"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carro estragado - Modelo de discipulado

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Carro estragado - Modelo de discipulado???





“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações...” Mateus 28.19

Outro dia meu carro teve uma pane.
O problema era mais sério do que eu pensara e tive que pedir a um amigo que me puxasse com o seu carro até uma oficina mecânica.
Com uma corda bem resistente, não muito curta nem muito longa, amarramos o meu carro ao dele e lá fomos nós, atravessando a cidade.

:: Marcas daquele trajeto:

Onde ele passava, lá estava eu atrás.
Virava para a direita? Eu também. Para a esquerda? Eu, igualmente.
Ele aumentava a velocidade? O mesmo se passava comigo.
Diminuía? Eu diminuía.
Ele parava no semáforo? Eu também.
Avançava? Lá ia eu atrás dele.

Em alguns pontos do trajeto percebi que meu carro, mais leve, avançava mais rápido que o dele, colocando em risco meu pára-choque dianteiro e o pára-choque traseiro do seu carro. Então eu fui com o pé no freio, e a maior parte do caminho eu fui sendo arrastado e freando para não me aproximar muito.

Liguei meu pisca alerta e mantive a distância.

:: Em outras palavras:

Eu estava amarrado a ele; não podia ultrapassá-lo; não me arriscava a me aproximar muito; avançava com o pé no freio. Em tudo o que ele fazia, eu o imitava.
Você quer ouvir uma triste notícia?
Há muita gente que pensa que estas são as marcas de um bom discipulado.
Não, não. Estas são as marcas de um carro estragado.
Quando você vir duas pessoas, o mestre e o discípulo, num relacionamento como o descrito acima, não se alegre, não teça elogios.
São marcas de carro estragado, de comportamento doentio, e nunca de um discipulado cristão.
Quando você vê duas pessoas numa política de imitação, onde o que segue atrás não pode aumentar a velocidade; anda amarrado ao da frente; com velocidade controlada; tem que avançar com “freio puxado”, e quando se aproxima muito, há choques...

Saiba bem claro: Isto não é discipulado cristão.

Se dissermos que Jesus tinha suas cordas, é bom esclarecermos que eram cordas de amor.
Cordas que tiravam os fracos do lamaçal, que levavam os pobres ao topo da montanha; que transladavam os famintos à mesa abundante; que conduziam os cegos ao bom caminho.
Sim, mas estas cordas de amor não impediam aos que o seguiam de parar à beira do caminho; ou dele se distanciarem, descontentes, escandalizados.
Cordas que se esticavam, no distanciamento, e que, na aproximação, não produziam acidentes.
A beleza daquele novo relacionamento entre Jesus e seus discípulos estava no fato de que ele não uniformizava os seus seguidores, não lhes tirava a identidade pessoal, não lhes destruía a personalidade, não lhes ditava uma única ocupação, atividade ou ministério.
Paulo, Apolo, Pedro, João...
Exemplos, dentre muitos outros.
Sim, o Criador das diferenças as permitia.

:: Você sabe o que Jesus nunca permitiu em sua caminhada?

Que o arrastar da multidão o parasse ou diminuísse sua marcha.
Que os milhares que o seguiam, e que queriam puxá-lo em direção oposta, o vencessem.
Mesmo que, qual pastor, ele caminhava lentamente com as ovelhas que amamentavam, e carregava os cordeirinhos no colo.

:: Você sabe onde termina um discipulado errado?

Aqui: Os que seguem, colocam uma marcha à ré e conseguem, enfim, puxar o que, antes, era o mestre para o caminho do erro.
Por que?
Porque os discípulos eram dele, e não de Cristo.
Quanto ao discipulado correto, ele se inicia neste ponto:
Paramos nosso carro; sentamo-nos “na poltrona do carona” e entregamos a Jesus, e a Ele somente, o volante, o freio, o acelerador.
Algo que eu nunca poderia ter feito com o meu amigo que me puxou até à oficina mecânica.
- Moisés Suriba - Missionário -


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