificado das suas
iniqüidades primeiramente.
As profecias tratam do agir de Deus em relação ao seu povo até a conversão e
restauração do mesmo.
O livro com maior teor escatológico do Antigo Testamento é o de Daniel; este
livro essencialmente profético foi analisado separadamente na terceira parte do
nosso estudo e trata do futuro da nação, em especial do período da Grande
Tribulação, a Volta do Messias e a implantação do seu reino milenar. Repare que
em Daniel, a Igreja está em oculto. (vide apostila nº 3, análise de Daniel.
Para adquirir a apostila, entrar no site: www.igrejasementedavida.com.br
, ou solicitar pelo e-mail: prricardocmattos@hotmail.com
)
Os outros textos escatológicos se referem sempre ao futuro de Israel e ao reino
milenar.
B)- O seu reino milenar foi profetizado, bem como a restauração final de
Israel:
Is 11.1-10; 65.17-25- Neste reino não haverá mal algum. Jesus reinará e o
seu reino será justo. A ferocidade dos animais será retirada, a Terra será
reconstruída e Jerusalém será a capital das nações; quem praticar o mal
morrerá, visto que não poderá haver mal algum no seu reino; os homens terão a
“idade das árvores”.
Is 66.7-9- Criação do Estado de Israel (cumpriu-se em 1948).
Ez 37.1-10-A restauração espiritual de Israel em duas fases. Primeiramente o
retorno e ressurgimento da nação, porém sem vida espiritual (já aconteceu).
v.1-8
Depois a restauração espiritual; a plenitude do Espírito será dada também aos
judeus. v.9,10
Obs: Entre os versículos 8 e 9 encaixa-se o arrebatamento da igreja e a
tribulação para Israel, quando serão purificados os judeus para que se
convertam e recebam a plenitude do Espírito.
Zc 8.22,23- Israel será a principal nação da Terra.
Zc 9.16, 10.6,9,10- Salvação, retorno e restauração de Israel.
Zc 12.1-14- Armagedom, volta de Jesus e arrependimento de Israel.
Zc 13.8,9- Purificação na tribulação, salvação do remanescente e
arrependimento.
Zc 14.1-21- Tribulação, volta de Jesus e milênio.
C)- O texto de Joel 2.28-32
Deixei este texto por último para mostrar aos amados como realmente as
profecias escatológicas no Antigo Testamento se referiam à Israel.
Muitos usam esta passagem como se o profeta estivesse se dirigindo à Igreja; na
verdade ela se aplica em parte à Igreja, no entanto, literalmente e na íntegra,
o texto é dirigido à Israel.
Joel estava profetizando para Israel, basta olhar o contexto inteiro do livro.
O livro fala sobre o arrependimento nacional e as bênçãos decorrentes deste
arrependimento.
O derramamento do Espírito viria sobre a nação de Israel. Repare que este
derramamento é acompanhado de sinais (v.30,31) e está ligado a volta do Senhor
e ao arrependimento de Israel (v. 32).
Quando Pedro cita esta passagem em At 2.15,16 referindo-se ao Pentecostes, ele
está querendo dizer o seguinte:
Isto que vocês estão presenciando é o que foi dito que seria dado a vocês, o
Espírito foi concedido aos gentios que creram em Jesus; este era o Messias
prometido a Israel, entretanto vocês o rejeitaram, portanto a plenitude do
Espírito que foi dita por Joel veio primeiramente sobre a Igreja e não sobre
vocês. Somente através de Jesus podemos obter o perdão dos pecados e recebermos
a plenitude do Espírito Santo.
Israel somente receberá a plenitude após o arrebatamento da Igreja, esta
plenitude será antecedida de muitas lutas, acompanhada de sinais e da volta do
Senhor.
VI- Conclusão:
A escatologia do Antigo Testamento tem como alvo principal a nação de Israel.
Os profetas falaram sobre a vinda do rei (Jesus), seu nascimento, obra, morte,
ressurreição e reino. Falaram sobre os planos de Deus para com Israel e o
futuro arrependimento e restauração da nação; mostraram Israel como cabeça das
nações no reino do Messias e a plenitude do Espírito sendo derramada.
Estes textos deixam claro o quanto Deus é fiel e soberano, sendo um exemplo e
consolo para a Igreja, além de mostrarem que o arrebatamento está cada vez mais
próximo.
Na aula seguinte falaremos dos textos escatológicos do Novo Testamento
Seminário de Escatologia Parte V Análise de textos escatológicos Aula nº 2 A escatologia no Novo Testamento
I- Introdução:
Nesta aula estaremos estudando sobre os textos escatológicos encontrados no
Novo testamento.
É importante saber que no Novo Testamento o mistério da Igreja (o corpo
invisível de Cristo) nos é revelado. De forma diferente do Antigo Testamento,
cujos textos proféticos tinham como alvo principal a nação de Israel, o Novo
Testamento desloca o foco para a Igreja.
O rei anunciado pelos profetas veio para Israel (João 1.11), entretanto,
conforme a própria profecia havia predito, o Messias foi rejeitado pela nação.
A vinda do Messias, o seu nascimento, a sua obra, morte e ressurreição, estão
relatadas, em especial, nos Evangelhos.
O evangelho segundo Mateus foi endereçado aos judeus, por isso freqüentemente
observamos citações das profecias, para mostrar aos judeus que Jesus era o
Messias prometido pelas Escrituras.
Observação: Marcos escreveu tendo como alvo os romanos e Lucas os gregos;
quanto ao apóstolo João, este procurou mostrar à todos os homens a divindade de
Cristo e a sua maravilhosa graça. (ver João 20.30,31)
Após a morte, ressurreição e assunção de Jesus aos céus, encontramos a história
da Igreja escrita no livro de Atos dos Apóstolos; neste livro vemos o início da
Igreja e a expansão do Evangelho.
A doutrina para a Igreja se encontra nas epístolas escritas por Paulo, Tiago
(irmão do Senhor), Pedro, Judas (também irmão do Senhor) e João; sendo que o
maior conjunto é o das epístolas paulinas. O livro de Hebreus é anônimo.
O Apocalipse é o livro essencialmente escatológico do Novo Testamento.
Nosso objetivo neste estudo não é o de analisar todos os textos escatológicos,
mas sim de localizar os principais e fazer um breve comentário dos mesmos.
II- Alguns textos encontrados nos Evangelhos
Dentre os textos encontrados nos Evangelhos, podemos citar:
A)- As parábolas do reino Mt 13.1-50
Esta seqüência de parábolas mostra claramente o sucesso da Evangelização, bem
como as fases da Igreja e o curso do presente século, que culminará com juízo
final. Alguns estudiosos relacionam estas sete parábolas as sete Igrejas
encontradas em Ap 2 e 3. Vejamos...
As sete parábolas do reino Mt 13.1-50:
1ª)- 1-23 (18-23)- A semeadura - A Evangelização; pregação da Palavra de
Deus. Jesus disse que haveria uma semeadura da Palavra de Deus.
Perceba que, mesmo com a maioria não aceitando verdadeiramente o Evangelho, a
Palavra de Deus seria anunciada e recebida. O sucesso da Evangelização é
mostrado pelos frutos na vida de quem o recebe.
Enquanto a palavra semente em Mateus é traduzida da palavra grega “sperma”
a palavra semente em Lucas 8.11 é traduzida da palavra grega “sporos”,
mostrando que a semente tanto é a Palavra quanto àqueles que a levam.
2ª)- 24-30- A falsa semente – Doutrinas falsas
Ao mesmo tempo em que a Verdade é semeada, Jesus afirma que o inimigo semearia
a mentira. Esta semente falsa é contrária a semente da parábola anterior.
Se os responsáveis por cuidar do campo não houvessem dormido, teriam impedido a
mistura da mentira.
3ª)- 31,32- Os falsos crentes
O Senhor disse que a Igreja professante (ou seja, os membros que se declaram
crentes) cresceria rapidamente, mas dentro dela estão abrigados os falsos
cristãos.
A árvore da parábola é a igreja, as aves são os filhos do maligno. Repare que
na primeira parábola estas aves “comem” a semente, não no sentido de aceitar a
Palavra ou guardá-la no coração, mas sim no sentido de impedirem que caíssem no
coração do homem. Estes falsos crentes fazem oposição a Verdade.
4ª)- 33- A contaminação; corrupção.
Agora vemos a igreja apóstata, totalmente contaminada pelo pecado.
Fermento = pecado
Mesmo com a corrupção doutrinária interna, o Senhor guardará para si o seu
povo, conforme observamos nas parábolas seguintes.
5ª e 6ª)- 44-46- A preservação e salvação da Igreja verdadeira.
Não obstante toda apostasia, o Senhor Jesus deu a sua vida por nós e isso nos
garante a salvação. No meio de toda corrupção existe uma Igreja verdadeira.
Deus, pela sua soberania e onisciência, já nos conhecia de antemão.
A parábola do tesouro escondido mostra que o campo (mundo) foi comprado pelo
homem (Jesus), o qual pagou caríssimo preço por ele. Jesus deu a sua vida pelo
mundo (João 3.16), pois sabia que nele havia um tesouro escondido. Este tesouro
somos nós; a Igreja invisível, os eleitos de Deus.
A Igreja verdadeira também é comparada com uma pérola de grande valor, e,
apesar de toda corrupção existente no meio dos que se declaram crentes, será
preservada pelo Senhor; visto que foi comprada por alto preço, ela pertence ao
seu Senhor. Esta Igreja verdadeira cresceu; não instantaneamente como a massa
fermentada, mas aos poucos foi formada, tal qual uma pérola preciosa.
Esta pérola é um ornamento precioso para Cristo. 7ª)-47-50- A separação dos justos e injustos
Estes versículos avançam até o fim e mostram que Deus dará tratamento diferente
para os justos e os injustos.
Somente reinarão com Cristo aqueles que lhe pertencem.
O mar é o mundo. Deus separará o seu povo.
B)- O sermão profético de Jesus Mt 24 e 25
Outro texto bastante conhecido é o sermão profético encontrado em Mateus 24.1-
25.46 e também em Mc 13.1-37 e Lc 21. 5-36.
Irei me basear no texto de Mateus.
Mt 24 - Para entendermos esta passagem, precisamos atentar para a observação
feita pelo Senhor à respeito do templo (1,2) e observarmos as três perguntas
feitas pelos discípulos ao Senhor no v3. Estas perguntas se referiam à Israel,
logo, as respostas dizem respeito aos judeus.
Os vs de 3 a 14 falam do período da tribulação. O Evangelho mencionado no v.14
é o do reino.
Nos versículos seguintes (15-28), Jesus se concentra na segunda metade da
tribulação, quando o Anticristo quebrará o pacto com Israel.
Estes versículos (Mt 24.3-28) correspondem a boa parte do Apocalipse (6-18.24).
Depois dos sete anos, Jesus retornará (29,30) e haverá o juízo das nações (31).
Ver Ap 19.11-21; 20.4.
Nos versículos 32 a 44 de Mt 24; Jesus exorta à vigilância.
Muito provavelmente a figueira de Mt 24.32 seja Israel.
Apesar de o discurso falar do que acontecerá com Israel, somos também exortados
a vigiar. A Igreja não passará pela tribulação, mas presenciará o cenário sendo
montado.
45-51- Exortação à fidelidade
Mt 25 - A parábola das dez virgens (vs. 1-13), igualmente é uma exortação a
vigilância. O azeite é o símbolo do Espírito Santo.
Devemos vigiar também quanto aos talentos que nos foram concedidos (vs. 14-30).
Juízo das nações; a separação entre ovelhas e bodes. (vs. 31-46). Somente as
ovelhas entrarão no milênio. Este texto localiza-se cronologicamente em relação
ao Apocalipse, ao período de Ap 20.4; para que o milênio possa começar, é
necessário separar as ovelhas dos bodes (juízo das nações). Conclusão - O sermão profético fala sobre o que ocorrerá com Israel, mas
serve de alerta para a Igreja. Ao analisarmos cuidadosamente o texto, percebemos
que o arrebatamento está mais próximo do que possamos imaginar. Devemos vigiar!
III- Outros textos
Sobre...
a)-O futuro de Israel – Romanos 9 a 11 (*11.25-27).
A restauração final de Israel acontecerá após a tribulação.
Primeiro chegará a plenitude dos gentios, ou seja, quando o tempo de salvação
para os gentios se encerrar com a conversão do último crente, a Igreja será
arrebatada e terá início a tribulação. Durante a tribulação Israel será
purificado.
b)-A ressurreição dos crentes - I Coríntios 15 (20-24, 35-58)
Este capítulo fala sobre a ressurreição; sua ordem (primeiro Cristo, depois os
salvos) e como será.
A trombeta de I Co 15.52, não é a mesma do Apocalipse. Trata-se do toque de
reunir pra a Igreja. É a trombeta do arrebatamento.
Obs: A primeira ressurreição começou com Jesus, continuará no Arrebatamento
(localizar em Ap 4.1) com a ressurreição dos salvos e será completada com a
ressurreição dos mártires da tribulação. Localizar em Ap 20.4.
c)-Arrebatamento I Ts 4. 13-18
Este é um clássico texto sobre o arrebatamento, talvez o mais conhecido. Apesar
de pequeno, contém ricos detalhes. Por exemplo: O texto mostra que o nosso
encontro com o Senhor será nos ares (4.17).
O arrebatamento corresponde ao capítulo 4.1 do Apocalipse.
d)-Anticristo II Ts 2.1-12
Outro texto riquíssimo em detalhes...
O Anticristo levantar-se-á contra toda forma de culto, visto que ele procurará
ser adorado (4).
Para que o Anticristo se manifeste, é necessário que a Igreja seja antes
arrebatada (6,7).
Jesus, na ocasião da sua vinda gloriosa, derrotará o Anticristo (8).
O Anticristo será possuído pelo Diabo (9)
Deus permite a operação do erro porque os homens não querem a verdade (10-12).
A manifestação do Anticristo corresponde a Ap 6.1.
A vinda de Jesus e a derrota do Anticristo estão descritas em Ap 19.11-21.
e)-Apostasia I Tm 4.1
f)-A qualidade dos que se dizem crentes no final dos tempos II Tm 3.1-9
g)-O surgimento dos falsos mestres II Tm 4.1-4; II Pe 2.1-3
Os itens e, f e g. correspondem ao período da Igreja de Laodicéia.
Ver Ap 3.1-22.
h)-A volta de Jesus e a futura condenação dos falsos mestres Jd 1.14
Podemos perceber que a vinda gloriosa de Cristo já havia sido profetizada por
Enoque; entretanto, o mais importante desta pequena epístola é notarmos a
condenação reservada para todos os que ensinam o erro.
A vinda gloriosa corresponde a Ap 19.11-16. A condenação dos ímpios está
escrita em Ap 20.11-15.
Amados; encerramos aqui a análise de alguns dos mais importantes textos
escatológicos do Novo Testamento. Espero que, com as informações desta aula, os
irmãos tenham aprendido em que época os textos se localizam, bem como
compara-los com outros textos escatológicos, em especial, o livro do
Apocalipse.
Esta aula também encerra a quinta e última parte do Seminário de Escatologia.
Seminário de Escatologia Parte V Análise de textos escatológicos Conclusão
O estudo que você acabou de ter, de forma alguma teve a pretensão de ser
exaustivo, ou seja, ainda há muito mais que ser explorado, entretanto, creio
que, com as informações recebidas nestas duas aulas, o leitor que ama a Palavra
de Deus, obteve importantes informações que o capacitarão a identificar com
maior facilidade outros textos escatológicos, bem como detectar a localização
dos mesmos dentro do curso do presente século até a eternidade futura.
O estudo também deu uma base para melhor interpretar os textos escatológicos
mais conhecidos, tanto do Antigo como também do Novo Testamento.
Amados, com o encerramento desta última fase, encerramos também o nosso
seminário de escatologia.
Espero que as informações e o conhecimento adquirido ao longo destes dois anos
de curso seja uma benção para a vida dos leitores; bem como uma ferramenta para
que possam ministrar também a outros, além de edificação, consolo e ânimo para
vossas almas.
Sinto-me bastante gratificado com a conclusão deste curso e muitíssimo grato ao
meu Senhor, porque ele me sustentou durante todo este período apesar das minhas
limitações e lutas que passei.
Que Deus abençoe a todos!
A maravilhosa graça do Senhor Jesus seja com todos os que o amam e
aguardam a sua vinda. Amém!
Seminário de Escatologia Parte V Análise de textos escatológicos Bibliografia
1)Arrington, French L./ Stronstad, Roger; Comentário Bíblico Pentecostal-
Novo Testamento-CPAD.
2)Bíblia online- módulo avançado- recursos do dicionário de Almeida e
Strong.
3)Bíblia de Estudos Pentecostal- online- CPAD.
4)Bueno, Francisco da Silveira; Dicionário Escolar Da Língua
Portuguesa-Ministério da Educação- 11ª edição-1992, Biblioteca Nacional-FAE.
5)Champlin; Russel N., O Antigo Testamento Interpretado Versículo por
Versículo, vol 7, Ed Hagnos.
6)Davidson, F. ; O Novo Comentário da Bíblia- Ed 1 vol- Editora Vida Nova.
7)Douglas, J.D. ; O Novo Dicionário da Bíblia-Ed 1 vol- Editora Vida
Nova.
8)Mcnair;S.E., A Bíblia Explicada, CPAD.
9)Thompson, Frank Charles: Bíblia Sagrada- / Traduzida por Almeida, João
Ferreira de- Edição contemporânea – Editora Vida.
10)Traduções da Bíblia Sagrada: Almeida Revista e Atualizada (ARA); Almeida
Revista e Corrigida (ARC); Almeida Contemporânea (AC); Almeida Corrigida Fiel
(ACF); Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH) e Nova Tradução na Linguagem de Hoje
(NTLH)
Amados leitores; é com satisfação que inicio este estudo, cujo tema é
“Análise do livro do Apocalipse”.
A apostila que você tem em mãos poderá ser estudada separadamente ou em
conjunto com as três anteriores que fazem parte do Seminário de Escatologia
realizado pelo departamento de ensino da Semente da Vida.
Meu objetivo ao elaborar esta apostila foi o de dar condições aos leitores de
terem um conhecimento mais amplo do livro do Apocalipse, bem como entendê-lo e
saber como interpretá-lo de forma correta.
Quanto mais a volta do Senhor se aproxima, mas se faz necessário o estudo
escatológico como incentivo para as nossas vidas. Vivemos uma época de intensa
luta, entretanto ela somente é sentida por aqueles que amam e praticam a Verdade
e que não se conformam com o mundo; estes sim, conforme o apóstolo João disse,
podem clamar: “... Vem Senhor Jesus!”.
Boa leitura e que este estudo seja um incentivo para a sua vida de santidade,
conforto nas lutas e amadurecimento espiritual.
Ricardo Correia de Mattos
Pastor presidente
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 1 Assunto: Introdução ao estudo do livro
Estamos
iniciando a análise do livro do Apocalipse, alguns detalhes são de extrema
importância para uma correta compreensão deste livro...
I) -
Autor- Apóstolo
João (Os pais da Igreja assim criam, e o próprio livro nos dá esta informação
1.1,4,9; 22.8).
II)- Data- 95 a 96 dc; durante o final do
governo do imperador Domiciano.
III)-
Interpretação - Abaixo
trago alguns métodos de interpretação:
a)-
Preterista: Vê as
profecias de João inteiramente relacionadas com a sua época; conflito entre a
Igreja, o judaísmo e o paganismo.
b)-
Alegórico: Não
respeita o simbolismo natural. Vêem o Apocalipse como um símbolo da luta entre
o Reino de Deus e a força Satânica; uma luta entre o bem e o mal.
c)
Histórico: Neste
método, a maioria do livro abrange a época do apóstolo João.
d)
Futurístico: A maior
parte do livro engloba eventos futuros, após a época da Igreja.
*Por amor
a Palavra de Deus, adotamos o método futurístico por ser o mais coerente e o
mais utilizado pelos expositores.
Para
interpretarmos corretamente o livro, é necessário conhecermos as regras de
hermenêutica bíblica; termos conhecimento da escatologia geral, da história
bíblica de Israel e de textos paralelos, em especial, do livro de Daniel.
Lembre-se que João descreveu os eventos futuros que lhes foram revelados pelo
Senhor, usando para isto da linguagem e recursos que conhecia em sua época.
A chave para termos uma noção geral do livro inteiro está em Apocalipse
1.19.
Chave da interpretação de todo o livro: Ap 1.19
“as
coisas que viste”
“e as
que são”
“e as
que hão de acontecer depois destas”
Capítulo
1
Capítulos
2 e 3
Capítulos
4 a 22
As coisas
que viste são aquelas que João havia presenciado no início da visão, ou seja,
Jesus Glorificado. Corresponde ao primeiro capítulo.
As coisas que são se refere àquelas pertencentes à dispensação na qual João
vivia, ou seja, são as coisas referentes à dispensação da Graça; a época da
Igreja.
As que depois destas hão de acontecer, são os fatos que ocorrerão após o fim da
época da Igreja, ou seja, após o arrebatamento.
Partindo desta chave, podemos fazer a seguinte divisão do livro:
IV)-
Divisão do livro: Capítulos 1- Introdução e visão de Cristo glorificado.
Capítulos
2 e 3- Época da
Igreja na Terra
Capítulos
4 a 19- A grande
Tribulação (4 e 5; a Igreja no céu)
Capítulo
20- Milênio
Capítulos
21 e 22-
Eternidade futura
Como
podemos facilmente notar; a maioria do livro mostra os eventos que ocorrerão
durante a grande tribulação (capítulos 4 a 19, portanto 16 capítulos, dos 22
existentes; sendo que os capítulos 4 e 5 mostram a Igreja no céu enquanto que
na Terra começa os 7 anos da tribulação).
Compare: Igreja na Terra: 3 capítulos (1 a 3, considerando que a
introdução pertence a época da Igreja) Milênio: 1 capítulo (20) Eternidade: 2 capítulos (21 e 22)
V)-
Simbologia:
O livro do Apocalipse possui muitos símbolos que devem ser interpretados
naturalmente e com o auxílio de outros textos paralelos.
Alguns exemplos: a)- O número sete aparece várias vezes no livro...
As Sete estrelas são os sete anjos- 1.16,20
Os sete candeeiros são as sete igrejas- 1.13,20
As sete tochas de fogo representam os “sete espíritos de Deus”- 4.5; Is
11.1,2
Sete selos; sete trombetas e sete taças- Totalidade de juízos; a ira de Deus
sendo derramada
As sete cabeças da besta são os sete montes sobre os quais a mulher está
assentada (17.3,9) e também são sete reis. b)- O incenso das taças é a oração dos santos- 5.8 c)- Quatro cavaleiros- eventos pós-arrebatamento que ocorrem
sucessivamente d)- A estrela caída(9.1) é o anjo da abismo (9.11) e)- Tempo, tempos e meio tempo (12.14) é o mesmo que 1.260 dias (12.6) f)- A primeira besta, a besta do mar, é o futuro império mundial e o seu
líder (13.1-10) g)- A besta da terra, segunda besta (13.11-17) é o falso profeta
(19.20) h)- A meretriz (17.1) é a falsa igreja; o cristianismo
apóstata i)- As muitas águas (17.1) são os povos da Terra (17.15) j)- Os dez chifres são dez governantes; dez reis (17.12) l)- O Cordeiro é Jesus; Senhor dos senhores e Rei dos reis (17.14) m)-Linho fino- obra de justiça dos santos (19.8) n)-O primeiro cavaleiro branco que surge é o Anticristo (6.2) o)-O cavaleiro montado no cavalo branco em 19.11-16 é Cristo, o
Verbo de Deus Jo.1.1,14
VI)-
Propósito e tema
O livro é essencialmente profético e tem como propósito encorajar os cristãos
em meio às lutas.
O seu tema é o triunfo final de Deus sobre todo mal e o assunto principal é a
escatologia.
Na próxima aula estaremos comentando o capítulo 1.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 2 Assunto: Análise do capítulo 1
Amados irmãos, nesta aula estaremos comentando o capítulo 1 do livro do
Apocalipse.
Este capítulo poderá se dividido da seguinte forma: 1.1-3- Introdução 1.4-8- Saudação 1.9-20- Visão de Jesus glorificado
Estaremos analisando cada parte do capítulo.
I- Introdução – Ap1.1-3
Esta introdução nos mostra o título, o autor e o assunto do livro.
v.1- O propósito do livro é mostrar
aos servos de Jesus o que em breve há de acontecer. Isto visa encoraja-los
diante das lutas.
A profecia tem como origem o próprio Deus; o seu mediador é o Senhor Jesus; os
instrumentos são os anjos e João é o homem separado para nos trazer a
revelação.
A primeira palavra do livro é “revelação”, isto nos mostra o desejo de Deus em
tornar conhecida as profecias deste livro.
O autor do livro se identifica como João. Ver ainda v(s).
4,9 .
v.2- O autor confirma a veracidade da profecia; ela é a
Palavra de Deus e Jesus deu testemunho dela. Muitos ignoram este livro, mas é a
Palavra de Deus!
v.3- Quem ler, ouvir e guardar no coração as profecias do
livro será
bem-
-aventurado; suas palavras são como refrigério para quem é fiel, haja vista o
cumprimento de todas as coisas estar próximo e o livro mostrar o triunfo final
do povo de Deus.
II- Saudação – Ap 1.4-8 v(s).4-6- Destinatário – As sete
Igrejas da Ásia.
Ásia não é uma referência ao continente asiático, tal como conhecemos em nossos
dias, mas sim a região conhecida como Ásia Menor, que corresponde a atual
Turquia.
As sete igrejas existiam na época, entretanto o número sete tem um significado
simbólico neste livro, ele representa plenitude, totalidade; logo, apesar de
João enviar as cartas para aquelas igrejas existentes, elas estavam
simbolizando a universalidade da Igreja, ou seja, as cartas são endereçadas a
toda Igreja ao longo dos anos. Sobre o significado, estaremos falando na
próxima aula. Saudação - A saudação é da parte do Deus trino. Aquele que é - Mostra a divindade; o EU SOU, tanto Deus Pai como Deus
Filho. A expressão também dá uma idéia de presença e existência eterna. Aquele que era – Mostra a sua eternidade passada; Deus não tem
princípio nem fim. Aquele que há de vir – Mostra o seu domínio e soberania; o seu reino
estabelecido.
Quando pensamos em Cristo, podemos afirmar que ele sempre existiu, sua
eternidade passada é inquestionável (Ele Era). Ele morreu por nós, mas está
vivo, porque ELE É; ele voltará (Há de vir) porque prometeu e a sua Palavra é
verdadeira.
Compare com Hb 13.8 .
Quanto aos sete Espíritos de Deus, temos a plenitude do Espírito Santo, tal
como em Is 11. 1,2, habitando em Jesus.
A Trindade está presente na saudação, Deus é único!
Jesus se apresenta com os seguintes títulos:
Fiel Testemunha (em tudo perfeito e obediente ao Pai); Primogênito dos mortos
(primeiro homem que morreu e ressuscitou em um corpo glorioso) e Soberano dos
reis da Terra (Rei dos Reis). Ele também é aquele que mostrou o seu amor
infinito morrendo por nós na cruz libertando-nos do pecado e nos fez reis e
sacerdotes para Deus Pai.
João encerra a saudação com uma doxologia (adoração; glorificação).
v.7- Este versículo é uma espécie de parêntese na saudação.
A primeira parte do versículo 7 está se referindo a 2ª vinda,
quando Jesus voltar e pisar na Terra para dar fim a Tribulação e reinar sobre
Israel e todas as nações. Até quantos o traspassaram - São os judeus. Ver Zc 12.10,
14.2-4
v.8- Neste versículo temos as palavras do próprio Deus.
Podem ser aplicadas ao Senhor Jesus, como, por exemplo, em Ap 22.12-14.
Ver o comentário do v. 4 (saudação).
III- A visão de Jesus Glorificado – Ap 1. 9-20 As coisas que tens visto...
Passamos agora a estudar a primeira parte do livro...
v.9- O apóstolo se identifica como nosso irmão e
companheiro na tribulação (ou seja, todo aquele que serve a Jesus com
sinceridade passará pelas mesmas aflições; também nos dá a entender que
sofremos juntos por sermos um só em Cristo; logo, quando um sofre, todos sofrem
juntos). Ele se une a todos os crentes também no que se refere ao reino, assim
como passamos por tribulações nesta vida, certamente reinaremos juntos com
Cristo! João também está unido conosco na perseverança; ou seja, resumindo,
todos os crentes verdadeiros passarão por lutas, vencerão e devem igualmente
perseverar. Local da carta – Ilha de Patmos – Ficava cerca de 53km
distante da costa sudoeste da Ásia Menor. Atualmente pertence a Grécia. Motivo – João foi exilado pelo imperador Domiciano por
causa da Palavra de deus e do Testemunho de Jesus.
v.10-Em espírito – Uma espécie de arrebatamento,
estado de êxtase. Dia do Senhor – Não no sentido escatológico, mas refere-se ao domingo,
como memorial a ressurreição.
Alguém fala com o apóstolo...
v.11- ... Este alguém ordena que João escreva a visão em
forma de livro e envie para as sete igrejas da Ásia Menor.
v.12- Sete castiçais – Ver o significado em Ap1.20
v.13- Jesus no meio das Igrejas. Semelhante... Quando Jesus esteve na Terra, João conviveu com ele
durante o seu ministério; mas agora Jesus se apresenta glorificado e majestoso! Filho do Homem – Título que enfatiza a humanidade de Jesus. Vestes – Santidade Cinto de Ouro – Realeza
v.14-Cabeça e cabelos brancos – Eternidade Olhos como chama de fogo – Onisciência; o olhar profundo de Jesus!
v.15-Pés como bronze polido – Seu caminhar era
perfeito e foi provado na fornalha da aflição!
O bronze polido era usado como espelho. Os sacerdotes se lavavam no mar de
bronze... O caminhar de Jesus refletia a sua divindade! Voz como de muitas águas – Mostra o poder da sua Palavra.
v.16- Quanto as sete Igrejas, ver a
interpretação em Ap 1. 20 Espada de dois gumes – Este tipo de espada era muito mais penetrante e
atingia profundamente a vítima porque possuía corte dos dois lados. É usada
como símbolo da Palavra de Deus, pois esta penetra no mais profundo do homem! Ef
6.17; Hb 4.12,13 Seu rosto brilhante como o sol – Mostra a sua Glória. Ver Mt
17.2
v.17- Apesar de todo o seu poder e grande Glória, ele continua
o mesmo; manso, humilde e amoroso. Jesus sabe a nossa estrutura e tem compaixão
de nós!
O Senhor encoraja a João. A sua presença é uma segurança e conforto. Ele é o
primeiro e o último (a expressão está se referindo a sua divindade e
soberania). Podemos enxergar os títulos “Alfa e Ômega” e “Princípio e fim” nas
palavras “primeiro e último”. Jesus está no controle de todas as coisas!
v.18-Aquele que vive –Ele está vivo; ressuscitou!
Estive morto – Lembra o seu sacrifício por nós na cruz! Mas eis que estou vivo - A morte não teve poder sobre ele! Tenho as chaves da morte e do inferno – Somente será condenado aquele
que não crer no Filho de Deus; somente sofrerá o dano da morte eterna aquele
que rejeitar o Filho do Homem!
Jesus, com a sua morte, aniquilou o poder do pecado e libertou o homem da
morte. I Co 15. 54-57
Isto não tem nada a ver com aquelas historinhas ridículas que provavelmente
você já ouviu; histórias do tipo daquela que estava tendo uma comemoração no
inferno porque Jesus tinha morrido, e, subitamente ouviu-se um barulho, uma
grande luz e passos assustadores no inferno; então, eis que surge Jesus e diz
para o Diabo: “Me dá aqui essa chave da porta do inferno”. Jesus dá uma boa
surra no Diabo e toma a chave da mão dele. Que absurdo!!!! Vejamos:
O Diabo não tinha motivo nenhum para comemorar, pois sabia que a vitória de
Jesus estava na cruz, por isso ele sempre tentou fazer Jesus desistir ou pecar.
No inferno, certamente, o Diabo não terá tempo para comemorar, pois naquele
lugar ele será atormentado de dia e de noite.
No inferno ainda não foi lançado ninguém. Os primeiros a serem lançados serão a
Besta e o Falso Profeta. Satanás será lançado no inferno após o juízo final.
Estas chaves não são literais, mas sim figuras!
A chave para a interpretação do livro Ap 1.19
O Senhor ordena que João escreva toda a visão.
A chave para termos uma noção geral do livro inteiro está neste versículo. Ver o estudo da aula nº 1 nesta apostila; introdução. As coisas que viste são aquelas que João havia presenciado no início
da visão, ou seja, Jesus Glorificado. As coisas que são se refere àquelas pertencentes à dispensação da
Graça; a época da Igreja. As que depois destas hão de acontecer, são os fatos que ocorrerão após
o fim da época da Igreja, ou seja, após o arrebatamento.
v.20- Interpretação das sete estrelas e dos sete candeeiros
de ouro: As sete estrelas são os anjos das igrejas. A palavra anjo significa
mensageiro; logo, refere-se aos pastores das igrejas que teriam a incumbência
de transmitir a mensagem. Os sete candeeiros são as sete igrejas.
Nas duas aulas seguintes estaremos estudando as sete igrejas.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 3 Assunto: As sete Igrejas da Ásia Menor - Parte 1 Análise do capítulo 2
I-
Introdução:
Irmãos; iniciamos com esta aula o estudo da parte do livro que trata das “coisas
que são”. Nas duas aulas que se seguem, estaremos analisando as cartas às
sete igrejas da Ásia. Teremos diante de nós um dos textos proféticos mais importantes
em relação à Igreja. Existem quatro tipos de aplicações possíveis; todos corretos, a saber: A)- Sete igrejas que existiram na Ásia Menor no tempo do apóstolo João; B)- Sete tipos de crentes que existem dentro das igrejas locais; C)- Sete tipos de igrejas locais existentes em qualquer época; D)- Sete períodos na história eclesiástica.
Embora possamos aplicar qualquer um dos tipos acima; em termos de interpretação
do livro, creio que o Espírito Santo deseja nos mostrar o progresso da Igreja
ao longo dos anos e o seu triunfo final, cujo ápice é o arrebatamento, com o
objetivo de incentivar os cristãos fieis e verdadeiros diante das lutas. Apesar
de todos os problemas enfrentados pelos verdadeiros cristãos, seja em qualquer
período, Deus sempre levantou e levantará um remanescente e preservará a sua
Igreja “invisível” até tomá-la para si. A interpretação que nos mostra ossete períodos da história eclesiástica é a que se encaixa no tema
escatológico do livro.
Cada carta, de um modo geral, contém uma saudação na qual Jesus se apresenta de
forma diferente para cada igreja; trás um elogio, uma repreensão, uma exortação
e uma promessa. Baseado nisto, montarei uma tabela comparativa no final da aula
nº 4 que facilitará o estudo dos irmãos.
Lembremo-nos das palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo em Mt 16.18: “Também
eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela”.
II-
Apocalipse 2. 1-29- Os quatro primeiros períodos da história eclesiástica
Estaremos analisando nesta aula as quatro primeiras cartas contidas no capítulo
2 do livro...
II.1 - A
primeira carta: Éfeso
Éfeso significa desejável. Esta igreja corresponde ao período do início da
Igreja (Pentecostes) até o final da era apostólica. A Igreja começou cheia
de amor (At 2.41-47; 4.32-37); entretanto, com a morte dos apóstolos e
discípulos mais antigos; o crescimento das heresias e a necessidade de
repreensão constante, logo a Igreja foi perdendo o primeiro amor. Quando
chegamos ao ano 100dc, aproximadamente, o que encontramos é uma Igreja
que havia perdido o primeiro amor.
A doutrina dos Nicolaítas (o termo vem de niko- subjulgar + laos-
leigos) que trazia a separação entre clero e leigos foi combatida nesta época,
bem como a entrada das heresias e os falsos apóstolos.
A árvore da vida refere-se à vida eterna.
II.2 - A
segunda carta: Esmirna
A palavra Esmirna vem do latim e significa mirra ou amargura, um nome bem
sugestivo para retratar o período que abrange esta carta. A mirra era um dos
ingredientes usados para a embalsamação de corpos.
Esta igreja corresponde ao período que vai do ano100dc até 313dc.
Foi um período de grande prova e intensa luta. Nossos irmãos foram mortos e
torturados nas arenas e circos romanos, mas a morte de cada um deles mostrava o
poder da fé que possuíam em um Senhor vivo e real. Enquanto os seus corpos
caíam dilacerados pelos leões ou queimados nas praças, outros milhares se
convertiam por causa do poderoso testemunho de fé que davam diante de todos.
Foi nesta época que a Igreja alcançou um dos maiores avivamentos; a situação da
perda do primeiro amor foi revertida na fornalha do sofrimento. Deus permitiu a
prova e através dela a Igreja se fortaleceu.
Não é ao acaso que Jesus se apresenta como aquele que esteve morto e reviveu;
sendo um incentivo aos cristãos que seriam provados até a morte, mas que
certamente venceriam, assim como Cristo venceu. No v.9, vemos que a verdadeira riqueza para Deus não consiste em bens
materiais. Esmirna era pobre, porém, aos olhos do Senhor, era rica!
Sobre a blasfêmia dos falsos judeus, estas eram dirigidas especialmente contra
Jesus. Os cristãos de Esmirna mais tarde relataram como os judeus se aliaram
aos pagãos a fim reivindicar a morte de Policarpo, bispo de Esmirna.
Justino mártir acusou que os judeus, em suas sinagogas, amaldiçoavam em público
a todos quantos confiassem em Cristo. Tertuliano; em uma de suas obras,
mostra-nos como os judeus instigavam ativamente a perseguição contra os
cristãos; e Eusébio, em sua história Eclesiástica v.16; relata o mesmo fato.
A tribulação de dez dias indica um espaço determinado de tempo que logo
passaria. Sabemos através da história, que a Igreja sofreu sob dez perseguições
distintas, desde o reinado de Nero até Diocleciano. As perseguições movidas por
Diocleciano foram as piores e duraram exatamente dez anos. Em uma só catacumba
foram achados os remanescentes ósseos de 174.000 cristãos. “Sê fiel até a morte”; é uma exortação que mostra claramente que haveria
martírios neste período, mas quem permanecesse fiel não receberia o dano da
segunda morte (separação eterna de Deus; condenação).
II.3 - A
terceira carta: Pérgamo
A palavra Pérgamo significa “casado”; “elevado”. Esta época vai do ano de 313dc
até o ano de 540dc aproximadamente e corresponde ao período da igreja sob o
favor imperial.
O imperador Constantino supostamente converteu-se ao cristianismo em 312dc e no
ano de 313dc, através do Edito de Milão, obrigou todos os cidadãos do império a
seguir a sua religião. Aparentemente seu ato era benéfico, mas na verdade,
prejudicava extremamente a igreja verdadeira do Senhor. Ninguém pode se tornar
cristão a força ou por obrigação; alem do que, a Igreja verdadeira não deve
viver sobre a proteção de autoridade humana, mas sim do Senhor. Com a declaração oficial da religião cristã como a religião do império,
Constantino passou a participar e votar em concílios, os pagãos traziam os seus
“deuses” e rituais para dentro das comunidades locais; os “inimigos de dentro”
substituíram os “inimigos de fora”. Podemos dizer que o catolicismo romano começou a se formar nesta época.
A palavra “católica” significa “universal”, ou seja, o cristianismo agora era a
religião do mundo imperial.
A igreja prosperou, mas o mundo entrou nela! Sobre o trono de Satanás: Pérgamo havia sido uma cidade-estado
grega, doada ao império romano em 133ac por Atallus III. Estavam sediados na
cidade quatro dos maiores cultos aos deuses gregos: Zeus, Atena, Dionísio e
Asclépio. Havia templos suntuosos para Júpiter, Atena, Apolo e Esculápio. A
cidade possuía uma das formas mais antigas de adoração ao Diabo e um antigo
culto babilônico chamado “culto dos magos”. Antes de João escrever o
Apocalipse, Antipas morreu como mártir cristão em Pérgamo.
A cidade foi chamada de trono de Satanás porque aproximadamente em 487ac, após
a tomada da Babilônia, a hierarquia sacerdotal da Babilônia fugiu para esta
cidade. Na época do império romano; de Pérgamo, o sumo pontífice da ordem
babilônica legou como herança, por lei, toda a sua autoridade e domínio à
hierarquia babilônica de Roma, e assim, os Césares tornaram-se pontífices
máximos e soberanos pontífices dessa organização idolatra (Júlio César foi
eleito o primeiro pontífice em 74 ac) até que o título foi transferido para o
bispo de Roma chamado Dâmaso em 378 dc..
Como pode ser notado, a influência da idolatria e do ocultismo eram enormes
naquela cidade, e o ápice da depravação espiritual em Pérgamo estava no culto
ao imperador romano. Os perigos da influência pagã no seio da igreja eram enormes e reais, haja
vista o “casamento” entre Igreja e Estado ter sido efetuado. Pérgamo era, sem
dúvida, uma grande figura disto; pois nesta época da igreja a idolatria começou
a penetrar dentro dela com todos os rituais ocultistas da Babilônia.
Podemos ver nesta época os ensinos errados penetrando na igreja...
A doutrina de Balaão, que
leva o povo a aceitar a idolatria;
A doutrina dos Nicolaítas,
reprovada no primeiro século, agora era permitida!
Jesus
peleja contra esta Igreja com a espada que sai da sua boca, ou seja, com a sua
palavra.
Quanto à recompensa ao remanescente desta época, temos: A)O Maná escondido- O alimento espiritual que os sustentaria diante de
tantas dificuldades e enganos. B)A pedrinha branca com o novo nome – É algo particular entre Cristo e
cada um dos seus servos individualmente. Essa pedra branca era usada nas
eleições e o eleitor colocava na urna; nela estava escrito o nome do seu
candidato, o nome que ele aprovava. Assim, a pedra branca fala da aprovação do
crente por Cristo e o novo nome algo íntimo entre ele e o seu salvador.
II.4 - A
quarta carta: Tiatira
O nome Tiatira significa sacrifício perpétuo; oferta contínua. Não devemos
esquecer do detalhe de que a missa trás consigo um sacrifício contínuo sobre o
altar, ao passo que a Bíblia nos ensina que Cristo morreu uma só vez pelos
pecadores e agora vive para interceder por nós a destra do Pai.
Este período corresponde a época da consolidação do poder papal e da idolatria
dentro da igreja. O que foi rejeitado em Éfeso e tolerado em Pérgamo; agora
está efetivado em Tiatira. Este período da igreja abrange o intervalo de tempo
que vai de 540dc até 1517dc.
Jesus apresenta-se como Filho de Deus em contraste com o “filho de Maria”
apresentado pelo romanismo. Ele mostra a sua onisciência e santidade para esta
igreja. A época foi marcada por grandes obras, entretanto estas obras não
poderiam produzir salvação.
A corrupção que estava entrando na igreja, agora definitivamente se implantou
ao ponto de ser chamada de “profundezas de Satanás”. Tiatira leva-nos ao pleno
desenvolvimento do romanismo; a apostasia romana tem colocado uma mulher no
lugar do Filho de Deus.
Jezabel era uma rainha idólatra pagã casada com um rei israelita. Ela perseguia
os verdadeiros israelitas e mandava matar os profetas do Senhor; isto se aplica
a igreja romana que tem o nome de cristã, mas perseguia, torturava e matava os
verdadeiros servos de Cristo.
Deus tem dado um tempo para que haja arrependimento, entretanto, sabemos que
este arrependimento não acontecerá! (v. 21). Por causa das suas
aberrações, esta igreja passará pela grande tribulação (vs. 22,23).
Como em todas as épocas, sempre existe um remanescente fiel na Igreja (v.24).
A expressão “até que eu venha“, mostra que esta igreja ainda existirá na época
do arrebatamento (v.25).
Aos que guardarem as obras de Cristo (aquelas que refletem a fé verdadeira) e
não as obras mortas, Jesus promete que estes reinarão com Ele.
Como época, Tiatira durou até 1517, mas como Igreja, existirá até o
arrebatamento, entretanto, não subirá para o encontro com o Senhor nos ares,
mas ficará na tribulação.
Repare que a contar de Tiatira, todas as demais igrejas existirão até o
arrebatamento, mas somente Filadélfia subirá.
Na
próxima aula meditaremos sobre as três igrejas restantes, a saber: Sardes,
Filadélfia e Laodicéia.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 4 Assunto: As sete Igrejas da Ásia Menor - Parte 2 Análise do capítulo 3
I-
Introdução:
Nesta aula estaremos meditando nas três últimas cartas que estão no capítulo 3
do Apocalipse, a saber: Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Assim como Tiatira,
estas três últimas igrejas também existirão até o arrebatamento, porém apenas
uma delas subirá para encontrar-se com o Senhor.
II-
Apocalipse 3. 1-22- Os três últimos períodos da história eclesiástica
II.1 - A
quinta carta: Sardes
Sardes significa renovado, no latim: O sol, o príncipe do gozo. Esta igreja
corresponde ao período que compreende da reforma protestante até o grande
avivamento missionário mundial. Podemos datar de 1517dc até 1750dc
aproximadamente. Jesus se apresenta como aquele que tem a plenitude do Espírito
a uma igreja que estava morta; também frisa que os líderes estão em suas mãos. A reforma começou bem; uma resposta contra as abominações do
catolicismo, porém, logo se desviou do propósito divino. Muitos
aceitaram a proteção de reis e o uso da força como resposta a perseguição. O
humanismo penetrou também na igreja e o formalismo exagerado tomou conta
extinguindo a obra do Espírito Santo. Suas obras não foram íntegras diante do
Senhor!
As igrejas resultantes da reforma que insistem em manter a sua inflexibilidade
são atualmente igrejas sem vida.
Assim como nas fases anteriores, existe um restante (v.2) que ainda não
morreu. Podemos perceber que o remanescente é pequeno (restante), são poucos os
que permaneceram no verdadeiro ideal da reforma; ou seja, trazer de volta a
pureza do Evangelho e tornar a Palavra de Deus acessível a todos os cristãos (v.4).
Vemos na promessa ao vencedor um caráter um tanto negativo: “de modo nenhum
apagarei o seu nome do livro da vida” .
Existe ainda a promessa de santidade (vestes brancas) e também a confissão
diante do Pai e dos seus anjos que mostram que em Sardes ainda havia aqueles
que pertenciam ao Senhor.
II.2 - A
sexta carta: Filadélfia
A palavra Filadélfia vem do grego e significa amor fraternal; amor entre os
irmãos.
Esta igreja corresponde ao período que vai aproximadamente do anode
1750dc até o arrebatamento. Assim como Sardes sai de Tiatira, Filadélfia
sai de Sardes. Esta é a Igreja verdadeira no meio da Igreja professante.
Filadélfia é o símbolo da Igreja que será arrebatada.
Em sua saudação, Jesus deixa claro o triunfo final da Igreja, isto nos lembra
as palavras do Senhor em Mt 16.18 .
Filadélfia tem como características marcantes: A) Pouca força – Sua força não é aparente, não está no mundo, mas em
Jesus! Isto é bem diferente das Mega-igrejas que vemos por aí, dotadas de
dinheiro e cobertas pela política e pela mídia. Filadélfia é simples! B) Guardou a Palavra de Deus – Essencial para a Igreja que será
arrebatada. C) Não negou o nome do Senhor – Existem várias formas de se negar a
Jesus; como, por exemplo, distorcendo a sua palavra, vivendo um falso
testemunho cristão, sendo conivente com o mundo, etc...
Filadélfia não vive cheia de dinheiro neste mundo; mas um dia todos saberão o
quanto Deus a ama. v.10- Este versículo trás a promessa do arrebatamento para Filadélfia. v.12- Quando um rei conquistava uma cidade, para marcar a sua vitória,
erigia uma coluna com o seu nome. Cristo nos fará colunas, ele nos conquistou e
a nossa vida será um marco da sua vitória!
II.3 - A
sétima carta: Laodicéia
A palavra Laodicéia vem do grego e significa “justiça do povo”, “governo do
povo”. Esta época não tem um começo muito preciso, porém sabemos que é recente.
Este monstro começou a se formar neste penúltimo século e vai mostrar a sua
face quando a igreja verdadeira for arrebatada, logo, Laodicéia ficará na terra
durante a tribulação. Laodicéia caminha junto com Filadélfia no mundo,
entretanto elas não possuem comunhão.
Quem dirige Laodicéia não é o Espírito Santo e sim o povo; mas... “A
voz do povo NÃO é a voz de Deus!”. Laodicéia procura satisfazer a
vontade do homem, suas pregações satisfazem o ego humano, mas estão distantes
da verdade.
Jesus se apresenta como o amém, ou seja, este é o último estágio da igreja
professante. A maioria das igrejas que se dizem cristãs estão se afastando da
verdade. Lembre-se que os períodos se referem à Igreja professante, mas a
Igreja verdadeira invisível sempre existiu e permaneceu fiel em cada período,
Deus sempre conserva um remanescente.
Características: A) Morna – Ser morno é pior, pois acha que é salvo, mas na verdade não
é; não aceita ajuda porque diz que está bem. B) Rica e próspera – Ela ama o dinheiro! Lembramos da aberrante teologia
da prosperidade. Acha-se auto-suficiente; “seu dinheiro pode comprar tudo”. C) Aos olhos de Deus é... Infeliz, miserável, pobre, cego e nu. v.18- Laodicéia precisa passar por provas para que mude e seja
verdadeiramente rica! A verdadeira riqueza não é possuir bens nesta vida, mas
possuir Jesus no coração!
Esta igreja precisa de santidade e discernimento.
Mesmo em Laodicéia ainda há esperança para quem se arrepender a tempo. v.20- Concluímos que se Jesus está batendo na porta, significa que ele
está do lado de fora, ou seja, Deus não está dentro desta Igreja. O Senhor quer
entrar e ter comunhão (cear).
Para quem se arrepende, há a promessa de reinar com Cristo.
Até o
arrebatamento, estarão na Terra: Tiatira (catolicismo), Sardes (protestantismo
morto; ecumenismo; humanismo), Filadélfia (Igreja verdadeira) e Laodicéia
(modismos, prosperidade, heresias). Somente Filadélfia será arrebatada!
A seguir,
encerrarei esta aula deixando uma tabela comparativa entre as igrejas para
facilitar o estudo... AS SETE IGREJAS DA ÁSIA MENOR – APOCALIPSE, CAPÍTULOS 2 e 3.
As sete
igrejas
Época
Significado
Período
Elogio
Repreensão
Éfeso
Pentecoste
até 100dc
Desejável
Do
início da Igreja até o fim da era apostólica
Trabalho
árduo; perseverança; não suporta os maus; prova os falsos; sofre; não aceita
a doutrina dos Nicolaítas
Deixou
o primeiro amor
Esmirna
100 dc
até 313 dc
Amargura;
mirra
Época
das grandes perseguições
Tribulação;
pobreza material; martírio
Não há
Pérgamo
313dc
até 540dc
Casado
Época
do favor imperial; início do catolicismo
Retém o
nome de Cristo e não negou a fé
Tolerância
para com os que ensinam a doutrina de Balaão (idolatria) e doutrina dos
Nicolaítas
Tiatira
540dc
até 1517dc
Sacrifício
perpétuo; oferta contínua
Período
da consolidação do poder papal e da idolatria
Muitas
obras
Idolatria;
não quer se arrepender
Sardes
1517dc
até 1750dc
Renovado
Período
da reforma
Alguns
poucos que não se contaminaram
Morte
espiritual
Filadélfia
1750dc
até ?
Amor
fraternal
Como
período, podemos datar aproxima- -damente
a contar dos grandes avivamentos missionários.
Trabalho,
simplicidade, pouca força, guardou a Palavra e não negou o nome do Senhor
Não há
Laodicéia
Penúltimo
século até ?
Governo
do povo
Não se
formou totalmente; vemos o seu início no péssimo testemunho cristão,
heresias, ecumenismo...
Não há
É
morna; Cristo não está dentro dela.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 5 Assunto: A Igreja no céu. 1ª parte A visão do trono de Deus
I -
Introdução
Neste ponto do livro do Apocalipse entramos na terceira parte do mesmo que
tratará das coisas que depois destas hão de acontecer (ou seja, depois da
época da Igreja). Lembremos que a contar deste capítulo, a Igreja não é mais
vista na Terra e inicia-se a grande tribulação que corresponde a 70ª semana
do livro de Daniel. Os capítulos 4 e 5 formam uma espécie de parêntese
e mostram a Igreja no céu.
I –
Visão do Trono de Deus - Análise do capítulo 4
O primeiro versículo corresponde aos textos de I Ts 4. 14-18 e I Co
15.50-58; e está situado no momento do soar da trombeta do arrebatamento.
v.1- Este versículo mostra o
arrebatamento da igreja, o arrebatamento de João ao céu é uma figura do que
ocorrerá com a Igreja. Repare que o capítulo se inicia logo após o fim da era
da Igreja em Ap 3.22.
A primeira voz que João ouviu foi a voz de Cristo. O final do versículo
mostra mais uma vez que as revelações a seguir tratarão de uma época após o
arrebatamento.
v.2- O arrebatamento do apóstolo
foi em espírito (ver I Co 15.50-52). A primeira coisa vista é um
trono, este fala de autoridade, domínio e soberania. O trono é o trono de
Deus Pai; logo adiante veremos que Jesus se apresentará.
v.3- A primeira coisa que João vê
no céu é o trono de Deus.
João não viu a forma daquele que estava assentado no trono, mas sim a sua
glória! O sardônio era uma pedra vermelha e o jaspe brilhante, elas
representavam a glória de Deus e o seu amor, cuja expressão máxima está no
sacrifício redentor de seu Filho Jesus (Jo3.16). A esmeralda se refere
a uma espécie de quartzo vítreo incolor que, em forma de prisma, decompõe a
luz. O brilho era intenso!
O arco também nos lembra a aliança feita por Deus com os homens em Gn 9.
9-17. Este era um sinal de que Deus, em meio ao seu juízo, não deseja
destruir totalmente o homem que criou.
v.4- Os vinte e quatro anciãos
representavam os santos do Antigo e do Novo Testamento (12 x 12 = 24). Doze
era o número das tribos de Israel que representam os santos do Antigo
Testamento; os outros doze referem-se ao número dos apóstolos que representam
a Igreja (os santos do Novo Testamento).
Nos 24 tronos estão assentados os 24 anciãos, portanto eles participam do
reino. As coroas foram dadas como galardão para os santos; as vestes brancas
mostram a santidade dos salvos. As vestes e as coroas mostram que são reis e
sacerdotes! (Ap 1.6).
v.5- Os relâmpagos; vozes e trovões
simbolizam o juízo que parte do trono.Podemos ver também a presença do
Espírito Santo. O número sete representa a plenitude e a perfeição divina.
v.6- O mar de vidro nos revela a
santidade perfeita e a pureza daquele que estava no trono. Devemos lembrar do
tabernáculo e do templo; estes eram apenas figuras do santuário celestial.
Para que os sacerdotes entrassem na presença de Deus precisavam sacrificar no
altar e se purificavam no mar de bronze, entretanto, aqui o mar era de vidro,
pois Jesus morreu por nós e agora vemos a Igreja glorificada no céu com
vestes brancas simbolizando a sua santidade, o que significa que não é
preciso mais “lavar os pés”!
“Os quatro seres viventes” - Os seres viventes são os mesmos vistos em Ez
1.5-13;10.14,15,20. Em Is 6.1-3 são chamados de serafins (seres
ardentes; de brilho intenso). As descrições em Isaías, Ezequiel e João são
iguais, apenas com o detalhe de que Ezequiel não menciona o terceiro par de
asas que se referem àquelas que cobriam a face voltada para o trono.
v.7- Os seres viventes estão
ligados ao trono de Deus e sua eterna adoração; eles mostram a onipotência e
santidade perfeita do criador, embora fossem seres poderosíssimos e de brilho
intenso, não podiam olhar para aquele que estava assentado no trono! Podemos
observar Cristo representado simbolicamente nas faces dos querubins: Leão – Descrição de Jesus no Evangelho segundo Mateus – Rei e Messias Bezerro – Descrição de Jesus no Evangelho segundo Marcos – O servo
incansável Homem – Descrição de Jesus no Evangelho segundo Lucas – O Filho do
Homem Águia – Descrição de Jesus no Evangelho segundo João – O Filho de Deus
Jesus é Rei; Servo; homem e Deus! Ele revela o que eestá assentado no trono;
Ele é a expressa imagem do criador! (Jo14.8,9).
v(s)8-11- O capítulo encerra com dois
cânticos diferentes.
O primeiro cântico é o dos seres viventes. (8,9)
O segundo cântico é o dos remidos representados pelos 24 anciãos (10,11).
Repare que os anciãos lançam as suas coroas, como se dissessem através deste
ato: “Nós recebemos estas coroas; mas, na verdade não merecíamos, pois por
tua graça e misericórdia nos fizestes reis e sacerdotes. Somente o Senhor é
digno de reinar!”.
Na aula
seguinte continuaremos a estudar este cenário no céu e falaremos sobre a
visão do Cordeiro.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 6 Assunto: A Igreja no céu. 2ª parte A visão do Cordeiro
I - Introdução
Continuamos neste capítulo a relatar os fatos que se sucedem no céu após o
término da época da Igreja. O capítulo 5 fará uma introdução
aos eventos que ocorrerão na Terra durante a Grande Tribulação.
Podemos observar que os capítulos estudados continuam em ordem cronológica.
I – Visão do Cordeiro - Análise do capítulo 5
Este capítulo é uma continuação do anterior...
v.1- Sobre o livro, sabemos que estava na destra do que
estava assentado no trono, sabemos também que estava selado com sete selos e
que quando o Cordeiro abria cada selo (Capítulos 6 e 8), uma
nova revelação acontecia e era executado um juízo; por isso podemos afirmar que
o livro continha a declaração do que havia de acontecer e somente Cristo tinha
o direito e poderia revelar.
“por dentro e por fora” ; ou seja, todo escrito. Indica que trazia uma
revelação plena. v.2- Um anjo forte, ou seja, poderoso.
O livro estava fechado porque ninguém era digno de abri-lo.
v.3- Céu, Terra e debaixo da Terra, é uma forma de
enfatizar que ninguém jamais pode ou poderia abrir o livro e nem mesmo olhar
para ele.
v.4- O choro de João mostrava a situação de toda
humanidade: Não havia um ser humano digno; nem mesmo ele próprio! Não há um
justo sequer!
Quem poderia fazer justiça? Quem poderia reinar com justiça?
v.5-Leão da Tribo de Judá; título dado a Jesus- Gn
49.9-11 Raiz de Davi- Refere-se a Jesus como descendente de Davi- Is
11.10
Jesus era digno porque venceu; ele morreu na cruz por nossos pecados e
ressuscitou para nossa justificação!
Somente Jesus pode abrir o livro, pois padeceu como homem e jamais pecou, tendo
sido obediente até a morte; e morte de cruz!
Jesus nos entende (Hb 4.14-16) e nenhum ser humano poderá
questionar o julgamento de Cristo, pois Cristo experimentou todas as provas
como homem.
v.6- Este Cordeiro é o mesmo Leão de Judá; antes de ser rei
ele se tornou Cordeiro, e, como tal, foi inocente para o matadouro e deu a sua
vida por nós! (Is 53.7; Fp 2.5-11).
Os sete chifres mostram que Jesus possui a plenitude da autoridade e governo.
Ele possui também a plenitude do Espírito Santo! v.7- Jesus pega o livro.
v(s)8-14- Adoração no céu- Cristo é adorado!
Existem motivos de sobra para Jesus ser adorado... A)- Cristo é adorado porque pegou o livro, ou seja, ele é
digno e fará justiça! Ele reinará e cumprirá todas as promessas feitas pelo
Senhor. Harpa é um instrumento associado à realeza.
Um detalhe: Podemos notar o quanto as nossas orações são valiosas! B)- No primeiro cântico ele é adorado porque morreu por nós e
com o seu sangue nos comprou! (vs. 8 a 11)
Também nos fez reino e sacerdotes.
Reinarão - Isto se refere aos 24 redimidos e não aos anjos. A redenção inclui
reinar com Cristo sobre a Terra! C)- No segundo cântico, os anjos o adoram. (vs.
11 e 12). D)- No terceiro cântico, anjos e santos adoram ao que está
assentado no trono e ao Cordeiro. (v. 13,14). Toda criação une
suas vozes à hoste de anjos e arcanjos e cantam louvores; não somente ao
Cordeiro ou ao que está assentado no trono separadamente, mas sim, ao Pai e ao
Cordeiro conjuntamente, deixando clara a posição exaltada de Cristo.
Na próxima aula começaremosa estudar os eventos da grande
tribulação. O cenário passará do céu para a Terra.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 7 Assunto: O início da Tribulação A abertura dos seis primeiros selos I - Introdução
Com o início do capítulo 6, o cenário dos acontecimentos passa para a
Terra. O espaço que abrange os capítulo 6 a 19, corresponde a 70ª semana
do livro de Daniel descrita em Dn 9. 24-27 que durará 7 anos; será umperíodo de sofrimento, quando Deus derramará a sua ira sobre a Terra. Este
espaço de tempo também é chamado de Tribulação e encerra-se com o relato da
volta de Jesus no capítulo 19; quando o Senhor destrói o império do
Anticristo, encerra a Grande Tribulação e implanta o seu reino milenar.
A maioria dos comentaristas prefere chamar de grande tribulação apenas à
segunda metade dos sete anos devido aos fatos terríveis que sucederão nos
últimos três anos e meio e porque o Anticristo quebrará o pacto com Israel
neste tempo, quando será colocada a abominação da desolação no lugar santo.
Serão tempos de grande angústia para Israel. Já na primeira metade, haverá
muitas catástrofes, guerras, fomes e pestes, entretanto, não se comparam com o
final da semana, quando o Anticristo vai mostrar quem realmente ele é e tentará
destruir Israel.
Devemos recordar que do capítulo 4 até o final do livro, estamos
tratando da parte que se refere “as coisas que depois destas hão de acontecer”,
ou seja, o que acontecerá após o arrebatamento da Igreja, e, conseqüentemente,
o encerramento da época da Igreja. Recordemos ainda que os capítulos 4 e 5
mostram a Igreja no céu e são uma espécie de introdução (principalmente Ap 5
) para o que ocorrerá na Terra.
Enquanto
no céu a Igreja se alegrará com o Senhor e será galardoada; na Terra, os que
ficaram, passarão por grandes sofrimentos, tal como jamais houve na história e
nunca mais haverá! A Igreja não será mais o povo de Deus na Terra, pois já terá sido
arrebatada; logo, o Senhor passa a tratar novamente com Israel. Os juízos de Deus serão executados sobre toda a humanidade, mais terão como
alvo principal a nação de Israel a partir da segunda metade da Tribulação.
Até aqui
os eventos estão ordenados cronologicamente, entretanto, a partir de agora, nem
sempre isto ocorrerá, pois haverão parênteses que são colocados pelo autor
entre a seqüência dos eventos narrados.
I – Os
seis primeiros selos- Análise do capítulo 6
Este capítulo também é uma continuação do anterior; o capítulo 5 mostrou
quando o Cordeiro pegou o livro que estava na destra do que estava assentado no
trono. Este livro continha a declaração do que havia de acontecer na Terra após
o arrebatamento. v.1,2-O primeiro selo é aberto e o primeiro cavaleiro
avança! Inicia-se a tribulação na Terra.
A palavra vê (como está na ARC e ACF) não se encontra nos melhores manuscritos.
Quando colocamos a palavra vê; a impressão que temos é a de que o ser vivente
se dirige ao Apóstolo; mas o mais correto é como está na ARA (também na AC;
NVI; BLH; NTLH e A SÉC.21) que omite a palavra vê e o sentido exato é de que é
dada a ordem para que o primeiro cavaleiro se manifeste. O mesmo ocorrerá nos versículos
3,5 e 7.
O manifestar deste cavaleiro corresponde a II Ts 2.6-12. Não se trata de
Cristo, a sua volta à Terra encontra-se relatada em Ap 19.11-16, mas sim
do Anticristo; este imita o verdadeiro Messias. A única semelhança entre os
cavaleiros é o cavalo branco que simboliza vitória.
O arco sem flechas na mão do cavaleiro mostra uma falsa paz; também simboliza
aliança. No início, o Anticristo procurará mostrar uma falsa paz, ele fará uma
aliança com Israel na primeira metade da semana e muitos (a maioria) judeus o
receberão como Messias. A coroa mostra que ele reinará (por um tempo).
Vimos na matéria de escatologia e análise de Daniel, que, no início, o
Anticristo partiria para uma grande conquista, sairia como vencedor e ampliaria
muitíssimo o seu domínio. Com o manifestar do Anticristo e o início da Tribulação, segue-se a
desgraça; entretanto, o pior estará por vir nos últimos três anos e meio...
v.3,4-O segundo selo é aberto
Com o segundo cavaleiro é tirada a paz na Terra. A espada aqui é literal e
significa guerra!
v.5,6- O
terceiro selo é aberto
O terceiro cavaleiro mostra um racionamento de alimentos, provavelmente devido
à escassez dos mesmos.
Um denário era o salário de um dia de trabalho. Os homens trabalharão para
adquirir apenas uma porção da comida diária. A medida de trigo e as três
medidas de cevada é a porção diária destes cereais necessária para apenas uma
pessoa; considerando-se uma família de quatro pessoas, na qual apenas um
trabalha, qual será a situação?
Repare que são atingidos especialmente os alimentos básicos, isto torna os
pobres primeiramente vulneráveis (trigo e cevada não são artigos de luxo), já
os ricos não sentirão muito no início, pois os seus artigos de luxo ainda
existirão (azeite e vinho).
v.7,8- O
quarto selo é aberto
O quarto cavaleiro trás consigo a morte. Amarelo (pálido) é a cor dos
cadáveres! Será morta a quarta parte dos habitantes da Terra!
A morte vem através de:
a)- Espada = Guerra
b)- Fome – Será uma fome tal qual nunca houve na Terra
c)- Mortandade = Doenças; pestes
d)- Feras da Terra – Literalmente, predadores ferozes; caçadores.
A palavra para “feras da terra”, no original, da à idéia de seres selvagens;
predadores prontos para a caça. Não podemos esquecer também que o Senhor, para
executar o seu juízo, pode usar também do seu poderoso exército de gafanhotos,
vermes e bactérias. O mais importante é percebermos que há uma metáfora que soa
como que se a destruição dos homens estivesse sendo preparada, como se eles
fossem ser caçados como presas!
v.9-11-
Aberto o quinto selo
O martírio dos santos começa...
Muitos morrerão por dois motivos: a-Palavra de Deus – Morrerão por causa da pregação. b-Testemunho que sustentavam – Morrerão por causa de suas vidas,
não negarão a fé e afirmarão que pertencem a Deus.
São vistos debaixo do altar, ou seja, cobertos pelo sacrifício do Cordeiro.
Isto indica que são salvos!
Estas almas são de santos, entretanto, os que são mortos na tribulação não
fazem parte da Igreja, ressuscitarão apenas após o término dos sete anos da
tribulação. Eles estarão no paraíso aguardando.
O fato de clamarem, nos mostra: a- Que os mortos estão em estado de consciência b- Eles pedem vingança- Haja vista a era da Igreja ter se encerrado, o
pedido de vingança é feito tal como no Antigo Testamento. Não podemos esquecer
de que após o arrebatamento, Israel é o povo de Deus na Terra (obviamente que
nem todos que dizem ser judeus são judeus de coração).
As vestes brancas mostram mais uma vez a salvação, eles também foram
purificados pelo sangue do Cordeiro. Aqui é dada uma certeza de que
ressuscitarão. “... até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos
que iam ser mortos como igualmente eles foram.” - Muitos ainda haviam de
morrer até que os sete anos se completassem, somente então ressuscitariam todos
os mártires juntos, no término da tribulação.
Haverá salvação durante a tribulação, entretanto, o
sofrimento será altíssimo!
12-17- O
sexto selo
Este selo trás consigo um grande terremoto; repare que o terremoto atinge todo
o planeta e vem acompanhado de uma terrível chuva de meteoros (possivelmente
seja a causa do grande abalo). As “estrelas que caem do céu” não
poderiam ser estrelas, mas trata-se de meteoros; João apenas estava usando a
linguagem da sua época e o conhecimento que tinha a sua disposição. A
inspiração, as revelações e as visões são de Deus, mas o escrever cabe ao
Apóstolo, e este, usou a linguagem e o estilo de escrita que lhes são próprios.
O efeito do tremor de Terra é tão grande que a poeira levantada se estende pela
atmosfera e cobre a luz do sol. No versículo 15 percebemos que a catástrofe atinge todas as classes de
pessoas e nos versículos seguintes vemos que os homens reconhecem se
tratar das mãos de Deus, entretanto, não significa que se arrependeram!
Amados;
antes da abertura do último selo há um parêntese no capítulo 7, onde veremos
alguns detalhes. Estaremos analisando estes pormenores na nossa próxima aula,
juntamente com a abertura do sétimo selo.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 8 Assuntos: Capítulo 7 - Os dois grupos de salvos Capítulo 8 - O sétimo selo e toque das trombetas
I -
Introdução
Amados irmãos; para que haja uma melhor compreensão do livro, é necessário
ter em mente que existem capítulos que não estão obrigatoriamente em ordem
cronológica de fatos, apesar de estarem em ordem cronológica de revelação, ou
seja, João escreveu todo o livro na ordem em que recebeu de Deus as
revelações, mas existem parênteses no decorrer do livro que trazem detalhes
sobre os fatos narrados ou nos dão um entendimento mais amplo do contexto do
livro.
II- Os
dois grupos de salvos - Ap 7.1-17
O capítulo sete interrompe a seqüência de abertura dos selos para trazer
alguns detalhes a respeitos dos que serão salvos durante a tribulação.
Note que existe uma seqüência de juízos ao longo do livro que estão
representados respectivamente por: 1º) Sete selos 2º) Sete trombetas 3º) Sete taças
Repare ainda que o sétimo selo trás as sete trombetas e a sétima trombeta
trás as sete taças...
Quando
o último selo for aberto (capítulo 8), começará a soar as trombetas e
a ira de Deus continuará a ser derramada sobre a Terra. Imagine quão grandes
juízos ainda estão reservados... A tribulação continuará e Deus apertará o
cerco em relação a Israel conforme se iniciar os últimos três anos e meio da
septuagésima semana. Sabemos que nos primeiros anos o Anticristo fará um
pacto com Israel, mas este pacto será quebrado na metade dos sete anos. As
trombetas correspondem à segunda metade da tribulação, mas antes das
trombetas soarem, o Apóstolo mostra que mesmo em meio a tão grande angústia,
Deus preservará o seu povo.
O
objetivo deste parêntese é mostrar que Israel será preservado através de um
remanescente que será poupado pelo Senhor. O capítulo também mostra que
muitos dentre as nações da Terra serão salvos apesar de todo martírio,
destruição e sofrimento. O capítulo é um incentivo diante da revelação das
terríveis coisas que hão de acontecer sobre a Terra!
A- O
primeiro grupo de salvos (Ap 7.1-8)
No versículo 1, os quatro ventos mostram a agitação que em breve
abrangerá toda a Terra (quatro cantos).
Os anjos possuem um ministério bastante ativo no livro do Apocalipse,
eles são vistos tanto como mensageiros, como também como agentes de Deus para
derramar a sua ira. No caso, os quatro anjos causariam agitação nas nações.
Antes que se prosseguissem os juízos, seria necessário marcar os servos de
Deus.
O anjo do versículo 2 não é o Senhor porque durante a tribulação ele
estará com a Igreja no céu; o selo não se refere aos selos do livro, pois
estes somente podiam ser abertos pelo Cordeiro.
Trata-se de um anjo de Deus (ter o selo do Deus vivo significa ter a marca de
Deus) com a missão de conter os outros anjos até que os escolhidos fossem
marcados (v.3). 4-8 - Os selados são Israelitas (“de todas as tribos dos filhos de
Israel”)
Deus conservará um remanescente judeu para poupar aquela nação. As promessas
feitas por Deus aos patriarcas e ao seu povo pelo ministério dos profetas
ainda não aconteceram.
O Senhor cumprirá a aliança feita com o seu povo através dos pactos
Abraâmico, Palestino e Davídico; para isso, Jesus voltará como Messias e reinará
em Jerusalém sobre todas as nações, entretanto a nação de Israel precisa ser
tratada e purificada; por este motivo o Senhor conservará intacto um
remanescente a fim de que a nação não seja totalmente destruída durante a
Grande Tribulação.
B- O
segundo grupo de salvos (Ap 7. 9-17 )
Este segundo grupo é formado pelos mártires da Tribulação.
O Evangelho do Reino será pregado durante a tribulação e muitos vão esperar a
volta de Jesus para reinar. Sobre este grupo podemos notar:
9- É formado por pessoas de
todas as nações, que crerão na mensagem do Evangelho do Reino. Trata-se
de uma grande multidão.
Durante a tribulação, muitos passarão pelo martírio por crerem em Cristo e
não servirem a Besta.
Obs: Os 144.000 judeus serão marcados e poupados; passarão por toda
Tribulação sem serem mortos, diferentemente deste grupo que não será poupado
do martírio.
Estarem diante do Cordeiro é um avanço da visão até o final, ou seja, Deus
está mostrando que serão salvos, apesar de todo sofrimento que os espera.
As vestes brancas mostram a vitória, a santificação e a glorificação que
receberão.
Palma é símbolo de vitória.
Outra observação: os mártires possuem vestes brancas e trazem palmas em suas
mãos, receberão a vitória; entretanto, somente a Igreja é vista coroada!
10- O cântico que cantavam
glorificava a Deus Pai e ao seu Filho Jesus, por causa da salvação que
alcançaram.
11,12- Todo o céu também se alegra e
adora a Deus por causa da sua misericórdia e tão grande salvação. Observe que
os vinte e quatro anciãos participam desta adoração o que diferencia este
grupo da Igreja, haja vista os anciãos representarem os santos do Antigo Testamento
e a Igreja.
13-17- Estes versículos nos revelam
mais detalhes sobre esta grande multidão e quem são estas pessoas. Não
devemos “tentar adivinhar” porque as respostas estão no próprio texto... Vejamos então:
A pergunta do ancião é feita com o objetivo de ser revelado ao Apóstolo o
significado da visão. Com a própria pergunta vem a resposta!
A multidão é composta de todas as pessoas que foram mortas durante a Grande
Tribulação (os mártires da tribulação) e foram salvas pelo sacrifício de
Jesus.
Eles servirão a Cristo.
A referência a não terem mais fome, sede ou não serem mais molestadas pelo
sol nos lembra justamente as coisas que acontecerão com a humanidade,
inclusive com eles, durante a Tribulação. “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.”. Este texto (v. 17)
refere-se a enxugar as lágrimas do sofrimento daqueles que vieram da
tribulação.
Após
mostrar que poupará um remanescente judeu e trazer consolo e incentivo
revelando a vitória final dos que serão martirizados, o Senhor continuará a
revelar os acontecimentos da Grande Tribulação com a abertura do último selo
e o início do soar das sete trombetas. Encerra-se aqui o primeiro parêntese
do livro e voltamos à ordem cronológica...
III-
O sétimo selo e toque das trombetas - Ap 8.1-13
Ao ser aberto o sétimo selo, inicia-se o toque das sete trombetas. Estamos na
metade da tribulação.
1-6-O
sétimo selo é aberto. Houve silêncio; provavelmente para mostrar a
seriedade das coisas que estão para acontecer.
Podemos ver claramente que as trombetas partem da abertura do sétimo selo, do
mesmo modo que mais adiante as sete taças seguirão a sétima trombeta.
É interessante notar que as nossas orações jamais se perdem, elas sobem como
cheiro suave diante do Senhor e sempre serão respondidas. No caso do capítulo
que estamos estudando, estas orações parecem ser o clamor dos santos por
justiça, ao que Deus responde derramando a sua ira sobre a Terra. O derramar
do juízo é simbolizado pelos trovões, vozes, relâmpagos e terremotos.
III.1)-
As quatro primeiras trombetas.
Os juízos tornam-se mais severos com o toque das trombetas. A Terra sofrerá
um pesado castigo.
7-A
primeira trombeta:
Saraiva (chuva de pedras incandescentes).
É queimado 1/3 da terra, das árvores e da erva verde.
8,9- A
segunda trombeta: A
terça parte do mar é atingida, morrendo 1/3 dos seres marinhos. Também 1/3
das embarcações são atingidos.
Uma grande montanha ardendo em fogo atirada no mar é a causa da destruição!
Esta montanha ardendo em chamas pode ser um grande meteoro, entretanto
é difícil de interpretar com exatidão o que será; mas o certo é que ela
provocará um enorme desastre e um grande impacto à humanidade!
10,11-
A terceira trombeta: Agora são as águas doces (rios) que são atingidas
em sua terça parte e tornam-se contaminadas. Quem beber destas águas morrerá!
Isto causará uma escassez de água potável tal como nunca houve! Absinto- Vem do hebraico e significa fel; amargura.
Repare que os recursos da Terra estão sofrendo drástica redução.
Do mesmo modo que a montanha do versículo 8, é difícil de interpretar
com exatidão que estrela é esta, mas igualmente o efeito sobre as águas será
literal.
Obviamente que o Apóstolo usou a linguagem e conhecimento que possuía em sua
época, visto que literalmente uma estrela não poderia cair na Terra. Pode ser
que o texto esteja se referindo a um outro corpo celeste que cai na Terra,
como um meteoro, por exemplo, causando impacto sobre os rios e as fontes.
Vale observar que alguns expositores consideram ser possível que o texto
também pode estar se referindo a um tipo de poder demoníaco que fere as
águas, haja vista os anjos caídos serem representados por estrelas caídas do
céu. (Ap 12.4). Note que na seqüência outros anjos caídos serão soltos
do abismo e ocuparão a Terra.
12,13-
A quarta trombeta: A luz do
sol, da lua e das estrelas perdem um terço do seu brilho.
Isto me lembra o céu no Estado de São Paulo; raramente podemos olhar para o
alto e ver o céu aberto, azul e brilhante por causa da poluição. Obviamente
que o relato do que lemos no Apocalipse é muitíssimo pior; mas quando vemos
as mudanças climáticas que acontecem em nossos dias por causa do aquecimento
global ocasionado pela poluição, parece que estamos vendo o cenário da
tribulação sendo montado.
Imagine
o impacto que as quatro primeiras trombetas causarão na humanidade! Mas o
pior ainda está para acontecer...
A águia
do versículo 13 mostra a velocidade e brevidade com que virão os
juízos das três últimas trombetas; os três ais sinalizam a
gravidade do que está para acontecer com o toque das trombetas que ainda
restam.
As três últimas trombetas superam as anteriores em gravidade.
Na
próxima aula estaremos analisando o capítulo 9.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 9 Assunto: Capítulo 9 – A 5ª e a 6ª trombeta
I - Introdução
Amados irmãos; o capítulo 9 do livro do Apocalipse
relata o que ocorrerá quando tocar a 5ª e a 6ª trombeta; a última trombeta
soará apenas no capítulo 11.15; antes haverá um parêntese que
abrangerá do capítulo 10.1 até o versículo 11
do capítulo 14.
Estaremos analisando nesta aula o capítulo 9.
II- A quinta trombeta: Ap 9.1-12
Antes de meditarmos nestes versículos, é necessário obtermos algumas
informações importantes...
O nome Satanás significa adversário (hebraico) e Diabo significa acusador
(grego). Estes são alguns dos títulos dados a Lúcifer (palavra que significa
aquele que brilha; estrela da manhã); o anjo caído que rebelou-se por causa da
sua soberba e arrastou consigo em sua rebelião 1/3 dos anjos do céu. Leia: Is
14.11-15; Ez 28.11-19; Lc 10.18 e Ap 12.3,4 .
Deus não criou o Diabo, aliás, nenhum mal procede de Deus. O Senhor criou os
anjos e lhes deu livre arbítrio. Lúcifer, o anjo mais formoso, chamado de
aferidor de medida (termo que dá a idéia de padrão - ver o texto citado acima
no livro de Ezequiel), rebelou-se, e com a sua queda passou a ser chamado de
Satanás. Lúcifer e seus anjos aliados foram expulsos do céu em uma batalha, na
qual Miguel liderou os anjos fieis ao Senhor; esta guerra aconteceu antes mesmo
do homem ter sido criado.
Nesta rebelião, Lúcifer conquistou príncipes angelicais; líderes, os quais não
deram importância para a posição que lhes foi conferida pelo Senhor. O pecado
destes anjos foi gravíssimo, porquanto eles tinham sob sua influência um número
incontável de anjos. Estes príncipes esperaram que Lúcifer pudesse lhes dar
algo melhor do que o Senhor lhes deu.
O Senhor prendeu estes anjos caídos no poço do abismo (II Pe 2.4; Jd
1.6) e isto serve de exemplo em especial para aqueles que possuem
cargos de liderança e ensinam na Igreja, pois a responsabilidade é enorme, haja
vista poderem levar outros ao erro e a queda; os demais anjos caídos permanecem
soltos por um tempo, liderados por Satanás e são chamados de demônios.
Satanás colocou o seu “trono” nos ares (Ef 6.12), mas será
expulso também das regiões celestiais na Grande Tribulação e colocará o seu
trono na Terra. Se hoje já está horrível, imaginem quando Satanás colocar o seu
trono na Terra, sabendo que tem apenas sete anos para agir (Ap 12.12).
Detalhe: A Igreja não estará mais na Terra e o Espírito Santo não habitará mais
no homem como acontece na dispensação da Graça.
Atualmente o “quartel general” do Diabo ainda localiza-se nas regiões
celestiais (Ef 6.12), mas durante a Tribulação, o centro de
suas ações será na Terra.
Alguns pensam que Satanás está preso, isto é um grande engano! O inimigo de
nossas almas está solto; ele é o príncipe das potestades do ar (Ef 2.2).
O Diabo também é chamado de: Grande Dragão (Ap 12.3,4 e 7);
Antiga Serpente (Ap 12.9); Belzebu (Lc 11.15);
Abadom (heb: Destruidor- Ap 9.11); Apolion (gr: Destruidor - Ap
9.11); Príncipe deste mundo (Jo 16.11); Homicida (Jo
8.44); Pai da mentira (Jo 8.44); Ladrão (Jo
10.10).
Agora que você possui todas estas informações, passaremos a meditar no capítulo
9...
v.1-3- A estrela que caiu do céu na Terra sem dúvida alguma
é o próprio Satanás.
Vemos que a chave do poço do abismo é dada nas mãos dele.
Imediatamente o Diabo solta todos os anjos caídos que se encontravam presos no
abismo. Lembre-se que estes são mais fortes do que os demônios que estão
soltos.
Amados, a situação da Terra ficará aterrorizante! Gafanhotos - símbolo de demônios na Bíblia.
v.4-6- Os demônios somente poderão tocar naqueles que não
pertencem ao Senhor. Estes homens ímpios serão torturados, mas não morrerão. O
tormento durará cinco meses.
v.7-11- A aparência dos anjos caídos é terrível; e Satanás
é o líder deles!
v.12- Este é apenas o primeiro ai! Restam ainda duas
trombetas!
III- A sexta trombeta: Ap 9.13-21 v.13- A 6ª trombeta é tocada e o poder satânico sobre a Terra
aumenta mais ainda.
O tabernáculo e seus utensílios, os quais Deus mandou que fossem construídos
por Israel através de Moisés, eram uma figura do culto perfeito no céu. O altar
mencionado aqui é o altar de incenso feito de ouro que ficava diante do véu. No
céu, na realidade, não existem estes objetos, aliás, nem se fazem necessários.
Neste versículo, a voz vem do altar simbolizando que o juízo partia do Senhor;
além disso, quando alguém segurava em uma das quatro pontas do altar era livre
da morte, ninguém poderia ser morto ao segurar a ponta do altar, isto reforça a
idéia de que os servos de Deus são guardados por ele; embora saibamos que serão
martirizados e perseguidos, eles serão poupados do poder satânico.
Irmãos, o Senhor permitirá o martírio, eles serão perseguidos pelo Anticristo,
mas serão poupados do ataque direto de Satanás.
Assim como o Senhor poupou o povo de Israel no Egito na morte dos primogênitos,
o Senhor guardará o seu povo das mãos do Diabo!
v.14- A 6ª trombeta ao soar, intensifica a força
satânica sobre a Terra com a soltura de mais quatro anjos caídos, estes,
entretanto, estavam presos em um região espiritual próxima ao rio Eufrates.
Sobre este rio lembramos que:
Banhava o Édem Gn 2.10-14; será um dos
limites das fronteiras de Israel Ex 23.31; Dt 11.24 elocalizava-se
na Babilônia, nação marcada pela idolatria, símbolo de abominação.
v.15- “...preparados para a hora, o dia, o mês e o
ano...” - Tudo está dentro do controle do Senhor, de acordo com a sua
soberania.
Estes anjos caídos matarão a terça parte dos homens. Repare que os anjos que
saíram do abismo no toque da 5ª trombeta, torturam os homens durante cinco
meses, mas estes não morrerão; entretanto, ao tocar a 6ª trombeta, 1/3 dos
homens serão mortos!
A esta altura, a população da Terra já estará reduzida.
v.16-19- Estes seres possuem a sua disposição uma
cavalaria totalizando 200.000.000 (20.000 x 10.000). Não sabemos se está
referindo-se a um exército de seres espirituais (demônios). Isto é
perfeitamente aplicável ao texto.
A interpretação literal do texto, ou seja, a de que são seres demoníacos, trará
menos problemas de hermenêutica, mas vale registrar também a seguinte
interpretação (menos provável):
Alguns interpretam a descrição dos gafanhotos da 5ª trombeta (9.7-10)
como sendo aviões de guerra e a cavalaria da 6ª trombeta (9.16-19)
como tanques de guerra. Se assim for, os demônios levariam os homens a atacarem
uns aos outros. O ataque aéreo seria de precisão; a famosa “guerra cirúrgica”
feita para torturar e abalar psicologicamente, enquanto que o terrestre traria
morte. Um exército de 200 milhões é possível, vale lembrar que a China, por
exemplo, poderia perfeitamente colocar um exército destas proporções em combate,
pois a sua população ultrapassa a um bilhão de pessoas. A Índia tem
aproximadamente 800 milhões de habitantes.
v.20,21- Apesar de tudo, os homens que escaparam destes
flagelos continuaram maus e não se arrependem dos seus pecados.
Obs.: A disciplina para o servo de Deus leva ao arrependimento, correção e
edificação; mas para os ímpios, a disciplina endurece a cerviz!
Amados; estudaremos o 2º parêntese do livro em nossa próxima aula
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 10 Assuntos: Análise de Apocalipse 10.1- 11.14- O 2º parêntese Análise de Apocalipse 11.15-19- A sétima trombeta
I –
Introdução
Nesta aula estaremos analisando os capítulos 10 e11.
O espaço que engloba Ap 10.1-11.14, corresponde ao segundo parêntese do
livro, e Ap 11.15-19 corresponde ao retorno da ordem cronológica com o
soar da sétima trombeta.
Assim como antes de abrir o sétimo selo e iniciar o toque das trombetas houve
um parêntese, do mesmo modo, antes de soar a sétima trombeta e serem derramadas
as sete taças, existe um parêntese o qual estudaremos nesta aula.
II-
Análise do capítulo 10
A primeira visão deste parêntese se encontra neste capítulo...
v.1-4- Este anjo forte é o próprio
Senhor Jesus (a palavra anjo não se refere apenas aos seres espirituais, veja Ap
1.20, onde os anjos das igrejas são os pastores; mensageiros), podemos
concluir isto devido a sua descrição: Envolto em nuvem - significa revestido da Glória de Deus; O arco – simboliza a aliança; O rosto como sol – poder, divindade (ver Ap 1.16); As pernas como colunas de fogo – No caso, o fogo da provação; as pernas
mostram o caminhar, ou seja, Jesus foi provado em todo o seu caminhar aqui na
Terra, mas venceu e jamais pecou (ver Ap 1.15).
Jesus encontra-se no céu com a Igreja, mas não podemos esquecer que se trata de
um parêntese.
O livrinho mostra que está para se findar os juízos executados sobre a Terra no
período da tribulação; a ira de Deus derramada sobre a Terra estará se
encerrando com o tocar da última trombeta. Algumas teorias sobre o livrinho: A)- Indica que o fim está próximo, a conclusão do derramar da ira de
Deus e a purificação de Israel; B)- O livro de Daniel; C)- A Bíblia; D)-Um outro livro de juízos.
Das opções acima a mais correta e coerente é a primeira.
Os seus pés estão sobre o mar (as nações gentílicas) e sobre a Terra (Israel),
ou seja, o restante das coisas que estão para acontecer dizem respeito a Israel
e as demais nações. Também indica que o seu domínio estende-se sobre todo
mundo.
Sobre os sete trovões: Não nos foi revelado; tentar descobrir certamente levará
à heresia. Se o Senhor quisesse revelar, deixaria escrito neste livro, o qual
contém tantos detalhes sobre o fim.
v.5-7- Confirma a interpretação acima,
ou seja: Já não haverá demora!
Ao soar a sétima trombeta tudo estará cumprido!
8-10- É doce sabermos da vitória final
que o Senhor dará ao seu povo, mas quando nos é revelado o modo pelo qual ela
virá, isto poderá ser amargoso devido ao sofrimento que será necessário. Israel
seria purificado, mas para isto, seria necessário ser espremido; passar pelo
fogo da provação! Quanto mais o desfecho da tribulação se aproxima, mas Israel
será apertado.
Isto nos lembra dos dias de Jeremias; Deus mostrou ao profeta que trataria com
a nação, mas ao ver o que aconteceria, Jeremias sofreu muito!
Amados, muitas vezes oramos e pedimos a salvação de um parente, ou uma
determinada vitória, ou ainda uma libertação em certa área da vida, mas não
podemos imaginar como será a resposta às nossas orações, não sabemos como Deus
agirá, mas certamente ele fará o melhor para a nossa vida!
11- Apesar de tudo o que esperava a
nação de Israel, apesar de tudo o que seria revelado, João não podia desanimar,
ele ainda continuaria o seu ministério.
Quando Deus nos mostra alguma luta, isto é para sabermos que ele estará conosco
e nos dará força e vitória!
Concluindo:
Esta primeira visão mostra que está para se encerrar o tratamento que Deus está
dando a nação e a Terra por causa de todos os seus pecados.
III-
Análise do capítulo 11.1-14
v.1,2 – Estes versículos introduzem a
segunda visão do parêntese.
O templo aqui mencionado é o que será construído durante a tribulação (ver Dn
9.27; Mt 24.15,21). Sabemos que houve dois templos e um outro será
construído, a saber: a)-O 1º construído por Salçomão e destruído pelos caldeus; b)-O 2º construído por Zorobabel, ampliado por Herodes e destruído pelos
romanos; c)-O 3º será construído por Israel na tribulação e será profanado pelo
Anticristo.
O templo estará sob a administração dos judeus na primeira metade da
tribulação, repare que aos gentios é dado pisar apenas o átrio externo. O
Anticristo fará um pacto com Israel e a grande maioria irá acreditar que ele é
o Messias, entretanto, na metade da semana ele quebrará o acordo e profanará o
templo.
Estes mesmos gentios são vistos dominando e esmagando a cidade de Jerusalém por
42 meses que correspondem a três anos e meio; a segunda metade da tribulação.
Antes que isto aconteça, Deus enviará as suas duas testemunhas que estarão
profetizando durante a primeira metade da tribulação...
v.3-13- 1260 dias = 3,5 anos; ou seja, a
primeira metade da tribulação. Não podemos esquecer que estamos em um parêntese
e este não está em ordem cronológica. O objetivo é mostrar que os homens não
têm desculpas! As testemunhas comprovariam a maldade dos homens (ver Mt
18.16).
As duas testemunhas são profetas. Sabemos que: a)- Estão diante do Senhor (v.4); b)- Não poderão ser detidas e ninguém poderá impedir que profetizem (v.5); c)- São revestidas de poder para operar maravilhas (v.6) d)- Os sinais que realizam são semelhantes aos operados através de
Moisés e de Elias (v.6); e)- Profetizarão em uma época de grande apostasia, tal como na época Acabe
e Jezabel. f)- Somente serão mortas quando concluírem a missão (v.7); g)- O Anticristo irá matar as duas testemunhas (v.7); h)- O anticristo deixará o cadáver das testemunhas exposto apodrecendo
ao ar livre em Jerusalém (v.8); i)- os homens se alegrarão com a morte das testemunhas, pois acusavam o
erro e com isso os aborrecia (v.9,10); j)- As duas testemunhas ressuscitarão, o que causará grande espanto e
temor (v.11); l)- As testemunhas são levadas por Deus para o céu aos olhos dos seu
inimigos (v.12); m)-Durante a ascensão das testemunhas, um grande terremoto destrói 1/10
da cidade matando 7000 pessoas e deixando as demais aterrorizadas (v.13).
O fato das pessoas darem glória a Deus, não significa que se arrependeram.
Podemos
notar que nos foi revelado muitas coisas sobre o ministério das duas
testemunhas nestes versículos, entretanto, tentar descobrir quem são é tolice,
haja vista não ter sido revelado.
Alguns afirmam ser Moisés e Elias que aparecerão; outros Enoque e Moisés, e
outros Enoque e Elias. A meu ver serão duas pessoas que o Senhor levantará
durante a tribulação no poder e virtude de Moisés e Elias, ou seja, usados tal
como Moisés e Elias. Esta é a posição mais coerente. Sobre este assunto, ver ainda:
Quando João Batista surgiu pregando, muitos “ventilaram” que ele poderia ser
Elias, entretanto o próprio João negou; ele apenas profetizava com a mesma
autoridade e coragem de Elias.
Leia os seguintes textos (Mt 17.10-13; Lc 1.13-18; 7.24-35 e Jo 1.19-23)
e depois compare:
Elias profetizou quando um rei ímpio governava Israel (Acabe). João também
(Herodes era o rei).
Elias condenou o pecado de Acabe e Jezabel diante deles. João condenou o pecado
de Herodes na presença do rei.
O versículo
14 é uma transição do parêntese para a sétima trombeta. “Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.” - As duas
últimas trombetas vieram acompanhadas de um ai, o que mostra que o próximo ai
introduz a última trombeta. Cada ai mostra a gravidade dos juízos das três
últimas trombetas.
IV- A
sétima trombeta- Ap 11.15-19
Esta trombeta ao soar trás consigo as sete taças que manifestam o último grupo
de juízos que atingirão a Terra, e, em especial, Israel.
Excetuando-se os parênteses que ainda estudaremos e os eventos que seguem à
volta de Jesus, a sétima trombeta abrange até o final da tribulação.
v.15-18- Reinício da ordem cronológica.
Ao soar esta trombeta, há um anúncio da vitória final de Cristo e do seu povo.
Este anúncio é um consolo para o povo de Deus, diante da última manifestação da
ira de Deus expressa nas sete taças.
As taças estão localizadas no final da segunda metade da tribulação. Veja a tabela abaixo:
7 selos
7 trombetas
7 taças
Início da tribulação
(1ª metade)
Segunda metade da tribulação
Final da Grande Tribulação (fim da segunda
metade)
Lembre-se
de que a profecia por inúmeras vezes fala no tempo passado a respeito de
eventos futuros a fim de enfatizar a certeza do cumprimento da Palavra.
Exemplo: Is 53.3-9 fala do sofrimento do Messias como se já estivesse
acontecido, sendo que o livro foi escrito a mais de 700 anos antes de Cristo.
v.19- A arca mostra o cumprimento das
promessas feitas a nação de Israel.
Não é literalmente a mesma do templo de Salomão! Leia Hb 9.23. Os
utensílios representavam o céu; aliás, no céu não haverá templo (Ap 21.22,22).
É um absurdo imaginar que existem objetos iguais aos do templo e um santuário
literal no céu, onde não há os limites da matéria e tudo transcende a nossa
própria imaginação. Devemos ter em mente que o livro do Apocalipse possui
muitas figuras e que as coisas celestes muitas vezes são representadas
materialmente. “Relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada” – Simbolizam
o derramar da ira de Deus.
Findamos
aqui esta aula e caminhamos para os eventos finais da Grande Tribulação,
prosseguindo com o nosso estudo do Apocalipse.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 11 Assunto: Análise do capítulo 12 A mulher e o dragão
I – Introdução
Estamos chegando ao terceiro parêntese do livro do Apocalipse, sendo o mais
extenso de todos abrangendo o espaço que vai de Ap 12.1 até Ap
14.20.
Este parêntese é colocado antes das taças começarem a ser derramadas.
Recordamos que no capítulo 14.15-19 houve o toque da sétima
trombeta; e, conforme já estudamos, a sétima trombeta trás consigo as sete
taças.
As taças estão localizadas na última parte da Grande Tribulação, e, antes delas
serem derramadas manifestando o ápice do juízo de Deus, o Senhor revela mais
alguns detalhes neste parêntese.
O capítulo que iremos estudar nesta aula fala sobre a nação de Israel; é uma
espécie de resumo e um consolo para o povo de Deus, o verdadeiro Israel!
II- Análise do capítulo 12- A mulher e o dragão
Um resumo da história e destino de Israel. Passado e futuro!
Uma esperança para a nação em meio a Grande Tribulação.
v.1- Quem esta mulher representa?
Obviamente que não se trata de Maria, como os católicos
romanos pensam; aliás, não há nenhum motivo para se pensar nisto, haja vista
Maria não aparecer em momento algum no contexto deste livro, nem tão pouco
exercer algum papel no contexto escatológico. Dizer que a mulher é Maria é
“forçar a barra” para justificar a mariolatria!
Repito: Não há motivo ou sequer vestígio algum no texto ou contexto do livro
para se afirmar tal absurdo! Voltamos à pergunta:Quem é esta mulher?
Não existe dúvida de que a mulher é a nação de Israel. Veja: 1º)-O livro trata principalmente da nação de Israel durante a
tribulação.
Israel, após o arrebatamento, será o povo de Deus na Terra. 2º)-A simbologia das doze estrelas é a mesma do livro de Gênesis.
Ver Gn 37.9 3º)-Na Bíblia a mulher representa a nação de Israel no Antigo
Testamento. A mulher adúltera simboliza o Israel apóstata. A Noiva (a mulher
virgem) representa a Igreja no Novo Testamento; obviamente que a igreja
apóstata será a prostituta do Novo Testamento. Quando a igreja for arrebatada,
Deus voltará a tratar especificamente com Israel, logo, a mulher aqui é Israel,
visto que no capítulo 12 de Apocalipse a Igreja está no céu. 4º)-Os símbolos usados se encaixam com a nação de Israel.
Vejamos:
Vestida do Sol- O Sol representa a glória do Senhor. Israel foi o povo
escolhido para glorificar a Deus entre as nações da Terra.
A lua debaixo dos pés- A Lua reflete a luz do Sol, assim como a Lei reflete a
vontade de Deus. Israel está apoiado sobre a Lei!
As doze estrelas- As doze tribos. Concluímos que a mulher neste texto é Israel. No decorrer do capítulo a
idéia ficará mais evidente.
v.2- Grávida do Messias- Jesus!
Quando uma mulher está grávida, ela está gerando um ser. O simbolismo significa
que a nação daria à luz o Messias.
Sofrendo- As lutas da nação até o nascimento do Messias.
Quando foi feita a promessa do resgate da humanidade em Gn 3.15;
passou a ser conhecido que Deus enviaria o seu Filho; o seu ungido que viria
como homem (a semente da mulher) para pisar na cabeça de Satanás e resgatar a
humanidade.
Deus separou um povo (Israel) para através deste povo trazer o Messias (Jesus).
O tempo inteiro o Diabo tentou impedir o cumprimento deste nascimento através
da aniquilação da nação escolhida.
Aí está o simbolismo das dores de parto!
v.3- Este Dragão é Satanás!
Grande- mostra a sua força
Vermelho- simboliza a sua violência.
As sete cabeças e os dez chifres mostram a sua identificação com a Besta que há
de vir e com todo governo humano que sempre perseguiu o povo de Deus.
v.4- A sua cauda... A força de um dragão está na sua cauda
(ver, por exemplo, o lagarto); isto simboliza que Satanás, com o seu poder,
levou consigo 1/3 dos anjos. Na rebelião que houve no céu, 1/3 dos anjos
seguiram a Lúcifer.
Este mesmo Dragão concentrou as suas forças contra Israel; o seu objetivo era
impedir o nascimento de Jesus.
v.5- O intento do Dragão foi frustrado.
Na matança dos hebreus, por exemplo, Deus livrou Moisés para depois libertar
Israel do Egito.
Na época dos Juízes, Deus livrou Israel através destes mesmos juízes.
Na Babilônia; Deus levantou um remanescente.
Na matança dos meninos feita por Herodes, Deus guardou o seu Filho.
Jesus nasceu! O Diabo não conseguiu e jamais conseguirá impedir os planos de
Deus! Este filho há de reinar sobre todas as nações. “E o seu Filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono.” - Aqui já
existe um grande salto na história; nas entrelinhas subentende-se a morte
expiatória de Cristo, sua ressurreição e ascensão à destra do Pai nas alturas.
Amados, por não ter conseguido impedir o nascimento do Messias, o Diabo tentou
impedir a sua morte na cruz; porem mais uma vez os seus planos caíram por
terra.
A história avança até a Grande Tribulação...
v.6- Deus guardará a nação como sempre fez. Existe um
lugar preparado para o remanescente durante 1260 dias, ou seja, os últimos três
anos e meio da tribulação.
Obs.: No início da tribulação, o Anticristo fará um pacto com Israel.
v.7-12- Há uma interrupção na história neste ponto.
Encontramos neste versículo uma referência a batalha que ocasionou a queda de
Satanás; entretanto, os versículos trazem uma informação mais profunda ainda...
Percebemos que esta batalha irá se repetir no período da tribulação. Satanás
será expulso das regiões celestiais e lançado para a Terra.
O versículo 12 deixa claro que o trono do inimigo; o seu
quartel general, passará a ser na Terra, pois com o arrebatamento da Igreja,
Satanás será expulso dos ares.
Na tribulação, a Igreja terá sido arrebatada e o Espírito Santo não habitará
plenamente no homem como na dispensação da Graça, portanto, o Diabo terá mais
“liberdade” para atuar.
Ao descer à Terra definitivamente, Satanás sabe que tem pouco tempo para agir,
porque com a volta de Jesus ele será lançado no abismo por mil anos (ver Ap
20.1-3), logo, o seu tempo é de 7 anos!
A ira e o ódio de Satanás serão enormes!
Imagine meu irmão; se nos dias de hoje o mundo jaz no maligno, como será na
tribulação? Como ficará o mundo sem o Espírito Santo habitando no coração
daquele que crê; sem a Igreja (luz do mundo e sal da Terra); com o Diabo agindo
livremente com todo ódio; com a soltura dos anjos caídos; com o Anticristo
manifesto e com os terríveis castigos sobre a Terra?
v.13-16- Quando o Diabo é jogado na Terra, concentra toda a
sua fúria contra Israel; entretanto Deus guardará a Nação.
Destruir a nação, significa tentar impedir que Jesus volte para reinar sobre a
Nação e sobre a Terra.
De uma forma rápida (asas de águia); o remanescente escapará! Será guardado
durante o período em que o Anticristo avançar com ímpeto sobre a nação; com
todo o poder de Satanás.
Mais uma vez é dito que Israel será guardado na última metade da tribulação
(3,5 anos).
O Dragão (Satanás) tentará ir atrás da mulher (Israel), mas sua tentativa será
em vão. O local preparado pelo Senhor dará condições para que Israel escape
ileso.
v.17,18- O ódio de Satanás aumenta mais ainda porque o
remanescente fiel escapa. Por não conseguir atingir o remanescente que havia
sido selado pelo Senhor, o Diabo se volta contra os outros judeus, àqueles que
creram na mensagem pregada pelo remanescente.
Muitos judeus ajudarão ao Anticristo, muitos não vão se arrepender, entretanto,
existirão aqueles que se entregarão ao Senhor e aguardarão o retorno do Rei
Jesus. Estes judeus serão terrivelmente massacrados, até que o Senhor venha e
ponha fim ao exército do Anticristo.
Lembre-se que o Dragão se identifica com a Besta, ou seja, ele transfere o seu
poder para que ela persiga a nação de Israel. (II Ts 2.9,10)
Para vir contra Israel, o Dragão usará todo poder e governo humano.
Amados, este capítulo trás uma mensagem de esperança para Israel; a certeza
de que a nação não será de todo eliminada, a certeza de que um remanescente
será preservado e a certeza de que, aqueles que forem martirizados, serão
recompensados pelo Senhor.
Na próxima aula continuaremos o nosso estudo falando sobre as duas
bestas do Apocalipse.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 12 Assunto: Análise do capítulo 13 As duas bestas
I- Introdução
Ainda dentro do parêntese que se iniciou no capítulo 12 do livro, este capítulo
nos fornecerá detalhes sobre a besta; aprenderemos também que surgirá uma
segunda besta que auxiliará a primeira, levando os homens a adorá-la.
II-A primeira besta (Ap 13.1-10)
v.1 – A primeira besta surge do mar, ou seja, dentre as nações.
Sobre os chifres e as cabeças, a interpretação está no próprio livro. As sete cabeças- Ap 17.9,10: “Aqui está o sentido, que tem
sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada.
São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não
chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.”
Amados, sete impérios dominarão a nação de Israel na história. Antes do império
da Besta, houve cinco impérios mundiais que exerceram domínio sobre Israel, a
saber, em ordem: Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia. Estes cinco, já
caíram. Quanto ao que existe, João está referindo-se ao império romano, que é o
império que dominava a nação em sua época. O que não chegou é o império da
besta, este durará pouco, ou seja, sete anos, dos quais na segunda metade
mostrará o seu caráter e ódio contra os judeus. Os dez chifres- Ap 17.12,13: “Os dez chifres que viste são dez reis,
os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a
besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder
e a autoridade que possuem.” .
Os dez chifres são dez reis (governos; chefes de Estado) que controlam um único
reino (império). O império da besta será controlado pela aliança de dez países.
Este império mundial é o mesmo visto por Daniel em: Dn 2.33,41-44; 7.7,8,19-25.
v.2 – Repare que a besta (este império) terá um pouco da característica de
todos os outros.
O dragão é o Diabo, como vimos no capítulo 12. Satanás investirá toda sua
astúcia e poder neste império e no Anticristo.
v.3 – A cabeça golpeada é o império romano, mas este ressurgirá no final dos
tempos em uma forma diferente. A sede do governo mundial será Roma!
Lembre-se que os pés da estátua em Dn 2, tinham ferro (Roma) misturado com o
barro. Recordemos também que na visão dos animais em Dn 7, o quarto animal é o
mesmo império que sucede ao grego, portanto o império romano aparecerá
novamente na tribulação, é como se ele não tivesse sido destruído totalmente e
ainda existisse como um “vírus em estado latente”.
Todos ficarão espantados com o surgimento desta superpotência mundial.
O Anticristo será o governador único desta superpotência, ele assumira o
controle derrubando os três governantes mais fortes. Ele (Anticristo) também é
chamado de besta, ou seja, o império e o próprio Anticristo são a besta!
Ver Ap 17.8 onde a Besta é o império: “ a besta que viste, era e não é,
está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam
sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação
do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá.”.
Ver também Ap 17.11 onde a Besta é o Anticristo: “ E a besta, que era e não
é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a
destruição.” .
v.4-8 – O Dragão será exaltado quando a besta for exaltada; ele é o imitador
de Deus! Do mesmo modo que ao adorarmos a Cristo, glorificamos o Pai; ao
adorarem a besta, os homens glorificarão ao Dragão!
O Anticristo blasfemará contra Deus, vencerá os santos durante a grande
tribulação e dominará o mundo.
v.9 – “Se alguém tem ouvidos, ouça.”- Esta expressão enfatiza a
importância de se prestar atenção e guardar as palavras que estão sendo ditas.
A exortação que se segue é para os que ficaram na tribulação.
v,10- O que tiver que acontecer certamente virá!
Leia Jeremias 15. 1-4
Muitos serão levados presos, torturados e martirizados; Deus purificará Israel
e todas estas coisas certamente acontecerão. Sabendo disto, aqueles que se
entregarem ao Senhor deverão perseverar em meio a tão Grande Tribulação!
II-A primeira besta (Ap 13.11-18)
A segunda Besta se levantará depois da primeira, entretanto, atuarão ao mesmo
tempo.
v.11- Esta Besta emerge da terra, ou seja, de Israel. Esta Besta deverá ser um
judeu.
Obs.: A primeira Besta provavelmente também seja um judeu; talvez nascido em
outro país. O fato de ser aceito como Messias reforça a idéia de ser um judeu.
Neste versículo, os chifres servem apenas para mostrar o caráter da besta: Por
fora parecia bom, mas as suas palavras eram malignas; falava como Dragão (seu
discurso era movido pelo Diabo). Devemos lembrar que a boca fala do que está
cheio o coração.
Este homem está cheio de engano!
v.12- Caminha junto com a primeira Besta e tem como principal função levar a
nação a adorar a primeira Besta (o Anticristo).
Por suas palavras enganarem os homens, ele é chamado de FALSO PROFETA!
v.13- Tem poder para operar grandes sinais. Obviamente que são sinais feitos
por Satanás.
Será uma grande armadilha para quem gosta tanto de sinais.
v.14- Convence os homens que façam uma imagem da Besta e a adorem.
v.15- Irmãos, antes de comentar este versículo, é necessário observar:
Satanás estará operando na Grande Tribulação tal como nunca havia se
manifestado anteriormente. O Anticristo virá com todo poder e eficácia de
Satanás, do mesmo modo a segunda Besta (Ap 13.12,13).
Existem coisas que ao Diabo não é permitido fazer; porém, durante a Grande
Tribulação, Satanás poderá ampliar mais o seu poder de ação, visto que o
Espírito Santo se retirará com a Igreja II Ts 2.7-12(*Isto não significa que o
Espírito de Deus não agirá; apenas a sua manifestação será como nos dias do
Antigo Testamento, ou seja, por medida).
O Diabo é o enganador; o pai da mentira (Jo 8.44), logo, os seus sinais são
sinais da mentira!
Exemplos: Em sessões espíritas os demônios fingem adivinhar o que as pessoas
fizeram, mas na verdade eles estão falando do que viram. Os demônios fingem
prever o futuro, mas apenas estão falando antecipadamente o que pretendem
fazer. As pessoas passam a falar com a voz de um parente que havia falecido,
mas na verdade é um demônio que está possuindo a pessoa e imitando a voz do
morto. Objetos parecem voar, mas na verdade o demônio esta deslocando o objeto.
Pessoas são “curadas” em terreiros e reuniões idólatras, mas, na verdade, eles
apenas estão tirando o que colocaram com o objetivo de prender a pessoas no
terreiro ou na mariolatria.
Somente Deus pode saber o futuro de antemão, mas os demônios fingem saber;
somente Deus pode curar de verdade; etc.
Amados, se hoje o inimigo faz as coisas que citamos acima e engana a muitos,
quanto mais na Grande Tribulação!
Voltemos ao texto:
“lhe foi dado”- Por ser um homem (possuído), o poder da segunda
Besta tem uma fonte: O próprio Satanás! Logicamente a segunda Besta terá
poderes que executarão sinais os quais deixarão os homens atônitos. Estes
sinais realizados convencerão os homens; fortalecerão os seguidores da Besta e
atrapalharão os verdadeiros judeus. “comunicar fôlego a imagem da Besta” - Visto que o seu poder é
sobrenatural, não é de se estranhar que a imagem da Besta possa até falar ou
mover-se, mas tudo isso não passa de mais um engano de Satanás que encontrará
no coração dos homens maus, rebeldes e curiosos, um terreno fértil para a sua
mentira.
O Diabo não tem poder para criar ou dar vida, mas poderá entrar em um objeto
sem vida, fingindo que lhe conferiu vida própria!
Devemos lembrar que o poder de ação do Diabo aumentará e ele investirá
pesadamente para levar a humanidade à ruína e destruir em especial a nação de
Israel.
O inimigo também opera sinais hoje; quanto mais na Tribulação!
A interpretação literal do texto é a melhor.
Muitas coisas o Diabo não pode fazer por causa da Igreja, mas quando ela tiver
sido arrebatada...
v.16,17- Somente poderão comprar ou vender aqueles que forem marcados pela
Besta.
As pessoas aceitarão a marca da Besta por causa de suas próprias maldades;
exceto aqueles que se entregarão ao Senhor. O sofrimento será grande para os
servos do Senhor! Quem não possuir a marca da Besta será perseguido ferozmente
até a morte!
Há alguns anos atrás, era difícil imaginar que marca seria esta, entretanto, em
nossos dias, com a evolução da tecnologia, vemos a implantação dos cartões
magnéticos, e, mais recentemente, o uso do micro chip.
Meus irmãos, quando vocês vão a um mercado, se não possuírem um cadastro não
poderão comprar através de cheque. O cartão de crédito é aceito devido à
facilidade que oferece; facilidades maiores ainda oferecem os implantes de
biochip. Na Europa já estão sendo implantados em seres humanos, estes pedem a
sua implantação devido às vantagens que o chip oferece, tais como a localização
da pessoa em caso de seqüestro e a eliminação de um montão de documentos em
forma de papéis, dentre inúmeras outras.
Pode ser que outra tecnologia ainda surja, mas as que vemos hoje em nossos
dias, nos mostram que não está muito longe de um controle total.
Em nome da segurança, os homens estão aceitando uma vigilância constante sobre
as suas vidas; trocam a privacidade e a liberdade pela proteção e por causa da
violência, a população das cidades vive sob constante controle, aos olhos das
câmeras e satélites. Um dia isto pode ser uma arma fatal nas mãos do
Anticristo.
Veja as imagens abaixo:
v.18- Assim como o nosso Deus é um Deus trino, o Diabo também tem a sua
trindade; ele é o imitador!
O famoso 666 representa a trindade satânica: O Anti-pai (o Dragão;o Diabo,
Satanás); o Anti-filho (Anticristo) e o Anti-espírito (o falso profeta).
O número seis na Bíblia representa o número do homem, também é o número da
imperfeição. O homem foi criado no sexto dia.
O número sete represente o número de Deus, também é o número da perfeição.
As funções das pessoas da trindade satânica procuram imitar as pessoas divinas.
Veja:
O Espírito nos leva à
Cristo O falso
profeta leva os homens ao Anticristo
Adorar a Cristo glorifica o Pai
Adorar o Anticristo agrada o Diabo
Haja vista a marca da Besta ser uma aceitação do culto a mesma, toda a
trindade satânica é adorada simultaneamente!
Aceitar a marca da Besta é como entregar-se ao próprio Diabo!
Prosseguiremos com a análise do parêntese e o estudo das taças na
próxima aula.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 13 Assuntos: Análise dos capítulos 14 a 16.21 Fim do terceiro parêntese As sete taças O final da Grande Tribulação
I –
Introdução
Antes de prosseguirmos com a análise do livro, devemos lembrar que até o versículo
20 do capítulo 14 ainda estamos dentro de um dos parênteses do livro.
Para que você tenha uma idéia sobre a colocação dos parênteses, a seguir trago
as duas formas mais aplicadas, a saber:
1ª opção (mais correta e mais usada)
Cronológico:
1.1-
6.17
(Os capítulos 4 e 5 mostram a igreja no céu após o
arrebatamento; mas não podem ser contados como um parêntese no livro por estarem
em ordem cronológica em relação ao capítulo anterior. Enquanto a Igreja
está no céu, na Terra começa a tribulação.) 1º parêntese:7.1-17 Cronológico:8.1-9.21 2º parêntese:10.1- 11.14 Cronológico: 11.15-19 3º parêntese: 12.1-14.20 Cronológico: 15.1- 16.21 4º parêntese: 17.1- 18.24 Cronológico: 19.1- 22.21
2ª opção (menos usada)
Cronológico: 1.1- 3.22 1º parêntese: 4.1- 5.14 (Os capítulos 4 e 5 mostram o detalhe
da igreja no céu após o arrebatamento; podem ser considerados como um pequeno
parêntese, pois, apesar de seguirem em ordem cronológica o capítulo três, são
paralelos aos eventos que ocorrem na Terra durante a tribulação) Cronológico: 6.1-17 2º parêntese: 7.1-17 Cronológico: 8.1-9.21 3º parêntese: 10.1- 11.14 Cronológico: 11.15-19 4º parêntese: 12.1-14.20 Cronológico: 15.1- 16.21 5º parêntese: 17.1- 18.24 Cronológico: 19.1- 22.21
*Para efeito de prova e
aprendizado em nossas igrejas, adotaremos a forma com quatro parênteses.
Independente da opção escolhida, o importante é sabermos que existem estes
parênteses no livro com o objetivo de contar detalhes sobre eventos já narrados
ou eventos que ainda serão relatados. É importante sabermos que é usado este
tipo de estilo na narração para que não venhamos a nos perder na interpretação.
Prossigamos
com o nosso estudo...
II -
Análise do capítulo 14
14.1-5- O capítulo encontra-se dentro do
parêntese que começou no capítulo 12.
Muitos perguntam a respeito deste grupo de 144.000. Trata-se do mesmo grupo
encontrado no capítulo 7.1-8.
Estes versículos têm como objetivo mostrar que o grupo que foi marcado pelo
Senhor no início da grande tribulação permanecerá intacto até a volta do
Senhor. Lembre-se que será narrado sobre as sete últimas pragas da grande
tribulação que serão derramadas no final deste período, portanto, este
parêntese é um conforto para o remanescente judeu que foi selado por Deus. 4- “não se macularam com mulheres, porque são castos”
Simboliza os que não se prostituíram com os ídolos, permanecendo fiéis a Deus.
14.6-20- Estes versículos também avançam
até o fim, sendo uma forma resumida de anunciar o desfecho do derramar do juízo
de Deus sobre a Terra.
A revelação que se segue é dada antes da visão do derramar das sete taças. Deus
assim o faz para animar os seus servos diante da expectativa das horrendas
coisas que hão de acontecer com o transbordar final da ira do Senhor sobre a Terra.
O juízo de Deus para os justos é verdadeiro, é livramento e salvação; mas para
os incrédulos é tremor, angústia e condenação.
Em meio a grande aflição é proclamada uma mensagem de esperança e com a voz dos
anjos anuncia-se que:
1º)v.6,7-É chegada a
hora do juízo. Os homens precisam se arrepender!
Este desfecho não é algo improvisado, mas faz parte de um plano existente antes
da fundação do mundo; faz parte de um Evangelho que é eterno.
. “É chegada a hora” - Mais uma vez Deus fala das coisas futuras como se
já tivessem acontecendo enfatizando assim a veracidade da sua Palavra.
Sobre a
expressão “O Evangelho eterno”; podemos afirmar que: Evangelho sempre significa boas novas!
Evangelho de Jesus Cristo: Boas novas da salvação pela fé em Cristo
Evangelho do Reino: Boas novas do reino de Cristo que está para chegar
Evangelho Eterno: Boas novas do plano eterno que está para se cumprir
Sempre o Evangelho trará boas notícias e não é diferente neste capítulo, no
caso deste versículo, a mensagem é o anuncio do juízo de Deus eminente e o
convite ao arrependimento.
O sentido da eternidade do Evangelho recua à eternidade passada, visto que Deus
é soberano e tudo planejou; mas também avança até a eternidade futura, porque
os seus efeitos são eternos.
Outros eventos são anunciados na seqüência que são novas de alegria para os
justos...
2º) v.8- Pré-anunciada a queda de todo o
sistema de governo humano sem Deus, tanto sob o aspecto político como
comercial.
Este versículo se cumprirá no capítulo 18.
3º)v.9-12- Pré-anunciada a
condenação da Besta e de seus adoradores.
Os seguidores da Besta receberão a mesma condenação eterna que ela, e os santos
são chamados a perseverar.
O anúncio antecipado da condenação eminente dos adoradores da Besta e de todos
os que receberem a sua marca é um incentivo à perseverança dos santos diante
das terríveis pragas que ainda serão derramadas.
Isto nos lembra das palavras do Senhor em Mateus 10.28: “Não temais
os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer
perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”. Os versículos de 9 a 11 se cumprirão no capítulo 19.20
4º) v.13- Um consolo para os mártires da
tribulação.
5º)
v.14-20-
Pré-anunciada a colheita na Terra. Será feita a separação entre justos e
perversos. Somente os justos herdarão o Reino.
Esta colheita atinge tanto gentios quanto judeus.
A
colheita será feita dentre os gentios(14-16)
Serão separados os bodes das ovelhas. v.14- Jesus vs.15 e 16- É chegada a hora da ceifa- Jesus é o juiz!
Isto é mais um consolo para os fiéis, ainda que sofram lutas terríveis, somente
eles herdarão o reino que está por vir!
A
colheita será feita dentre os judeus (17-20)
O Israel apóstata será destruído!
Videira - Israel
As uvas já estão amadurecidas; ou seja, tudo acontece dentro do tempo
determinado pelo Senhor.
Quem pisa no lagar é o próprio Senhor Jesus! (ver Is 63.3; Ap 19.15).
Este texto nos leva aos eventos relacionados com a vinda do Senhor e o
Armagedom em Ap 19.15-21
Obs.: Um estádio romano é igual a 185 metros
III-
Análise do capítulo 15- Fim do 4º parêntese
Encerra-se o terceiro parêntese com o fim do capítulo 14. Retornamos a
ordem cronológica do livro com o capítulo 15.
v.1- Este capítulo inicia-se com o
preparo dos sete anjos que tinham as sete taças para serem derramadas com as
últimas pragas. Quando for concluído o último flagelo, Jesus retorna à Terra.
v.2-4- Cântico de vitória dos remidos.
Os vencedores aqui, são os que saem da tribulação.
No capítulo 6, na abertura do 5º selo, os mártires pedem vingança. Este
fato localizava-se no início da tribulação; entretanto, o capítulo 15
caminha para a conclusão dos juízos de Deus sobre a Terra durante a Grande
Tribulação, logo, os mesmos mártires agora não pedem mais por justiça, mas
adoram àquele que faz justiça! O capítulo 15 encontra-se no fim da
Tribulação, o derramar das taças concluirá a mesma.
v.5-8-“Depois destas coisas”,
ou seja, isto nos mostra claramente a ordem cronológica dos fatos.
O juízo parte do trono de Deus.
É feita uma introdução ao relato dos sete últimos flagelos.
VI-
Análise do capítulo 16- As sete taças- O fim da tribulação
v.1- Este capítulo nos mostra o
derramamento das sete taças.
v.2-
Primeira taça
São atingidos apenas os que seguem a besta, ou seja, significa que no final da
tribulação ainda sobreviverão alguns dentre as nações.
v.3-
Segunda taça
Desta vez não sobra nenhum ser vivo no mar
v.4-7-
Terceira taça
As fontes de água são contaminadas e seus recursos acabam
Mesmo com a seriedade deste juízo, Deus é declarado justo!
v.8-9-
Quarta taça
O sol queima os homens
Provavelmente os efeitos sobre a camada protetora de Ozônio aumentarão
sobremaneira!
v.10-11-
Quinta taça
O juízo atinge diretamente o governo da Besta, e, com isto, o seu reino
mergulha em trevas intensas, ou seja, sofrimento e angustia por toda parte;
nenhuma perspectiva boa haverá, e sim uma expectativa sombria em todos os
aspectos.
O sofrimento neste período será inimaginável!
Repare que, apesar de todo sofrimento, os homens não se arrependem e blasfemam
contra Deus.
Podemos observar que:
Nem sempre o sofrimento produzirá arrependimento, isto dependerá do coração do
homem.
Nem sempre as pessoas reconhecem que Deus é justo. Vemos isto ao nosso redor;
os homens não querem que Deus seja o Senhor de suas vidas, não acreditam em
Deus e não buscam a sua face; mas acusam à Deus de todos os problemas que
acontecem na Terra.
Durante a tribulação não será diferente, ou melhor, será pior! Quanto mais o mundo
mergulha nas trevas, mais os homens acusam a Deus!
v.12-16-
Sexta taça
Preparo para a batalha do Armagedom que envolverá todas as nações.
O Eufrates seca-se para que os reis vindos do oriente possam marchar até
Israel.
A peleja do Grande Dia do Deus Todo-Poderoso refere-se à batalha do Armagedom;
quando Jesus voltará à Terra e os exércitos do mundo tentarão futilmente lutar
contra o Cordeiro.
v.17-21-
Sétima taça “Esta feito!”; ou seja, com o derramar da última taça estará concluída a
ira de Deus sobre a Terra.
Um terrível terremoto tal como nunca houve. Este terremoto abalará todo o
planeta a ponto de submergir ilhas e os montes serem destruídos.
Este terremoto é acompanhado de uma grande saraivada (chuvas de pedras). As
pedras pesarão um talento (1 talento na época em que foi escrito o livro
equivaleria hoje a 40 Kg; soma-se a este peso a sua relação com a velocidade da
queda e a altura).
Neste ponto a Babilônia político-comercial será destruída pelo Senhor.
Este último flagelo é extremamente terrível e os homens blasfemam contra Deus!
Sabemos que após a conclusão destes flagelos Jesus virá e dará fim a
Tribulação. Antes de ser relatada a volta de Jesus no capítulo 19, é
colocado um novo parêntese (quarto e último) no livro. Este parêntese abrangerá
os capítulos 17 e 18 e tratará do destino das duas babilônias, a saber:
A Babilônia religiosa e a Babilônia político-comercial.
Este último parêntese será o assunto das nossas
próximas aulas.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 14 Assunto: Babilônia
I –
Introdução
Amados; para que vocês possam entender melhor o simbolismo que é usado nos capítulos
17 e 18 do livro do Apocalipse, estaremos dedicando esta aula a um
estudo sobre a Babilônia.
II- A
origem da cidade da Babilônia e do seu sistema religioso
A Bíblia nos conta que a origem da Babilônia remonta aos primórdios da história
da humanidade; seu fundador foi Ninrode (Gn 10.1; 6-12). Este homem
decidiu fundar um reino em desobediência à ordem que fora dada pelo Senhor em Gn
9.7.
Ninrode foi o primeiro a começar a ser famoso sobre a Terra, ele deu início a
primeira tentativa de unificação dos homens sob um único governo sem Deus.
Conta-nos a Palavra do Senhor que Ninrode decidiu construir uma torre cujo cume
chegasse ao céu, esta torre seria o símbolo de seu poder e afronta contra Deus;
ela deveria funcionar como uma espécie de sede do seu “império”.
Esta torre também seria usada como uma forma de adoração mística, pois em seu
topo seriam adorados os astros. Sabemos disto através dos achados arqueológicos
de civilizações antigas (principalmente naquela região), que igualmente
construíam monumentos do tipo “torres” chamadas zigurates, em cujo topo foram
encontradas pinturas do zodíaco. A civilização da Mesopotâmia empregou nos seus
estágios iniciais tijolos de barro cozido, pouco resistentes, o que explica o
alto grau de desgaste das construções encontradas.
O zigurate da cidade de Ur é um dos que se
conservaram em melhor estado, graças a
Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstrução depois que os acádios o
destruíram. O templo consistia em sete pavimentos e o santuário ficava no
terraço. Acredita-se que na reconstrução tentou-se copiar a famosa Torre
de Babel.
Observamos
nisso a implantação de um sistema de culto idólatra sem Deus.
Vale lembrar ainda que a torre, pelo projeto da sua altura, indiretamente
também era uma forma de afronta, no sentido de livrar-se de um possível novo
dilúvio.
O termo hebraico “Babhel” é traduzido por “Babilônia”, com
exceção de Gn 10.10; 11.9, baseado no grego “Babylon”; o termo
significava “Porta de Deus”, mostrando que os seus edificadores
orgulhosos desafiavam ao Senhor e tinham a intenção de ter o seu próprio culto,
porém o Senhor ao desfazer o intento deles impedindo a continuação da
construção da torre, aproveitando a palavra usada, e, dando-lhe um novo
significado derivadamente baseando a palavra numa raiz semelhante, também a
chamou “confusão”.
A arqueologia tem desenterrado os restos da Torre de Babel; esta se tornou
símbolo do orgulho humano, de confusão religiosa e da rebelião contra Deus.
Continuando o nosso estudo; Ninrode (fundador da Babilônia antiga) ficou
famoso, ele começou a ser poderoso na Terra e desejava que o seu nome fosse
conhecido (Gn 10.8,9; 11.4). Conta-nos a história que ele casou-se com
Semíramis, que é a mesma deusa chamada de Astarte; Astarote; Asera; Isis;
Istar; Afrodite; Vênus; Diana; Rainha do céu; e muitos outros nomes, variando
os mesmos de acordo com os povos e também com o passar dos anos.
A negação a Deus foi manifestada através de Ninrode e Semíremis; na verdade
Satanás achou “brecha” no coração do homem para organizar futuramente uma falsa
religião, uma igreja falsa que fosse edificada em um sistema que possuísse
igualmente uma falsa trindade.
Da união entre Ninrode e Samíramis, nasceu Tamuz.
De acordo com as lendas que envolvem o início dos ensinos religiosos da
Babilônia, Semíramis, esposa de Ninrode, era filha do “deus peixe” Deceto,
também chamado de Dagon. Após o assassinato de Ninrode, Semíramis, mesmo sendo
ainda virgem, deu à luz a Tamuz. Segundo ela, Tamuz era o seu marido
reencarnado.
Imediatamente depois do nascimento do seu filho, Semíramis proclamou a
divindade de seu marido, afirmando que Tamuz era o pai reencarnado, logo, ela
era a própria mãe de deus!
O sistema
de religião da Babilônia tinha uma falsa trindade, sendo objeto de culto o
supremo pai, a mulher como rainha do céu, e o seu filho, sendo que os mais
cultuados eram os dois últimos, visto que o supremo pai, segundo o conceito
deles, não intervinha nos assuntos mortais. Notamos que destes ensinamentos surgiu o culto à virgem mãe e ao menino
deus.
Após a raça humana ter sido espalhada com a confusão das línguas, os homens
carregaram em seus corações os ensinamentos religiosos da Babilônia. Podemos
ver estes vestígios na presença do culto a virgem e ao seu filho em vários
povos antigos anteriores a era cristã. Depois disso Deus chamou a Abraão para
que representasse o único e verdadeiro Deus e a sua descendência anunciasse a
respeito do Senhor e a sua vontade entre todas as nações.
Vejam os exemplos do culto primitivo à deusa mãe e ao menino deus nos achados
arqueológicos logo abaixo:
A própria
nação de Israel, nos períodos de apostasia, adorou a rainha do céu e também a
Tamuz. Isto nos mostra que esta história de “rainha do céu” já é velha!
Leiaos textos a seguir e perceba a presença do culto à rainha do céu e
à Tamuz; repare ainda o quanto isto aborreceu ao Senhor e trouxe destruição
para Israel. Jr 7.18; 44.15-27; Ez 8.14
O símbolo franciscano usado por muitos católicos foi herdado do culto ao menino
Deus. A letra Tau é a inicial de Tamuz!
III- A
penetração e assimilação do misticismo e dos rituais Babilônicos
III.1- O
trono de Satanás em Pérgamo (Apocalipse 2.12,13)
Será coincidência que o trono de Satanás é mencionado em Pérgamo no livro do
Apocalipse?
Vejamos...
A cidade de Pérgamo foi doada ao império romano em 133ac por Atallus III; a
cidade era considerada pela lenda como a cidade natal do deus Júpiter e havia
nela uma grande quantidade de templos; um dos principais era dedicado ao deus
Esculápio. Havia ainda templos dedicados a deuses gregos, tais como: Zeus;
Atena e Dionísio. Não podemos deixar de mencionar o culto ao imperador.
A influência da Babilônia na transformação da cidade de Pérgamo em trono de
Satanás, e, posteriormente, a transformação de Roma na grande prostituta,
remonta ao ano 487ac, quando a hierarquia religiosa da Babilônia fugiu para a
cidade de Pérgamo por causa dos Persas.
De Pérgamo, o Supremo Pontífice da Ordem Babilônica transmitiu por lei toda a
sua autoridade sacerdotal e domínio à hierarquia babilônica de Roma, tornando
os césares Pontífices Máximos e Soberanos Pontífices dessa organização
idólatra.
Repare o
caminho do Sumo Pontífice da Ordem Babilônica:
Babilônia
Pérgamo Roma Fuga
devido ao domínio Persa
Transferência do
título
para
os césares
O
primeiro a receber tal título foi Júlio César. Os imperadores romanos
ostentaram este título com todos os seus rituais ocultistas até Graciano,
entretanto, este último, em 376dc, achou que não convinha a um imperador que se
dizia cristão, possuir o título de sumo Pontífice de uma organização idólatra
Babilônica, por isso renunciou ao título, logo uma grande confusão foi gerada,
então a autoridade foi outorgada ao bispo de Roma, chamado Dâmaso, no ano de
378dc, o qual aceitou prontamente. O bispo de Roma tornou-se Sumo Pontífice, desta forma o poder ocultista
foi conferido a uma autoridade que se dizia cristão. Repare que o poder papal realmente tem origem na Babilônia. É algo
diabólico e não cristão! III.2- O catolicismo romano e a sua constante paganização.
Desde que Constantino veio a ser imperador e declarou o cristianismo como
religião oficial do império que a idolatria e os rituais da Babilônia têm
penetrado no sistema católico romano, entretanto, foi com a assimilação
declarada do sacerdócio Babilônico pelo bispo de Roma que a paganização
penetrou de modo avassalador no “cristianismo” romano.
O uso da mitra dos sacerdotes pagãos que era usada em honra ao deus peixe Dagon
começou a ser usada no quarto século. O catolicismo está impregnado de rituais
e elementos do culto babilônico.
A mitra simboliza a boca do peixe e era usada pelo sacerdote pagão. Esta mesma
mitra é colocada na cabeça dos papas até hoje! Veja as imagens abaixo:
III.3- A
evolução da paganização da Igreja Católica Apostólica Romana
Observe na seqüência da próxima página a evolução da idolatria e do ocultismo
no romanismo, impregnado de rituais Babilônicos.
Séc.
Ano
Ritual ou Dogma
IV
370
Culto
aos santos; primeiros indícios do incensário; paramentos e altares.
IV
381
Decreto
de adoração à virgem Maria
IV
400
Oração
pelos mortos e sinal da cruz
V
431
Maria é
proclamada “mãe de Deus”
VI
593
O dogma
do purgatório começa a ser ensinado
VI
600
Latim
passa a ser a língua oficial das celebrações litúrgicas
VII
609
Começo
histórico oficial do papado
VIII
758
Confissão
auricular introduzida por religiosos orientais
VIII
789
Culto
às imagens e relíquias
IX
819
Festa
da assunção de Maria
IX
880
Canonização
de santos
X
998
Estabelecido
o dia de finados
X
998
Quaresma
X
1000
Cânon da
missa
XI
1074
Proíbe-se
o casamento para sacerdotes
XI
1075
Os
sacerdotes casados devem divorciar-se, compulsoriamente cada um de sua esposa
XI
1095
Indulgências
plenárias
XI
1100
Pagamento
de missas e culto aos anjos
XII
1115
A
confissão é transformada em artigo de fé
XII
1125
Aparecem
as primeiras idéias da imaculada conceição de Maria
XII
1160
Estabelecidos
os sete sacramentos
XII
1186
O
concílio de Verona estabelece a “santa inquisição”
XII
1190
Estabelecida
a venda de indulgências
XII
1200
Uso do
rosário por são Domingos; chefe da inquisição
XIII
1215
Transubstanciação
é transformada em artigo de fé
XIII
1220
Adoração
à hóstia
XIII
1226
Introduz-se
a elevação da hóstia
XIII
1229
Proíbe-se
aos leigos a leitura da Bíblia
XIII
1264
Festa
do sagrado coração
XIV
1303
A
Igreja Católica Apostólica Romana é declarada como sendo a única verdadeira,
e somente nela o homem pode encontrar a salvação
XIV
1311
Procissão
do santíssimo sacramento e a oração da Ave-Maria
XV
1414
Comunhão
com um só elemento. O cálice fica somente para os sacerdotes
XV
1439
Os sete
sacramentos e o dogma do purgatório são transformados em artigos de fé
XVI
1546
Conferida
à tradição autoridade igual à da Bíblia
XVI
1562
Missa é
oferta propiciatória. Confirmado o culto aos “santos”
XVI
1573
É
conferida canonicidade aos livros apócrifos
XIX
1854
Definição
do dogma da imaculada conceição de Maria
XIX
1864
Declaração
da autoridade temporal do papa
XIX
1870
Declaração
da infalibilidade papal
XX
1950
A
assunção de Maria é transformada em artigo de fé
XX
2007
Bento
XVI reafirma que somente a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja
verdadeira e somente nela há salvação
Como você
pode perceber, a paganização do romanismo foi aumentando cada vez mais. Pouco
depois do título de Pontífice máximo ser recebido pelo bispo de Roma em 378dc,
menos de dois anos após, em 381dc, veio o decreto da adoração da virgem mãe,
seguindo-se o ritual babilônico e o costume de outros povos pagãos que
igualmente, sob a influência da religião da Babilônia, também adoravam a mãe
com o seu filho.
A imagem ao lado
pode ser facilmente confundida com as imagens usadas na Mariolatria em nossos
dias, entretanto trata-se da imagem da deusa Cibele.
Observe ainda nas gravuras abaixo, mais elementos do ocultismo sendo
assimilados pelo Sumo Pontífice Romano até hoje. Como exemplo; a deusa Afrodite
(fertilidade;sexo) é representada por uma ostra, este mesmo símbolo é visto na
roupa do papa. Por que?
Geralmente
os cultos pagãos, em sua grande maioria, eram impregnados de orgias que eram
feitas em honra aos deuses da fertilidade.
Podemos observar este fato também na construção de monumentos que simbolizavam
o órgão sexual masculino ereto (falo). Estes monumentos, chamados de obelisco,
são vistos ainda hoje em praças, especialmente diante de catedrais ou paróquias
católicas, tal como nas imagens a seguir...
A
adoração ao sol também foi assimilada, sendo representada no ostensório e na hóstia.
O que os católicos dizem ser Jesus (? Absurdo!), não passa de uma representação
do disco solar, tal como na idolatria pagã.
IV-
Conclusão:
Por tudo o que observamos nesta aula, podemos concluir a respeito da Babilônia
que: 1º-É símbolo de confusão 2º-É símbolo de afronta contra Deus 3º-Influenciou as práticas ocultistas das demais religiões falsas 4º-Na antiga Babilônia podemos observar a primeira tentativa de formação
de um único governo 5º-Na antiga Babilônia podemos observar a primeira tentativa de
implantação de uma religião única e falsa 6º-Na antiga Babilônia Satanás tenta implantar o “embrião” de uma falsa
igreja apóstata baseada na adoração de uma falsa trindade, para causar confusão
quanto ao cumprimento das profecias bíblicas referentes à vinda de um salvador. 7º-O culto romanista está impregnado com o ritual babilônico.
Amados
irmãos; creio que as informações desta aula serão úteis para o estudo do capítulo17 do livro do Apocalipse que estaremos realizando na próxima aula.
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 15 Assunto: Capítulo 17 - A grande meretriz
I – Introdução
Irmãos; creio que o estudo a respeito da Babilônia ministrado na aula anterior
foi extremamente útil para a compreensão dos capítulos 17 e 18 do livro
do Apocalipse. Estes capítulos fazem parte do quarto e último
parêntese do livro e nele descobriremos o mistério da Babilônia e veremos o seu
destino. Deus responderá a duas perguntas: 1ª)-Qual o futuro do catolicismo romano e de todas as igrejas
que ficarão na tribulação? 2ª)-O que acontecerá com o sistema político-econômico mundial?
Após revelar o destino das “duas Babilônias”, o livro retornará com a ordem
cronológica interrompida no final do capítulo 16 quando a
última taça concluiu o derramar da ira de Deus sobre a Terra durante a Grande
Tribulação.
Nesta aula faremos a análise do capítulo 17 e aprenderemos
sobre a destruição da super-igreja apóstata; a falsa religião!
II- Análise de Ap 17.1-18- A Grande Meretriz
Neste texto iremos descobrir que a grande meretriz é a igreja falsa; a
Babilônia religiosa.
Podemos subdividir o capítulo da seguinte forma: 1-6 – A visão 7-18- A interpretação
Não é necessário tentar “adivinhar” o significado dos símbolos e figuras,
pois o próprio capítulo somado com os textos paralelos nos dão a correta
interpretação.
Para a análise do texto, recorreremos às próprias passagens paralelas.
II.1- Apocalipse 17.1-6
O objetivo do capítulo é mostrado no versículo primeiro: Será
revelado o julgamento da Grande Meretriz.
A expressão “Muitas águas” significa muitos povos. Comparar com o versículo
15.
v.2-Sobre a grande prostituta nos é revelado neste
versículo que: a)- Com ela se prostituíram os reis da Terra; ou seja,
influenciou governos. 2
Devemos lembrar o quanto a religião, em especial o catolicismo romano,
influenciou os governos mundiais. Obviamente que, quando digo “religião”,
refiro-me a todo sistema humano de dogmas e rituais que em nada satisfazem a
justiça de Deus, e, portanto, são inúteis para salvar o homem; ao contrário,
afastam ainda mais o homem do seu criador. b)- Sua devassidão tirou a sobriedade dos homens.2
Quantas atrocidades foram cometidas em nome de uma falsa religiosidade!
Quão cegos são aqueles que rejeitam a Verdade!
v.3- A visão tem início; a mulher do versículo 3
é a mesma meretriz do v.2. Na Bíblia a mulher (esposa) é uma figura usada no Antigo Testamento para
Israel e no Novo Testamento (noiva) para a Igreja, repare: Israel é a esposa pelo fato de ter entrado em aliança com Deus.
A nação é comparada com uma mulher (esposa do Senhor); quando abandonou ao
Senhor, passou a ser comparada com uma mulher adúltera. O pecado de idolatria é
simbolizado pelo adultério! Jr 3.20 Veja também o comentário
de Ap 12 na aula nº11.
Da mesma forma a Igreja verdadeira é a noiva do Cordeiro (Ap
22.17); a Igreja é comparada com uma moça virgem (virgindade – símbolo
de pureza).
Se a Igreja verdadeira é a noiva pura, logo... A Igreja falsa é a mulher prostituta; a meretriz! Não
se trata apenas do catolicismo romano, mas de todas as religiões e seitas que
unidas formarão a igreja apóstata liderada pelo catolicismo romano.
Notemos que a mulher estava montada na besta, ou seja, caminhava com a besta e
por ela era carregada. Esta besta é a mesma do capítulo 13.1-10
(ver comentário da aula 12). Perceba que o próprio sistema do Anticristo é o
que a sustentará por um tempo. É interessante para o Diabo que existam muitas
religiões, pois isto causa confusão; do mesmo modo, no início da tribulação
será interessante para o Anticristo manter a falsa igreja.
Todo sistema religioso falso compactua com o mundo e está de acordo com o
coração humano, logo, as religiões existem por causa do coração rebelde do
homem e são sustentadas pelo próprio desejo mundano pecaminoso. Visto que
nenhuma religião pode salvar, é da vontade do inimigo que surjam inúmeras
religiões para atender aos diversos tipos de desejos e pecados humanos.
No início da tribulação, a falsa igreja caminhará juntamente com o próprio
Anticristo, o pensamento da falsa religião caminhará de acordo com o espírito
do Anticristo e será carregada por ele.
Os “nomes de blasfêmias” mostram todo o caráter da Besta que, por fim, buscará
adoração para si mesma!
Sobre o significado das cabeças e dos chifres da Besta veremos a seguir no
próprio texto.
v.4- Repare a riqueza da falsa igreja. Toda prostituta
enriquece as custas do serviço feito para os seus clientes, do mesmo modo, esta
igreja apóstata enriqueceu fazendo a vontade do Diabo!
As abominações são os atos da prostituta, os quais são detestáveis para Deus. A
palavra grega na Septuaginta usada neste versículo para “abominações” é “bdelugma”
que indica todas as formas de impureza cerimonial, sobretudo o que se
relaciona a qualquer contato com a idolatria. Abominação pode-se dizer que, em
primeiro plano, é tudo detestável e digno de repúdio pelo Senhor.
v.5- Neste versículo vemos a ligação desta falsa igreja com
a Babilônia.
Por que “mistério”?
Ao estudarmos sobre a Babilônia na aula anterior, observamos que esta cidade é
símbolo de confusão e rebelião contra Deus; nela se originou todo sistema
religioso falso. Os rituais da Babilônia continuam presentes até mesmo no
cristianismo apóstata! v.6-“A mulher estava embriagada com o sangue dos santos!”
O que será que deixou o apóstolo tão admirado?
João vivenciou vários tipos de lutas e perseguições, entretanto, agora ele vê
algo terrível e chocante; um sistema que se diz de Deus, uma “igreja” comandada
por um sistema que trás o nome de Cristo, mas que, no entanto, mata e persegue
àqueles que pertencem a Cristo! Vale lembrar que o catolicismo romano, ao longo de sua existência
perseguiu, torturou e matou inúmeros irmãos “em nome de Deus”; e não
somente irmãos, mas em nome de uma falsa religiosidade hipócrita, perseguiram e
mataram judeus, além de alguns cientistas.
Veja abaixo algumas imagens da inquisição e os instrumentos de tortura que
foram usados pela igreja católica apostólica romana para torturar e matar os
nossos irmãos em Cristo...
É triste vermos igrejas que se dizem cristãs unirem-se ao catolicismo
através do movimento ecumênico!
II.2- Apocalipse 17.7-18
Estes versículos nos dão à interpretação da visão...
v.7- Será revelado o mistério da Mulher e da Besta.
v.8- Antes de comentarmos este versículo, vale lembrar que
a Besta tanto se refere ao império romano restaurado (império do Anticristo) ,
como também ao próprio líder que o comanda, ou seja, o Anticristo. (Sugiro
aos irmãos que revejam os comentários feitos sobre o Anticristo ao longo do
nosso Seminário de Escatologia. Parte I: Escatologia geral - Aula 9- A grande
Tribulação II e ainda na Parte III: Análise do livro de Daniel, aulas
3,8,9,10,12. Ver ainda o comentário nesta parte- Análise do livro do
Apocalipse; aula 12; as duas bestas).
Sobre a Besta sabemos através deste texto que ela existia, passou a não existir
e aparecerá novamente. O seu ressurgimento deixará o mundo perplexo,
entretanto, aparecerá para ser definitivamente destruída.
O império romano não foi aniquilado totalmente, ele permanece de alguma forma
em oculto, como um vírus em estado de latência aguardando para se manifestar.
A expressão “era e não é, está para emergir” refere-se ao império do Anticristo
que, na verdade, é o império romano que, de certo modo, será restaurado. Ver
os comentários anteriores.
Lembre-se que na estátua do capítulo 2 do livro de Daniel,
os pés que representavam o último império mundial possuíam algo do império
anterior (romano) que era representado pelo ferro.
v(s). 9,10- A respeito das
sete cabeças, o versículo 9 afirma que são os sete montes
sobre os quais a mulher está assentada. Trata-se da cidade de Roma; sabemos que
esta cidade é rodeada por sete colinas. A sede da igreja apóstata estará em
Roma, onde se encontra a sede do catolicismo romano com todos os seus rituais
da antiga Babilônia.
Sérvio Túlio rodeou com uma muralha as sete colinas que constituíam a cidade,
ficando no seu centro o fórum romano.
As sete cabeças são também sete reis (vs. 9,10). Estes reis
são os representantes dos impérios mundiais que oprimiram e dominaram
diretamente sobre Israel, a saber: Os cinco que caíram são: Egito; Assíria; Babilônia; Pérsia e Grécia O que existe, ou seja, o que dominava na época em que foi escrito o
livro do Apocalipse: Roma O que ainda não chegou é o império do Anticristo (Romano restaurado).
Geralmente um império exerce o seu domínio por um longo período de anos,
entretanto, este último império durará pouco tempo, ou seja, sete anos (período
da Tribulação).
v.11- A Besta “também é ele”, ou seja, um homem! Este homem
é o oitavo rei (o último líder mundial) e procede dos sete, isto significa que
este líder virá da lista dos sete impérios anteriores, mais precisamente
surgirá do império romano restaurado (sétimo).
O oitavo rei é o Anticristo!
Ele (o Anticristo) será destruído!
v.12,13- Este último império, tal como visto por Daniel,
possui dez chifres, o que significa que esta nova superpotência mundial será
formada por uma aliança de dez países, entretanto, a Besta assumirá o controle
do império.
v.14- Este versículo refere-se a batalha do Armagedom no
final da Grande Tribulação quando Jesus voltará para livrar Israel. A Besta,
quando Jesus voltar, tentará de forma inútil pelejar contar Jesus, o Cordeiro
de Deus.
v.15- As muitas águas, são povos, multidões, nações e
línguas.
Repare que esta meretriz está assentada sobre muitas nações; quão grande é a
influência da falsa religiosidade impregnada pelas práticas da antiga Babilônia
sobre os vários povos da Terra!
Note ainda que a Igreja Católica Apostólica Romana é a única instituição que se
diz religiosa e possui, através do Vaticano, representatividade governamental
oficial por meio de suas embaixadas em quase todas as nações da Terra. Será
coincidência que a sede do catolicismo seja em Roma; a Babilônia espiritual?
v(s) 16,17- Até a metade da tribulação eles caminharão
juntos, mas depois a Besta se voltará contra a igreja apóstata.
Concluímos que o final do catolicismo e sua total ruína, bem como a destruição
de todo sistema religioso mundial se dará na metade da tribulação. A própria
Besta será o agente desta destruição.
Surge uma pergunta: Por que o próprio Anticristo destruirá a Babilônia
espiritual?
Simples: Quando o Anticristo quebrar o pacto com Israel, ele exigirá adoração
para si mesmo, como se fosse um “deus”, portanto ele procurará destruir tudo
que mencione qualquer outro “deus”, ainda que seja um sistema religioso falso e
desprovido do verdadeiro Deus.
Em suma, a adoração ao Anticristo será a religião! Leia: II Ts 2.3,4
v.18- A mulher não é apenas a falsa igreja, mas também a
sua sede. Refere-se a Roma, visto ser esta a cidade que dominava sobre os reis
da Terra (capital do império).
III- Resumindo:
A mulher é a igreja apóstata que ficará na tribulação e será comandada pelo
Catolicismo Romano; este é chamado também de Babilônia (ver I Pe 5.13;
onde Roma é chamada de Babilônia) por ter assimilado e guardado todos os seus
rituais abomináveis. A mulher também é a própria sede das suas abominações; a
cidade de Roma.
Todo este sistema religioso cairá e será definitivamente destruído no início da
segunda metade da tribulação.
Agora que você aprendeu sobre a Babilônia espiritual, na aula seguinte
prosseguiremos estudando este parêntese do livro analisando o capítulo 18 e
aprendendo sobre a Babilônia político-econômica e a sua queda.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 16 Assunto: Capítulo 18- A Babilônia política
Introdução:
Amados irmãos; o capítulo 18 do livro do Apocalipse encerra o
último parêntese do mesmo. Nele estaremos estudando sobre a Babilônia
política. Repare na antiga Babilônia: Um louvor, uma língua:Gn 10.8-14; 11.1-9.
Nos primórdios da Babilônia buscou-se um culto próprio, uma unidade religiosa
mística, um único reino e um governo centralizado nas mãos de um único homem;
uma falsa unidade em desafio a Deus. O Senhor jogou por terra todo intento
maligno daquele povo e os dispersou pela Terra.
Lembro aos leitores que a Babilônia é símbolo de degradação moral;
ocultismo; idolatria e rebelião contra Deus (ver comentário completo na
aula nº 14 sobre a Babilônia).
A cidade da Babilônia foi a capital de um grande e próspero império que
emergiu entre 629ac e 626ac aproximadamente, e caiu sob o domínio Persa em
536ac. A região correspondente à antiga cidade localiza-se atualmente onde é
o Iraque (no sul do seu
território).
Podemos notar no Novo Testamento que “Babilônia”, pode ter três sentidos
simbólicos diferentes, a saber: Geograficamente:
A cidade de Roma atualmente é simbolizada pela Babilônia; lá está a sede da
falsa igreja e estará a sede do governo do Anticristo. Espiritualmente (Babilônia Religiosa): Conforme estudamos na aula
anterior; a falsa igreja ecumênica sob a bandeira do catolicismo romano com
todos os seus rituais da religião mística da antiga Babilônia. A sede da
Babilônia religiosa é Roma!
A Babilônia religiosa busca um só louvor e uma religião ecumênica. Ap 17 Politicamente: Estudaremos nesta aula. Será o sistema econômico e
político mundial, cuja sede estará em Roma.
A Babilônia política busca um mercado unificado e um governo mundial. Ap
18
II-
Análise de Ap 18.1-24 (A Babilônia política).
Enquanto que a Babilônia religiosa já está em formação em nossos dias e se
manifestará no início da tribulação, sendo destruída na metade dos sete anos,
visto que a Besta exigirá o louvor e adoração para si mesma; a Babilônia
política, que igualmente já esta tomando forma através da integração do
mercado mundial, da globalização e da formação de grandes blocos econômicos,
será destruída diferentemente da religiosa, pois a sua ruína total acontecerá
apenas no final da tribulação pelos efeitos dos flagelos derramados sobre a
Terra (Veja Ap 16.17-21).
Observamos a queda literal (física) da cidade com a sua total destruição e o
conseqüente desmoronamento do sistema monetário mundial juntamente com a
queda da sede do governo mundial. v.1-3-É anunciada a queda da cidade da Babilônia (perfeitamente
identificada com Roma).
Nesta época a sede do mercado mundial estará na capital do império: Roma.
Caindo a sede, desmorona-se e desestrutura-se todo o restante.
Lembram da confusão quando as torres gêmeas ruíram? Você já reparou a
desestabilização que ocorre no mercado mundial quando a bolsa de Nova York
despenca? Atualmente a sede do comércio está nos EUA, entretanto, durante a
tribulação estará na Europa.
Assim como a Babilônia espiritual é um mistério e está presente nas
religiões, principalmente no catolicismo, a Babilônia política está
misteriosamente presente no mercado mundial.
Os mercadores enriqueceram à custa da sua luxúria. Podemos perceber que
sempre uma minoria é beneficiada com o sistema financeiro mundial, com o
capitalismo consumista e desenfreado. Os ricos ficam cada vez mais ricos e os
pobres são cada vez mais explorados!
v.4- Haverão pessoas que crêem em
Deus e estarão na cidade; será dado oportunidade para que se retirem antes da
ruína total da cidade.
Babilônia é muito mais do que apenas a cidade de Roma, ela representa todo
sistema corrupto mundial, cuja sede é Roma, a capital do último império
humano.
O aviso nos lembra os dias de Ló em Gn 19.1-29, mas também serve de
alerta para os nossos dias, pois, como cristãos, devemos nos apartar de toda
corrupção do mundo! (I Co 15.33; Cl 12.2; I Ts 5.22).
v.5-8- Roma, durante anos foi a capital do império
romano. Em seus dias, inúmeros cristãos foram mortos, perseguidos e
torturados pelo governo. Vários judeus também foram mortos.
Como sede do catolicismo apóstata, a cidade continuou sendo o centro da
perseguição religiosa que culminou com o martírio de inúmeros irmãos. O chão
da cidade está marcado com o sangue dos nossos irmãos.
O
Coliseu romano (figura ao lado) guarda dentro de suas paredes uma história de
maldade, mortes, torturas e sofrimentos; lugar onde o sangue dos nossos
irmãos foi derramado.
Judeus
também foram perseguidos e mortos pela igreja católica.
Nos dias da tribulação, será a sede do governo mundial que buscará a
destruição de Israel. “Em um só dia”...
Em um só dia o Estado de Israel voltou a existir;
Em um só dia o muro de Berlim ruiu;
Em um só dia a União Soviética desmoronou;
Em um só dia a cidade de Roma cairá! Isto mostra que serão as mãos de Deus! (v.8) 9-20- Continua a lamentação daqueles que viveram ricamente e lucraram
com o sistema político e econômico.
Com a ascensão do império do Anticristo, a cidade de Roma transformar-se-á na
capital de todo império, tornando-se riquíssima e centro das transações
políticas e monetárias.
Notemos que a destruição da cidade será sobrenatural, fulminante e repentina,
marcando a queda do governo e comércio mundial no encerramento da tribulação.
Todos os governantes que buscaram o lucro e todos os que viveram à custa do
sistema ganancioso que impera no mundo e que enriqueceram com o comércio
mundial e sua exploração selvagem vão se
lamentar.
No versículo 13, repare que as almas são colocadas como parte da
transação; isto nos mostra o quanto os homens se envolvem pela ganância, pelo
dinheiro e pelo desejo de poder. Leia I Tm 6.10.
No versículo 18, A mesma soberba da antiga Babilônia é vista ainda em Roma
com a frase: “Que cidade se compara à grande cidade?”.
No versículo 20, a comemoração se deve ao fato do Senhor ter feito
justiça!
21-24- A destruição da Babilônia será
definitiva; isto em todos os aspectos!
Na aula anterior vimos que a falsa igreja ecumênica apóstata e maligna foi
completamente e definitivamente destruída. Os esforços humanos para se salvar
se mostraram de uma vez por todas inúteis e toda religiosidade não pôde
salvar o homem.
Roma, como cidade será completamente destruída e não mais existirá!
Todas as tentativas humanas de governo sem Deus serão definitivamente
encerradas. Deus provará que o homem sem ele sempre caminhará para a sua
própria destruição.
Será definitivamente desfeito todo sistema comercial e financeiro mundial
juntamente com as suas injustiças e desigualdades.
Na aula
seguinte voltaremos à ordem cronológica do livro e estaremos falando sobre a
gloriosa volta do Senhor Jesus
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 17 Assunto: Capítulo 19- A volta de Jesus
I-Introdução:Irmãos; este capítulo reinicia a
seqüência cronológica interrompida com os capítulos 17 e 18 do
livro e marca o término da Grande Tribulação com o retorno de Jesus Cristo à
Terra.
Para que prossigamos com o nosso estudo é necessário revermos alguns conceitos
aprendidos em escatologia geral e história de Israel, a saber:
1º)-A volta de Jesus é dividida em duas fases:
A)-a primeira é o arrebatamento da Igreja, quando Jesus não
pisará na Terra e a Igreja se encontrará com ele nos ares.
B)-a segunda é a vinda gloriosa e visível do Senhor, quando
Jesus pisará na Terra e a Igreja retornará com ele. Os objetivos deste retorno
são: * Dar fim ao império do Anticristo * Dar fim a Grande tribulação * Lançar a Besta e o falso profeta no inferno juntamente com
todo o seu exército * Livrar Israel * Instaurar o tribunal para julgar as naç * Separar os bodes das ovelhas * Prender Satanás e os seus anjos * Implantar o seu reino milenar * Reinar sobre toda Terra, instituindo Israel como cabeça; * Cumprir as promessas feitas por Deus em relação a Israel.
Estas promessas foram feitas aos patriarcas e confirmadas ao longo da história
da nação através do ministério dos profetas, tendo sido seladas através de
alianças nos pactos Abraâmico, Palestino e Davídico.
2º)-As duas ressurreições:
A)-a primeira é a ressurreição dos salvos para a vida
eterna e se divide em fases, a saber: * Primeiro Cristo * Depois os santos do Antigo e Novo Testamento
Na ressurreição dos salvos, ainda haverá...
* A ressurreição das duas testemunhas durante a Tribulação * Por último os mártires da Grande Tribulação
B)-a segunda ressurreição somente ocorrerá após o milênio
(1.000 anos depois da primeira ter sido concluída). Esta segunda ressurreição
será apenas para os perdidos.
3º)-Quem fica na Terra? A)-com o arrebatamento da igreja ficaram na Terra para
passarem pela tribulação os que não entregaram a sua vida ao Senhor Jesus. B)-com a volta de Jesus, ficarão na Terra as ovelhas, ou seja,
os justos que sobreviveram à tribulação, tanto gentios quanto judeus. Os bodes
não herdarão o reino e serão lançados no inferno. Mt 25. 31-46
4º)-Nossa posição:
Pré-tribulacionistas e pré-milenistas
Prossigamos com a análise do nosso texto...
II-Análise de Ap 19
Os eventos que se seguem estão em ordem cronológica. Podemos dividir em duas
partes, a saber: Parte I- Acontecimentos no céu (v.1-10) Parte II- Acontecimentos na Terra (v. 11- 21)
Parte I- v. 1-10-O capítulo se inicia com uma adoração.
Tudo está para ser concluído; o Senhor voltará!
Deus é adorado. A adoração é feita no céu pelos 24 anciãos, os quatro seres
viventes e todos os santos.
Os motivos da adoração são vistos a seguir: 1º-A vingança do Senhor e a destruição da cidade de Roma (a
queda da Babilônia política se dará no final da grande tribulação).
Deus é justo no seu julgamento e no derramar da sua ira.
A destruição da Babilônia será definitiva! 2º- A implantação do reino que acontecerá com a vinda de
Jesus. 3º- As bodas do Cordeiro
Obs: Quanto às bodas, observe que neste texto a Igreja não é chamada mais de
noiva, mas sim de esposa (v.7). O casamento concluiu-se no
arrebatamento.
As “Bodas do Cordeiro” é o último evento que ocorrerá no céu antes da volta de
Jesus à Terra. A segunda vinda é o acontecimento mais esperado em relação a
Israel, quando o Messias finalmente implantará o seu reino milenar e Israel
será cabeça dentre as nações.
O versículo 10 é mais uma prova da condenação da idolatria e
adoração a qualquer outro ser que não seja o Senhor nosso Deus.
Parte II- v.11-21
A) - v.11-16- Do céu, a cena passa para a Terra. A
volta de Jesus visível; em poder e grande glória juntamente com a Igreja!
Cristo voltará e pisará no Monte das Oliveiras. Leia: Zc 14.1-8; At
1.6-12
Repare a diferença entre o cavaleiro de Ap 19.11 e o do capítulo
6.1.
Este cavaleiro certamente é Jesus!
Vejamos algumas características deste cavaleiro: 1º-Chama-se Fiel e Verdadeiro v.11- João 7.18; 14.6 2º-Julga e peleja com justiça v.11- João 5.22,27 Atos
17.31 II Timóteo 4.1 3º-Seus olhos são como chama de fogo v.12- Apocalipse
1.14 4º-Na sua cabeça há muitos diademas v.12- O
diadema era uma espécie de coroa enfeitada, usada pelos gregos e pelos romanos.
Muitos diademas, em um sentido figurado, significa que o seu reino é infinito. 5º-Um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. v.12-
O nome identifica alguém. O nome abrange todos os pensamentos ou sentimentos do
que é despertado na mente pelo mencionar, ouvir, lembrar, o próprio nome; seja
posição, autoridade, interesses, satisfação, comando, excelência, ações, etc.,
de alguém.
Exemplo: O que você lembra quando é mencionado o nome de Hitler?
O que você lembra quando é mencionado o nome de Jesus?
A expressão do versículo 12 significa que somente o próprio
Senhor pode saber a profundidade do seu nome, o qual expressa a sua obra, o seu
domínio, o seu amor! 6º-Está vestido com um manto tinto de sangue v.13-
Mostra o seu sacrifício (Gn 49.11; Is 63.1-3) 7º-E o seu nome se chama Verbo de Deus v.13-
Na gramática; verbo expressa ação! Jesus é o “braço” do Senhor! (Is
53.1). Veja a sua presença na criação (Gn 1.26; Jo 1.1,10,14) 8º-Os exércitos do v.14 são os santos, haja
vista estarem vestidos de linho finíssimo, branco e puro que mostra a
santificação. Ver Apocalipse 19.8 9º-A espada (v.15)que sai da sua boca é a
Palavra de Deus! Apocalipse 1.16
A frase: “regerá as nações com vara de ferro”, aponta para o reino milenar e o
governo de Cristo, o qual será extremamente justo!
Sobre ele pisar no lagar, ver o sexto item. 10º-O nome escrito no manto e na coxa deixa bem claro que ele
é: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES!
Este nome mostra o seu pleno senhorio e domínio sobre todas as nações da Terra.
Obs.: Existia um costume antigo (Gn 24.2,9) de que ao ser feito
um juramento entre dois homens, para selar o acordo e a promessa, colocava-se a
mão debaixo da coxa daquele a quem se fez a promessa.
O nome na coxa nos lembra que Jesus cumpriu as promessas feitas ao seu povo!
B) - v.17-21- A grande matança no Armagedom. A
vitória do Cordeiro e a condenação eterna das duas Bestas.
Note bem a diferença entre as Bodas do Cordeiro (céu) e a Grande Ceia de Deus
(Terra) nos versículos 17 e 18.
v.19-A Besta e todas as nações reunidas através dos seus
exércitos para a batalha do Armagedom.
De forma inútil, todos os exércitos da Terra se voltam contra o Cordeiro e a
sua Igreja.
v.20-Condenação imediata da Besta e do Falso profeta. Eles
serão lançados direto no inferno.
Obs.: Até então o inferno ainda não havia sido inaugurado!
v.21-Morte de todos os integrantes dos exércitos do
Anticristo e demais nações pelo Palavra do Senhor.
Obs.: Os integrantes dos exércitos que participaram desta guerra contra o
Cordeiro e foram mortos, vão para o Hades, lugar de tormentos, onde ficarão até
a segunda ressurreição após o milênio, no juízo final, quando então serão
condenados e lançados no inferno.
Com estes eventos é colocado um ponto final na Grande Tribulação e Israel
finalmente é purificado dos seus pecados, cumprindo-se a profecia das setenta
semanas do livro de Daniel; que está escrita no capítulo
nove versículo vinte e quatro... “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa
cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar
a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e
para ungir o Santo dos Santos.”
Na aula nº. 18 estaremos meditando no capítulo 20.
Este capítulo fala sobre o juízo das nações, a implantação do Reino milenar e o
juízo final
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 18 Assunto: Capítulo 20- Eventos finais
I-Introdução:
Este capítulo trata dos últimos eventos escatológicos antes da entrada no
estado eterno; nele encontramos eventos importantes, tais como: Juízo das
nações; milênio; segunda ressurreição; juízo final e a morte eterna para o
Diabo, seus anjos e todos os ímpios.
É digno de nota lembrar que este capítulo segue a ordem cronológica, sendo
uma continuação do capítulo 19.
II-Análise
do capítulo 20.1-15
II.1- A
prisão de Satanás v.1-3-Satanás é preso no abismo por um período literal de mil anos,
exatamente o tempo correspondente ao milênio, logo, durante o reino de Cristo
na Terra o mundo não sofrerá nenhum tipo de influência diabólica. Isto prova
que a natureza humana foi manchada pelo pecado, pois haverá pessoas que
pecarão durante o milênio.
Após os mil anos Satanás será solto.
Obs.: A prisão de Satanás abrange, obviamente, a prisão de todas as suas
hostes também.
II.2-
Juízo das nações e ressurreição dos mártires da tribulação v.4-6-No início do versículo quatro, vemos sendo montado o tribunal
para o juízo das nações. Não confundir com o juízo final.
No juízo das nações serão separados os bodes das ovelhas; somente as ovelhas
poderão entrar no milênio. O juízo das nações é um julgamento para vivos,
somente comparecerão ao tribunal àqueles que sobreviveram às catástrofes da
Tribulação. Dentre estes sobreviventes, existem as ovelhas (que creram em
Deus) e os bodes (que foram marcados e adoraram a Besta).
Estas ovelhas ocuparão a Terra durante o milênio e encherão a Terra.
A primeira ressurreição se encerra com a ressurreição dos mártires da
tribulação, ou seja, àqueles que haviam morrido durante a Grande Tribulação
por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus; estes não adoraram a
Besta nem permitiram que fossem marcados.
Os outros mortos, ou seja, todos os mortos desde a fundação do mundo os quais
não creram em Deus e se encontram no Hades, somente ressuscitarão após o
milênio. Esta será a segunda ressurreição; a ressurreição dos ímpios para o
juízo final e condenação eterna.
Os mártires também reinarão com Cristo.
Por que é bem-aventurado quem participa da primeira ressurreição? Simples:
Porque a primeira é a ressurreição dos salvos, enquanto que a segunda será
para os perdidos que serão julgados diante do grande trono branco e serão
condenados.
II.3-
Gogue e Magogue e a condenação de Satanás. v.7-10- Satanás será solto após o término dos mil anos.
Gogue e Magogue são nomes que representam todas as nações inimigas de Deus
que lutarão contra o seu povo na batalha final. Por que Satanás conseguirá seduzir as nações? Resposta: Durante o milênio a natureza humana continuará a mesma. Quem
entrou no milênio tendo sobrevivido à tribulação, entrou com o corpo que
temos hoje, diferentemente dos santos que estarão em um corpo glorioso. Por
causa disso, os homens que povoarão a Terra poderão reproduzir-se e a
humanidade encherá a Terra. A Terra estará sob as melhores condições já vistas: * Os homens se lembraram da triste experiência do governo sem Deus * Deus eliminará da Terra as pragas e toda contaminação * Os homens trabalharão na reconstrução da Terra * Jesus estará pessoalmente reinando. A capitaol da Terra será
Jerusalém e Israel será a principal nação * O governo de Jesus será perfeito * Os homens viverão muitos anos
Leia os seguintes textos: Is 2.1-4; 11.1-9; 65.19-25
Apesar de todas as bênçãos e da presença do Senhor, alguns ainda pecarão.
Muitos obedecerão por medo e não por amor. Os filhos das gerações que
nascerão durante o milênio, duvidarão das histórias contadas pelos seus pais,
eles colocarão em dúvida em seus corações a bondade e o amor do Senhor.
Quem pecar durante o milênio morrerá, ou seja, somente haverá morte para quem
pecar; entretanto, muitos não manifestarão publicamente os seus corações,
embora Deus os conheça muito bem. Quando Satanás for solto, encontrará um
terreno fértil nestes corações rebeldes.
Deus permitirá que levem adiante o seu intento maligno, provando desta forma
a maldade do coração do homem. Na batalha final, o Senhor intervirá de modo
sobrenatural e todo exército inimigo será destruído de uma só vez. v.10- Satanás será lançado no inferno e certamente não terá tempo para
“espetar as irmãs que cortaram o cabelo” ou ainda para fazer com que “as
irmãs engulam os brincos e as calças”, obviamente que estou usando um tom
irônico, pois tais coisas são fruto da mente insana de alguns fariseus que
gostam de oprimir o povo de Deus.
Satanás será lançado no inferno e será atormentado de dia e de noite para
sempre. A condenação do Diabo já é certa!
III.4-
O juízo final v.11-15
Obs.: Sabemos que os anjos caídos, segundo a Palavra de Deus, também serão
julgados, e, obviamente, serão condenados (I Co 6.2,3); entretanto,
este julgamento não é mencionado aqui neste texto. v.11- O juízo do Grande Trono Branco é o juízo final. v.12- Segunda ressurreição.
O livro da Vida contém o nome de todos os salvos, quem não está com o nome
escrito nele é porque não tem a vida eterna.
Livros - Refere-se aos livros das obras de cada um.
Somos salvos pela fé e não por obras, porém, os homens são condenados por
suas próprias obras. Porque não creram em Cristo, os seus pecados permanecem
sobre si mesmos. v.13- Ninguém escapará do juízo!
A palavra do grego traduzida para além é Hades, ou seja, o mundo dos mortos. v.14- Existe um erro significativo de tradução neste texto. A Palavra
traduzida para inferno no original grego é Hades, ou seja, o mundo dos
mortos.
Lago de fogo é o mesmo que inferno; logo, o inferno ser jogado no inferno
fica um tanto estranho. Ver a Nova Tradução na Linguagem de Hoje da SBB,
onde o texto está mais bem explicado.
O sentido correto do texto fica: A morte e o Hades (mundo dos mortos) foram
lançados no inferno (lago de fogo).
A interpretação é que não haverá mais morte e todos os ímpios serão
eternamente condenados.
Chamamos a separação eterna e definitiva entre Deus e o homem de “morte
eterna”. A morte eterna é o estado oposto da vida eterna. Será uma eternidade
de sofrimento e tormento.
Todo homem possui uma alma imortal, isto é diferente de eternidade. A alma
ser imortal significa que ela não será destruída, não será aniquilada; a alma
do homem que é salvo pela fé passará a eternidade com Deus enquanto que a
alma do homem incrédulo passará a eternidade em tormentos sem Deus. Os
“Adventistas do Sétimo Dia” e os “Testemunhas de Jeová” afirmam que a alma
não é imortal, dizem que a alma do ímpio será destruída, afirmam que até o
Diabo será destruído. Estas seitas ensinam que não existe inferno ou
condenação; isto é um absurdo! A Bíblia é bem clara quanto a estas verdades! v.15- Quem não estava inscrito no Livro da Vida foi lançado no
inferno!
Meus
amados; muitos dizem: Deus é amor! É verdade, mas Deus também é justo!
Certamente ele fará justiça!
Encerro
esta aula com a seguinte pergunta:
Onde você deseja passar a sua eternidade?
Na
próxima aula estaremos comentando os capítulos 21 e 22 do livro do Apocalipse
e encerraremos a análise do livro. O assunto destes dois capítulos é a
eternidade futura.
Seminário
de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Aula nº 19 Assunto: A eternidade futura
Análise
dos capítulos 21 e 22
I-
Introdução
Meus irmãos; nesta aula estaremos analisando os capítulos 21 e 22 do
livro e encerraremos o estudo do Apocalipse. O assunto que iremos
abordar e que abrange estes últimos capítulos é a eternidade.
Devemos recordar que o capítulo 20 terminou com o juízo final e a
condenação definitiva (segunda morte) dos ímpios. Deus mostrou que o homem
realmente necessita ser transformado em seu íntimo. Necessário é nascer de
novo!
Aprendemos na última aula que mesmo sendo provado sob as melhores condições
durante o milênio, no qual o próprio Senhor Jesus estará reinando
pessoalmente na Terra, mesmo com o Diabo e todos os seus anjos estando
acorrentados no abismo, mesmo com a Terra em excelentes condições e
plenamente restaurada, mesmo com as recentes experiências negativas do
governo do Anticristo; ainda assim, após os mil anos os homens mais uma vez
juntar-se-ão para rebelar-se contra Deus e o seu ungido; porém, desta vez,
aprendemos que o Senhor desce fogo do céu e consome todo o exército de Gogue
e Magogue; Satanás é lançado no inferno para ser atormentado eternamente e o
juízo final acontece com a condenação definitiva dos homens ímpios, estes são
lançados no inferno e também serão atormentados para sempre, banidos
eternamente da presença de Deus na escuridão das trevas; esta será a segunda
morte.
Agora que todas as coisas foram concluídas, Deus restaurará definitivamente o
homem.
Os capítulos 21 e 22 seguem em ordem cronológica e falarão sobre a
eternidade; entretanto, antes de começar a eternidade futura, a Terra que
agora vemos e os céus serão destruídos para darem lugar a uma nova criação. A
nova Terra será adaptada para a eternidade.
Podemos inserir entre o capítulo 20 do Apocalipse e o capítulo 21,
o texto de II Pedro 3.1-13. Este texto mostra que os céus e a Terra
serão destruídos (ver ainda Mt 24.35; Hebreus 1.10-12).
II- A
Eternidade futura
II.1-
Análise de Apocalipse 21.1-22.5
A)-
21.1-8
v.1,2-João viu... A- Novo céu e nova Terra (repare que não é uma restauração dos
antigos, mais sim uma nova criação) B- Uma cidade literal- Nova Jerusalém v.3- Nesta nova Terra, Deus habitará com os homens. A cidade de Deus é
a Nova Jerusalém.
v.4- Neste versículo podemos
observar as coisas que não existirão na eternidade.
As primeiras coisas se passaram, ou seja, tudo foi concluído, todo este
período anterior à eternidade futura são as “primeiras coisas”.
v.5- Mais uma vez é mencionada a
nova criação.
Estas Palavras são fiéis e verdadeiras; certamente tudo isto acontecerá!
v.6- Chegamos a conclusão de tudo.
Deus é o princípio de tudo, antes dele não há nada! Ele também é o Fim de
todas as coisas, fora dele nada haverá.
v.7- Promessa para quem vencer- O
livro é um consolo para tempos de aflição!
Herdaremos todas estas coisas!
Uma das maiores heranças: Sermos filhos de Deus!
v.8- Neste versículo vemos uma lista
resumida de classes de pessoas que ficarão de fora desta nova criação, não
receberão a vida eterna como herança e não herdarão todas as bênçãos contidas
neste livro. Covardes- Aqueles que negam a Jesus. Incrédulos- Não creram em Jesus; não possuem fé Abomináveis- Praticam coisas detestáveis, tal como a idolatria Assassinos- Aqueles que matam, não necessariamente fisicamente Impuros- Oposto de Santos- Aqueles que se sujeitam a qualquer
forma de contaminação, seja no corpo, na mente ou no coração. Feiticeiros- Aqueles que praticam uma forma de magia em que se
usam certos atos e palavras e a invocação de espíritos (demônios) a fim de
prever o futuro ou controlar pessoas ou acontecimentos. Lembro que a
feitiçaria vai ainda mais além: Todo rebelde é como um feiticeiro (I
Samuel 15.23) Idólatras- Não apenas aqueles que adoram aos ídolos, mas também todos
os que colocam algo acima de Deus em suas vidas. Em Colossenses 3.5,
Paulo diz que a avareza é idolatria. Mentirosos- O Diabo é o pai da mentira (João 8.44). Como
pode um crente viver mentindo?
B)- Ap
21.9- 22.5- A Nova Jerusalém
Nestes versículos o apóstolo João descreve a Nova Jerusalém. Nosso objetivo não
será o de interpretar todos os símbolos usados em relação à cidade santa,
visto que os mesmos são descritos com a principal finalidade de nos mostrar o
estado eterno dos seus habitantes, mas sim o de dar uma noção de como
será o estado de eterna glória dos salvos.
Tentar interpretar precisamente como será a cidade onde habitarão os salvos é
certamente impossível, haja vista que falar de coisas celestes é extremamente
complicado para seres limitados como nós, além de serem coisas inimagináveis
e que transcendem a nossa compreensão; coisas jamais vistas por qualquer ser
humano. A cidade e tudo o que nela há, foi preparada para receber homens glorificados
que viverão eternamente.
João nos dá apenas uma “pinceladinha” de tudo o que nos espera...
A
cidade também é chamada de noiva e esposa. Se os seus habitantes pertencem ao
Senhor, logo, toda a cidade lhe pertence. A cidade representa o todo, ou
seja, os seus habitantes.
Em nossos dias também usamos este tipo de linguagem. Exemplo: Quando falamos
que a cidade de São Paulo está sofrendo com a poluição, logicamente estamos
nos referindo aos seus habitantes. A cidade é literal, não é uma figura, mas realmente ela existe!
Viver na glória, não é apenas viver em um lugar; quando falamos que vamos
para a glória isto é muito mais profundo do que ir para um determinado lugar,
embora saibamos que exista um lugar preparado para os salvos, mas a Glória,
mais
que um lugar, também é um estado, uma condição que atingiremos e que
abrange muitas coisas.
v.11- A pedra de jaspe é
transparente, tal como um cristal, isto mostra a santidade dos habitantes da
cidade e a glória que nela há.
v.12-27-
Sua
muralha simboliza a segurança da salvação.
É digno de nota o comentário sobre as 12 portas e os 12 fundamentos:
A porta é o lugar por onde se entra e o fundamento é o que sustenta a casa.
São doze portas e não apenas uma ou duas, pois a salvação estava ao alcance
de todos. Estas portas estavam em todas as direções, pois o acesso foi para
todos os povos.
Não podemos falar de porta sem lembrarmos de Jesus; ele é a porta para a
salvação, ele é Deus, mas se fez homem. Como homem veio da descendência de
Abraão e Davi; ele era judeu! Não haveria salvação se o Verbo não se fizesse
carne e habitasse entre nós; por isso a contribuição da nação é lembrada
eternamente nas doze portas através do nome das doze tribos de Israel.
O fundamento nos lembra de Cristo também. Ele é a pedra principal, através
dele veio a graça salvadora. Cada fundamento foi posto pelos apóstolos
através da Palavra inspirada por Deus. O tema das Escrituras é Jesus Cristo!
As pedras do fundamento nos lembram do peitoral sacerdotal. Isto mostra o
sacerdócio eterno dos crentes, ou seja, o eterno serviço dos salvos diante de
Deus.
A dimensão da cidade é algo incomparável. Um estádio era igual a 178m. O
estádio romano era de 185m e o grego de 189m. Considerando-se o estádio
romano; 12.000 estádios correspondem a 2.220 Km; entretanto, a cidade é
medida em três dimensões (comprimento, largura e altura). A simetria igual
mostra a sua perfeição. Alguns detalhes importantes:
Não
havia templo- Deus estará presente.
Não
havia sol nem lua- A glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é a sua
lâmpada.
Será
a capital da nova Terra. Repare no versículo 24 que na nova Terra
existirão nações.
Suas
portas sempre estarão abertas, ou seja, todos terão acesso ao Senhor.
Nada
de mal entrará nela. Somente terão acesso os salvos.
22.1-5- Assim como as águas de um rio
trazem vida e irrigam a Terra, o Rio da água da vida lembrará a vida eterna
que emana de Deus e do Cordeiro.
A Árvore da Vida nos lembra do Édem e mostra-nos a vida eterna. Os doze
frutos são produzidos mês a mês, ou seja, a Árvore não para de frutificar,
lembrando a vida eterna recebida pelos salvos. Embora na eternidade não
exista contagem de tempo, a linguagem do texto muitas vezes é usada para que
compreendamos as coisas espirituais.
Não vemos mais a árvore do conhecimento do bem e do mal; como dizia um poeta:
“A árvore cujo fruto trouxe a morte, secou-se na cruz!”. Mais detalhes importantes:
1- Veremos a face do Senhor
2- Reinaremos com Cristo para sempre.
III- A
veracidade do livro (v.6,7)
v.6- O conteúdo do livro é fiel e
verdadeiro.
Se Deus enviou o seu anjo para revelar o conteúdo do livro, significa que ele
deve ser lido e estudado!
As coisas que em breve devem acontecer. Lembre-se que para o Senhor um dia é
como mil anos. Leia II Pedro 3.1-13
v.7- Jesus está voltando (certamente
hoje a nossa redenção está mais próxima do que ontem)! Romanos 13.11
Existe uma bem-aventurança para quem guardar as palavras deste livro.
IV-
Admoestações e últimas promessas (v.8-17)
v.8- Mais uma vez é dito que João é
o autor do livro
v.9- Ver Ap 19.10
v.10- O livro não deve ser selado,
ou seja, o conteúdo deve ser revelado. O motivo: O tempo está próximo!
Veja o contraste com Daniel 12.9. No caso de Daniel, ele viveu na
época da Lei, o Espírito era dado por medida e o Messias ainda não havia se
manifestado, ele não estava na dispensação da graça.
Em nossa época (mesma dispensação na qual viveu João, ou seja, Graça), a
revelação da Palavra de Deus é mais profunda, visto que:
* O Messias já se manifestou
* O Cordeiro já foi imolado
* A salvação se estendeu à todos os povos pela fé em Jesus Cristo
* O Espírito veio habitar no coração daquele que crê e recebemos da sua
plenitude através de Jesus Cristo.
* O mistério da Igreja foi revelado
* Muitas coisas já se cumpriram, o que nos faz compreender melhor a
profecia
* Vivemos na última dispensação antes que o Senhor venha reinar
* A contar da morte e ressurreição de Cristo e a fundação da Igreja,
iniciou-se a contagem regressiva para o cumprimento de todas as coisas.
A cada dia a salvação está mais próxima; por isso o livro serve para consolo,
edificação e alerta para os salvos; portanto, deve ser lido e conhecido.
v.11- As palavras deste versículo
mostram que independentemente das atitudes do homem, a Palavra se cumprirá. O
versículo nos mostra também que a injustiça e a impureza continuarão a
aumentar até o fim; ao passo que, quanto mais o tempo avança, mais o Crente
deve buscar a justiça e a santidade.
Os ímpios cada vez mais mergulham na sua impiedade e o Senhor os entrega às
suas próprias paixões como punição pelos seus desejos e pecados.
Em Romanos 1 podemos observar que uma forma de Deus punir o homem é
entregando-o aos seus próprios pecados. Veja as três coisas às quais os
homens foram entregues por Deus: Romanos 1:24 “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia,
pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo
entre si;” Romanos 1:26 “Por causa disso, os entregou Deus a paixões
infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações
íntimas por outro, contrário à natureza;” Romanos 1:28 “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus,
o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para
praticarem coisas inconvenientes,”
Aos crentes cabe cada vez mais, visto que o fim se aproxima; santificar a
vida e praticar a justiça.
v.12- Mais uma vez o Senhor promete
voltar em breve. Desta vez ele promete trazer a retribuição para cada um.
Veja o texto abaixo: Romanos 2.5-11: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente,
acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo
de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna
aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e
incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à
verdade e obedecem à injustiça.
Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao
judeu primeiro e também ao grego; glória, porém, e honra, e paz a todo aquele
que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. Porque para com Deus
não há acepção de pessoas.”.
v.13- As palavras foram ditas por
Jesus
v.14- Somente tem a vida eterna
aquele que crê em Jesus Cristo e torna-se participante do seu sacrifício.
Na
lista do versículo 15 é acrescentado os cães.
O cão volta ao próprio vômito, isto nos lembra daqueles que se apostatam da
fé e retornam as mesmas imundícias.
v.16- Mais uma vez a veracidade e a
certeza do cumprimento das profecias estão no próprio Senhor que as revelou
para às Igrejas. Ele cumprirá, pois:
É a raiz de Davi (Is 11.1). Somente ele possui as credenciais
necessárias para cumprir todas as promessas.
Como a resplandecente Estrela da Manhã, que permanece no céu após a noite;
ele próprio é o cumprimento da sua promessa. Ele permanece; ele está vivo e
ressuscitou! Não somente ele cumpre; como também se cumpre nele todas as
coisas.
v.17- Devemos desejar ardentemente a
vinda do Senhor. Este é o desejo de um coração onde habita o Espírito Santo!
V-
Últimas palavras e bênção - Ap 22.18-21
Advertências para o leitor do livro. v(s) 18 e 19
v.20- Mais uma vez o Senhor nos dá a
certeza de que voltará em breve!
Que assim seja!
Devemos desejar e pedir por este retorno!
v.21- O livro se encerra com uma
bênção. Aliás, este é o último versículo do Novo Testamento. Repare no
contraste com o Velho Testamento que se encerra com a palavra maldição.
(Malaquias 4.6).
Amados
irmãos, terminamos com esta aula a análise do livro do Apocalipse. Quão
maravilhoso é poder ler e estudar este livro. Como é sublime ver que o Senhor
encerra toda a Escritura com a promessa da sua vinda.
Do mesmo modo que o apóstolo João, devemos desejar ardentemente a volta do
Senhor. Pedir pela volta do Senhor é ter vontade de estar juntinho dele; é
desejar estar livre de tudo o que impede a nossa comunhão plena; é não se
conformar com este mundo.
Que
este estudo possa auxiliar na meditação de tão importante livro, e que o
Apocalipse seja um conforto para a sua alma nos momentos de aflição, mantendo
fixo o olhar naquilo que nos está reservado.
Deus
abençoe a todos!
Seminário de escatologia - Parte IV Análise do Apocalipse Conclusão
Falar do livro do Apocalipse causa no leigo reações que vão desde
curiosidade até a medo, entretanto, para muitos cristãos ele também desperta
as mesmas reações, e, para estes, continua sendo um livro “selado”; quando na
verdade, conforme em suas próprias páginas encontramos escrito, ele deve ser
aberto, lido, guardado no coração, divulgado e ensinado. Infelizmente muitas
igrejas deixam de ensinar a Palavra de Deus em sua totalidade, impedindo o
acesso dos seus membros ao conhecimento e meditação de textos tão
importantes, como, por exemplo, o do livro do Apocalipse.
Por que esta negligência acontece? Talvez por medo do que está revelado,
visto que o livro mostra o destino dos que se conduzem com hipocrisia; talvez
por falta de aplicação ou ainda simplesmente despreparo; porém, sobre aqueles
que meditam em temor, o livro traz consigo consolo, edificação e esperança.
Amados; ao concluirmos este estudo, realmente podemos perceber em nossos
corações um forte sentimento de alegria que advém das bem-aventuranças
concedidas aos que lêem o Apocalipse.
Deus abençoe a todos os que amam a sua Palavra e aguardam a sua vinda.
Seminário
de escatologia - Parte IV
Análise
do Apocalipse
Bibliografia
1)Almeida,Abraão
de; Israel,Gogue e o Anticristo-Edição revista e ampliada,CPAD.
2)Arrington,
French L./ Stronstad, Roger; Comentário Bíblico Pentecostal- Novo
Testamento-CPAD.
3)
Bíblia online- módulo avançado- recursos do dicionário de Almeida e Strong.
4)
Bíblia de Estudos Pentecostal- online- CPAD.
5)Bueno,
Francisco da Silveira; Dicionário Escolar Da Língua Portuguesa-Ministério
da Educação- 11ª edição-1992, Biblioteca Nacional-FAE.
6)Champlin,
Russel N.: O Novo Testamento Interpretado Versículo por versículo-
Vol 6- Editora Hagnos.
7)Champlin;
Russel N.: O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol 6,
Ed Hagnos.
8)Coenem,
Lothar/ Brown, Colin: Dicionário Internacional de Teologia do Novo
Testamento- Volumes I e II- Editora Vida Nova.
9)Cunha,
Guilhermino: O Terceiro Milênio e a Nova Ordem Mundial- Editora Cultura
Cristã
10)Davidson,
F. ; O Novo Comentário da Bíblia- Ed 1 vol- Editora Vida Nova.
11)Douglas,
J.D. ; O Novo Dicionário da Bíblia-Ed 1 vol- Editora Vida Nova.
12)Gilberto;
Antonio; O Calendário da Profecia- CPAD.
13)Gilberto, Antonio; Daniel e Apocalipse –– CPAD.
14)Mcnair;S.E.,
A Bíblia Explicada, CPAD.
15)Nigh,
Kepler : Manual de Estudos Proféticos- Editora Vida
16)Thompson,
Frank Charles: Bíblia Sagrada- / Traduzida por Almeida, João Ferreira de-
Edição contemporânea – Editora Vida.
17)Traduções
da Bíblia Sagrada: Almeida Revista e Atualizada (ARA); Almeida Revista e
Corrigida (ARC); Almeida Contemporânea (AC); Almeida Corrigida Fiel (ACF);
Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH) e Nova Tradução na Linguagem de Hoje
(NTLH).
18)Kelly,W.
; O Apocalipse – Estudos sobre a Palavra de Deus–Depósito de literatura
cristã – Lisboa – 1989.
19)
Apostilas, mapas e publicações:
A) Apostila da ABECAR- Análise do livro do Apocalipse- Prof. Miss. Willis
Gordon Stitt.
B) Mapa – Escatológico – CPAD
Agradecimento
Louvado seja o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sem o qual, nada posso
fazer. Nada tenho que não tenha sido primeiramente dado pelo Senhor. Dedicatória
Dedico este trabalho, com carinho, a minha família (amada esposa Helena e
filhos: Carolina; Ricardo Junior e Samuel); aos meus pais e aos amados irmãos
da SDV em Guaratinguetá SP.
Que o Senhor os abençoe!