"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Manual da Vida Cristã 3.

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Escola da

Vida com Deus

Primeira Edição

Volume I

Pag. 2 Site: www.josiasmoura.wordpress.com

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Neste manual você encontra princípios e regras para obter

uma vida de sucesso na família, na Igreja, no

relacionamento com os irmãos e com Deus, no campo

profissional e na sua vida pessoal.

COMO USAR ESTE MATERIAL?

Este material deve ser usado em Escolas Dominicais, Grupos

familiares, encontros e grupos de discipulado.

_____________________________________________

Material Organizado por:

Pr. Josias Moura de Menezes

IGREJA BETEL BRASILEIRO

Email: josiamoura@hotmail.com

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PREFÁCIO

É preciso que aprendamos a viver com Deus, se desejamos experimentar tudo

que Ele tem para nos oferecer.

Neste manual da
Escola da Vida com Deus, preparamos conselhos e regras

para você alcançar uma vida de pleno sucesso na Igreja, na vida familiar,

social, no relacionamento com os irmãos e no campo profissional. Procure

assimilar tudo que está escrito aqui. O conteúdo deste material irá abençoar e

mudar a sua vida.

Porém, você precisará ter fé em Jesus para experimentar tudo que está sendo

afirmado neste manual de vida com Deus.
A palavra de Deus só nos

transforma se tivermos fé em Cristo.

Na Igreja Betel temos procurado ensinar a cada crente a importância da fé.

Quando temos fé em Deus e na sua palavra, nossas vidas são transformadas. O

que desejamos que você venha a aprender neste estudo é usar a sua fé de forma

prática e vitoriosa.

Este material tem aplicações para todas as áreas da vida cristã. Ele te ajudará a

buscar orientação nas decisões e momentos importantes da sua vida.

Acreditamos, que os assuntos tratados aqui, mudarão sua vida para sempre.

Estude, leia, ore e medite profundamente nos mistérios de Deus.

Que Deus te abençoe!

Pr. Josias Moura de Menezes

João Pessoa, 25 de Julho de 2002

Igreja do Betel Brasileiro

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ÍNDICE DESTE MANUAL

I. AS BASES DA VIDA COM DEUS ............................................................................................................ 7

1. A ORAÇÃO (L
IÇÃO 01)................................................................................................................................ 7

1.1 O QUE É ORAÇÃO E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? ......................................................................... 7

1.2. COMO JESUS ENSINOU A ORAR?...................................................................................................... 7

1.3. ALGUNS CONSELHOS PRÁTICOS. ..................................................................................................... 7

2. A PALAVRA (L
IÇÃO 02) ............................................................................................................................ 8

2.1. O QUE A PALAVRA DE DEUS PRODUZ EM NÓS? ........................................................................... 8

2.2. O QUE NÓS DEVEMOS FAZER COM A PALAVRA DE DEUS?......................................................... 8

2.3. COMO DEVEMOS LER A PALAVRA DE DEUS .................................................................................. 9

CONCLUSÃO............................................................................................................................................... 9

3. O JEJUM (L
IÇÃO 03) ................................................................................................................................ 9

3.1. TIPOS DE JEJUM................................................................................................................................. 9

3.2. PROPÓSITOS DO JEJUM................................................................................................................... 10

CONCLUSÃO............................................................................................................................................. 10

4. O ANDAR NO ESPÍRITO (L
IÇÃO 04) ....................................................................................................... 11

5. O PRECIOSO SANGUE DE CRISTO ........................................................................................................ 11

5.1. O SANGUE É PRIMARIAMENTE PARA DEUS ................................................................................. 12

5.2. O SANGUE SATISFAZ A NOSSA CONSCIÊNCIA (Lição 05) ........................................................... 12

5.3. O SANGUE VENCE AS ACUSAÇÕES DE SATANÁS ......................................................................... 13

CONCLUSÃO............................................................................................................................................. 13

6. A CRUZ DE CRISTO (L
IÇÃO 06) .............................................................................................................. 14

II. A VIDA COM DEUS NA FAMÍLIA ...................................................................................................... 20

1. O PROPÓSITO DE DEUS PARA A FAMÍLIA (LIÇÃO 09) ...................................................................... 20

2. PAPÉIS DOS CÔNJUGES: AMULHER.................................................................................................... 20

3. PAPÉIS DOS CÔNJUGES: OMARIDO (LIÇÃO 10) ............................................................................... 21

4. A EDUCAÇÃO DOS FILHOS. .................................................................................................................... 22

5. A RELAÇÃO SEXUAL (LIÇÃO 11) ....................................................................................................... 24

6. COMPORTAMENTO DOS FILHOS. (LIÇÃO 12) .................................................................................... 24

7. NOIVADO E PREPARO PARA CASAMENTO. (LIÇÃO 13).................................................................... 25

7.1 A SERIEDADE DO CASAMENTO........................................................................................................ 25

7.2 O COMPROMISSO PARA CASAMENTO ............................................................................................ 25

7.3 QUEM PODE SE COMPROMETER? .................................................................................................. 25

7.4 COM QUEM SE COMPROMETER? .................................................................................................... 26

7.5. COMO SE COMPORTAM QUANDO JÁ ESTÃO COMPROMETIDOS? ........................................... 26

III. A VIDA COM DEUS ENTRE OS IRMÃOS .......................................................................................... 27

1. O AMOR (LIÇÃO 14)............................................................................................................................... 27

2. O ESTAR JUNTOS. .................................................................................................................................... 30

3. O SERVIÇO. ............................................................................................................................................... 31

4. AUTORIDADE E SUBMISSÃO. (LIÇÃO 17).......................................................................................... 31

5. SOLUCIONANDO CONFLITOS. (LIÇÃO 18) ........................................................................................ 32

IV. A VIDA COM DEUS NA IGREJA......................................................................................................... 33

1. A RESTAURAÇÃO (LIÇÃO 19) ............................................................................................................... 33

2. A UNIDADE (LIÇÃO 20) .......................................................................................................................... 34

2.1. A Oração de Jesus (Jo 17.18-23) ......................................................................................................... 34

2.2. Qual O Padrão (Nível) De Unidade Que O Senhor Quer .................................................................... 34

2.3. Onde Esta Unidade Deve Se Processar?.............................................................................................. 34

2.4. Esta Unidade E Espiritual É Invisível Ou Pratica E Visível? (LIÇÃO 21) .......................................... 34

2.5. Esta Unidade é Possível (jo 17) ........................................................................................................... 36

3. A CEIA DO SENHOR (
LIÇÃO 22)......................................................................................................... 36

QUEM DEVE CELEBRÁ-LA? .................................................................................................................... 37

QUANDO E ONDE CELEBRAR?............................................................................................................... 37

COMO CELEBRAR?.................................................................................................................................. 38

O QUE A CEIA PRODUZ EM NÓS?.......................................................................................................... 38

OUTRAS CONSIDERAÇÕES..................................................................................................................... 38

4. A DISCIPLINA NA IGREJA (
LIÇÃO 23) .................................................................................................... 38

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5. AS REUNIÕES DA IGREJA (LIÇÃO 24) ............................................................................................... 46

6. O BATISMO CERIMONIAL NAS ÁGUAS (LIÇÃO 25).......................................................................... 47

Seu Significado........................................................................................................................................... 47

Seu Simbolismo........................................................................................................................................... 47

A Sua Obrigatoriedade............................................................................................................................... 48

Em que Nome Deve Ser Realizado? ............................................................................................................ 48

Por Quem Deve Ser Administrado? ............................................................................................................ 48

Quem Deve Ser Batizado?.......................................................................................................................... 48

Quando Deve Ser Administrado o Batismo? ............................................................................................... 48

Sua Finalidade ........................................................................................................................................... 48

Suas Limitações .......................................................................................................................................... 48

V. A VIDA COM DEUS PESSOAL.............................................................................................................. 49

1. A IMPUREZA SEXUAL (LIÇÃO 26)........................................................................................................ 49

2. OMATERIALISMO, A AVAREZA (
LIÇÃO 27) ................................................................................... 50

3. A RAIVA E A IRA (
LIÇÃO 28) ................................................................................................................ 52

4. O VOCABULÁRIO PERVERTIDO (L
IÇÃO 28) ................................................................................... 53

5. A FALSIDADE E AMENTIRA (LIÇÃO 29) ............................................................................................ 54

6. OCULTISMO.............................................................................................................................................. 55

7. O PESSIMISMO (LIÇÃO 30)................................................................................................................... 56

8. O VÍCIO (LIÇÃO 31)............................................................................................................................... 57

ALCOOLISMO ........................................................................................................................................... 57

GLUTONARIA OU GULA........................................................................................................................... 57

DROGAS e FUMO ..................................................................................................................................... 58

JOGOS DE AZAR POR DINHEIRO ........................................................................................................... 58

COMO LIBERTAR-SE................................................................................................................................ 58

9. O DEVOLVERMAL PORMAL (LIÇÃO 32) ........................................................................................... 58

10. A INJUSTIÇA........................................................................................................................................... 59

VI. A VIDA COM DEUS PROFISSIONAL.................................................................................................. 60

O TRABALHO FOI ORDENADO NA CRIAÇÃO ......................................................................................... 60

O TRABALHO COMO OBRIGAÇÃOMORAL............................................................................................. 60

O PECADO DA PREGUIÇA E INDOLÊNCIA............................................................................................... 60

O TRABALHO É UM SERVIÇO .................................................................................................................... 60

O TRABALHO DIGNIFICA ........................................................................................................................... 61

O PADRÃO PARA O EMPREGADO (LIÇÃO 34) ....................................................................................... 61

O PADRÃO PARA O EMPREGADOR........................................................................................................... 61

A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL E A PROSPERIDADE ........................................................................ 61

CONCLUSÃO................................................................................................................................................. 61

VII. A VIDA COM DEUS NAS FINANÇAS.............................................................................................. 63

1. O DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO.................................................................................................... 63

Antes da lei (Gênesis 14:18-20; 28:22 Hebreus 7:4-10)............................................................................. 63

2. NO NOVO TESTAMENTO (LIÇÃO 36)................................................................................................... 63

VIII. APÊNDICE A....................................................................................................................................... 66

1. A
NDAR NA LUZ (LIÇÃO 37)....................................................................................................................... 66

Escondendo o Pecado ................................................................................................................................ 66

Tratamos Superficialmente......................................................................................................................... 67

Confessando Os Nossos Pecados ................................................................................................................ 67

2. A SANTIFICAÇÃO TAMBÉMÉ PELA GRAÇA (LIÇÃO 39).................................................................. 68

3. O USO DAS LIBERDADES (LIÇÃO 40) ............................................................................................... 70

IX. IMPLANTAÇÃO DE GRUPOS FAMILIARES .................................................................................... 72

UMA NOVA VISÃO DE CRESCIMENTO PARA A IGREJA ...................................................................... 72

POR QUE GRUPOS FAMILIARES? .......................................................................................................... 72

O PROGRAMA DE DEUS .......................................................................................................................... 72

O QUE PODEMOS OFERECER NOS GRUPOS FAMILIARES QUE NÃO NA IGREJA?........................ 73

CHAVE DA EVANGELIZAÇÃO.................................................................................................................. 74

COMO COMEÇAR GRUPOS FAMILIARES.............................................................................................. 74

PONDO EM PRÁTICA............................................................................................................................... 75

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SUGESTÃO PARA A PROGRAMAÇÃO DO CULTO FAMILIAR.............................................................. 75

SUGESTÕES PARA O LIDER DO GRUPO .............................................................................................. 76

X. FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA.................................................................................................. 77

XI. A ADMISSÃO DE NOVOS MEMBROS................................................................................................ 79

QUEM PODE SER MEMBRO DA IGREJA BETEL ................................................................................ 79

DA ADMISSÃO DE MEMBROS ................................................................................................................. 79

DOS DEVERES DOS MEMBROS............................................................................................................... 80

DOS DIREITOS DOS MEMBROS .............................................................................................................. 80

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I. AS BASES DAVIDACOMDEUS

1.AORAÇÃO (L
IÇÃO 01)

1.1 O QUE É ORAÇÃO E QUALASUAIMPORTÂNCIA?

(Filipenses 4.6; Mateus 7.7-11)

a) Deus conhece todas as coisas, mas ele quer que lhe peçamos. Deus não quer agir sozinho.

Ele quer que seus filhos trabalhem com ele através da oração. PELA ORAÇÃO

TRABALHAMOS COM DEUS PELO CUMPRIMENTO DE SUA VONTADE.

b) Isto funciona assim:

Deus concebe a sua vontade.

Ele revela a sua vontade.

O homem pede a Deus pela sua vontade; (Mateus 6.10)

Deus cumpre a sua vontade.

Este é um princípio que Deus estabeleceu para cumprir sua vontade. Ele espera que seus filhos

lhe peçam, do contrário a vontade de Deus não se cumprirá (Isaías 45.11; Ezequiel 36.37).

Devemos pedir em nome de Jesus (João 14.13,14; 16.23-24). Pedir no nome de Jesus é pedir

em lugar dele, isto é, de acordo com os interesses dele; pedir o que ele pediria porque é da sua

vontade.

1.2. COMOJESUS ENSINOUAORAR?

a) SINCERIDADE (Mateus 6.5,6);

b) SIMPLICIDADE;

c) HUMILDADE (Lucas 18.9-14);

d) PERSISTÊNCIA (Lucas 11.5-8);

e) INTENSIDADE (Lucas 11.9-10), isto é, com desejo intenso.

1.3.ALGUNS CONSELHOS PRÁTICOS.

a) Oração sozinho (Mateus 6.5-6).

Tenha um tempo específico para oração (Salmo 5.1-3). O melhor horário para a maioria

das pessoas é pela manhã quando existe silêncio e não se começou nenhuma atividade

(Levítico 6:12; Salmo 5:3; 30:5; 59:16; 90:14; Lamentações 3:25).

Antes de orar por qualquer assunto trate com o coração (Salmo 17:3; 19:14: 26:2; 66:18).

Nossa consciência tem que estar completamente limpa.

Faça uma lista de oração prática e específica, incluindo os familiares, contatos, líderes da

Igreja, governantes, inimigos (aqueles que te perseguem por causa da justiça) e irmãos

perseguidos ao redor do mundo.

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b)Oração junto com os irmãos (Mateus 18.19-20; Atos 2.42; 4.23-31).

Devemos ficar sensíveis para perceber a direção e a carga do Espírito Santo.

Todos podemos orar por um mesmo assunto, até que tenhamos coberto todos os detalhes.

Todos devemos participar. Esse aspecto é importante porque a oração da Igreja é

primordial para o cumprimento do propósito de Deus. Coisas importantes aconteceram

quando a Igreja orava junta. Veja só:

Receberam o batismo com o Espírito Santo (Atos 2:1-4)

O lugar onde oravam tremeu durante a oração e todos foram cheios do Espírito (Atos 4:31)

Pedro foi libertado da prisão (Atos 12:5-9)

Paulo e Barnabé são chamados para o apostolado (Atos 13:1-4)

Quando nos reunimos com outros irmãos para orar se dá oportunidade para a operação dos

dons do Espírito.

Orai sem cessar
(I Tessalonicenses 5:17)

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos

diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo

o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

(Filipenses 4:6,7)

2.APALAVRA (L
IÇÃO 02)

“...E
le te humilhou, e te deixou ter forme, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste,

nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que nem só de pão viverá o homem, mas

de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem”.
Deuteronômio 8.3

2.1. O QUEAPALAVRADE DEUS PRODUZ EMNÓS?

ORIENTAÇÃO (Salmo 119.105)

ESTABILIDADE (Efésios 4.14)

SABEDORIA (Salmo 119.99-100)

VITÓRIA CONTRA O PECADO (Salmo 119.11)

PAZ (Salmo 119.165)

ESPERANÇA (Romanos 15.4)

REVELAÇÃO (Hebreus 4.12)

2.2. O QUE NÓS DEVEMOS FAZER COMAPALAVRADE DEUS?

DESEJAR (I Pedro 2.2)

TEMER COM TREMOR (Isaías 66.2)

EXAMINAR (Atos 17:11)

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BUSCAR (Isaías 34.16)

GUARDAR NO CORAÇÃO (Deuteronômio 11.18; Colossenses 3.16)

PRATICAR (João 15.7; Tiago 1.22-25)

ENSINAR (Deuteronômio 11.19)

2.3. COMODEVEMOS LERAPALAVRADE DEUS

a) Começar pelos evangelhos. Ler, na ordem, os quatro evangelhos no mínimo duas vezes.

Depois o livro de Atos, as epístolas e por último Apocalipse.

b) Os tipos de leitura são:

Devocional: Nesse tipo de leitura a ênfase está em particularizar a Palavra, não levando em

conta o aspecto histórico, doutrinário, etc. Se lê poucos versículos, meditando,

“ruminando” a Palavra para extrair tudo para nossas vidas, em caráter pessoal.

Sistemática: Nessa tomamos a Palavra como um todo, de maneira ordenada. Deve-se ler

capítulos para que não se perca o contexto.

c) Ler com oração, pedindo que o Espírito Santo descortine a Palavra para

nós

d) Memorizar as verdades centrais da Palavra

e) Ler primordialmente o novo testamento pois nele estão contidas as

realidades e não as sombras (Colossenses 2:16,17)

CONCLUSÃO

Devemos ter uma disciplina de leitura e meditação da Palavra de Deus. Não devemos

afrouxar nem um pouco nesse ponto. Quando nos distanciamos da leitura constante da Palavra

de Deus corremos o risco de cair no fanatismo (na prática é observar preceitos de homens

cegamente sem questionar pela Palavra de Deus) ou misticismo (interpretar a Palavra de

acordo com as experiências espirituais subjetivas; espiritualidade sem fundamento).

O sangue de muitos irmãos foi derramado para que a Palavra de Deus conforme temos

conosco pudesse ser preservada; inúmeras foram as tentativas de tirá-la de nós ou de

ridicularizá-la, porém ela permanece como uma rocha perante tudo isso. Nós que cremos na

restauração do Senhor temos que ser, mais do que ninguém, fiéis à leitura constante da

Palavra para que possamos receber revelação de Deus sobre a plenitude de Deus na Igreja.

3. O JEJUM (L
IÇÃO 03)

3.1. TIPOS DE JEJUM.

a) NORMAL (Mateus 4.2). É a abstenção de alimentos sólidos e líquidos (com exceção de

água), por um ou mais dias.

b) ABSOLUTO (Atos 9.9; Deuteronômio 9.9; I Reis 19.8). É a abstenção total de comida e

de água. Não deve durar muito tempo, pois é prejudicial à saúde. O jejum de Moisés e de

Elias (absoluto por 40 dias) foi sobrenatural.

c) PARCIAL (Daniel 10.3). É uma restrição na dieta diária, e não uma abstenção completa.

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3.2. PROPÓSITOS DO JEJUM.

a) Santificação individual (Salmo 69.10; 35.13). O jejum é um corretivo divino; nos prepara,

quebra o orgulho e humilha a alma.

b) Para que Deus nos ouça (Esdras 8.21-23; Neemias 9.1-3). O jejum dá poder às orações. A

oração é a guerra contra as forças opositoras. O jejum expressa, aprofunda e confirma o

que pedimos p/ o reino de Deus.

c) Para fazer com que Deus mude a direção das coisas (Jonas 3.4-10). Aqui, a cidade

prevaleceu pelo jejum e oração.

d) Para soltar os cativos e derrotar a Satanás (Isaías 58.6; 49.24-25). O jejum dá força e poder

contra Satanás. Obriga-o a soltar os homens que são seus escravos.

e) Para receber revelação (Daniel 9.2-3; 21-22). Necessitamos constantemente de revelação

de Deus para nossas vidas.

f) Para subjugar o corpo (I Coríntios 9.27; Êxodo 16.3; Números 11.4-5) O jejum nos ajuda a

disciplinar o corpo. Os apetites do corpo são lícitos mas temos que tê-los sob controle; o

físico submisso ao espiritual.

CONCLUSÃO

Alguns grupos tido como “cristãos” dizem que o jejum é parte da lei e que portanto na graça

não há necessida
de de jejuarmos. Isso contraria as palavras de Jesus que diz “Quando

jejuardes”(Mateus 6:16) e não “se jejuardes”. Também contraria as palavras do apóstolo Paulo

que diz “em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns” (II

Coríntios 6:5).

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4. OANDAR NO ESPÍRITO (L
IÇÃO 04)

Por ser um assunto extenso e controversial resolvemos dividir o tema da seguinte maneira

para que seja perfeitamente esclarecido e praticado, corrigindo as distorções que se vêem hoje

em dia:

1-
O precioso sangue de Cristo.

a) Para Deus

b) Para a nossa consciência

c) Para Satanás

2-
A cruz de Cristo

a) Sabendo

b) Considerando-se

c) Apresentando-se

d) Andando no Espírito

As duas leis

Enchendo-se do Espírito

Ordenando assim esse tema desejamos que cada discípulo tenha uma compreensão clara

de tudo o que se refere ao andar no Espírito já que a Palavra de Deus diz:
Portanto,

irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne;

porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito

mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Romanos 8:12-14

5. O PRECIOSO SANGUE DE CRISTO

Já vimos anteriormente que o homem tem basicamente um problema : a independência. Essa

independência consumada produz uma série de complicações, que justamente são os nossos

pecados (desobediência, blasfêmia, mentiras, fornicação, etc...). Na carta de Romanos, Paulo

divide muito bem o assunto no próprio corpo da epístola. Será de grande utilidade vermos

essa divisão.

De Romanos 1:1 até 5:11 ele está falando dos atos pecaminosos do homem, e de 5:12 até 8:39

ele está falando da atitude do homem, ou seja “o pecado”. Na primeira seção considera
-se a

questão dos pecados cometidos diante de Deus, que são muitos e que podem ser enumerados.

É nesse ponto que vamos ficar por enquanto.

Quando a luz de Deus brilha pela primeira vez em nossos corações, clamamos por perdão,

porque compreendemos que cometemos pecados diante dEle. Portanto o Sangue de Cristo

trata com esse primeiro problema que vemos: os nossos pecados. O Sangue de Cristo é de

grande valor para nós, porque trata com os nossos pecados e nos justifica à vista de Deus

conforme declara as seguintes passagens: Romanos 5:8-9; 3:24-26.

O pecado se manifesta na forma de desobediências, para criar, em primeiro lugar, separação

entre o homem e Deus. Em segundo lugar o pecado comunica ao homem um sentimento de

culpa, de afastamento de Deus. E ainda não é tudo, porque o pecado oferece também a

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Satanás uma possibilidade de acusação diante de Deus. Portanto temos três problemas que

precisam ser solucionados :

1
o. Nossa separação de Deus

2
o. As acusações de nossa consciência.

3
o. As acusações de Satanás

Vamos ver cada um desses problemas e a solução provida pelo Sangue isoladamente.

5.1. O SANGUE É PRIMARIAMENTE PARADEUS

É a santidade de Deus , a justiça de Deus que exige que uma vida sem pecado seja dada em

favor do homem. Há vida no sangue, e aquele Sangue tem que ser derramado em favor de

mim, pelos meus pecados. Deus requer que o Sangue seja apresentado com o fim de satisfazer

a sua própria justiça, e é Ele que diz: “Vendo eu o Sangue passarei por cima de vós” Êxodo

12:13. O Sangue de Cristo satisfaz a Deus inteiramente. É necessário esquecermos o valor que

nós damos ao Sangue para visualizarmos o quanto Deus dá valor ao Sangue.

a)
No antigo testamento, o sangue de animais satisfazia, temporiaramenta, a justiça de Deus: “

Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha

santificava os co
ntaminados, quanto à purificação da carne,” Hebreus 9:13

b) Na nova aliança não há outra coisa que satisfaça a justiça de Deus senão o Sangue.
“sendo

justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao

qual Deus propôs como propiciação, pela fé,
no seu sangue, para demonstração da sua

justiça
por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para

demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também

justificador daque
le que tem fé em Jesus.”
Romanos 3:24-26

Portanto o Sangue resolve nosso problema de separação de Deus. Por meio do Sangue

temos livre acesso ao Senhor.

5.2. O SANGUE SATISFAZANOSSACONSCIÊNCIA (L
IÇÃO 05)

Agora temos que considerar que, em nossa condição de incrédulos não éramos tão

molestados pela nossa consciência, até que a Palavra de Deus começou a nos despertar.

Quando cremos a nossa consciência pode se tornar extremamente sensível, e isto pode vir a

ser real problema para nós. O sentimento de pecado ou de culpa pode se tornar tão grande,

tão terrível, que quase nos paralisa porque nos faz perder de vista a verdadeira eficácia do

Sangue.

Algumas vezes chegamos ao ponto de imaginar que os nossos pecados são maiores que a

eficácia do Sangue. Por que isso?

a) Não sabemos o valor que Deus dá ao Sangue. Isso nós já consideramos no item anterior.

Devemos estar fundamentados nisso, crendo que só o Sangue de Cristo satisfaz a justa

exigência de Deus.

b) Não aceitamos a avaliação que Deus faz do Sangue. Podemos saber o valor que Deus dá ao

Sangue, mas não aceitarmos isso. Achamos que não é possível que seja assim, que

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devemos fazer algo mais e assim nossa consciência não se cala porque ainda queremos

fazer algo mais para nos justificarmos diante de Deus.

c) Muitas vezes não avaliamos o Sangue pela visão que Deus tem dele, mas procuramos

avaliá-lo pelos nossos sentimentos. Algumas vezes sentimos, outras vezes não.

Portanto é necessário calar a nossa consciência demonstrando a ela o valor que Deus dá ao

Sangue e ainda mais, que cremos nessa avaliação. Temos que crer que o Sangue é precioso

para Deus por que Ele assim o diz.
sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata

ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos

vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o

sangue de Cristo,
I Pedro 1:18,19

Portanto devemos ter nossa consciência purificada pelo Sangue. Não importa se nossos

sentimentos dizem o contrário. Se confessamos o nosso pecado, pondo-o na luz, temos que

crer que o Sangue de Cristo já atuou e que não precisamos confessar, confessar e confessar

até nossos sentimentos avaliarem se estamos ou não perdoados.

5.3. O SANGUEVENCEASACUSAÇÕES DE SATANÁS

Em face do que temos dito, podemos agora voltar-nos para encarar o inimigo, porque há um

outro aspecto do Sangue que diz respeito a satanás. A bíblia diz que ele é “o acusador dos

irmãos” (Apocalipse 12:10), e o nosso Senhor o enfrenta como tal em seu ministér
io de

Sumo Sacerdote, pelo seu próprio Sangue (Hebreus 9:12). Como é então que o sangue opera

contra satanás?

a) Colocando Deus ao lado do homem. Com a queda, foi introduzido no homem algo que

impedia Deus de, moralmente, defender o homem. Eram nossos pecados diante de Deus

que não permitiam que Deus pudesse estar ao nosso lado contra satanás. Mas o Sangue

removeu essa barreira; nós agora estamos certos com Deus, e com Deus ao nosso lado

podemos encarar satanás sem tremor.

b)
“O Sangue de Jesus Seu Filho, nos purifica de todo pecado”(I João 1:7). Não é “todo

pecado” no seu sentido geral,
é cada pecado, um por um. Deus está na luz, e a medida que

andamos na luz, tudo fica exposto e patente a ela de modo que Deus pode ver tudo; e

nessas condições o Sangue nos purifica de todo pecado. Com os pecado perdoados não há

acusação de satanás que prevaleça.

CONCLUSÃO

É este o fundamento que nos firmamos: Nunca devemos procurar estar limpos diante de

Deus, de nossa consciência e vencer as acusações de satanás tendo por base a nossa boa

conduta e sim, confiando no Sangue. Que possamos ver mais do valor do precioso Sangue de

Cristo, aos olhos de Deus, pois assim venceremos até o final.

E eles o venceram
pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não

amaram as suas vidas até a morte.

Apocalipse 12:11

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6.ACRUZ DE CRISTO (L
IÇÃO 06)

Vimos, pois, que o Sangue trata objetivamente com os nossos pecados. Porém, notamos que

isso não basta para caminharmos em rumo ao propósito de Deus. Só com o Sangue,

continuaríamos a pecar e confessar, pecar e confessar e pecar e confessar indefinidamente.

Por isso é necessário que não só nossos pecados sejam tratados, mas o pecador seja tratado. E

aí que entra a cruz de Cristo. Não somos pecadores porque cometemos pecados e sim

pecamos por sermos pecadores. É mais por constituição do que por ação. Há pecadores maus

e pecadores bons, pecadores morais e pecadores corruptos, mas todos são igualmente

pecadores. O problema não está no que fazemos, mas no que nós somos. A cruz nos liberta

daquilo que somos.

Como ela atua?

Há quatro condições ou passos que precisamos entender claramente:

1
o. Sabendo

2
o. Considerando-nos

3
o. Oferecendo-nos a Deus

4
o. Andando no Espírito

Vamos ver cada um deles em sua ordem.

6.1. SABENDO

“...sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do

pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.”

Romanos 6:6

Em primeiro lugar precisamos saber que fomos crucificados com Cristo e para isso

responderemos as seguintes perguntas:

Quem foi crucificado

Quando fomos crucificados

Sabendo isto
estaremos eliminando o primeiro passo ou condição para desfrutarmos daquilo

que temos no Senhor e sermos vitoriosos no Senhor.

a)
Quem foi crucificado. Há muita confusão a esse respeito pois alguns confundem o pecado

com o velho homem, com o ego e etc. Precisamos saber quem é o alvo da crucificação. A

Palavra de Deus diz que o pecado habita em nós (Romanos 7:20). Paulo fala isso no tempo

presente demonstrando que ele, mesmo sendo um discípulo, tinha “o pecado”. Portanto,

por eliminação, vemos que o pecado não é crucificado. Quem então é crucificado? É o

empregado do pecado que é crucificado e esse empregado é o velho homem. O próprio

texto diz isso: sabendo isto que o nosso velho homem foi crucificado com Ele. (v 6) E

ainda mais: para que o corpo do pecado fosse desfeito.(v 6b). Veja que o alvo não é o

pecado como princípio ativo produtor de pecados e sim o servo do pecado que é o velho

homem. O que é o velho homem? Quando não conhecíamos o Senhor não nos

preocupávamos se estávamos agradando ou não a Deus; não fazia, para nós, a menor

diferença se o que fazíamos agradava ou ofendia a Deus. Esse é o velho homem em quem o

pecado tinha toda liberdade de agir. Esse é o alvo da crucificação.

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b)
Quando fomos crucificados. Esse ponto é chave para alicerçarmos nossa fé no Senhor.

Primeiramente precisamos entender que a cruz é um instrumento de morte. Ninguém sai

vivo da cruz; quando se passa pela cruz se tem a certeza que tal pessoa jamais viverá. O

versículo diz que fomos crucificados e não que seremos crucificados. Portanto já sabemos

que, pela Palavra, foi no passado. Porém quando no passado? O mesmo capítulo de

Romanos diz:
Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo

Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na

morte
, 6:3,4a. Fomos mortos no batismo! A cruz é um instrumento de morte e ela operou

no batismo. Não podemos deixar de saber disso. Esse foi um momento crucial de nossa

vida com Deus, por isso não podemos deixar de encarar com seriedade.

Muitos, por não saberem disso ficam pedindo continuamente para que Deus os coloque na

cruz. Objetivamente isso já ocorreu. Nosso velho homem foi crucificado para que
andemos

nós também em novidade de vida
v.4b. É claro que há um outro aspecto da cruz descrita por

Jesus que é subjetiva, mas isso veremos mais adiante.

6.2. CONSIDERANDO-SE

Assim também vós
considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em

Cristo Jesus.

Romanos 6:11

Veja que estamos seguindo a ordem natural do capítulo seis de Romanos, onde vemos que

primeiro precisamos
saber para depois considerar-nos. Infelizmente, quando se trata desse

assunto a ênfase é no
considerar sem ver que há uma ordem no texto: primeiro saber depois

considerar.
Não adianta ficarmos declarando para nós mesmos que estamos crucificados se

não soubermos que isso já aconteceu; considerar-se não é isso. O que é então
considerar?

Considerar é:

a) No grego é
atribuir, imputar, dando a idéia de fazer as contas. Portanto entendemos que,

de maneira exata, não precisamos só saber, mas temos que tomar uma atitude e essa atitude

é de considerar que a nossa inclusão na crucificação de Jesus é um fato verdadeiro. Nunca

olhar para nós mesmos, mas para o que Cristo fez por nós em nossa inclusão nEle.

b) Ter fé prática. Aplicar o que sabemos acerca de nossa crucificação, crendo diariamente

nisso e não dando ouvidos aos sussurros acusadores do diabo.

Vamos sempre lembrar que não estamos lidando com promessas e sim com fatos. As

promessas de Deus nos são reveladas pelo Espírito, afim de que nos apropriemos delas; os

fatos, porém, permanecem fatos, quer creiamos neles ou não. Qualquer coisa que contradiga a

Palavra de Deus deve ser considerada mentira do diabo. Estamos, pelo batismo, mortos em

Cristo, quer sintamos ou não.

6.3. APRESENTANDO-NOS

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas

concupiscências;

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nem tampouco
apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade;

mas
apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus,

como instrumentos de justiça.

Romanos 6:12,13

Agora, na mesma seqüência do capítulo seis de Romanos, estamos no terceiro passo que é

apresentar-nos
. Quando realmente sabemos que fomos crucificados com Ele, então

espontaneamente me considero morto (vs. 6 e 11) e quando sei que ressuscitei com Ele de

entre os mortos então considero-me
vivo para Deus em Cristo Jesus (vs. 9 e 11). Quando

chegamos então a esse ponto podemos então apresentar os nossos membros como

instrumento de justiça. Deus não aceita a consagração da velha natureza. Nada que venha de

Adão é aceitável a Deus, porém agora temos uma outra natureza e é essa que eu apresento a

Deus como
rediviva dentre os mortos.

O que é, basicamente,
apresentar-nos?

a) Ser separado para o Senhor. Quando algo era consagrado no AT não podia mas ser usado

para nada a não ser para o Senhor. Nossas mãos não nos pertencem, nossos pés não podem

andar para onde eu quero porque não são meus, são instrumentos de justiça.

b)
Pois assim como apresentastes os vossos membros como servos da impureza e da

iniqüidade para iniqüidade, assim apresentai agora os vossos membros como servos da

justiça para santificação.
Romanos 6:19 Apresentar-se é a verdadeira santificação no

sentido objetivo. Deve ser um ato inicial e fundamental, feito na porta. Depois, dia a dia,

devemos prosseguir, dando-nos a Ele, sem nos queixar do uso que Ele faz de nós, mas

aceitando, com grato louvor, mesmo aquilo contra o qual a carne se revolta. Esse é o

caminho da cruz.

Vamos, então, ter essa atitude diária de oferecer-nos a Deus como redivivos dentre os mortos.

6.4. O ANDAR NO ESPÍRITO (LIÇÃO 07)

Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o

seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne

condenou o pecado, para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos

segundo a carne,
mas segundo o Espírito.

Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas
os que são

segundo o Espírito
para as coisas do Espírito.

Porque a inclinação da carne é morte;
mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus,

nem em verdade o pode ser;

Romanos 8:3-7

Vamos entrar agora no que é o quarto passo. Para isso devemos entender alguns pontos

importantes.

6.4.1. AS DUAS LEIS ESPIRITUAIS

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Antes de prosseguirmos é importante sabermos o que é lei. A rigor, uma lei, é uma

generalização examinada até que se prove que não há exceção. É alguma coisa que ocorre

repetidamente, e ao acontecer, é sempre de maneira já observada. Podemos ilustrar esse

princípio por meio da lei da gravidade, que a maioria conhece. Se deixo cair um lenço em

São Paulo, cairá no chão. É este o efeito da gravidade, e o mesmo acontecerá em Santa

Catarina, Manaus ou e qualquer lugar do globo. Assim se manifesta a lei da gravidade. Assim

como existem leis naturais, existem leis espirituais. Em Romanos vemos claramente duas leis

espirituais. Vamos ver cada uma delas.

A lei do Pecado e da Morte

Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento

sirvo à lei de Deus, mas com a carne
à lei do pecado.

Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da
lei do pecado e da morte.

Romanos 7:25;8:2

Há uma lei espiritual operando dentro de nós que, assim como a lei da gravidade nos empurra

para baixo, essa lei nos empurra para o pecado. Paulo descreveu essa lei baseado em sua

própria experiência:
Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico;

mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.

Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu

sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem

está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não

quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que

habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está

comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus

membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei

do pecado, que está nos meus membros.

Romanos 7:19-23.

Veja que ele declara, no tempo presente, quando ele já estava com o Senhor, que nele não

habitava bem algum. Essa lei está em nós, nos foi herdada pela queda. Enquanto achamos

que podemos ou que temos algo que seja útil a Deus, contrariamos o que a Palavra diz.

Iremos nos esforçar para subir, porém a queda será iminente. Ficamos uma quinzena “nas

alturas”
e depois nos cansamos e caímos de novo. Não podemos ignorar essa lei. A cruz nos

livrou do “homem do pecado” do “velho homem” mas não eliminou de dentro de nós a lei do

pecado. Se alguém faz um comentário desagradável a nosso respeito, imediatamente algo

dentro de nos “borbulha”. Mas se, quando diferentes pessoas fazem observações ásperas ao

nosso respeito, a mesma coisa se agita e perturba o nosso íntimo, então descobrimos uma lei

interior - a lei do pecado.

Como podemos eliminar a lei da gravidade? Em verdade não podemos eliminá-la, mas

podemos anular o seu efeito com uma outra lei superior. Vamos ver.

A lei do Espírito da vida

Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

Romanos 8:2

Assim como existe a lei da gravidade existe uma outra lei que consegue sobrepujar esta. Um

exemplo dessa lei são os aviões. Veja quantas toneladas de metal amontoadas em um só

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corpo, o avião, conseguem voar à plenas alturas. Parece difícil acreditar que ele consiga alçar

vôo e permanecer no ar por tanto tempo. Vemos que existe uma outra lei atuando sobre o

avião: a lei da aerodinâmica. A lei da aerodinâmica mantém o avião no ar. Mas espere...onde

foi parar a lei da gravidade? Ela continua, porém há uma lei superior a ela que faz com que o

avião permaneça no ar. Se, porventura, o avião perder qualquer característica importante para

que a lei da aerodinâmica atue nele, como por exemplo, perder uma asa, ele vai começar a

cair, cair, provando que a lei da gravidade continua operando.

Assim é a lei do Espírito da Vida. É uma lei superior a do pecado e da morte. Essa lei foi nos

dada pelo Espírito em nós. Veja o que Paulo diz:
aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo

Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se

viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do

corpo, vivereis.
Romanos 8:11-13

A lei do Espírito da vida se manifesta quando abdicamos as nossas próprias vontades,

inclusive as coisas boas de nosso caráter natural e dependemos de Deus para qualquer

manifestação de obediência. Muitos de nós somos mansos por natureza, mas essa é a

mansidão da velha criação e isso para Deus nada vale. A lei do Espírito opera no terreno da

dependência irrestrita a Deus. Se entregarmos a nossa vida a essa lei, teremos menos

consciência da lei velha, que, embora continue a existir, já não nos governa, e já não somos

presa sua, pois morremos para essa lei. Agora, com tudo isso, o que significa andar no

Espírito?

Primeiramente não é um trabalho, é um andar. Não é um esforço opressivo e infrutífero.

Em segundo lugar, andar no Espírito implica em sujeição a Ele. Devemos estar sujeitos ao

Espírito. As iniciativas da minha vida devem ficar com Ele, devo entender que eu não

tenho e não devo ter iniciativas. Se sou uma pessoa de iniciativa, na cruz, isso tem que

acabar. Toda a iniciativa deve ser do Senhor em mim.

6.4.2. ENCHENDO-SE DO ESPÍRITO. (LIÇÃO 08)

Conforme vimos na apostila 1, “batismo com o Espírito Santo” não é a mesma coisa que ser

“cheio do Espírito Santo”. Há duas palavras diferentes, no novo testamento grego que são

traduzidas para o português da mesma forma, porém descrevem experiências distintas. Uma é

pimpleimi
que aparece em Lucas 1:15 - João Batista; Lucas 1:41 - Isabel; Lucas 1:67,68 -

Zacarias; Atos 2:3,4 - Pentecostes; Atos 4:8 - Pedro; Atos 4:31 - os discípulos; Atos 9:17 -

Paulo; Atos 13:9-11 - Paulo novamente. Essa palavra, pelo contexto em que é usada, dá a

entender um enchimento momentâneo para cumprir uma determinada obra. Dá a entender

que antes não estava cheio. Tem mais haver com o batismo com o Espírito Santo que nos dá

poder.

A outra palavra é
pleiros que aparece nos textos de Lucas 4:1 - Jesus; Atos 6:3 - os

diáconos; Atos 7:55 - Estevão; Atos 11:24 - Barnabé; Efésios 5:18 - a ordem para se

encher do Espírito. Esta palavra significa “ser cheio”, mas não como uma experiência d
o

momento, e sim como uma continuidade. Não está relacionada com a obra e sim com a vida.

Portanto queremos tratar dessa experiência subjetiva de encher-se com o Espírito Santo.

Vamos ler o texto que melhor esclarece sobre o assunto:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito,

falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao

Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso

Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.
Efésios 5:18-21

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Esse texto diz como nos enchemos do Espírito. Vamos ver as maneiras listadas nestes

versículos de Efésios.

Falando entre vós

A primeira coisa que devemos saber é que isoladamente não conseguimos ir muito longe.

Veja que o texto diz
falando entre vós e não sozinho. Falar como? Quando nos encontramos

temos que estar com o nosso coração desejoso de
salmodiar, ou seja, orar de maneira aberta e

inspirada no amor a Deus. Os
cânticos não são simplesmente música e sim algo que venha do

profundo de nosso espírito. Não podemos deixar passar um irmão perto de nós e perder a

oportunidade de
salmodiar, profetizar, abençoar e orar pelo irmão. Temos que nos livrar de

toda frieza para que possamos experimentar essa verdade na igreja hoje. Para isso precisamos

ter uma vida de constante oração, meditação e contemplação do Senhor.

Sempre dando graças a Deus por tudo

Devemos manter uma atitude de louvor e gratidão por toda e qualquer coisa ao nosso redor.

Devemos aceitar as determinações de Deus para a nossa vida sem murmurações ou queixas.

Esse processo redunda em um tremendo quebrantamento de nosso ego com o fim de liberar a

vida divina em nós, produzindo um verdadeiro enchimento de dentro para fora. Esse é o

aspecto subjetivo da cruz, diário e constante.

Sujeitando-vos uns aos outros

Quando nos esvaziamos de nossas defesas e orgulho Deus pode, então, encher-nos com o seu

Espírito. A sujeição ao Corpo de Cristo quebra o orgulho e a auto-suficiência de tal maneira

que nos deixa prontos para sermos cheios do Senhor.

Portanto quando somos cheios do espírito podemos, com maior tranqüilidade sabermos que

estamos descansando nEle e que assim andamos no Espírito. E já sabemos qual é o fruto de

tudo isso.

Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne

luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que

não façais o que quereis.

Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade,

a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.

E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se

vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito

Gálatas 5:16-18; 22-25

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II. AVIDACOMDEUS NAFAMÍLIA

O Relacionamento da família com Deus fica limitado quando, ela não prioriza a comunhão

com o Senhor. Por isso, vamos entender qual o propósito de Deus para a família, e como a

nossa família pode desenvolver sua relação com Deus.

1. O PROPÓSITO DE DEUS PARAAFAMÍLIA (LIÇÃO 09)

1.1. DEUS É O AUTOR DA FAMÍLIA (Gênesis 1.26-28; 2.23-24).

1.2.
A FALTA DE PROPÓSITO NA VIDA FAMILIAR.

Hoje os homens se casam sem objetivo, ou com objetivos errados (satisfação própria, ou

porque "sempre se fez assim", ou porque querem sair de casa, etc..)

1.3. QUAL É O PROPÓSITO DE DEUS COM A FAMÍLIA?

a) Cooperar com o seu propósito de ter uma família eterna.

b) Amparar, formar e desenvolver o ser humano em um ambiente propício para o seu

amadurecimento físico, mental, emocional e espiritual.

c) Dar base sólida a sociedade.

1.4.
A PRIMEIRA CONSEQÜÊNCIA DO EVANGELHO DEVE SER RESTAURAÇÃO

DA VIDA FAMILIAR.

Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;

ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais.
Malaquias

4.5-6

1.5.VIVENDO A VIDA FAMILIAR COM PROPÓSITO.

Devemos orientar a nossa vida em família pela palavra de Deus, buscando ajuda e orientação

dos irmãos, colocando alvos e metas e confiando no Espírito Santo.

2. PAPÉIS DOS CÔNJUGES: AMULHER.

Disse mais o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora

que lhe seja idônea
Gênesis 2.18

PAPEL DO HOMEM =
CABEÇA

PAPEL DA MULHER =
AUXILIADORA

2.1.
A DIGNIDADE DA MULHER.

A mulher não é uma ferramenta de trabalho ou um objeto, mas é um ser criado por Deus, com

a mesma capacidade do homem, para ajudá-lo a levar adiante o propósito do Senhor.

2.2. O POSICIONAMENTO DA MULHER.

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A mulher deve desenvolver o seu papel sem deslocar o marido; ela dá a sua cooperação, mas a

decisão final é do homem. As mulheres que não fazem assim estão nervosas, frustradas,

insatisfeitas e infelizes.

2.3. ATITUDES BÁSICAS:

a)
Submissão

As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o

cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da igreja... Como porém, a igreja está sujeita a

Cristo, assim também as mulheres sejam submissas a seus maridos
. Ef. 5.22-24

Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vossos próprios maridos, para que, se alguns

deles ainda não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra alguma, por meio do

procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de

temor
. I Pedro 3.1-2

b) Espírito manso e tranqüilo

Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro,

aparato de vestuário; seja porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível traje

de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus
. I Pedro 3.3-4.

A mulher que não se submete não tem um pecado, mas tem "O" pecado, a independência, a

rebelião; como Satanás que não guardou o seu lugar.

Algumas mulheres não se sujeitam ao marido, e sua casa é um inferno, sua vida é confusa e

cheia de temores; outras anulam seu marido e há uma paz aparente, mas o Senhor não está

reinando na casa.. Que feio que é uma mulher exigente, faladeira, sargentona!!

Submissão não é inferioridade. Somos iguais diante de Deus, mas temos funções e papéis

diferentes.

Pedro (I Pedro 3.3-4), não está proibindo que a mulher se arrume, mas está dizendo que a

verdadeira beleza da mulher é um espírito manso e tranqüilo.. Para isso a mulher tem o

Espírito Santo.

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,

fidelidade, mansidão, domínio próprio.

2.4. OUTRAS QUALIDADES E PROCEDIMENTOS

a) Ser amiga e companheira (participar da vida dele)

b) Saber animar, reconhecer, apoiar, estimular.

c) Cuidar de sua aparência.

d) Ter boas relações sexuais.

e) Cuidar da casa.

f) Ser amiga dos parentes do marido.

3. PAPÉIS DOS CÔNJUGES: OMARIDO (LIÇÃO 10)

Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem o cabeça da

mulher, e Deus a cabeça de Cristo..Porque também o homem não foi criado por causa da

mulher; e, sim, a mulher por causa do homem
. I Coríntios 11.3,9

3.1.
SER CABEÇA

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É muito mais que dar ordens; não ser um mandão, mas é ser responsável por cuidar, sustentar

e guiar a família em direção ao propósito de Deus.

3.1.1.DOIS PERIGOS:

a) Não assumir a posição (é irresponsável, comodista, preguiçoso, medroso).

b) Assumir com excesso de autoridade (machista, mandão, absorvente, cabeçudo).

3.2.
ATITUDE REQUERIDA: AMOR

Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se

entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água

pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem

cousa semelhante, porém santa e sem defeito
. Efésios 5.22-25

Maridos, amai as vossas esposas, e não as trateis com amargura
. Colossenses 3.19

Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo

consideração para com a vossa mulher como parte frágil, tratai-a com dignidade, por isso

que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as

vossas orações
. I Pedro 3.7

3.3. AMAR É:

a) Se entregar por ela: Cuidar da casa, cuidar da família, não deixar a mulher sobrecarregada,

servi-la, sustentá-la, evitar conflitos, pedir perdão quando errar, cuidar das finanças, etc...

b) Santificá-la: Edificá-la, ser líder espiritual, levá-la a amar a Deus.

c) Apresentá-la a si mesmo sem mancha e sem ruga: Conhecer suas necessidades de ser

animada, elogiada, tratada com carinho, de ser protegida como um vaso frágil, de ser

ouvida, de se sentir atrativa, de romance, etc.

4.AEDUCAÇÃO DOS FILHOS.

E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação

do Senhor.
Efésios 6.4

O que os pais devem dar aos filhos?

4.1.
AMIZADE: isto é:

a) Dar atenção (para que se sinta importante)

b) Dar ouvido (para que saiba que é amado)

c) Dar tempo (para brincar, passear, conversar)

d) Dar carinho (abraçar, beijar, falar que os amamos)

4.2.
INSTRUÇÃO. isto é, ensinar a:

a) Temer a Deus (falar do juízo de Deus)

b) Confiar em Deus (falar do amor e cuidado de Deus)

c) Ser verdadeiro (nunca mentir)

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d) Ser grato a Deus (pela casa, roupa, comida, escola, etc)

e) Ser amável com as pessoas (cumprimentar, abraçar, pedir licença, "por favor", "obrigado")

f) Ser responsável (fazer tarefas, guardar brinquedos, limpar sujeira que fazem, manter o

quarto arrumado, etc)

g) Ser manso (não gritar, espernear, etc)

h) Ser obediente (obedecer sempre e imediatamente)

i) Ser higiênico (cuidar do corpo, dentes etc...)

j) Saúde (comer de tudo, verduras, frutas, praticar esporte).

4.3.
EXEMPLO.

a) Não adiantará nada instruir se os pais não são exemplo.

b) Há mulheres que não se submetem ao marido e querem a obediência dos filhos. Há homens

que não tratam suas esposas com carinho e respeito e os filhos ficam amargurados.

4.4.
DISCIPLINA.

a) A disciplina é uma ordem do Senhor.

Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas não te exceda a ponto de matá-lo.
Provérbios

19.18

A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.

Provérbios 22.15

Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a

fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
Provérbios 23.13-14

A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a

sua mãe.
Provérbios 29.15

Quanto ao perverso, as suas iniqüidade o prenderão, e com as cordas do seu pecado será

detido. Ele morrerá pela falta de disciplina.
Provérbios 5.23

b) Porque os pais não disciplinam?
Por preguiça, temores, ignorância, influência do

mundo (psicologia do mundo).

c) Quando deve disciplinar?

sempre que desobedece aos pais.

sempre que mente.

sempre que trata outros com crueldade, desprezo ou malícia.

sempre que faz manha, gritaria, cara feia, reclamação.

d) Como disciplinar?

levar para o quarto (não na frente de outros).

conversar (explicar o motivo)

sem ira (sem gritaria, sermões, ameaças) os pais devem permanecer calmos e tranqüilos..

aplicar a vara (deve doer. Se não doer não adianta).

não permitir que esperneie nem se rebele contra a disciplina; deve aprender a receber a

vara.

depois, deve haver consolação; abraços, beijos, oração, confissão a Jesus.

se ele ofendeu alguém, deve pedir perdão.

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5.ARELAÇÃO SEXUAL (LIÇÃO 11)

5.1.
COMO DEUS VÊ O SEXO?

A relação sexual não é algo feio ou sujo, mas é algo belo que Deus criou.

Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! Esse teu porte é semelhante a

palmeira, e os teus seios a seus cachos. Dizia eu: Subirei a palmeira, pegarei em seus ramos.

Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs.

Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado,

deslizando entre seus lábios e dentes
. Cantares 7.6-9

As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse

todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado
. Cantares 8.7

5.2. ONDE ESTÁ A IMPUREZA?

Deus considera impura toda a relação sexual fora do casamento, bem como toda a

anormalidade sexual.

Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem afeminados, nem

sodomitas...herdarão o reino de Deus
. I Coríntios 6.9-10

Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição..
I

Tessalonicenses 4.3-7

5.3. QUAL É NOSSO DEVER?

O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também semelhantemente a esposa ao seu

marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e, sim, o marido...

I Coríntios 7.3-5

a) Devemos buscar a satisfação sexual do nosso cônjuge.

b) Marido e mulher pertencem um ao outro.

c) Se negar a ter relações sexuais é muito grave porque leva o cônjuge a ser tentado por

Satanás.

d) Conselhos:

Dialogar sobre sexo para que os dois cheguem a satisfação sexual plena.

Cuidar muito com a limpeza: banho, barba, depilação etc.

Procurar irmãos mais maduros e buscar orientação mais detalhada.

6. COMPORTAMENTO DOS FILHOS. (LIÇÃO 12)

Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolongue os teus dias na terra....
Êxodo 20.12

Honra a teu pai e a tua mãe...para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Efésios 6.2-3

6.1. O QUE É HONRAR PAI E MÃE?

a) É ouvir a instrução dos pais. (Provérbios 1.8; 4.1-10; 5.1-7; 7.24; 13.1; 19.27; 23.19,22).

Somente dois destes textos não explicam porque deve-se ouvir os pais. Obs.: para ouvir é

necessário dar tempo.

b)
O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.

Provérbios 13.1

c) É obedecer aos pais. Voluntariamente fazer com que sua instrução seja cumprida em minha

vida. Alguns só obedecem aos pastores; a obediência deve se manifestar amplamente.

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Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do

Senhor.
Colossenses 3.20

d) É amar os pais. Ser gratos a eles. (Quanto um pai e uma mãe dão!!). Tratar com carinho,

palavras agradáveis de reconhecimento, abraços, cartões, pequenos serviços de ajuda em

casa.

e) É compartilhar minha vida com eles. Falar das minhas aspirações quanto ao estudo,

trabalho etc., abrir meu íntimo, falar de mim.

f) É sustentá-los. Ajuda financeira, tarefas caseiras, cuidado quando estão doentes, acolhida

quando são idosos.

6.2.
EXEMPLOS.

a) José (Gênesis 47.12); sustento.

b) Davi (I Samuel 22.3): moradia.

c) Salomão (I Reis 2.19); respeito.

d) Eliseu (I Reis 19.20); carinho.

e) Recabitas (Jeremias 35.6-8); obediência.

f) Jesus (Lucas 2.51; João 19.26-27); submissão e cuidado.

6.3.
PERIGOS.

a) Aquele que amaldiçoar pai ou mãe morrerá. Êxodo 21.17;Levítico 20.9

b) Quem desprezar pai ou mãe será maldito. Deuteronômio 27.16

7. NOIVADO E PREPARO PARACASAMENTO. (LIÇÃO 13)

7.1ASERIEDADE DO CASAMENTO.

O casamento deve ser encarado com muita seriedade porque é para toda a vida; Deus não

admite divórcio e um segundo casamento. Isto é adultério.

Então respondeu ele: não tendes lido que o criador desde o princípio os fez homem e mulher,

e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se

os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o

que Deus ajuntou não o separe o homem.
Mateus 19.4-6

Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a

mulher repudiada pelo marido, também comete adultério
. Lucas 16.18

7.2 O COMPROMISSO PARACASAMENTO

No reino de Deus não há namoricos para experiência; estas brincadeirinhas de jovens

apaixonados mas sem compromisso nenhum. Qualquer relação que não for de total

compromisso para casamento deve ser de pura amizade e nada mais.

7.3 QUEMPODE SE COMPROMETER?

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a) Antes de achar a pessoa certa com quem se casar, você tem que ser a pessoa certa com

quem alguém se case.

b) É necessário maturidade física (ele, + ou - 21 anos; ela, + ou - 18 anos).

c) É necessário que ele tenha recursos para sustentar uma família. Não depende dos pais para

sustento ou moradia.

d) É necessário maturidade emocional

ele: seguro, capaz, responsável, cumpridor, trabalhador.

ela: submissa, ajudadora (em casa), mansa (tratável), ordeira, fiel, discreta, recatada.

e) É necessário maturidade espiritual:

compromisso sólido com Cristo.

amor a Deus e aos irmãos.

crescimento na palavra e no discipulado

é alguém que quer casar para servir melhor ao Senhor.

7.4 COMQUEMSE COMPROMETER?

a) Antes de se comprometer, passar por um tempo de observação, desenvolvendo amizade

para ver se ele ou ela está qualificado.

b) Não se deixar levar por paixões ou sentimentalismo.

c) Buscar orientação com os discipuladores, líderes e pastor.

d) Buscar a concordância dos pais.

7.5. COMOSE COMPORTAMQUANDO JÁ ESTÃO COMPROMETIDOS?

Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que a pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele

que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso não sabeis que o vosso corpo é

santuário do Espírito Santo....
I Coríntios 6.18-19

Mas a impudicícia e toda a sorte de impurezas, ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós,

como convém a santos.
Efésios 5.3

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição e

que cada um de vós saiba possuir o seu próprio corpo....
I Tessalonicenses

4.3-7

a) A excitação (por carícias e beijos) não é algo que tem objetivo em si mesma, mas é um

meio, cujo objetivo é chegar ao clímax da relação sexual (o orgasmo).

b) Porque vamos começar algo que não podemos terminar?

c) Os noivos não são casados; devem tratar-se como irmãos, com toda a pureza.

d) Não é permitido nenhum contato que provoque excitação ou sensualidade. Há algum

contato que não provoque isto? Ter muito cuidado. Algumas vezes, um só olhar já

"derrete".

e) Não ficar sozinhos. Manter-se sempre acompanhados.

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III. AVIDACOMDEUS ENTRE OS IRMÃOS

Não é possível ter uma boa relação com Deus sem ter uma boa relação com os irmãos. I João

4.20. Consideremos algumas coisas:

1. OAMOR (LIÇÃO 14)

Há diversos aspectos de amor, ou seja, o amor de Deus, o amor a Deus, o amor ao próximo, o

amor entre esposo e esposa, o amor ao inimigo, etc. . Mas o tema que nos interessa, o que

estamos estudando é o amor fraternal, isto é, o amor entre irmãos. Jesus disse que o que

sobressairia na comunidade dos discípulos seria o amor entre si, “nisto conhecerão que sois

meus discípulos se tiveres amor uns pelos outros” (João 13:
55). Este é o mandamento

principal e fundamental entre irmãos. O contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas

o egoísmo que leva ao individualismo. O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por

mim mesmo e desinteresse pelos demais. Nota-se isto quando todos os afetos e esforços

convergem para si mesmo. Por outro lado, amar é dar-se, entregar-se, o que nos leva a vida

comunitária.

1.1. O QUE AMA ESTÁ CUMPRINDO A LEI

Quando perguntaram a Jesus (Mateus 22:36-
40). “Mestre, qual é o grande mandamento da

lei?”. Jesus respondeu, resumindo todos os mandamentos em somente dois: amar a Deus e

amar ao próximo. O fato é que os dez mandamentos se dividem da seguinte maneira: os

primeiros quatro se conferem a deveres para com Deus e os seis restantes dizem respeitos aos

meus semelhantes. Em relação a Deus, o mais importante é amar-lhe com todo o meu ser, e

em relação ao nosso próximo o mandamento maior é também AMAR-LHES. Não é que os

demais mandamentos não são importantes, mas se verdadeiramente amo meu próximo não

furtarei, não o desonrarei, não lhe mentirei, não cobiçarei, não lhe matarei, não adulterarei,

etc.

Paulo declara:
Porque toda a lei se cumpre nesta palavra: Amarás a teu próximo

como a ti mesmo
(Gálatas 5:14,15). Também diz: O que ama ao próximo tem cumprido a lei

(Romanos 13:8-10). Como também o que ama a seu próximo, não só evitará fazer-lhe mal,

mas principalmente far-lhe-á o bem. Deste conceito surgiu o dito de Santo Agostinho: ame a

teu irmão e faze o que quiseres.

1.2. O MANDAMENTO NOVO E PRINCIPAL QUE JESUS ENSINOU

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros como vos tenho amado, assim

amai uns aos outros
(João 13:34; 15:12,17; I João 2:7-10; 3:23).

Por que este é um mandamento novo? Moisés já havia dito: “Amarás ao
teu próximo como a

ti mesmo” (Levitico 19:18). O novo do mandamento de Jesus consiste em que nos amemos

COMO ELE NOS AMOU.

Jesus é a encarnação do amor. Nunca ninguém pode dizer: “Ame assim como eu lhe amo”.

Jesus é a medida e expressão concreta, prática e visível do amor. Seus discípulos puderam

apreciar o amor em uma dimensão prática e não em definições teóricas. Jesus nos atinge e

transforma a vida com este mandamento: DEVEMOS AMAR NOSSOS IRMÃOS COMO

JESUS NOS AMOU. Podemos dizer: da mesma maneira, com o mesmo interesse, com a

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mesma força, com a mesma plenitude, com o mesmo espírito, com as mesmas implicações,

com o mesmo compromisso (João 3:16 e I João 3:16)., recordemos que o propósito de Deus é

que sejamos iguais a Jesus em tudo. O rasgo principal e que sobressai na vida e caráter de

Jesus é o seu amor para conosco. É um mandamento: o que se faz com um mandamento?

Simplesmente se obedece. Cristo não apela a nossos sentimentos, mas a nossa vontade. Se o

amor ao meu irmão se baseasse nos meus sentimentos seria um amor débil e flutuante.

Determino amar a meu irmão em obediência ao Senhor; é um mandamento e eu obedeço; na

obediência rompe-se o poder que já estava dentro de mim pelo Espírito. Depois os

sentimentos seguirão a minha ação. Na obediência com fé se desata a benção de Deus. (Tiago

1:26,27 / Mateus 5:21-22 / Romanos 12:10 / Colossenses 3:14/ I Tessalonicenses 4:9 / I Pedro

2:17 ; 3:8 / Hebreus 13:1 / II João 5,6 / I Tessalonicenses 5:12-22).

1.3. AQUELE QUE NÃO AMA A SEU IRMÃO PERMANECE EM TREVAS

E MORTE

O amor a nosso irmão é a prova de nossa permanência em Cristo. É o teste que demonstra se

estamos na vida do Senhor ou em trevas. A primeira epístola de João é muito clara e objetiva

neste respeito:

Leiamos com cuidado I João:

2:9-
11 “o que aborrece a seu irmão está em trevas”

3:10,11 “o que não ama a seu irmão não é de Deus”

3:14 “o que não ama a seu irmão permanece na morte”

3:15 “todo aquele que aborrece a seu irmão é homicida”

4:7,8 “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”

4:12 “se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós”

4:20,21 “se alguém diz: “amo a meu irmão e o aborrece, é mentiroso”.

É impossível seguir a Cristo e não amar a seu irmão, a qualquer irmão, a todos os irmãos.

1.4. O AMOR É A ÚNICA MOTIVAÇÃO LEGÍTIMA PARA A PRÁTICA

DA VIDA CRISTÃ

Se tivesse todos os dons e a maior consagração e sacrifício e não tenho amor, nada sou e isso

de nada serve (I Coríntios 13:1-3). Isto é: o verdadeiro e genuíno amor deve ser nossa mais

íntima motivação em cada coisa, em cada ação. Deus não nos mede pelas ações exteriores,

nem pela operação dos dons, ele não olha unicamente para a intensidade de nossos esforços e

sacrifícios pelos irmãos, mais ele olha os nossos corações para ver se o que nos move em

nossas ações é o amor de Deus. Os serviços e ações mais sagrados como orar, jejuar, dar

esmolas, pregar, profetizar, etc., podem vir de motivações impuras tais como ostentação,

vanglória, disputas etc. . Se a profunda intenção do coração não é AMOR, o que faço não tem

valor, é vaidade.

Muitas vezes é normal ter uma mistura de motivações, é por isso que precisamos

freqüentemente da operação da cruz em nosso homem interior para que, despojados de toda

intenção natural, estejamos imbuídos e motivados pela vida de Cristo em nós e o amor de

Cristo governe nossas ações. A operação da cruz deve preceder, acompanhar e penetrar nossas

intenções em cada coisa que fazemos (I Coríntios 13:4-7).

1.5. O AMOR É FRUTO DO ESPÍRITO (LIÇÃO 15)

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1.5.1. O IMPOSSÍVEL

Recordemo
s que o novo mandamento de Jesus é: “Que vos ameis uns aos outros COMO EU

VOS AMEI”. Esta é a pergunta chave: Quem de nós pode amar a seu irmão como Jesus nos

amou? Este é um mandamento humanamente impossível, pois somos por natureza egoístas,

amamo-nos a nós mesmos demasiadamente.

1.5.2. O IMPOSSÍVEL TORNOU-SE POSSÍVEL

Cristo é a encarnação do amor. Ele trouxe o verdadeiro amor ao mundo. Aqui está um

homem que habitou entre os homens sem a herança adâmica pecaminosa, mas o próprio Deus

feito homem, e Deus é amor. O amor de Deus habitava em Sua plenitude, em um homem:

Jesus.

Ele havendo demonstrado o que é o amor com sua vida e obra, finalmente se fez um com o

nosso pecado (II Coríntios 5:21). E, quando morreu na cruz o fez matando nosso velho

homem. Uma nova criação emergiu no dia da ressurreição para dar essa vida nova a muitos e

dar assim aos homens a possibilidade de vencer, pela fé essa herança adâmica. O Espírito

Santo veio para comunicar-nos a vida de Cristo, para formar Jesus em nós com toda a sua

capacidade de amar. É por isso que Paulo diz em (Cl 5:22-
23): “Mas o fruto do espírito é

AMOR, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança; contra tais

coisas não existe lei”. O Espírito nos deu a capacidade de amar. Aleluia. De
amar como a

Jesus. Deu-nos o próprio Jesus. Notemos que amor aparece encabeçando a lista e, ainda em

outras passagens englobando todas as demais coisas. A manifestação fundamental do Espírito

em nós é o AMOR.

1.5.3. PODEMOS AMAR COMO JESUS AMOU

Quando Cristo manda que amemos como Ele amou, está pedindo algo impossível de

conseguir por nós mesmos, mas Paulo nos diz que o que era impossível por causa da nossa

debilidade Deus fez possível o cumprimento pelo Espírito. A lei do Espírito de vida em Cristo

me livrou da lei pelo pecado do egoísmo. Agora tenho em mim uma nova força, a vida de

Cristo. Tenho a capacidade de amar como Jesus amou, porque estou livre da lei do pecado,

porque morri para ela, agora não vivo eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2:20). Já não

sou eu quem tenta amar, é Cristo quem ama em mim. A lei do Espírito de vida me livrou da

lei do egoísmo e enche-me com uma nova lei: a lei do amor. O amor não é uma nova lei, mas

uma graça (capacitação), uma dádiva. Sim, é um mandamento porque revela a vontade de

Deus, mas é uma graça porque é fruto do Espírito.

1.5.4. SEUS MANDAMENTOS NÃO SÃO PENOSOS

Satanás, primeiro quer fazer crer que é impossível amar como Jesus, de qualquer maneira, e

uma vez que somos libertos dessa mentira pela verdade de Deus, faz-nos crer que se bem que

possível, é muito difícil amar como Jesus amou. A palavra nos declara: “Seus mandamentos

não são penosos”. (I João 5:3). Justamente esta epístola onde mais se fala de amor ao irmão,

até dar a vida ao irmão, é onde se fala que os seus mandamentos não são penosos. Seu jugo é

fácil porque Ele não só ordena, mas ajuda a cumpri-lo. Não só nos mostra a Sua vontade, mas

nos capacita a fazê-la.

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O AMOR DE DEUS foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado

(Romanos 5:5 / II Timóteo 1:7 / Filipenses 4:13). Ele nos capacitou com o amor de Deus, não

com o nosso para amar como Jesus.

1.6. ESTE AMOR FLUI DE UM CORAÇÃO SINCERO E PURIFICADO

(LIÇÃO 16)

Como amor é fruto do Espírito Santo se o meu coração não está limpo, o espírito não flui e

portanto o amor não flui também. Em (I Timóteo 1:5) Paulo fala do “amor fraternal não

fingido”.

Quando nosso coração não está bem com Deus é muito comum praticar o amor fingido,

exteriorizações sem vida nem realidade. “As Relações Públicas” tem muito disso.

Confessemos todo pecado, rejeitemos as obras da carne, vivamos no Espírito para que o Seu

amor flua em nós livremente.

1.7. O AMOR DEVE ENVOLVER E ABUNDAR CADA VEZ MAIS EM NÓS

(Filipenses 1:9 / I Tessalonicenses 3:12 ; 4:9-10). Tudo o que tem vida cresce e se desenvolve.

O amor a vida de Cristo em nós tem que crescer. A medida que conhecemos a verdade de

Deus e à medida em que conhecemos os nossos irmãos e sua necessidades, iremos crescendo

em amor. Também iremos desenvolvendo maneiras práticas de amar. Pela renovação de nosso

entendimento, iremos sendo transformados até o fim; nosso caráter, nossa conduta, nosso

estilo de vida, nossas aspirações, a administração de nossos bens e talentos; tudo irá se

modificando para chegar a ser autêntica demonstração do AMOR DE DEUS derramado em

nossos corações. Que toda a nossa vida possa resumir-se dizendo que temos disposto toda ela

em favor de nossos irmãos. Como Cristo.

1.7.1. APLICAÇÃO PRATICA

A aplicação prática deste tema é serviço
.

O estar juntos é a forma que Deus nos dá de praticar o amor servindo uns aos outros. Portanto,

os dois próximos temas estão intimamente ligados a este:

AMOR ESTAR JUNTOS SERVIÇO

No grego do N.T. o gráfico aparece assim:

AGAPE KOINONIA DIAKONIA

2. O ESTAR JUNTOS.

O estar juntos é necessário para conhecermos e servirmos uns aos outros.

Devemos nos encontrar todos juntos (Atos 5.12).

Devemos nos encontrar em grupos pequenos nas casas (Atos 5.42; Romanos 16.5).

Devemos nos encontrar com os irmãos com quem estamos relacionados (discipuladores,

companheiros) - Mateus 18.20.

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3. O SERVIÇO.

3.1. O SERVIÇO É A CONCRETIZAÇÃO DO AMOR

a) É o amor em ação (Gálatas 5.13; I João 3.17-18).

b) Jesus é nosso modelo (Marcos 10.45; João 13.13-15).

3.2. DEVEMOS SERVIR

a) Aos de nossa casa (I Timóteo 5.8);

b) Aos da família da fé (Gálatas 6.10);

c) A todo o próximo (Gálatas 6.10);

d) Aos inimigos (Romanos 12.20).

3.3. COM QUE SERVIR

a) Com nossa casa: hospitalidade (I Pedro 4.9; Romanos 12.13);

b) Com os bens e dinheiro (Tiago 2.15-16);

c) Com nossa energia, capacidade física e habilidades (Tito 3.1);

d) Com amizade, companheirismo e amabilidade (Romanos 12.15);

e) Com oração, edificação, etc (Tiago 5.16; Colossenses 3.16).

4.AUTORIDADE E SUBMISSÃO. (LIÇÃO 17)

4.1.A IGREJA É UMA CASA DE OBEDIÊNCIA.

O reino de Deus põe fim a nossa independência e nosso individualismo. Na igreja não há

democracia, mas teocracia. Democracia é o governo do povo, pelo povo, e para o povo; mas a

igreja não é do povo, é de Deus. Portanto, na igreja temos uma teocracia: ‘governo de Deus’

Romanos 11.36.

No pecado nós éramos rebeldes a Deus (independentes de Deus) Efésios 2.3, e éramos

individualistas (independentes dos homens) Judas 8; mas, agora, batizados em Cristo Jesus,

estamos debaixo da autoridade e do governo de Deus - I Pedro 3.15.

4.2. DEVEMOS NOS SUBMETER

a) Aos pastores e presbíteros (I Tessalonicenses 5.12-13; Hebreus 13.17);

b) Aos demais líderes e discipuladores (I Coríntios 16.16);

c) Nas juntas de companheirismo (Efésios 5.21).

4.3.
COMO SUBMETER-SE

a) Procurando ajuda e conselho nas juntas de companheirismo;

b) Procurando ajuda e conselho no discipulador, líder ou pastor; acatando conselhos e

orientações;

c) Me sujeitando a correções e admoestações; sendo tratável e maleável;

d) Confessando os pecados.

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5. SOLUCIONANDO CONFLITOS. (LIÇÃO 18)

5.1.QUANDO PECAMOS E OFENDEMOS UM IRMÃO.

Ao saber que um irmão está ofendido devemos procurá-lo (Mateus 5.23-24).

5.2.
QUANDO ALGUM IRMÃO PECA (Lucas 19.16-18)

5.2.1. NÃO DEVEMOS

a) Contar a outros: isto é mexerico (v. 16);

b) Calar e ficar aborrecidos (v.17);

c) Guardar rancor e ressentimento (v.18);

d) Agir sem ouvi-lo primeiro;

e) Julgá-lo (isto é, condená-lo - Mateus 7.1-2).

5.2.2. MAS DEVEMOS

a) repreendê-lo (v.17);

b) corrigir com brandura (Gálatas 6.1)

c) orar por ele (1Jo 5.16).

5.3.
QUANDO ALGUM IRMÃO PECA CONTRA NÓS (Mateus 18.15-17;

Mateus 18.21-22).

a) Como no caso anterior, não devo calar, nem guardar rancor, nem contar a outros, mas:

argüi-lo e repreende-lo a sós (v.15);

b) Se ele não aceitar devo procurar a ajuda de um ou dois irmãos (v.16);

c) Se ainda não aceitar, devo deixar o caso com a igreja (v.17). Mas o importante é manter o

perdão (v.21.22) (Efésios 4.32).

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IV. AVIDACOMDEUS NAIGREJA

1.ARESTAURAÇÃO (LIÇÃO 19)

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte

que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, e envie ele o Cristo, que já

dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até os tempos da

restauração de todas as coisas
, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas,

desde o princípio.

Atos 3:19-21

Antes da fundação do mundo, o propósito de Deus sempre foi com a Igreja (Efésios 1:4; I

Pedro 1:20; Apocalipse 13:8; 17:8). Quando vemos, em Atos, a Igreja começar a praticar o

que Jesus ordenou, a primeira coisa que talvez nos ocorra é: “como seria maravilhoso se tudo

isso ocorresse entre nós ho
je!” ou então “quem dera eu estivesse naquela época para vivenciar

tudo aquilo que os primeiros discípulos vivenciaram”. Ficamos admirando os primeiros

discípulos e pensamos se seria possível ver tudo aquilo entre nós hoje.

É bom sabermos que nunca foi intenção de Deus que as coisas estivessem como estão. Deus

nunca intencionou essa decadência espiritual em que se encontra a dita igreja hoje. Porém,

como Deus, Ele sabia que tudo isso iria acontecer e inspirou Pedro para dizer essa Palavras.

Vamos tomar por base esse texto e analisá-lo passo a passo. É importante que todo discípulo

saiba desenvolver essa argumentação com graça e autoridade. Vamos ver:

Arrependei-vos...de sorte que venham os tempos de refrigério...e envie Ele o Cristo que já

dantes foi indicado, Jesus

Neste contexto Pedro está concluindo uma mensagem e então dá o mandamento de

arrependimento para a multidão seguida da promessa da vindo de Jesus, o Cristo. Agora

repara o que ele diz depois:

...ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, as quais

Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio.

Não vamos esquecer que ele está se referindo, inicialmente, à vinda de Jesus. Ele diz que o

céu permanecerá com Jesus até o tempo de restauração de todas as coisas. Veja que ele está

prevendo que algumas coisas precisavam ser restauradas. Precisaríamos saber que coisas são

essas.

Alguns argumentam que Pedro está se referindo à Israel, porém é importante sabermos que o

propósito de Deus está na Igreja
e não com Israel. Se “alguém” tem que ser restaurado esse

“alguém” é a Igreja. Sabemos que é imperioso que a situação degradante em que entrou a

Igreja seja definitivamente mudada. Temos a oração de Jesus acerca da unidade (João 17) que

aguardamos ser respondida pelo Pai.

A restauração das verdades perdidas pela Igreja começou de maneira ampla com a reforma

(embora alguns sempre houve pequenos grupos de irmãos que se colocavam contra toda a

maré de mundanismo na Igreja) em que Lutero foi usado por Deus para restaurar tremendas

verdades perdidas como, por exemplo, o sacerdócio de todos os cristãos. Desde então vários

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itens tem sido restaurados pelo Senhor como o batismo com o Espírito Santo, a unidade da

Igreja, a ceia, o batismo, etc.

Precisamos estar abertos para que o Senhor continue a nos iluminar para que possamos, com

humildade receber dEle revelação sobre outros itens que ainda faltam ser restaurados. Não

podemos ser fiéis à restauração mas ao Senhor que revela a Palavra para nós.

2.AUNIDADE (LIÇÃO 20)

Quando falamos da restauração da igreja, nenhum aspecto é mais importante, mais sublime e

mais chegado ao coração do Senhor do que o aspecto da unidade. Também, nenhum assunto é

tão difícil, tão controvertido, e tão atacado por Satanás como este. Certamente, isto é o que ele

mais teme.

2.1.AO
RAÇÃO DE JESUS (JO 17.18-23)

Esta oração revela os anseios mais íntimos do coração do Senhor. Todo aquele que

sinceramente ama ao Senhor, deveria prestar muita atenção ao que se revela aqui. Vejamos

quatro coisas que são claras nesta passagem.

2.2. Q
UALO PADRÃO (NÍVEL) DE UNIDADE QUE O SENHOR QUER

O vs. 21 nos mostra: “
como és tu, o Pai em mim e eu em ti, também sejam eles em nós”. Este

é o nível que o Senhor requer para nossa comunhão. Podemos imaginar algum tipo de

discórdia, desavença, disputa ou desacordo entre o Pai e o Filho? E uma unidade perfeita, e

assim deve ser conosco.

Alguns dizem: “eu aceito os irmãos de qualquer denomin
ação”. Isto é melhor do que nada,

mas não é o padrão que satisfaz nosso Senhor. Watchaman Nee dizia que isto é dar as mãos

por cima do muro.

2.3. O
NDE ESTAUNIDADE DEVE SE PROCESSAR?

Alguns dizem: “Lá no céu vai ser uma maravilha, lá não vai ter batista, nem pentecostal, nem

presbiteriano. Só vai haver uma igreja.” A pergunta que devemos fazer é: “mas lá no céu tem

mundo?” O vs. 21 diz: “para que o ,mundo creia”. Jesus fala de uma unidade aqui na terra,

que mostre ao mundo o que e o amor dele derramado nos corações (ver Jo 13.34- 35; At

2.44,47; 4.32; 5.13).

2.4. E
STAUNIDADE E ESPIRITUAL É INVISÍVELOU PRATICAEVISÍVEL? (LIÇÃO

21)

O argumento é o mesmo da pergunta anterior. Como o mundo vai ver o amor dos discípulos

se a unidade for invisível? Se é para que o mundo creia, deve ser algo que o mundo veja.

Entretanto, aqui necessita um maior esclarecimento. Há na verdade, três expressões da igreja:

2.4.1. I
GREJA UNIVERSAL
(Mt 16.18; Hb 12.22-23: At 9.31). A unidade da igreja universal, é

uma unidade espiritual, mística e invisível. Esta é toda a família de que Paulo fala em Ef 3.14-

15.

2.4.2. I
GREJA LOCAL
(At 8.1; 13.1; 14.23; Rm 16.1; 1Co 1.2; 2Co 1.1; 1Ts 1.1; Ap

2.1,8,12,18; 3.1,7,14).

A unidade da igreja local deve ser pratica e visível. Assim era nos tempos dos primeiros

apóstolos. Havia uma única igreja em cada localidade. Sempre qu
e aparece “igrejas” (no

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plural), e por que se referia a varrias localidades em uma região, ou continente, ou no mundo

todo (At 15.41; Rm 16.4; 1Co 16.1; Gl 1.2; Ap 1.4).

Esta unidade se expressava principalmente por haver uma só direção ou governo, através de

um único grupo de presbiteros (sempre no plural), que juntos velavam sobre a igreja da cidade

(At 14.23; 20.17; 21.18; Tt 1.5).

Os apostolos zelavam por esta unidade. Quando havia qualquer possibilidade de divisão na

unidade pratica da igreja local, os apostolos procuravam corrigir imediatamente, e em alguns

casos, enfaticamente. Quase todas as cartas de Paulo fazem alguma advertência com relação

ao problema da divisão e a importância da unidade. Vejamos:

AOS ROMANOS: Rm 16.17-18. Não parece que em Roma havia problemas muito sérios,

mas Paulo não deixa de advertir seriamente: “
os que provocam divisões não servem a

Cris
to”.

AOS GÁLATAS: Gl 5.15,19-21. A advertencia aqui é muito seria. Os que praticam

inimizades, porfias(rixas), ciúmes, iras, discórdias(pelejas), dissenções, facções(divisões),

etc. não herdarão o reino de Deus!

AOS EFÉSIOS: Ef 2.13-18. A cruz de Jesus rompeu duas barreiras: o véu do santuário foi

rasgado. Isto destruiu a inimizade que havia entre o homem e Deus. Mas aqui diz que a

parede de separação foi derrubada. Isto destruiu a inimizade entre o homem e o homem (a

inimizade entre gentios e judeus e a maior que o mundo já conheceu; basta ver a segunda

guerra e o oriente médio). Esta inimizade foi aniquilada na cruz de Cristo. Logicamente,

isto só é valido na igreja. Mas é quanto as demais inimizades e divisões na igreja? É licito

costurar o véu novamente? N
ÃO. É licito levantar muros de separação? NÃO. Concluímos

que as nossas divisões são uma negação da cruz de Jesus Cristo. Arrependamo-nos.

Ef 3.6,14-15. Um só corpo, uma só família.

Ef 4.1-6. Conhecer que há um só corpo, esforçar-se para preservar a unidade do Espírito por

meio da humildade, mansidão, longanimidade e amor, e a única maneira de andar de modo

digno de nossa vocação.

Ef 4.13,16. O propósito do Senhor e de levar-nos a unidade de fé e a unidade de corpo

(todo corpo trabalhando harmoniosamente).

Ef 5.27. Queremos que Jesus venha buscar uma igreja manchada e defeituosa, cheia de facções e

inimizades?

AOS FILIPENSES. Fp 1.27. Aqui nós vemos os três níveis de unidade (em um só versículo.

Novamente Paulo fala que esta é a maneira digna de viver o evangelho. “l
utando

juntos…” Hoje, não só não lutamos juntos, mas alguns lutam uns contra os outros.

Fp 2.1-4. Em Filipos, parece que estava surgindo um pequeno problema (4.2). Como Paulo

zelava para sanar estas coisas! Como poderemos negligenciar estas palavras? Esta é a única

maneira de seguir a Cristo (Fp 2.5-8). Paulo ainda insiste mais nos vs. 12-14.

AOS CORÍNTIOS. 1Co 1.10-13; 3.1-4. Esta foi a situação mais critica. Por isto Paulo foi

mais enérgico. Chamou os Coríntios de carnais e crianças em Cristo. Alguns defensores de

facções argumentam com este texto dizendo que naquele tempo já havia divisões. Mas

vamos ver bem o que havia. Eles e
stavam formando “panelinhas” na igreja, por

preferências de ministérios. Paulo considerou isto uma grande carnalidade. M
AS ELES

A
INDA ESTAVAM TODOS JUNTOS, COMO UMA SÓ IGREJA NA CIDADE! (1Co 1.2). Se Paulo

chamou a eles de carnais e crianças, apenas porque estavam com preferências e partidos

dentro da igreja, o que ele diria de nos hoje. Pois nos, além de estarmos cheios de

discordâncias como eles, ainda por cima nos separamos fisicamente. “Você pensa assim,

v. fica lá, eu penso doutro modo então fico cá”.
E, cada um faz a sua igrejinha. ISTO TUDO

Pag. 36 Site: www.josiasmoura.wordpress.com

É U
MA ABERRAÇÃO. NA VERDADE A NOSSA SITUAÇÃO É BEM PIOR QUE A DOS CORÍNTIOS.

Necessitamos de um profundo arrependimento.

A TODOS OS CRISTÃOS. (1Jo 2.5,10; 3.11,14,16-18,23; 4.7,8,11,12,20,21; 5.1). Tal

abundância de exortações deveria nos fazer meditar na nossa situação.

2.4.3. A I
GREJA NUMA CASA
(At 2.46; 5.42; Rm 16.15; 1Co 16.19; Cl 4.15; Fm 2).

A igreja na casa não era uma divisão da igreja local. Não havia uma administração própria,

um governo separado (como já vimos, os presbiteros eram da cidade). A separação em igrejas

nas casas, não provinha de divisões doutrinarias, ou disputas, ou separação na liderança, mas

era uma separação estratégica, em grupos pequenos, para o melhor desempenho do serviço de

todos os santos conforme Ef 4.11-12,15-16.

2.5. E
STAUNIDADE É POSSÍVEL (JO 17)

Quando olhamos a situação atual, podemos enchermos de duvidas. Será possível? Mas não

temos que olhar para as circunstancias, temos que olhar para o Senhor. A própria oração de

Jesus nos da fé. Basta pensarmos: O Pai não vai responder esta oração do Filho? O Espírito

testifica em nossos corações: S
IM. VAI. O Filho vai ter para si uma noiva gloriosa, sem

mácula, sem ruga, santa e sem defeito. A
LELUIA!

Vejamos a determinação de Deus

“Eu sou
Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que

desde o princípio anúncio o que há de acontecer, e desde a antigüidade as coisas

que ainda não sucederam; que digo; O meu conselho permanecera de pé, F
AREI

T
ODA AMINHA VONTADE.
(Ef 1.10; Is 46.9-10).

Na verdade, Deus já tem feito nestes dias, muitas coisas que cooperam com a unidade. Por

toda parte há um clamor no coração do povo de Deus. Muitos estão descontentes com as

divisões. Por todo o Brasil se fala em unidade da igreja. Em muitas cidades Deus esta

levantando alguns poucos lideres que estão dando passos concretos por uma unidade efetiva.

Nossa pequena experiência em Salvador (ate mar/93, cinco congregações diferentes que se

uniram) nos anima a prosseguir. “
Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do

Neguebe”
(Sl 126).

3.ACEIADO SENHOR (
LIÇÃO 22)

Esse item é de demasiada importância para que possamos ter uma visão clara da nossa relação

prática no Corpo. Primeiramente vamos ver como essa ordenança foi encarada pela Igreja.

Quando a Igreja ficou se enamorando com a filosofia, vários pensadores na Igreja surgiram.

Esses mesmos pensadores não se contentavam com a simplicidade da Palavra de Deus e

começaram a formular doutrinas muito complicadas e estranhas, dentre elas a doutrina

chamada
transubstanciação. Segundo essa doutrina, que foi assimilada pelo catolicismo, os

elementos (pão e vinho) se transformam literalmente no corpo e sangue de Cristo, querendo

afirmar que quando isso ocorre há uma repetição do sacrifício de Cristo.

Por outro lado, durante a reforma, Martinho Lutero trouxe um equilíbrio a toda essa questão

com a chamada doutrina da
consubstanciação. Segundo ele a presença de Jesus está nos

elementos mas não há transformação física dos elementos. Com o tempo as denominações

evangélicas deixaram até de crer que Jesus se faz presente nos elementos, dando à ceia um

lugar de simples
símbolo. Quando o homem sai da simplicidade ele percorre um longo

caminho para entender o que é simples. Vamos ler alguns versículos.

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Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos,

dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho,

dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado

por muitos para remissão dos pecados.

Mateus 26:24-26

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do

homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha

carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

João 6:53-56

Jesus não está formulando uma doutrina teológica, porém está falando de algo vivo para a

Igreja. Cremos que a presença de Jesus está nos elementos, quando participamos com um

coração de fé e submissão ao Senhor, porém não cremos que os elementos se transformam

fisicamente. Agora nos resta responder 4 perguntas básicas que pretendemos, de maneira

objetiva, esclarecer:

QUEMDEVE CELEBRÁ-LA?

A Igreja :
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido,

para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa

luz;

I Pedro 2:9

Em nenhuma parte do novo testamento diz que só um pastor , ou diácono podem partir o pão.

Todos os discípulos são sacerdotes, todos tem acesso direto ao Pai, em nome de Jesus Cristo.

QUANDO E ONDE CELEBRAR?

Sempre que a Igreja se encontrar (entende-se que dois ou três são Igreja).

...e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.

Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos.

Atos 2:42,43

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com

alegria e singeleza de coração,

Atos 2:46

Veja que isso é feito nas casas. Paulo fala em I Coríntios 11 de “um mesmo lugar” que

também deve ser a casa de algum irmão. Não há menção de ser feita nas ruas ou praças,

indicando ser algo reservado para discípulos.

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COMOCELEBRAR?

a) Examinando-se
. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do

cálice.
I Coríntios 11:28 Devemos estar com a nossa vida na luz, sem pecados encobertos:

...
mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o

sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.
I João 1:7

b) Comer com alegria.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão

em casa, comiam com alegria e singeleza de coração.
Atos 2:46

c) Todos juntos, esperando uns pelos outros.
Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais

para comer, esperai uns pelos outros.
I Coríntios 11:33

d) Sabendo que não é uma simples refeição.
...porque quando comeis, cada um toma antes de

outrem a sua própria ceia; e assim um fica com fome e outro se embriaga. Não tendes

porventura casas onde comer e beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os

que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? isto não vos louvo.

I Coríntios 11:21,22

O QUEACEIAPRODUZ EMNÓS?

a) Vida.
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do

Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.
João 6:53

b) A lembrança viva do sacrifício de Jesus por nós.
Porque todas as vezes que comerdes deste

pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.
I

Coríntios 11:26

c) Intimidade e comunhão com os irmãos. Quando ceamos juntos temos a oportunidade de

ministrar uns aos outros, confessar pecados e profetizar. Isso traz uma maior aproximação

entre os irmãos.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Quando no ato da ceia nos examinamos e contemplamos pecado em nós devemos

confessá-lo e não deixar de participar da ceia

Temos que ver o real valor que o Senhor dá a ceia. Temos a tendência de não darmos valor

aos símbolos porque Deus na maioria das vezes não dá realmente nenhum valor. Porém

devemos dar valor aos símbolos que Ele valoriza (o batismo, a vara, o óleo, pão, vinho).

Portanto devemos pedir que o Senhor nos abra os olhos sobre esse tremendo assunto.

A disciplina na congregação ajuda a sanear a Igreja para que também não ocorram graves

problemas resultantes de se tomar a ceia descuidadamente.

Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o

corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que

dormem.
I Coríntios 11:29,30

4.ADISCIPLINANAIGREJA (
LIÇÃO 23)

(ATENÇÃO! ESTE ASSUNTO SÓ PODERÁ SER MINISTRADO PELO PASTOR)

Este é um tema difícil de tratar por causa dos caprichos, abusos, severidades e medidas

injustas que têm sido cometidas muitas vezes, assim como por falta de um conceito robusto e

bem definido sobre justiça. Em Hebreus 5.14 o apóstolo nos fala que ter maturidade é saber

Pag. 39 Site: www.josiasmoura.wordpress.com

discernir entre o bem e o mal. Na ausência dessa maturidade, muita infantilidade tem

provocado um afrouxamento na vida da igreja, que deve ser a expressão exata da santidade e

justiça do Senhor.

Uma igreja madura, além de discernir o certo e o errado, sabe como, onde, quando, por

quê, com quem e o que fazer com respeito à situações difíceis que ocorrem no meio dos

irmãos. Vamos, pois, examinar esse tema sob a luz da Palavra do Senhor.

4.1. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA DISCIPLINA NA IGREJA

a) A Igreja deve prover os seguintes serviços aos irmãos:

Ambiente cordial e acolhedor, cheio de amor e de atração. Espírito de família.

Bom exemplo. Que a Palavra esteja encarnada na vida dos irmãos.

Ensino verbal completo. Ensino formativo sobre todas as áreas da vida.

Animo aos que desejam andar no Caminho do Senhor.

Encorajamento e apreço aos que se mantém firmes.

Exortação aos fracos. I Tessalonicenses 5:14

Repreensão aos que desobedecem. I Timóteo 5:20

Disciplina aos que estão na prática do pecado. II Timóteo 2:25 - “...corrigindo (no original

é
disciplinando) com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda

arrependimento para conhecerem plenamente a verdade.”

b) Que direito tem a Igreja para disciplinar?

Porque seus membros estão comprometidos com Cristo, Sua Palavra e Seu Povo. Os que se

arrependem, não tem o direito de viver como bem deseja, violando as normas do Reino de

Deus. Cristo Jesus instituiu a disciplina na Igreja, "
somos guardas de nossos irmãos".

A Igreja, ao disciplinar os que violam o seu compromisso, coopera com Deus que também

disciplina a todo homem I Co 11.29-32 -
“...quando porém somos julgados pelo Senhor,

somos corrigidos
(disciplinados) para não sermos condenados com o mundo.” Deus

disciplinou a Adão, a Caim, a geração de Noé, aos que edificavam a Torre de Babel, aos de

Sodoma e Gomorra, a Jacó, aos irmãos de José, a Coré, a Moisés e a toda geração de Israel

que saiu do Egito, a Jericó, às Nações Pagãs, a Golias, aos Filisteus, aos Medianitas, aos

Sírios, aos Babilônios, aos Reis de Israel, aos profetas e sacerdotes e as cidades que

expulsaram a Jesus, a Ananias e Safira, aos Corintios.

Deus disciplina e castiga

No Antigo Testamento Deus delegou Sua autoridade de governar e disciplinar aos pais e as

autoridades civis de Israel (Deuteronômio 21.18-21). Primeiro aos pais e depois

aos anciãos que julgavam e ditavam os juízos.. A disciplina pelos pais era
corretiva,

visando corrigir os filhos; a dos anciãos ou autoridades civis era
punitiva com a aplicação

da sentença merecida. Não disciplinar é violar a natureza e provocar a ira de Deus

Na Igreja Não Se Aplica A Disciplina Punitiva

Pag. 40 Site: www.josiasmoura.wordpress.com

No Novo Testamento as autoridades civis continuam aplicando a disciplina punitiva -

“...os
que resistem a autoridade trarão sobre si mesmos a condenação
.”(Romanos 13:2),

enquanto a Igreja, como também os pais, somente a disciplina corretiva. Isso porque a

disciplina não produz a remissão dos delitos.

Devemos entender que a Igreja foi designada para refletir o caráter de Deus que é de

Santidade, Justiça e Amor. A Igreja deve encarnar essas virtudes. A natureza de Deus é o

fundamento da disciplina. Pregar a justiça enquanto se tolera a injustiça é hipocrisia. Ser

santo implica numa vigilância e guerra constante contra a impureza.

É Fraudulenta A Unidade Que Permite A Mescla Das Trevas Com A Luz

c) A Igreja tem o dever de disciplinar
. O que acontece quando não se disciplina?

Há um declínio no ensino. A seriedade do ensino é rebaixada; uma coisa está sendo

ensinada outra coisa está sendo consentida

Dá lugar a leviandade e a permissividade. Mais pessoas pecam ao verem que há

consentimento para a transgressão.

O sentido de justiça fica confuso, "aguado", frouxo, etc.

Estimula-se a debilidade moral.

Atenta-se contra o temor de Deus.

d) Por que não se pratica mais a disciplina na Igreja?

Por desconhecimento das Escrituras.

Por uma má compreensão da graça de Deus: "Graça barata". "Deus é extremamente

bondoso e não levará em conta esta falta". "Ele é amor e o amor cobre multidão de

pecados".

Por sentimentalismo e humanismo. "Esse irmão tem sido tão bonzinho, mas hoje cometeu

um pecado. Não vamos discipliná-lo para que não se desanime".

Por temer a perda de membros ou criar problemas.

Por falta de autoridade diante do problema específico, ou por falta de apoio da

congregação. Isto se chama
covardia.

Por não saber como disciplinar.

Só Os Valentes Podem Ser Justos

e) Bases Bíblicas para a disciplina. Qual é o seu propósito?

Acima de qualquer outra razão, a disciplina visa restaurar e salvar o transgressor - Seja

entregue a satanás para destruição da carne,
afim de que o espírito seja salvo no dia do

Senhor
.” I Coríntios 5.5; ver também I Timóteo 1.19-20; II Tessalonicenses 3.14-15.

Produzir temor nos demais irmãos - Aos que vivem no pecado repreende-os na presença

de todos,
para que também os outros tenham temor.”
I Timóteo 5.20.

Para preservar a congregação da contaminação. - “Não sabeis que um pouco de fermento

leveda a massa toda
? Expurgai o fermento velho para que sejais massa nova!”

I Coríntios 5:6,7a

A Disciplina Aos Transgressores É Um Meio De Santificação

f) Por quais motivos se deve disciplinar?

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Por Vida Pecaminosa Quando houver pecados grosseiros (adultério, mentira, roubo,

maledicência, etc..) ou uma prática repetida de pecados não-grosseiros, tais como: lascívia,

glutonaria, ira, cólera etc..
“Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade tal que nem

se vê entre os gentios, a ponto de haver quem vive com a mulher de seu próprio pai...seja

entregue a satanás para destruição da carne
...”I Coríntios 5.1,5; ver também I

Timóteo 5:20

Por Vida Desordenada Quando a conduta de algum irmão for irresponsável ou

escandalosa -
Mandamo-vos irmãos que vos aparteis de todo irmão que anda

desor
nedamente e não segundo a tradição que de nós recebemos.”
II Tessaloniocenses

3.6 . Não é suficiente abandonar a prática de pecados. É preciso viver segundo o padrão do

Reino de Deus.

Por Heresias e Facções (Gálatas 5.12) Quando alguém estiver ensinando doutrinas falsas

que causem divisões entre os irmãos;
“Rogo-vos irmãos que noteis os que promovem

facções
(no original é heresias) e escândalos contra a doutrina que aprendeste; desviai-vos

deles.”
Romanos 16.17; ver também II João 9,11).

g) Formas de disciplina que encontramos nas Escrituras

Repreensão Particular
- Ora, se teu irmão pecar, vai e repreende-o entre ti ele só, se te

ouvir terás ganho teu irmão.”
Mateus 18.15

Repreensão Pública
- Neste aspecto da disciplina destacamos que existem vários níveis de

aplicação. Poderá ser diante de um pequeno grupo -
Ora, se não te ouvir, leva ainda contigo

um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.

”Mateus 18.16, diante de todos os irmãos, agravado por mei
o de um afastamento dos irmãos.

Expulsão da Igreja
- “...se também recusar ouvir a igreja considera-o como gentio e

publicano.”
Mateus 18.17; ver também I Coríntios 5.1-13; I Timóteo 1.19-20

h) Quais são os resultados da disciplina no transgressor?

Faz-lhe ver a gravidade de seu pecado. O primeiro efeito de todo pecado é a cegueira

espiritual. O transgressor, muitas vezes, não se dá conta da gravidade de seu pecado

Obriga-lhe a definir-se: ou vive no pecado para a morte ou vive na justiça para a vida

Conduz-lhe ao arrependimento - I Coríntios 7:8-10 (v9) “agora folgo, não porque fostes

contristados, mas porque o fostes para o arrependimento.”

Produz nele frutos pacíficos de justiça e um verdadeiro arrependimento. Hebreus

12.11.

A Disciplina Não Mata, o Pecado Sim!

i) Com que atitude deve-se disciplinar?

Com uma atitude paternal, em amor, sem ira, sem revanchismo e sem demora (Eclesiastes

8.11). A disciplina injusta divide a Igreja, assim como a tolerância pode produzir uma

unidade impura.

Não fazer acepção de pessoas, nem atuar com preconceitos (Provérbios 24.23-26; I

Timóteo 5.2-21).

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j) Qual deve ser a atitude daquele que é disciplinado?

Deve aceitar a palavra, o juízo que os irmãos decretaram (Deuteronômio 17.8-13). Não

compete ao transgressor julgar se a disciplina aplicada é ou não justa.
"De acordo com o

juízo que te disserem, farás".

Não menosprezar o conselho determinado (Hebreus 12.5). A disciplina é uma expressão de

amor e deverá ser suportada. Deve-se crer que ela produzirá santidade e bons frutos.

k) Cuidados que deve-se ter com o irmão em disciplina

Não se deve abandonar o disciplinado durante o tempo durar a disciplina. Alguém

deverá acompanhá-lo e ministrar-lhe até a sua completa restauração.

Sua restauração, uma vez terminada, deverá ser comunicada aos demais irmãos.

Temos Que Ensinar Aos Irmãos Sobre Disciplina. Isto os Ajudará a Não Pecar

4.2. APLICAÇÃO PRÁTICA DA DISCIPLINA NA IGREJA

A partir dos princípios expostos na primeira parte do estudo, queremos detalhar um pouco

mais a aplicação das diversas medidas disciplinares, com o objetivo de assegurar que todos os

casos que surjam sejam tratados de forma unânime, coerente e justa por qualquer dos

presbíteros.

Toda disciplina deverá ser determinada de acordo com os seguintes critérios:

Quais os critérios que devem ser considerados ao se aplicar a disciplina?

1. Deve-se levar em conta a maturidade espiritual do transgressor, seu tempo com o Senhor, a

luz que possui.

a) NÍVEL DE MATURIDADE

(1) Discípulo novo

(2) Discípulo Antigo

(3) Discipulador - Integrante do Núcleo

(4) Líderes - Diáconos

(5) Pastores

2. Deve-se notar a gravidade do pecado. Todo pecado é grave, mas nem todos os pecados tem

o mesmo nível de gravidade, de conseqüências.

a) NÍVEL DE PECADO

(1) Pecados Grosseiros

Homossexualismo, adultério, prostituição, fornicação, mentira, maledicência, engano, roubo,

idolatria, orgias, heresias,, ensinos e práticas contrárias à Doutrina, divisionismo.

(2) Pecados Não-Grosseiros

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Pensamentos impuros, lascívia, masturbação, pornografia, avareza, glutonaria, embriagues,

ira, cólera, discussões, brigas, desavenças, vocabulário torpe.

(3) Vida Desordenada

Problemas financeiros, dívidas, preguiça, impontualidade, irresponsabilidade, desleixo,

acomodação, negligência no trabalho, estudo e família, desrespeito, negligência na educação

dos filhos, come-dorme.

3. Deve-se levar em conta até que ponto, em sua trajetória, chegou ao arrependimento.

Distinguir se tem pena de si mesmo, se tem vergonha ou se deveras está arrependido.

a) Nível de Confissão

(1) confissão voluntária e imediata

(2) confissão voluntária porém tardia (meses ou anos)

(3) confissão produzida por circunstâncias (gravidez, AIDS)

(4) não houve confissão - descoberto

b) Nível de Reincidência

Devemos considerar se a situação julgada se caracteriza por uma prática repetida ou se foi

uma queda isolada.

Formas de disciplina e tratamento

1.
Repreensão Particular - II Timóteo 4.2; Tito 2.15; Gálatas 6.1

Este tipo de tratamento deve ser aplicado como o primeiro nível de disciplina. Esta é uma

medida que deverá ser aplicada, em alguns casos, como uma instância anterior a uma

repreensão pública.

a) Em que caso se aplica?

Esta instância de disciplina deverá ser aplicada em todos os casos de pecado ou de vida

desordenada nos quais ainda não se deva aplicar alguma das duas medidas de disciplina

seguintes. Se aplicará nas situações onde não se encontra rebeldia. Também não deve haver

engano (pecado oculto), nem se aplica a pecados grosseiros ou pecados repetitivos. Algumas

vezes será o caso de irmãos recém convertidos sem entendimento sobre o assunto.

b) Será aplicada a alguém que:

(1) Pecou, mas não é caso de pecados grosseiros, os quais, até mesmo sem ensino, não se

admitem a sua prática, nem ao menos uma vez.

(2) Confessa prontamente;

(3) Aceita a correção e se arrepende (Há mudança)

(4) Não vive na prática do pecado, não é reincidente contumaz

c) Como se aplica?

A depender da gravidade, a repreensão poderá ser feita:

(1) Pelo discipulador

(2) Pelo responsável pela Igreja no Lar

(3) Por um ou mais dos Presbíteros

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2.
Repreensão Pública - II Tessalonicenses 3.6,14-15; II Timóteo 5.20

No primeiro texto, Paulo está tratando de um caso de alguém que não quer trabalhar.

Entretanto, ele utiliza aqui as seguintes palavras: (v.6)
andar desordenadamente, não segundo

a tradição que de nós recebestes
(ver também 2.15) e (v.14) não prestar obediência à nossa

palavra dada por esta epístola.
Estes termos nos autorizam a estender a aplicação desta

medida de disciplina a outros casos de pecados e vida desordenada.

Além disso, não vemos na palavra nenhuma medida intermediária entre esta e a disciplina

extrema de expulsar a pessoa da igreja. Então somos obrigados a concluir que esta medida

deverá ser aplicada em várias situações onde não seja o caso da expulsão.

Também vemos que podem ser usadas diferentes medidas, formas e intensidades na aplicação

desta disciplina. Deveremos aplicar diferentes intensidades a cada caso, em função dos

critérios expostos anteriormente.

a) Em que caso se aplica?

Aplicaremos esta medida a alguém que:

(1) Cometa pecado grosseiro, mas ainda não seja um caso de expulsá-lo da igreja;

(2) Cometa pecado não-grosseiro ou tenha vida desordenada, mas tenha uma prática repetida

("ande" desordenadamente)

(3) Aceite e sujeite-se à correção;

(4) Confesse seu pecado e não seja descoberto por outros;

(5) Demonstre arrependimento.

3.
Como se aplica?

Medidas que serão aplicadas a todos os casos aqui enquadradas:

(1) será considerado irmão;

(2) irá aos encontros da igreja e participará da ceia;

(3) perderá seu ministério (discípulos, liderança, ou serviço)

(4) será repreendido diante de um grupo restrito de irmãos.

4.
Medidas que poderão ser acrescentadas a alguns casos:

a) ficará desqualificado para edificar os irmãos, ficando calado nos encontros da igreja; será

repreendido diante do presbitério ou diante dos líderes;

b) será repreendido publicamente, diante da congregação;

c) ficará excluído do relacionamento social (informal) com os irmãos.

d) terá seu relacionamento restrito a 2 ou 3 irmãos, aos demais irá apenas cumprimentá-los.

5.
Expulsão da Igreja - I Coríntios 5.1-13; I Timóteo 1.19-20; Mateus 18.15-17

Vemos nos textos acima três termos diferentes: expulsar de entre vós, entregar a Satanás e

considerar gentio e publicano. Associamos estes três termos por constatar que se tratam de

efeitos e implicações semelhantes.

- A pessoa disciplinada é considerada fora da igreja;

- Ela não fica sob a autoridade e cobertura da igreja (fica entregue a Satanás);

- Os irmãos não devem se associar a ela, nem sequer comer com ela.

Devemos notar que o texto de Mateus enfoca um caso de conflito entre irmãos. Neste

caso de pecado Jesus ensina três instâncias de confrontação, buscando um conserto. Podemos

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também entender que, ao final, a pessoa foi considerada gentia e publicana, não tanto por

causa da ofensa contra o irmão, mas por causa da falta de submissão à igreja.

a) Em que caso se aplica?

Será aplicada a alguém que:

(1) Dizendo-se irmão, viva na prática do pecado (1 Coríntios 5.11)

(2) Pratique pecados grosseiros, "hediondos" (1 Coríntios 5.2-5)

(3) Não aceite a correção, rebelde (Mateus 18.17)

(4) Não abandone a prática do pecado;

(5) Seja descoberto por outros, não tendo confessado, e não se arrepende quando

confrontado;

(6) Seja faccioso e promovedor de divisões, em desacordo com a doutrina (Romanos

16.17-18; Gálatas 5.12; Tito 3.10-11; I Timóteo 1.19-20 com II Timóteo

2.16-18; 4.14-15).

b) Como se aplica?

(1) a pessoa disciplinada será expulsa da igreja, entregue a Satanás;

(2) os irmãos serão orientados a não se associarem, nem sequer comerem com ela;

(3) não é apenas um incrédulo, é alguém indesejável.

DEFINIÇÕES FINAIS

1. O que fazer quando alguém abandona a fé espontaneamente, reconhecendo que está

mal com Deus?

O trataremos como um incrédulo, não como alguém expulso da igreja, uma vez que não é

hipócrita nem contestador. Reconhece o seu pecado.

2. Como proceder quando a pessoa do caso anterior quer retornar à igreja?

Deverá ser encaminhada a uma verdadeira conversão. Independentemente disto, será

disciplinada como se não tivesse se afastado. Isto é, segundo os pecados que tiver cometido.

Obs. Se não disciplinamos assim aqueles que se afastam, estaremos sendo mais rigorosos

com os que perseveram e aceitam o tratamento da igreja, do que com aqueles que se afastam

para pecar por um tempo

3. No caso de alguém expulso da igreja desejar retornar, como se faz?

Não será restabelecido imediatamente à comunhão da igreja. Ficará por algum tempo fora

da comunhão, relacionando-se com um ou dois irmãos, com o fim de ser provada a sua

disposição. Só então poderá ser, lenta e gradativamente, reintegrado ao corpo.

4. A confissão prévia é uma evidência determinante do arrependimento?

Não obrigatoriamente. Poderá haver casos de pecados não confessados (descobertos) que,

mediante confrontação, se produza arrependimento visível. Neste último caso não será

expulso, será colocado no último nível de repreensão pública. Em caso de pecado grosseiro

repetido, com confissão voluntária, ficará na penúltima instância de repreensão pública.

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5. O que fazer no caso de um irmão cair repetidas vezes em algum pecado, vivendo em

sua prática, mas sempre vier à igreja confessando-o, pedindo ajuda e professando-se

arrependido?

Irá sendo tratado nos diversos níveis da repreensão pública e ficar fora da comunhão e ceia.

Não será expulso.

6. No caso de alguém, que tenha sido considerado gentio e publicano, resolver confessar

seu pecado, e admitir que não é irmão, devemos voltar atrás na disciplina, considerandoo

simplesmente incrédulo e permitindo o seu convívio com os irmãos?

Não. Fica apenas definido a forma de retorno exposta na pergunta 3.

5.AS REUNIÕES DAIGREJA (LIÇÃO 24)

Depois que ressoa bem forte em nossas mentes o testemunho de Jesus obreiro, vemos que

nossa obra não se baseia em reuniões e sim em relacionamentos; pela graça e bondade de

Deus, hoje podemos ver que Jesus nunca foi um “massificador”, e sim um “relacionador”. Ele

é o nosso modelo e queremos continuar debaixo de seus princípios.

Porém quando temos um entendimento claro dessas verdades e elas começam a ser praticadas

em nossa congregação, vemos que é maravilhoso nos reunirmos para juntos compartilharmos

o que Jesus tem feito em nós. Antes, porém, de prosseguirmos, vamos ver algumas coisas

importantes.

5.1.
AS REUNIÕES NÃO SÃO PARA:

a) Centralizar a edificação da Igreja. Isso é feito nas juntas e ligamentos. Efésios 4:15,16

b) Fazer discípulos. Isso é feito nas ruas. Atos 5:11-16,21 (
templo se refere ao pórtico que era

um lugar ao ar livre onde o povo comum transitava)

c) Manifestar o brilhantismo de alguns poucos pregadores. Todos devem ter algo da parte do

Senhor. I Coríntios 14:26

5.2.
OS TIPOS DE REUNIÕES SÃO:

a) Igreja nas Casas. Nessa o objetivo é o desenvolvimento e a supervisão do serviço do santos

. Atos 2:46; Romanos 16:10,14,15; I Coríntios 16:15,19; Colossenses 4:15.

b) Congregacionais. Nessa reunião ocorre a celebração. É nessa que vamos nos deter um

pouco. I Coríntios 14:23

5.3.
A REUNIÃO CONGREGACIONAL

Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós
tem salmo, tem doutrina,

tem
revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

I Coríntios 14:26

Se, pois, toda a igreja se reunir num mesmo lugar,
I Coríntios 14:23

5.3.1. ACUMULANDO “TER” NOS DIAS NORMAIS

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O suprimento abundante nas reuniões não vem na hora da reunião, mas exatamente em nossa

própria casa. Aquilo que tenho enquanto estou em casa, terei na reunião. O que não tenho

enquanto estou em casa não terei na reunião.
O “ter” referido aqui não é devido a inclinações

pessoais, nem é produto de pensamentos próprios ou de impulsos emocionais do momento. É

aquilo que recebemos diariamente pela vida íntima com o Senhor dentro de nós, andando no

Espírito, enchendo-se do Espírito.
Devemos ter o coração cheio da Palavra de Deus para que

possamos exercer nosso sacerdócio na reunião de maneira efetiva. Cada um supre a

necessidade da Igreja com o que tem, não com o que não tem. Por exemplo, hoje você tem

algumas frases que considera preciosas e durante a semana elas sempre te encorajam. Isso

você “tem” e pode dar a algum irmão durante o encontro.

5.3.2.
A DIREÇÃO DO ESPÍRITO NA REUNIÃO

Devemos estar atentos para não nos encontrarmos “travando” a direção do Espírito. Quando

há um pequeno silêncio durante a reunião temos a tendência de querer fazer alguma coisa para

preencher o “vazio”. A dependência de Deus também deve se manifestar
nas reuniões. Não

podemos fazer aquilo que Deus não mandou e nem deixar de fazer o que Deus nos mandar.

5.4.
ASPECTOS PRÁTICOS DE NOSSA ATITUDE NA REUNIÃO

a) Entender que a reunião começa quando eu chego. Não devemos apenas cumprimentar os

irmãos, devemos já começar a ministrar, contar testemunhos uns para os outros, etc.

b)
Tem que haver um encargo pelo encontro. Não podemos ir “secos” para o encontro, se

porém estivermos assim, devemos ir até um irmão ou grupo de irmãos e pedir que orem

juntamente conosco.

c) Devemos ensinar os discípulos a participarem ativamente da reunião. Se vermos algum

sentado, ir até ele e encorajá-lo a ir orar com algum irmão.

d) Devemos nos despir de toda malícia. Esse é um tempo em que nos abraçamos, ministramos

um ao outro, profetizamos. Devemos fugir de uma atitude fria em que se evita até chegar

perto um do outro, principalmente irmãos e irmãs. Muitas vezes isso é fruto de malícia. O

bom senso determina onde há exagero.

6. O BATISMO CERIMONIALNAS ÁGUAS (LIÇÃO 25)

(ATENÇÃO ! ESTE ESTUDO DEVE SER MINISTRADO APENAS PELO PASTOR)

O Senhor Jesus mandou que a Sua Igreja batizasse aquelas pessoas que cressem no Seu nome.

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando
-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito

Santo”. (Mt 28.19).

O Batismo então, é feito em obediência a uma ordem dada por Cristo. Todo Crente, após

confessar que que Jesus é seu Senhor e salvador deve obedecer a esta ordem e ser batizado.

S
EU SIGNIFICADO

O Batismo Cerimonial “É uma manifestação externa de uma graça interna.”
É o testemunho

público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo. O crente está confirmando

publicamente seu compromisso com Deus e com a Igreja.

S
EU SIMBOLISMO

O Batismo Cerimonial com água simboliza a ação purificadora do sangue de Jesus Cristo na

vida do salvo, ou ainda, o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito Santo no

pecador perdido no ato da conversão. Veja Hb 9.13,14; Tt 3.5,6; 1 Pe 1.2; Ez 36.25.

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AS
UAOBRIGATORIEDADE

O Batismo Cerimonial é obrigatório porque é uma ordenança deixada por Jesus à Sua Igreja.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, e do Filho e

do Espírito Santo. (Mt 28.19). Veja ainda: At 2.38; 8.36-38; 10.47,48.

E
M QUE NOME DEVE SER REALIZADO?

O Batismo Cerimonial deve ser realizado em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto

é, em nome da Santíssima Trindade, conforme o ensino de nosso Senhor Jesus Cristo

encontrado em Mateus 28.19,20.

P
OR QUEM DEVE SERADMINISTRADO?

O batismo cerimonial deve ser administrado por um Ministro Evangélico, devidamente

credenciado. Lembremo-nos que a ordem de batizar aos que cressem foi dada aos Apóstolos,

ministros devidamente credenciados pelo Senhor Jesus para pregarem o Evangelho e

realizarem atos pastorais. (Mt 28.19; At 2.38; 8.38; 16.33; 1 Co 1.14,16).

Q
UEM DEVE SER BATIZADO?

O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como

único e suficiente Salvador. “... Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse

Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é

o Filho de Deus... e Filipe o batizou”. (At 8.36). Veja ainda, o caso do carcereiro que foi

batizado após aceitar Jesus como Salvador pessoal. (At 16.30-33). Veja ainda At 8.12,13.

Q
UANDO DEVE SERADMINISTRADO O BATISMO?

O Batismo deve ser administrado nos que crêem, após uma pública profissão de fé. “... E,

respondendo ele (o eunuco), disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e (Filipe) o

batizou”.(At 8.37,38). Veja ainda: Atos 16.30
-33.

Para minimizar o problema de batizar uma pessoa que não seja convertida, manda o bom

senso e a prudência que os candidatos ao batismo freqüentem uma classe onde seja ministrado

um curso de preparação para o batismo. Logo após esse curso, o candidato deverá ser

examinado pelos oficiais da Igreja e o seu nome submetido a apreciação da Igreja reunida em

assembléia. Cumpridas essas formalidades, desde que sejam satisfatórias, o candidato está

apto para ser batizado por um Pastor evangélico.

S
UA FINALIDADE

O batismo Cerimonial tem as seguintes finalidades:

a) Obedecer a uma ordem deixada por Jesus;

b) Testemunhar publicamente da nova vida do salvo;

c) Unir o crente a Igreja local e visível.

O Batismo Cerimonial une o crente a Igreja visível e local, habilitando-o a participar da Ceia

Memorial, bem como, atribuindo-lhe os direitos e as responsabilidades inerentes a esta união.

(Mt 28.19,20; At 2.41).

S
UAS LIMITAÇÕES

O Batismo Cerimonial não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer

dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente

pela fé em Jesus Cristo. (Ef 2.8; Rm 1.16,17; At 16.31). O Batismo também não fará o crente

mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado. (Lc 23.42,43). Então, perguntaria

alguém, por que batizar se o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta

a esta pergunta é simples: Batizamos as pessoas porque Jesus mandou que os que cressem

nEle fossem batizados (Mt 28.18,20).

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V. AVIDACOMDEUS PESSOAL

1.AIMPUREZASEXUAL (LIÇÃO 26)

Este é um dos pecados mais dominantes da nossa sociedade. Já que este pecado é tão

comum e aceito por tantas pessoas quase como uma norma de vida, é necessário que, como

cristãos, nos conscientizemos da clara orientação da Palavra de Deus.

a) DEUS CRIOU O HOMEM E A MULHER E É AUTOR DO SEXO.

(Gênesis 2.20-25; 1.27-28)

O sexo e a relação sexual são puros e santos dentro do marco do sublime propósito de

Deus. Segundo o relato bíblico, a mulher foi feita de uma parte física do homem. Há, pois,

uma afinidade natural entre os dois sexos desde o princípio. Deus pôs entre os dois uma

atração mútua. Isto é normal e constitui uma lei natural em todas as raças.

Evidentemente esta atração entre os dois sexos foi dada por Deus, tanto para a

felicidade do ser humano como também para a procriação da raça. Por ser uma relação tão

dinâmica e poderosa, e para evitar abusos e conseqüências tristes, Deus fixou limites claros

que devemos respeitar inquestionavelmente.

b)
AS RELAÇÕES SEXUAIS SÃO RESERVADAS UNICAMENTE

PARA A VIDA MATRIMONIAL.

A passagem referida em Gênesis mostra que a relação normal é de monogamia.

Também é uma relação vitalícia, indissolúvel.

Dentro do casamento, a relação sexual é pura, santa, normal, prazeirosa, legítima (I

Coríntios 7.2-5; 7.10-17; Provérbios 5.15-23). Deve ser desprovida de atitudes abusivas,

egoístas, anormais.

Cada homem deve ter sua própria esposa (a menos que Deus lhe tenha dado o dom de

continência) e conformar-se, limitando-se, quanto a contatos sexuais, estritamente a ela. O

corpo de cada parte do matrimônio está sob o domínio da outra parte (isto se aplica a ambos

os sexos, acaba o machismo e o feminismo). Deve haver disciplina sexual. A continência não

é impossível ao homem (I Coríntios 7.2-4).

c)
TODA RELAÇÃO SEXUAL FORA DO CASAMENTO (adultério e fornicação). É

PROIBIDA POR DEUS E SERÁ JULGADA.

(I Co6:9; Gl 5:19; Ef 5:3-5; I Te4:7; Hb13:4; Mt 19:9)

Ainda que sejam noivos e comprometidos, a relação entre o casal é prejudicial e

proibida. Jesus condenou os desejos impuros, as paixões desordenadas, os olhares e intenções

cobiçosos, sugestivos (Mateus 5.27-28). Verifiquemos o que o apóstolo Paulo ensinou em I

Coríntios 6.13-20:

-
(v 13): Nossos corpos são para o Senhor.

- (v 15): Nossos corpos são membros do corpo de Cristo:

FORNICAÇÃO DE MODO ALGUM

- (v 19): Nossos corpos são templo do Espírito Santo; não somos de nós mesmos.

Eis um mandamento claro do apóstolo:

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- (v 18): FUGI DA IMPUREZA! do ato, da ocasião, do pensamento e da intenção, dos lugares

de tentação, das amizades e outras coisas que provoquem a imaginação, ou que levem a ceder

diante da tentação: revistas, livros ou filmes pornográficos ou sugestivos, alguns programas de

TV, vestimentas provocantes, brincadeiras maliciosas, etc.

- (v 20): Glorificai a Deus em vossos corpos e em vossos espíritos, os quais são de Deus.

d) DEUS CONDENA TODO ABUSO OU USO ANORMAL DO SEXO.

(Romanos 1.18-32; Apocalipse 21.3,27)

Salientamos alguns desses usos INCORRETOS:

Incesto: contato sexual entre parentes próximos (Deuteronômio 27.22)

Homossexualismo: pecado sexual entre pessoas do mesmo sexo, chamado lesbianismo

entre as mulheres (Levítico 18.22; Romanos 1.26-27.

Masturbação: auto-excitação com o fim de produzir prazer. Baseia-se no egoísmo e na

morbidez (estado doentio). Não cumpre o propósito do sexo.

Bestialidade: relação sexual entre um homem e um animal (Êxodo 22.19; Levítico

18.23-24).

Sodomia: relação sexual antinatural, de diferentes formas.

Efeminado: conduta do homem que se assemelha à mulher (I Coríntios 6.9).

e)
A IGREJA TEM O DEVER DE MANTER-SE PURA E, SE NECESSÁRIO,

DISCIPLINAR OS MEMBROS QUE INCORREREM NESSES PECADOS - I

Coríntios 5

Devemos ser realistas e sábios e situar-nos diante da real necessidade das pessoas da

nossa congregação. A impureza sexual corrompe o ser humano mais rapidamente do que

qualquer outro pecado. Jesus e os primeiros apóstolos acharam por bem dar instruções claras e

fazer advertências sobre o assunto.

O sangue de Cristo limpa de todo o pecado quando este for confessado e abandonado

(I Coríntios 6.9-11; II Coríntios 2.5-11; I João 1.9).

f) COMO ASSEGURAR A PUREZA SEXUAL?

1) Ter sempre presente que o corpo é do Senhor e, portanto, sagrado (I Coríntios 6.13).

2) Ter cuidado com os olhos.

3) Cuidar com a imaginação, especialmente quando se está só.

4) Cuidar com as palavras sugestivas ou de sentido duplo.

5) Cuidar com os gestos.

6) Não alimentar os desejos carnais. Para jovens, especialmente, o trabalho manual duro e os

esportes físicos até o cansaço são bons neste sentido. Um corpo ativo e uma mente ocupada

dignamente são fatores muito positivos na luta contra impureza (Salmo 119.9).

2. OMATERIALISMO,AAVAREZA (
LIÇÃO 27)

Por materialismo aqui nos referimos ao uso corrente do termo no meio cristão, ou seja,

uma desmedida preocupação pelos bens materiais, sua posse e aquisição, supondo que isso é o

essencial da vida em detrimento da vida espiritual. Também atenta contra um sentido cristão

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de justiça social. A mesma conotação é encontrada nas palavras avareza e cobiça. A atitude

materialista, ávara ou cobiçosa é condenada energicamente pela Palavra de Deus. Marcos

7.20-23; Lucas 12.15; Romanos 1.29; Efésios 5.3; Colossenses 3.5; I Timóteo 6.6-10;

Hebreus 13.5; II Coríntios 8.9.

2.1.
O HOMEM SE TORNA MATERIALISTA AO CRER EM TRÊS

MENTIRAS:

Cada pessoa é dona do que possui;

A vida do homem consiste na abundância de bens que possui;

O homem pode dispor a seu modo do que possui, seja isto adquirido por herança, trabalho,

capacidade, vivacidade, engano ao próximo etc.

Essas mentiras são do diabo, o pai da mentira, e têm colocado o homem no caminho da cobiça

e da avareza. O homem está adormecido, não tem consciência desses pecados uma vez que

creu nessas mentiras.

2.2.
A AVAREZA DESTRÓI O HOMEM.

A avareza é filha do egoísmo. É idolatria (Colossenses 3.5; Efésios 5.5; Mateus

6.24) e o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males: mentiras, enganos, subornos, injustiças,

roubos, rixas, inimizades (I Timóteo 6.6-10).

A cobiça é o desejo desordenado de possuir coisas e riquezas com o fim de satisfazer

as exigências egoísticas da vida (Mateus 13.22).

Os avarentos não podem herdar o reino de Deus (I Coríntios 6.10). A publicidade e a

propaganda comercial apelam constantemente e exploram a cobiça do coração do homem (I

João 2.16-17).

Resumindo, especificamente, podemos dizer que a avareza
:

Impede o homem de usar tranqüilamente, com liberdade e com alegria, os bens que possui

(Eclesiastes 1.3-10).

Faz o homem duro e insensível para com os seus semelhantes (I Samuel 25.10-11;

Neemias 5.1-12).

Converte o homem em escravo do dinheiro (Mateus 6.24; Lucas 16.13).

Faz o homem cair em idolatria (Efésios 5.5).

Atormenta o homem com desejos insaciáveis de aumentar suas riquezas.

Faz o homem suscetível aos subornos na administração da justiça (Êxodo 18.21;

Salmo 15.5)

Leva o homem a trair os seus e a oprimir aos débeis (Provérbios 30.14);

Leva o homem a reter ou atrasar os pagamentos de seus assalariados (Tiago 5.1-5).

Nas listas de pecados que se acham no Novo Testamento, primeiro aparecem os que

dizem respeito ao sexo e em segundo lugar a avareza. Paulo os põe no mesmo nível de

idolatria (Colossenses 3.5).

Por tudo isso Deus reprova os ávaros: ver os casos de Acã (Josué 7); Nabal (I

Samuel 25); Giazi (II Reis 5.20-27); Judas (João 12.6; Mateus 26.14-16); Ananias e Safira

(Atos 5.1-11).

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A palavra de Deus nos orienta respondendo com clareza as três mentiras básicas

citadas anteriormente:

1a. resposta -
Jesus é o dono e Senhor de tudo o que possuímos

(Filipenses 2.11; Atos 4.32; Lucas 14.33).

2a. resposta -
A vida do homem não consiste na abundância dos bens que

possui (Mateus 4.4; Lucas 12.15).

3a. resposta -
É melhor dar que receber (Atos 20.35).

Podemos dizer que a vontade de Deus é:

a) que trabalhemos (II Tessalonicenses 3.6-15).

b) que prosperemos (III João 2).

c) honradamente (I Timóteo 3.3; I Tessalonicenses 4.11,12)

d) não p/ acumular tesouros sobre a terra (Mateus 6.19-21; Lucas 12.32,34)

e) mas para termos o necessário (I Timóteo 6.6-10;

I Tessalonicenses 4.11-12)

f) e para termos com o que ajudar os necessitados (Efésios 4.28;

I Timóteo 6.17; I Coríntios 16.1-2; Atos 20.35)

g) nunca pondo os nossos interesses acima do reino de Deus

(Mateus 6.19-34).

3.ARAIVAEAIRA (
LIÇÃO 28)

3.1. A raiva é uma emoção violenta de caráter penoso
, geralmente caracterizada na Bíblia

como um grave pecado (Mateus 5.22; Efésios 4.31; Colossenses 3.8), ainda que algumas

vezes é ocasionada por um justo motivo (Efésios 4.26). Neste caso, o apóstolo Paulo adverte

sobre o perigo de passar-se facilmente para o injusto e pecaminoso.

A raiva (ou ira) é uma obra da carne (Gálatas 5.19-20), um impulso, ou hábito,

procedente da velha maneira de viver (Colossenses 3.5-9), da qual devemos despojar-nos.

3.2.
A IRA É DANINHA E PECAMINOSA.

Gera contendas, ofensas, gritarias, blasfêmias, pleitos, inimizades, homicídios (Efésios

4.31; Colossenses 3.8; Tiago 3.13,18; Salmo 37.8; Eclesiastes 7.9). É o pecado que atenta

contra o amor ao próximo (I Coríntios 13.5; Provérbios 22.24-25). Cristo denuncia a ira como

um pecado grave e digno de juízo (Mateus 5.21-25).

3.3. COMO LIVRAR-NOS DA IRA.

a) Devemos nos despojar do velho homem com seus feitos e revestir-nos do novo

(Colossenses 3.8-15).

b) Devemos fazer morrer, pelo Espírito, as obras da carne (Colossenses 3.5; Romanos

8.13).

c) Cada vez que incorremos neste pecado devemos confessá-lo sem deixar passar o tempo

(Efésios 4.26-27; I João 1.9; 2.9).

d) Devemos reconciliar-nos com as pessoas afetadas e com Deus (Mateus 5.22-26). De outro

modo a nossa comunhão fica prejudicada (I Timóteo 2.8; I Pedro 3.7).

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3.4. A ATITUDE CORRETA DO DISCÍPULO.

a) O fruto do Espírito é o amor, paz, paciência, etc (Gálatas 5.22-23).

b) O Espírito Santo opera em nossas vidas transformando nosso caráter a fim de que sejamos

semelhantes a Cristo (II Coríntios 3.18). Ele nos faz pacientes, amáveis (II Timóteo

2.24), mansos (I Timóteo 3.3).

c) Devemos reagir com amor frente a injustiças (I Pedro 3.8-18).

4. O VOCABULÁRIO PERVERTIDO (L
IÇÃO 28)

O Senhor Jesus Cristo disse:
“porque a boca fala do que está cheio o coração”(Lucas

6.43-45).

A fala é uma faculdade diferenciada do ser humano (os animais não falam). É a

expressão do nosso espírito, com ela expressamos nossas reações, sentimentos, idéias,

desejos, pensamentos, etc.

Além disso, o modo e o tom com que falamos normalmente refletem o nosso estado de

ânimo, o estado de nosso ser interior (dizemos normalmente porque podemos algumas vezes

falar fingidamente).

Já que o falar é a nossa principal forma de expressão, a maioria dos pecados que

cometemos é com a boca. Muitos outros pecados são também acompanhados por uma

expressão verbal.

4.1. UM SINTOMA DE DECADÊNCIA
.

A forma corrente de falar torna evidente a decadência moral e espiritual da presente

geração. O vocabulário utilizado hoje em dia tanto por homens como por mulheres, sejam

adultos, crianças ou velhos, é um sintoma inconfundível da deterioração dos bons costumes e

da pureza de espírito.

Ao mesmo temo é um testemunho eloqüente daquilo que impera no coração dos

homens: atrevimento, irreverência, agressividade, pessimismo, derrota, ironia, presunção,

morbidez etc.

4.2.
O DESPREZÍVEL VOCABULÁRIO DO VELHO HOMEM

(Colossenses 3.8-9; Efésios 4.29).

Consideremos alguns dos pecados mais comuns que cometemos com a boca, aos quais

devemos chamar de PECADOS e dos quais devemos nos arrepender, eliminando-os

totalmente do nosso vocabulário.

a) Blasfêmias, insultos, palavras más, grosserias (Colossenses 3.8), sejam elas contra Deus,

contra o nosso próximo ou simplesmente sem ter alguém como alvo específico.

b) Conversação torpe, palavras vãs ou chocarrices, palavras desonestas (Efésios 5.3-4;

Filipenses 4.8).

c) Ofensas, expressões agressivas, palavras ásperas, gritarias (Tiago 3.2-12; Mateus 5.22;

Colossenses 3.8).

d) Zombarias, motejo, escárnios, sarcasmos (Salmo 1.1; Provérbios 3.34). A zombaria é uma

expressão muito generalizada em nosso meio, são poucos os que têm conhecimento de que

ela de ser banida de nós. A zombaria é prejudicial, não flui do Espírito Santo, é obra da

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carne, pois não brota do amor que possuo para com a pessoa de quem estou zombando. Ao

fazermos tal coisa apagamos o Espírito em nossas vidas, machucamos as pessoas e, além

disso, abrimos uma porta para que a leviandade se propague em nosso meio (Levítico

19.14).

e) Fofocas, murmurações, maledicências, calúnias.

- FOFOCAS: é falatório, conto ou notícia, verdadeira ou não, com que se cria inimizades

(Levítico 19.16).

- MURMURAÇÃO: é uma conversa difamatória que compromete a honra ou o bom nome de

outrem.

- CALÚNIA: é acusação falsa e maliciosa feita com o propósito de causar dano (Salmo 15.3).

Essas expressões, mesmo sendo semelhantes, não são idênticas; todas procedem do mesmo

espírito, ou seja, causar dano ao próximo, estando nós conscientes ou não disso. É pecado que

atenta contra a vida do outro (Levítico 19.16). Somos responsáveis diante de Deus por não

cometê-los, como também por não escutá-los (Salmo 15.3).

f) Queixas, resmungos, protestos, lamentações. A queixa é uma das notas mais dominantes

do vocabulário do homem. A queixa reflete derrota interior diante das situações de nossa

vida. Deus nos afirma em Romanos 8.28 que
“todas as coisas cooperam para o bem

daqueles que amam a Deus”
. Portanto, devemos sempre dar graças a Deus por tudo

(Efésios 5.20).

g) Tolices, estupidez, leviandade, inconsequências (Provérbios 15.14; Efésios 5.4;

Mateus 12.36).

4.3. APRENDER A FALAR DE UMA NOVA MANEIRA.

Se a boca fala do que está cheio o coração, ter um coração novo significa ter um novo

vocabulário (Lucas 6.45). Há quatro princípios que devem reger nossas conversações:

a) Tudo o que falamos deve ser para edificação (Efésios 4.29).

b) Toda conversação deve ser feita em nome do Senhor Jesus (Colossenses 3.17).

c) Tudo o que falamos deve ser com graça (Colossenses 4.6). A chave para obtermos graça é

a humildade.

d) A fé deve ser sempre a nota dominante de nossas conversações.

4.4. NOSSA BOCA COMO INSTRUMENTO DE DEUS (Romanos 6.13).

a) Ensinando, exortando, animando (Colossenses 3.16).

b) Orando sem cessar (I Tessalonicenses 5.17).

c) Cantando louvores, salmos e cânticos espirituais (Efésios 5.19).

d) Dando sempre graças por tudo (Efésios 5.20).

e) Pregando em todo o tempo, comunicando o Evangelho (II Timóteo 4.2).

f) Proclamando a verdade (Efésios 6.17).

g) Falando em novas línguas (I Coríntios 14.18).

5.AFALSIDADE EAMENTIRA (LIÇÃO 29)

A mentira é outro dos pecados mais generalizados de nossa sociedade. A mentira é

covardia para não enfrentar a realidade. É manifestação contrária a verdade, cuja essência é o

engano e cuja gravidade se mede segundo o egoísmo ou a maldade que encerra.

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Deus proíbe e condena a mentira e a falsidade:

Apocalipse 21.8; Levítico 19.11,12; Mateus 5.33-37; Salmo 5.6; Provérbios 6.16-19; 12.22;

20.10; Mateus 15.18-20; Marcos 7.21-23; João 8.43-47; Mateus 6.2; 16-18; 22-18; Tito

1.16; Tiago 3.14; I Pedro 1.22; 2.1-2.

Cristo é nosso exemplo. Não houve engano na sua boca (Salmo 53.9; I

Pedro 2.21,22). Ele nos ordena a sermos absolutamente verdadeiros: Mateus 5.37.

A mentira anestesia a consciência do mentiroso; torna-o insensível à verdade. Ela cria

a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita.

O Senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: falso testemunho,

engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos

injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas da nossa vida: lar, trabalho, igreja,

autoridades, colégio etc.

COMO LIBERTAR-SE E CORRIGIR-SE.

Arrepender-se:
mudar de atitude e de mentalidade em relação a mentira e falsidade.

Confessar o pecado:
(Provérbios 28.13-14; I João 1.9; 2-1; Tiago 5.16).

Exortação:
(Tiago 5.19-20; Gálatas 6.1-2; Efésios 4.25), como este pecado afeta as relações

entre os irmãos, somos responsáveis uns diante dos outros para corrigir, admoestar, ensinar,

etc.

6. OCULTISMO

O propósito satânico tem sido sempre o de tirar o homem do verdadeiro caminho e

introduzi-lo em algum caminho substituto.

Conforme Deuteronômio 13 e 18.9-14, veremos algumas formas do ocultismo:

6.1.
SORTE E SUPERSTIÇÃO:

Talvez a forma mais comum e popular em nossa sociedade:

a) abrir o guarda-chuva dentro de casa - má sorte

b) planta de arruda em casa - boa sorte

c) pregar uma ferradura de sete furos - boa sorte

d) derramar sal na mesa - má sorte

e) quebrar um espelho - sete anos de azar

f) passar embaixo de escada - má sorte.

6.2.
ADIVINHAÇÃO

Predizer algum acontecimento futuro.

a) Quiromancia: ler as linhas das mãos.

b) Cartomancia: ler a sorte por meio de cartas.

c) Necromancia: adivinhar a sorte pelo contato com os espíritos de pessoas mortas.

d) Mesa de Ouija: adivinhação por meio de abecedário e copo.

e) Bola de Cristal.

f) Astrologia: crença de que os planetas, estrelas exercem influência sobre os seres humanos.

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6.3. PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL

Habilidade de conhecer coisas através de sentidos incomuns:

a) telepatia: comunicação de uma mente com a outra sem usar os canais físicos.

b) clarividência: o mesmo, mas com visões.

c) Pêndulo: pendura-se um objeto, oscilando, para obter resposta de sim ou não.

6.4.
EXPANSÃO MENTAL

A idéia de que a mente pode abrir-se:

a) Meditação transcendental, ioga;

b) hipnotismo e drogas.

6.5. BRUXARIA

Esforço para obter o controle num mundo espiritual para adquirir informação, influenciar

pessoas, conseguir riquezas e poder.

a) magia branca, curandeirismo;

b) feitiçaria, feitiço: fazer dano a outrem com magia.

6.6.
ESPIRITISMO

Crença de que os espíritos dos mortos se comunicam com os seres vivos.

- médium - um guia que faz pacto com os espíritos para atuar e ser mediador entre eles e as

pessoas.

CONSEQUÊNCIAS:

Depressão, perda de interesse pela vida normal, dores de cabeça, descontrole nervoso,

dificuldade de controle do pensamento, de concentrar-se, vozes, ruídos ou aparições estranhas;

tendências para solidão e suicídio; atitudes anti-sociais.

Se estamos debaixo do senhorio de Cristo e cobertos pelo seu sangue, ninguém nos

poderá fazer dano (Salmo 27.1; Colossenses 1.12,13; I João 4.4)

Todas essas práticas são diabólicas. Deus chama estas coisas de abominações, algo

detestável e repugnante (Deuteronômio 18.9-12) e devemos assumir uma atitude de repúdio

(Efésios 4.27; 5.11; Tiago 4.7).

7. O PESSIMISMO (LIÇÃO 30)

É uma propensão a ver as coisas no seu aspecto mais desfavorável.

Manifesta-se através de: desengano da vida, queixas de tudo, desconfiança de todos,

lástima por si mesmo, suspeita de uma confabulação mal intencionada detrás de cada coisa.

É uma propensão a crer nas mentiras de Satanás ao invés de crer na verdade de Deus.

O pessimista projeta o seu próprio espírito sobre tudo o que vê e sobre todas as

situações.

Vitória sobre o pessimismo:

A resposta cristã ao pessimismo não é o otimismo, mas a e CONFIANÇA EM DEUS.

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A vitória que vence o mundo é nossa fé (I João 5.4-5).

CRER que Cristo tem poder para livrar-me do egoísmo e egocentrismo. Para ser salvo do

pessimismo devo ser salvo do egocentrismo, liberto de mim mesmo (Isaías 61.1-3; Salmo

30.11-12).

CRER que Cristo reina, tudo está sob Seu domínio (I Coríntios 16.31; Colossenses

1.16-17; Hebreus 1.2-3; Apocalipse 19.6).

CRER que Deus me ama. O amor lança fora o medo (Romanos 8.35-39; I João

4.18).

-
Arrepender-se

Reconhecer que o pessimismo desonra a Deus. É pecado.

Não concorda com a revelação de Deus.
“Negue-se a si mesmo”.

-
Colocar a vida sob o senhorio de Cristo.

Disciplinar a mente e conforma-la continuamente com a verdade

(I Pedro 1.13; Romanos 12.2; Efésios 4.23).

- Levar diante de Deus todas as cargas ou aflições (Filipenses 4.6-7).

- Resistir com firmeza todo espírito de angústia, desânimo ou depressão

(Efésios 4.27; Tiago 4.7).

8. O VÍCIO (LIÇÃO 31)

O vício é uma disposição, hábito ou tendência acostumada ao que é mau. Cria dependência

mental, física ou espiritual. Atenta contra o domínio próprio.

ALCOOLISMO

(Romanos 13.13; Gálatas 5.21; I Corintios 5.11; 6.10; I Timóteo 3.3)

Em Efésios 5.18 Paulo nos diz que na embriaguez há dissolução, destruição para a pessoa,

para a família e para a sociedade. Ainda que a Bíblia em geral pareça manter uma postura de

moderação, condena severamente a embriaguez (I Coríntios 5.11; 6.10) e recomenda a

abstinência em algumas situações:

a) Por segurança pessoal: se alguém já foi alcoólatra antes, um pouco de álcool lhe desperta o

vício de novo. Se não tem domínio próprio, deve-se não tomar nada (Lucas 21.34).

b) Para não escandalizar a outros (Romanos 14.15-21; I Coríntios 8.13).

c) Pelo bem dos irmãos mais débeis. Talvez você tenha domínio próprio, mas outros podem

não ter.

GLUTONARIAOU GULA

(Lucas 21.34; Romanos 13.13; Deuteronômio 21.20)

É excesso, intemperança ou falta de moderação na comida ou bebida. Apetite desordenado

para comer. Comer para viver e não viver para comer!

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DROGAS
E FUMO

Se a bíblia não condena esse vício é porque naquela época ainda não existia. Faz dano ao

corpo. Nosso corpo pertence ao Senhor e é o templo do Espírito Santo (I

Coríntios 6.19-20). O que destroi o seu corpo está em rebelião contra a vontade de Deus (I

Coríntios 3.16-17). Atenta contra o domínio próprio (Romanos 6.12-16; 7.15-20).

JOGOS DEAZAR POR DINHEIRO

Loteria, roleta, cartas, etc. Provém da cobiça, de ganhos repentinos e desonestos (I

Timóteo 6.9-10). A vontade de Deus é que trabalhemos e ganhemos o dinheiro dignamente

(Efésios 4.28; II Tessalonicenses 3.12). Jogos de azar produzem dependência psicológica. É

difícil jogar somente uma vez. Se perde, joga novamente para tentar ganhar o que perdeu. Se

ganha, joga novamente para ganhar mais. Há um princípio diabólico: Muitos pagam mais só

um ganha. Assim, o que ganha, ganha em cima da desgraça de muitos.

COMOLIBERTAR-SE.

a) Regeneração espiritual e batismo no Espírito Santo (II Coríntios 5.17).

b) Aprender a acatar o propósito de Deus para nossas vidas e para os membros de nosso corpo

(I Coríntios 6.13-20).

c) Andar no Espírito (Romanos 8.2-8,14; Gálatas 5.16-24).

d) Auto-disciplina: substituir velhas amizades nocivas. Disciplina sob a supervisão de outros.

9. O DEVOLVERMALPORMAL (LIÇÃO 32)

É a reação carnal em represália ao que nos fez mal. É vingar-se ou recompensar um

agravo recebido. Geral vem acompanhado de sentimento de justiça. É fazer justiça com as

próprias mãos.

MANIFESTA-SE DE MUITAS MANEIRAS:

Rancor, ressentimento, ofensas ou insultos, gritos; retirar a palavra, a saudação; ameaças;

tratar com desprezo; desejos secretos de maldição; fazer sofrer; alegrar-nos com a sua

desgraça; gestos grotescos; cara fechada, antipatia; não ajudar; tratar com indiferença;

desejar-lhe mal, etc.

O QUE NOS ORDENA CRISTO?

Mateus 5.38-48; 6.14; Efésios 4.32; Colossenses 2.12-13; Marcos 11.25-26; I

Tessalonicenses 5.15; Lucas 6.27-36; Romanos 12.17-21;

a) Nunca devolver o mal por mal.

b) Sofrer o mal, não nos defendermos. Jesus não se defendeu.

c) Perdoar de coração aquele que nos fez mal e vigiar para que não brote nenhuma amargura.

d) Orar e interceder em favor do que nos fazem mal.

e) Dar graças a Deus por tudo. Sentir-nos bem aventurados.

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f) Vencer o mal com o bem (Romanos 12.21). Não ficarmos passivos, devemos reagir com o

bem.

10.AINJUSTIÇA

Há uma norma divina que determina a justiça: é o conselho de Deus. Na luz da

verdade de Deus todo homem se vê mau em seu estado natural. Nosso velho homem é egoísta

e, portanto, injusto. Deus declara que não há um justo, nem um sequer (Romanos 3.10).

Cada um de nós é responsável diante de Deus por todos os seus atos (Romanos 14.12; II Co

ríntios5.10; Colossenses 3.25).

Nossa meta é sermos como Jesus. Ele é justo e nós devemos ser conformados à Sua

imagem. Aquele que não faz justiça não é de Deus (I João 2.3).

O fruto do Espírito é toda bondade, justiça e verdade (Efésios 5.9).

No evangelho se revela a justiça de Deus e a Sua ira contra toda a injustiça (Romanos

1.16-18).

A Palavra de Deus é a regra para instruir nossa consciência e declarar o que é justo (II

Timóteo 3.16; Salmo 19.7-11; 119.9-11).

Nossa responsabilidade é fazer justiça, não exigir que seja feita justiça a nós.

Devemos receber a injustiça que nos fazem e perdoar os que nos agravam (Mateus

5.39-44; 7.12; Romanos 12.19; I Coríntios 6.4-7).

9.1. EXEMPLOS DE INJUSTIÇA

a) Dívidas especulativas (Romanos 13.7-8; Tiago 5.1-6):

b) salários injustos (Colossenses 4.1; I Timóteo 5.18);

c) medidas e pesos injustos ou especificações mentirosas (Levítico 19.35-36; Provérbios

20.10);

d) servir à vista, não cumprindo com um rendimento pré-fixado (Colossenses 3.22;

Efésios 6.6);

e) falta de honra (Romanos 12.10; I Timóteo 5.1-7; Efésios 6.2,4; 5.33; I Pedro 3.7; 2.17; I

Timóteo 6.1).

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VI. AVIDACOMDEUS PROFISSIONAL

INTRODUÇÃO (LIÇÃO 33)

Para um discípulo, o poder trabalhar é um dom de Deus. O trabalho não é um mal necessário

como pensam alguns, e tão pouco é tudo na vida, como falam outros. As Escrituras trazem

ensinamento claro, positivo e equilibrado sobre a dignidade do trabalho.

O TRABALHO FOI ORDENADO NACRIAÇÃO

O trabalho não é uma maldição ou um castigo imposto ao homem por causa do pecado. A

terra, de fato, foi amaldiçoada por causa do pecado do homem dificultando o seu trabalho e

exigindo dele esforço para conseguir sustento (Gênesis 3:17-19). Todavia o trabalho antecede

o pecado. Deus não fez chover sobre a terra se3não depois da criação do homem, para que este

pudesse cultivá-la (Gênesis 2:5). Depois que o homem foi criado Deus o colocou a trabalhar

cultivando e guardando o jardim. A natureza, por si só, não produzia adequadamente para o

sustento do homem. Ele precisava cultivá-la. Desde o princípio, além de exercer domínio

sobre todos os animais e multiplicar-se a si mesmo para cumprir o propósito de Deus (Gênesis

1:26-28), o homem também cumpria vontade de Deus trabalhando a terra.

O TRABALHO COMO OBRIGAÇÃOMORAL

O trabalho não é um impulso. É um exercício das vontade. É um esforço consciente,

direcionado e planejado. Muitas vezes será em detrimento de outras atividades legítimas

(leitura, lazer, devoção...). A regra bíblica é
se alguém não quer trabalhar, também não coma

( I Tessalonicenses 3:10). No tempo dos primeiros apóstolos os discípulos que não queiram

trabalhar, vivendo desornedamente, eram notados na igreja e afastados dos demais irmãos (II

Tessalonicenses 3:6-15). Isso também praticamos hoje em dia.

O PECADO DAPREGUIÇAE INDOLÊNCIA

Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até a tarde
Salmo 104:3

A preguiça leva à ociosidade e esta aos vícios, aos falatórios profanos, fantasias, leviandades,

murmuração, ciúmes, invejas, pobreza, etc. (Provérbios 6:6-11; 12:9,11; Tito 1:10-13; I

Timóteo 5:13)

O preguiçoso morre desejando porque as suas mãos recusam a trabalhar
(Provérbios 21:25)

O TRABALHO ÉUMSERVIÇO

Trabalhando servimos ao próximo. Não trabalhamos apenas para suprir as nossas

necessidades (I Tessalonicenses 4:11,12). Isso é legítimo, bom e necessário, mas nosso

trabalho deve visar também, o suprimento de outros (Efésios 4:28). Também nisso Jesus é

nosso exemplo (II Coríntios 8:9). Importante é a leitura dos capítulos 8 e 9 de segunda

Coríntios.

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O TRABALHO DIGNIFICA

O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida...
Mateus

20:28

Nenhum trabalho deve ser considerado humilhante. O Verbo Eterno assumiu a forma de servo

e, uma vez encarnado, serviu aos homens em uma profissão simples e honrosa (Filipenses 2:5-

8; Marcos 6:3). No reino de Deus não há espaço para orgulho de qualquer espécie (Lucas

22:24-27; João 13:1-17).

Tudo quanto te vier a mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças
Eclesiastes 9:10

O PADRÃO PARAO EMPREGADO (LIÇÃO 34)

a) Servir como ao Senhor (Efésios 6:58). Se não entendemos e não aceitamos a delegação de

Deus, vamos nos sentir como escravos de homens diante das ordens recebidas (I Coríntios

7:21-23).

b) Honrar os patrões para que o nome de Deus não seja blasfemado (I Timóteo 6:1,2)

c) Obedecer em tudo aos patrões, mesmo aos maus (I Pedro 2:18,19; Colossenses

3:22-24)

d) Não abusar dos patrões irmãos, mas serví-los melhor (I Timóteo 6:2).

O PADRÃO PARAO EMPREGADOR

a) Não usar ameaças (Efésios 6:9)

b) Ser justo, sabendo que também tem o Senhor que o julga (Colossenses 4:1)

c) Pagar salários dignos e não atrasá-los (Deuteronômio 24:14,15; Levítico 19:3)

d) Deus é juiz contra as explorações (Tiago 5:4; Jó 31:13-15)

e) Não sonegar impostos (Romanos 13:7; Mateus 22:21)

f) Não colocar o coração nas riquezas (I Timóteo 6:17-19)

ACAPACITAÇÃO PROFISSIONALEAPROSPERIDADE

Vês um homem perito em sua obra? Perante reis será posto não entre a plebe.
Provérbios

22:29

Deus honra aquele que busca se esmerar em seu trabalho. Muitas dificuldades encontradas em

muitos irmãos é fruto da falta de habilitação profissional (Gálatas 6:7). A prosperidade na

Bíblia é apresentada sempre como resultado de generosidade, fidelidade a Deus e diligência

no trabalho. Deus quer um povo que viva nesse presente século não somente de modo piedoso

e justo, mas também sensato (Tito 2:12; Eclesiastes 11:4-6; Provérbios 12:24; 13:11; 14:23;

21:5). Não espere a benção de Deus sobre seu trabalho e finanças vivendo desordenadamente.

Ao que bem ordena seu caminho eu lhe mostrarei a salvação de Deus.
Salmo 50:23

CONCLUSÃO

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Tudo é do Senhor e para Ele devemos executar o que nos foi confiado, quer sejamos patrão,

empregado, servidor público, profissional liberal ou autônomo (Salmo 24:1; Deuteronômio

8:12-14, 17,18; Eclesiastes 9:10; I Timóteo 6:7).

Porque dEle e por meio dEle e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória

eternamente.
Romanos 11:36

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VII. AVIDACOMDEUS NAS FINANÇAS

I
NTRODUÇÃO (LIÇÃO 35)

“Todavia andemos de acordo com o que já alcanç
amos.”
Filipenses 3:16 (SBB1)

Este ensino faz parte de todo conselho de Deus para a igreja. Não podemos deixar de ensinar a

verdade porque alguns se tem utilizado dela para lucrar. Coloquemos fora o complexo de

mercenário.

Como até hoje acreditávamos que este sustento era obtido através dos dízimos, julgamos

necessário fazer um breve relato histórico do assunto nas Escrituras.

1. O DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO

A
NTES DA LEI (GÊNESIS 14:18-20; 28:22 HEBREUS 7:4-10)

Neste tempo não havia casa do tesouro, portanto, o dízimo não era para sustento de ninguém.

Melquizedeque, rei de Salém, não precisava ser mantido, ainda assim Abraão lhe pagou o

dízimo (exigência de Deus?). Jacó, seu neto, o imitou dizendo:
“...de tudo quanto me

concederes, certamente eu te darei o dízimo”.
Isto soa com uma conotação de reconhecimento

da soberania e autoridade de Deus. Uma manifestação de dependência e fé:
“… para que

aprendas a temer o Senhor teu Deus todos os dias.”
(Deuteronômio 14.23).

Regulamentado na Lei
(Levítico 27:30-34; Números 18:20-24)

Os dízimos eram santos ao Senhor e foi Ele quem determinou o seu uso, dando-os aos levitas.

Ele era a herança das levitas e não deixou isso como poesia: concretizou essa herança,

materializando-a nos dízimos (Números 18:20-24).

O Uso Discriminado
(Deuteronômio 14:22-29)

A. Não obter lucro com os dízimos. Quando não era possível entregá-los, que se gastasse até

com bebida forte, mas que não se utilizasse o que era de Deus para lucrar.

B. Cerca de terça parte dos dízimos (uma vez a cada três anos) era utilizado para socorrer o

órfão, a viúva, o estrangeiro e o levita local.

Como Deus Tratava os Infiéis
(Malaquias 1:6; 2:9 ; 3:6-12)

Neste texto, primeiramente Deus repreende e amaldiçoa os sacerdotes infiéis. Ainda assim

exige que o povo traga todos os dízimos e ofertas à casa do tesouro, acusando de ladrões e

amaldiçoando os que não o fazem. Os dízimos eram do Senhor e foi Ele quem os deu aos

levitas. Deus nunca permitiu que o povo administrasse os dízimos, julgando se deviam ou não

entregá-los, mesmo quando os sacerdotes eram infiéis. Isto era um problema de Deus. Ele

tratava com o sacerdote infiel no seu ofício (Números 18.23) e também com a nação infiel na

entrega.

2. NO NOVO TESTAMENTO (LIÇÃO 36)

Jesus Cristo

A. Nunca foi acusado de não entregar o dízimo

B. Nunca ensinou contra

1
Todas as citações bíblicas do Novo Testamento estão segundo a versão NVI. As exceções serão notadas.

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Os Apóstolos

Os apóstolos ensinaram sobre a manutenção daqueles que vivem exclusivamente para a igreja

e sobre o socorro aos necessitados. Como a assistência aos necessitados é um assunto sobre o

qual não há dúvidas ou questionamentos, nos deteremos apenas no que diz respeito ao

sustento dos que vivem em tempo integral para o serviço da igreja.

REFERÊNCIA
TEXTO COMENTÁRIO

1Co 9.1-15 Texto básico.

Vs. 1-2, 10, 11, 13
“…vocês são o selo do meu

aposto
lado…”

“…os que trabalham no templo

alimentam-se das coisas do

templo…”

“Se entre vocês semeamos coisas

espirituais, seria demais

colhermos de vocês coisas

materiais?”

Princípio

espiritual

inquestionável:

troca de

benefícios.

Vs. 3-10
“Não temos nós o direito de

comer e beber?” “… quem

planta uma vinha e não come do

seu fruto?”

Princípio

natural: quem

planta colhe.

Vs. 12 e 15
“Se outros têm o direito de serem

sustentados por vocês, não o

temos nós ainda mais?”

Direito.

Vs. 14
“Da mesma forma o Senhor

ordenou àqueles que pregam o

evangelho que vivam do

evangelho.”

Uma ordem do

Senhor Jesus.

Gl 6.6

Rm 15.27

“O que está sendo instruído na

palavra partilhe todas as coisas

boas com quem o instrui.”

Honra, gratidão,

reconhecimento

e dever.

1Ts 2.7

2 Ts 3.9

“Embora pudéssemos como

enviados de Cristo, exigir de vós

a nossa manutenção…”
(SBB).

Exigência e direito.

1Tm 5.17-18;

Mt 10.10;

Lc 10.7

“… o trabalhador merece o seu

salá
rio.”

Salário,

pagamento.

Estes textos não apenas deixam claro a prática apostólica como também os princípios que a

regiam. Alguns desavisados têm argumentado que Paulo não se utilizava deste expediente, ao

contrário
, trabalhava “com as próprias mãos”. Averigüemos a verdade bíblica:

A. Paulo não exigiu sua manutenção das igrejas de Corinto e Tessalônica

por razões bem claras:*

Corinto Paulo queria estabelecer uma distinção muito clara entre ele, verdadeiro

apóstolo (I Coríntios 3:6-10; 4:14-16; 9:1-2; II Coríntios 3.1-3; 11.1-3), pregando o

evangelho gratuitamente (II Coríntios 11.7) e alguns ditos apóstolos que eram

mantidos pelos coríntios e a quem Paulo chama de “obreiros fraudulentos” (II

Coríntios 11:10-
15). Esta intenção fica clara em II Coríntios 11:12 “… cortar

ocasião…”, ainda que para isso tivesse de passar privações (II Coríntios 11:7
-9).

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Tessalônica que fossem laboriosos, trabalhadores e não ficassem ociosos e se

intrometendo na vida alheia, sendo pesados a outros (II Tessalonicenses 3:6-12).

Paulo era o único que poderia ficar sem trabalhar e exigir o seu sustento e, contudo,

não o fez.

B. Vale destacar que durante o tempo em que esteve nestas duas cidades

Paulo foi sustentado por outras igrejas:

Corinto II Coríntios 11:7-9.

Tessalônica Filipenses 4:15-16.

As igrejas de Corinto e Tassalônica estavam sendo beneficiadas pelo ministério de

Paulo. Contudo, para vergonha deles e por causa de deficiências na vida destas

igrejas, ele era mantido por outras cidades.

Algumas vezes Paulo teve que providenciar seu próprio sustento porque estava envolvido em

trabalhos pioneiros, na formação de novas igrejas
estava lavrando com esperança (I

Coríntios 9:10). Isto aconteceu, por exemplo, no início da igreja em Éfeso (Atos 20:33-35).

Em Jerusalém não havia este problema: a vinha já dava fruto e o rebanho já produzia leite e lã

(I Coríntios 9:4-11).

Paulo não vivia de “fazer tendas”. Isto era algo esp
orádico, quando a situação exigia.

Em I Coríntios 9:4-6, fica claro que todos os apóstolos e até alguns que não eram

apóstolos, como os irmãos do Senhor, eram mantidos pela igreja

Paulo não tinha esposa e filhos, respondia apenas por si, podendo aceitar as dificuldades

que surgissem, sozinho.

Em Filipenses 4:17-19, Paulo expõe um princípio bíblico de que Deus abençoa ao que é

generoso (aqui ele não está falando de auxilio aos pobres, mas do sustento aos que servem

bens espirituais). E coloca isso em termos comerciais
uma troca: quem o supriu seria

abençoado por Deus
e como uma verdadeira oferta a Deus e não aos homens (observações

na NVI e da Bíblia Vida Nova). Seria Paulo um mercenário ou um que busca seus próprios

interesses? Leia: II Coríntios 1:12; 4:2-5; 6:4-10; 12:14-18; I Tessalonicenses 2:1-6; I

Timóteo 6: 3-10.

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VIII.APÊNDICEA

Separamos alguns temas que serão de utilidade para o discipulador e que ele deve usá-los

conforme haja necessidade sem se preocupar com uma ordem pré-estabelecida.

1.A
NDAR NA LUZ (LIÇÃO 37)

I
NTRODUÇÃO

O Senhor tem falado muitas coisas em nossos corações. Tudo isto tem nos levado a meditar

diante do Senhor e a descobrir a nossa verdadeira condição. Quando descobrimos a nossa real

e verdadeira condição temos algumas reações:

1º Escondemos a nossa condição.

2º Disfarçamos, tratando superficialmente.

3º Confessamos, colocamos na luz

E
SCONDENDO O PECADO

Esta é a primeira reação que todo homem tem diante do erro, do pecado. Ela acontece

instintivamente. Foi o que fez:

Adão
—“tive medo e me escondi”

Caim
Gênesis 4:8-10 (escondeu)

Acã
Josué 7:1,10-11

Davi
II Samuel 11,12

Ananias e Safira
esconderam

Escondemos de quem?

A pergunta que surge é “escondemos de quem? de Deus?”

Exemplos:

1. Adão

a) Deus
Onde você está? Deus não estava vendo?

b) Deus
Quem te fez saber? Deus não assistiu?

c) Deus
Comeste da fruta? Deus não sabia?

2. Caim

a) Deus
Onde está Abel teu irmão?

b) Deus
Que fizeste? Deus não sabia?

3. Acã
Josué 7:11

a) Deus
—Israel pecou… até debaixo da bagagem. Deus não sabia onde estava?

b) Deus
vs. 13-15. Coisas condenadas há no meio de ti. Deus não sabia quem era?

4. Davi

a) Deus
Manda Natã perguntar sobre ovelhas. Deus não sabia o que Davi tinha feito?

Quem mostrou para Natã?

5. Ananias e Safira

a) Deus
Manda Pedro perguntar o preço do campo. Deus não sabia o valor?

É claro que Deus sabia sobre todos e sobre tudo, mas o Senhor estava aqui introduzindo um

princípio de cura para o homem
a confissão, o andar na luz, a transparecia.

Deus sempre nos dá a oportunidade para confessarmos, antes de nos descobrir.

A pergunta foi:
DE QUEM ESCONDEMOS?

A resposta é:
DOS HOMENS, DOS NOSSOS

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S
EMELHANTES.

Outra pergunta surge:

Quais as conseqüências quando escondemos?

I.
Sentimento de culpa

A isto chamamos de má consciência. Os que insistem nisso, tornam-se hipócritas e terminam

naufragando na fé. I Timóteo 1:5,19; 3:9; Provérbios 28:13

O pecado escondido pode trazer dano a:

Uma pessoaDavi;

Uma família Ananias e Safira;

Uma naçãoAcã;

Uma raça Adão.

II.
Doenças físicas

Salmo 31:3; Provérbios 3:5-8.

Outra pergunta surge:

Qual o verdadeiro motivo para escondemos o pecado?

Jó 31.33-34

Desde Adão até hoje
a preservação da imagem é o verdadeiro motivo para ocultar as nossas

falhas e pecados.

T
RATAMOS SUPERFICIALMENTE

Muitos que estão aqui tem ouvido esta palavra sobre o cavar, abrir profunda vala, e tem

tratado este assunto com superficialidade. Agindo exatamente como fez o homem que

edificou a sua casa sobre a areia. Ou seja, como o homem da passagem, não quer ter o

trabalho de cavar, de abrir profunda vala. Quem sabe até está disposto a cavar, mas não irá até

o fundo.

Aqui estão enquadrados os que estão dispostos a colocar algumas coisas na luz e manter

outras escondidas.

Algumas atitudes de superficialidade:

Algumas Vezes Transferimos Nossas Culpas

Isto é muito antigo
Adão, Eva, a serpente. Sempre estamos buscando alguém ou alguma

coisa para lançarmos a nossa culpa (II Coríntios 5:10; Hebreus 4:13).

Outras Vezes Justificamos O Pecado

Damos grandes explicações sobre as circunstâncias, os fatores que influenciaram.

O que estamos querendo? Dizer que o pecado foi quase inevitável? (I Coríntios 10:12-13;

Hebreus 2:14-18;4:13-16)

Racionalizamos O Pecado

Freud, o pai da psicanálise, sustentou que o sentimento de culpa é condicionado pela religião,

se eliminarmos a religião solucionamos a culpa.

Hoje em dia, muitos tem eliminado a religião, mas os seus conflitos e perturbações tem

aumentado.

Outras Vezes Usamos Escapismos

Muitos buscam distração, encherem-se de atividades, programas, entretenimento para

escaparem de sua conflitiva realidade interior;

E, Ainda Outras Vezes, Atacamos Os Efeitos Do Pecado Com Remédios

Através de tranqüilizantes.

Amados, a cura está em confessar, andar na luz; o Espírito Santo está nos dando a grande

chance de ajustarmos toda a nossa vida até aqui. As trevas são o reino de Satanás, não

tenhamos nada dele em nós.

C
ONFESSANDO OS NOSSOS PECADOS

I João 1:5-9; Efésios 5:8-14; João 3:19-21

Os textos falam sobre confessar, revelar o que está oculto, escondido nas sombras, ou seja,

manifestar.

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O que é Confessar

Andar na Luz é tornar-se manifesto, tornar-se conhecido, mostrar-se como é. Andar na luz é

confessar, dizer a verdade, assumir a responsabilidade dos seus atos.

Confessar é dizer com convicção e arrependimento. “Eu pequei…”,“tenho pecado”. Confessar

é diferente de contar, pois a confissão sempre vem acompanhada com arrependimento.

A Quem Confessar?

A Deus

A quem ofendi

Uns aos outros

CORREÇÃO: Confessar em um canto somente para o discipulador.

Alguns confessam, mas tem medo de serem expostos
quer preservar o que? tem medo de

perder o que? O que ocorreu com Davi a 3.000 anos atrás? Nós não sabemos como Davi era

fisicamente, mas sabemos que pecou, com quem pecou. Porquê? Porque o próprio Deus o

expôs para todo o sempre.

Só Há Perdão Para Pecado Confessado

O sangue de Jesus só purifica o que está na luz. Somente a confissão com o arrependimento

pode produzir cura e perdão.

Quando ocultamos nossos pecados, buscamos justiça própria. Existe até quem faça penitência;

jejum, oração, vigília e etc… Deus rejeita
(Is 64:6; 43:24-26)

Só não existe perdão para o que não é confessado, posto na luz.

Nossa justiça é Cristo. Temamos ter algo escondido, mas não temamos

colocar na luz.

A confissão é a cura que Deus estabeleceu para nossos conflitos.

2.ASANTIFICAÇÃO TAMBÉMÉ PELAGRAÇA (LIÇÃO 39)

1-INTRODUÇÃO:

A Salvação não é uma questão de fazer, mas sim de receber.

Efésios 2.8-
10 : “Pela graça sois salvos mediante a fé e isto não vem de vós é dom de Deus,

não de obras para que ninguém se glorie.”

Salvos pela graça para as boas obras e nunca salvos pelas obras. A Palavra afirma:

“Ninguém se justificará diante de Deus pelas obras da Lei.”

Obras sempre serão consequência da fé, fruto da fé e não causa.

Agora surge uma pergunta : E a Santificação ?

Nós cremos com tranquilidade que a nossa Justificação é uma questão de receber, mas

me parece que quanto a Santificação nós entendemos que é uma tarefa nossa, ou seja um

contínuo fazer.

Eu escuto muito por aí : “A Salvação é uma obra da graça, mas a Santi
ficação é por

nossa conta.”

2-AS ETAPAS DA SALVAÇÃO

Vamos ler Romanos 5.10 . Nós somos salvos pela morte, ou pela vida de Cristo?

Quantas salvações existem ? Uma ou duas ? Eu digo que três.

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A. Fomos salvos da condenação do pecado pela morte de Cristo.

B. Somos salvos do poder do pecado pela vida de Cristo.

C. Seremos salvos da presença do pecado pela vinda de Cristo.

O que eu fiz para ser salvo da condenação do pecado ? Cri.

O que eu terei que fazer para o meu corpo ser glorificado ? Crer.

O que eu tenho que fazer para me livrar do poder do pecado ? Crer.

Assim como um dia tivemos os olhos abertos para ver a Salvação da condenação do

pecado, pela morte substitutiva de Cristo, assim também nossos olhos sejam abertos para

vermos a libertação do domínio do pecado pela vida de Cristo em nós.

3-INCAPAZES MAS DISPONÍVEIS

Agora gostaria de repartir, com os irmãos, um texto, com muita simplicidade, que tem

aberto os meus olhos para ver
“O CAMINHO DA GRAÇA.”

Que ele nos ajude não só a ver “A PORTA DA GRAÇA”, mas também “O

CAMINHO DA GRAÇA”, a Santificação.

Vamos abrir as nossas Bíblias em Marcos 6:34-44

A. 5.000 homens, fora mulheres e crianças. Mais ou menos umas 12.000 pessoas.

Ali havia uma multidão e o lugar era deserto, os discípulos vem com uma preocupação

: “Despede
-os, para que possam alimentarem-se.”

Jesus dá uma ordem perturbadora : “Dai
-lhes vós mesmos de comer.”

Paremos para pensar nesta ordem de Jesus a estes 12 homens neste lugar deserto :

. Quando viram a multidã
o. Perguntaram : “200 denários de pães”- 9 meses do

trabalho de um homem.

. Onde iriam encontrar uma padaria aberta e que tivesse 12.000 pães franceses.

. Como iriam transportar 600 quilos de pães.

Vamos dizer que eles tentassem, o que iriam conseguir ? Cansaço e frustração, pois

não iriam conseguir cumprir a ordem de Jesus.

Me parece que alguns estão assim : cansados e frustrados por não conseguir cumprir os

mandamentos do Senhor.

Ex. Maridos amai vossas mulheres. É impossível cumprir esse mandamento; somos

incapazes.

Será que não nos sentimos diante destes mandamentos como os discípulos se sentiram

diante do “Dai
-lhes vós de comer?”

Eu quero crer que podemos aprender algo aqui que trará uma chave para a Santificação

:

A. A nossa incapacidade para cumprir as ordens de Jesus
. Nós precisamos entender

que somos incapazes. Precisamos dizer : “Eu não dou conta, sou incapaz de cumprir o menor

dos mandamentos. É impossível para mim”.

Preciso declarar como o Apóstolo Paulo disse : “Desventurado homem que
sou quem

me livrará do corpo desta morte”.

Quando os apóstolos se sentiram incapazes eles se voltaram para quem? Para Jesus.

E nós, nos voltamos para quem ? Jesus. 2 Coríntios 3.5

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AMADOS ENQUANTO NOS ACHAMOS CAPAZES DE FAZER A VONTADE

DE DEUS, NÓS NÃO NOS VOLTAREMOS PARA JESUS.

Ao se sentirem incapazes eles se voltaram para Jesus, o qual lhes perguntou : “O que

vocês tem “? 5 pães e 2 peixinhos.

Tragam-me e Ele multiplicou o que tinham.

Quem tinha dado a ordem ? Jesus.

Quem tinha que cumprir a ordem ? Os discípulos.

Quem cumpriu a ordem ? Jesus.

É assim com todos os seus mandamentos, nós somos incapazes de cumpri-los, mas

estamos disponíveis para que Ele cumpra em nós.

4-CONCLUSÃO

Vamos ler Gálatas 2.20 .

Quem foi o único a cumprir todos os mandamentos de Deus ? Jesus.

Quem é o único que pode cumprir todos os mandamentos de Deus hoje? Jesus.

POR ISSO, É QUE ESTÁ ESCRITO : “CRISTO EM VÓS A ESPERANÇA DA

GLÓRIA”.

3. O USO DAS LIBERDADES (LIÇÃO 40)

Muitas divisões tem ocorrido na Igreja por causa desse tema. Pela má compreensão, visão

obtusa e preconceitos, muitos tem rechaçado falar ou ouvir sobre o tema. Outros, porém, usam

o tema para dar lugar a exageros e libertinagens que provocam problemas sérios de

relacionamento no Corpo. Cremos, porém, que devemos ser claros sobre esse assunto

instruindo dentro do que a Palavra de Deus diz.

LIBERDADE E LIBERTINAGEM

Temos liberdade naquilo que o Senhor não fala na Palavra, porém até essa liberdade tem

limites. Se eu não aplico a seguinte regra, incorro na libertinagem:

A fé limita a minha liberdade. O amor limita minha conduta.

Veja que nas coisas que o Senhor não dá mandamentos, ou seja, onde Ele não legisla, nós não

podemos legislar. Podemos ter opiniões sobre essas coisas, mas nunca podemos dar

mandamentos que Deus nunca deu. Se eu tenho fé, eu posso ter liberdade nas coisas que o

Senhor não ordena (bebidas, futebol, televisão, cinema e etc.). Se tenho plena convicção e

nenhuma dúvida eu não peco, porém se tenho dúvidas não devo fazê-lo.

Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.

Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois

Deus o acolheu.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja

inteiramente convicto em sua própria mente.

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque

dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

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Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos

havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.

Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e

toda língua louvará a Deus.

Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr

tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele

que assim o considera; para esse é imundo.

Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças

perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.

Não seja pois censurado o vosso bem;

A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se

condena a si mesmo naquilo que aprova.

Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e

tudo o que não provém da fé é pecado.

Romanos 14:3,5,6,10-16,22,23

Portanto se eu tenho fé eu tenho liberdade, porém se eu amo eu limito a minha liberdade por

amor aos irmãos. Portanto em Romanos 14 Paulo fala de opiniões e não entra no conselho de

Deus. Nessas questões de usos e costumes não há legislação bíblica estabelecida. A única

regra é o amor. Não devo julgar o meu irmão que faz uso de algo que para mim é

inconcebível, e nem devo rejeitar aquele que não usa. Minha atitude deve ser de amor.

PERGUNTAS PARA FAZERMOS A NÓS MESMOS ANTES DE USAR DE ALGUMA

LIBERDADE.

Isto é lícito? I Coríntios 10:23

Isto edifica? I Corintios 10:23b

Isto está me dominando? I Coríntios 6:12b

Isto glorifica a Deus? I Coríntios 10:31

Estou buscando meu próprio interesse? I Coríntios 10:32,33

Provém de fé? Romanos 14:23

Provém de amor? Romanos 14:21

Jesus escandalizou? Não! Escandalizar é levar alguém a fazer algo sem ter fé. II Coríntios

6:1-4.

Devemos manter uma postura madura de ambos os lados:

Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come;

pois Deus o acolheu.
Romanos 14:3.

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IX. IMPLANTAÇÃO DE GRUPOS FAMILIARES

Como implantar um grupo familiar e desenvolvê-lo.

UMANOVAVISÃO DE CRESCIMENTO PARAAIGREJA

Há algum tempo tenho percebido que o crescimento da igreja tem superado com muita

dificuldade a saída de membros, que se dá principalmente com a transferências de famílias

para os grandes centros, em busca de melhores condições de vida, gerando portanto uma certa

estagnação.

Tenho tentado envolver a igreja em campanhas convencionais de evangelismo, que, a

princípio, recebe com entusiasmo, começa a trabalhar mas logo desvanece. Tenho observado

ainda que a maioria das igrejas de nossa região, senão todas, não passa de 200 membros.

Chegamos a esse número, na sede, e temos encontrado dificuldades para superá-lo. Concluí

portanto que os métodos convencionais de evangelismo não funcionam quando a igreja atinge

um determinado número de membros.

Inconformado com o índice de crescimento da igreja em relação ao crescimento populacional

da nossa cidade, resolvi por em prática a experiência vivida pelo pastor da maior igreja

evangélica do mundo, o Dr. Paul Yonggi Cho. Método de evangelismo que, desde que

observados os princípios básicos, não tem limites para o crescimento da igreja.

O trabalho que apresento neste vol
ume é um resumo dos principais tópicos do livro “Grupos

Familiares e Crescimento da Igreja” de Cho, com as adaptações necessárias para a nossa

realidade.

POR QUE GRUPOS FAMILIARES?

Os padrões tradicionais de crescimento e liderança da igreja simplesmente não funcionam em

tão larga escala. Quando a igreja atinge um determinado número de membros ela pára de

crescer ou cresce muito lentamente, a ponto de quase não conseguir superar o número dos que

desistem ou se mudam de localidade, o que ocorre freqüentemente com as igrejas do interior.

Deus tem um método que realmente funciona. Ele tem um segredo para o êxito e deseja que

cada igreja o possua.

O crescimento da igreja tem sido um dos grandes movimentos do Espírito Santo nestes

últimos dias. Queremos falar do crescimento da igreja em decorrência dos grupos familiares.

Os grupos familiares dão a cada membro da igreja a oportunidade de participar do ministério

de sua igreja e de trazer o reavivamento à sua própria vizinhança. Para que os grupos

familiares tenham êxito é preciso seguir certas diretrizes. O crescimento da igreja e a

evangelização não são resultados automáticos.

O PROGRAMADE DEUS

Em Efésios 4:11, diz-
se que Deus “Concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros

para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos

para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”.

Os servos de Deus (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) são dados a igreja a

fim de equipar os leigos para que possam desempenhar o ministério, tanto dentro como fora

dela.

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Em Atos 2:46, 47, há dois tipos de reuniões na igreja primitiva. Os discípulos não somente se

reuniam regularmente no templo, mas também se congregavam diariamente em seus lares para

partir o pão e ter comunhão.

Nos dias primitivos da igreja havia 100.000 crentes em Jerusalém e a população era de

200.000. Quem poderia ter cuidado de toda essa gente, uma vez que havia somente doze

apóstolos? Como poderiam eles cuidarem do ministério de casa em casa? Devia haver líderes

de grupos menores
de reuniões nas casas. Juntamente com os sete diáconos (Atos 6 ), os

líderes leigos teriam de partilhar da responsabilidade de executar o ministério de casa em casa.

Depois do apedrejamento de Estêvão, a igreja espalhou-se. Então até os diáconos, escolhidos

para servir às necessidades materiais, tornaram-se pregadores, como evidencia a campanha de

evangelização de Filipe na Samaria , registrada em Atos 8.

Examinando Atos, percebemos que além da 3.000 pessoas acrescentadas à igreja no dia de

Pentecostes, 5.000 mais foram acrescentadas no dia seguinte. Contudo havia apenas doze

apóstolos e sete diáconos. Portanto, a única maneira pela qual os crentes podiam receber

orientação nas reuniões de casa era essas comunhões, ou grupos, terem um líder.

As necessidades das pessoas eram preenchidas nas casas, não no templo.

Encontramos ainda na Bíblia outras igrejas reunindo-se em casas
a igreja na casa de Lídia

(Atos 16:40), a igreja na casa de Priscila e Áquila (Romanos 16:3-5) e a igreja na casa de

Filemom (Filemom 2), claramente há muito apoio bíblico para as reuniões nas casas.

Observamos ainda Êxodo 18 e as lutas de Moisés quando tentava julgar os israelitas no

deserto. Jetro, seu sogro, mostrou-lhe como delegar autoridade de modo que não se

desgastasse tentando suprir às necessidades de todos os que estavam sob sua responsabilidade.

“Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam

a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes

de dez, para que julguem este povo em todo o tempo. Toda a causa grave trarão a ti, mas toda

causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga

contigo”. (Êxodo 1
8:21, 22).

O QUE PODEMOS OFERECER NOS GRUPOS FAMILIARES QUE NÃO NA

IGREJA?

Um dos maiores problemas da sociedade hoje em dia é a despersonalização dos seres

humanos. Com o aumento da população as pessoas tornam-se apenas um rosto a mais na

multidão, as pessoas sentem-se alienadas, solitárias, sem objetivo.

A medida que a igreja vai crescendo o pastor vai perdendo o contato direto com os membros,

e o problema de despersonalização continua dentro da igreja.

Por outro lado os grupos familiares, provêem oportunidade real para pessoas como estas de

encontrarem participação significativa na vida de sua igreja. Nos grupos familiares há

oportunidade para que todos participem. Nos grupos familiares já não são números, são

pessoas, indivíduos. O líder do grupo conhece cada um dos membros do seu grupo e pode

relacionar-se pessoalmente com suas alegrias e problemas, com o tipo de familiaridade que o

pastor de uma grande igreja não pode conseguir.

Nos grupos familiares cada um tem a oportunidade de ser usado por Deus para ministrar aos

outros do grupo. (I Coríntios 12:11).

Acima de tudo, cada pessoa pode tomar parte no reavivamento de seu próprio bairro. Cada

membro da igreja ao participar dos grupos familiares torna-se um missionário à sua própria

vizinhança.

Há muita segurança para os membros nos grupos. Cada um torna-se membro da família com

outros do grupo em um tipo de relacionamento social que é mais do que uma comunidade.

Uns cuidam dos outros.

Quando um membro pertence a um grupo, ele sabe que é amado e que tem o cuidado dos

outros.

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CHAVE DAEVANGELIZAÇÃO

O corpo humano está em constante processo de renovação. Se não fosse assim morreria. Esse

processo também se aplica ao corpo de Cristo, a igreja. Desta forma a evangelização é um dos

requisitos de uma igreja dinâmica e pujante. A igreja que não possui um programa de

evangelização formal, permanecerá parada ou morrerá lentamente.

Precisamos de um programa de evangelização que, como determina Jesus, comece em nosso

próprio bairro, em nossa cidade, em nossa vila, onde quer que o Senhor nos plantou.

Cada grupo familiar converte-se em um núcleo de reavivamento em seu próprio bairro, porque

é no grupo que se pode encontrar vida naquela área. Quando a reunião de grupos é cheia de

vida, quando as pessoas estão felizes e partilham sua fé e dão testemunho do que o Senhor

tem feito em suas vidas, os demais se sentem atraídos por elas. Os incrédulos sentem

curiosidade.

Embora tais grupos se tornem pontos de atração em seus bairros, os membros da igreja ainda

tem de evangelizar.

Um dos meios mais eficazes para alcançar o bairro é estar alerta para qualquer pessoa que

esteja tendo problemas. Aí é só perguntar ao Espírito Santo como testemunhar àquela pessoa.

Hoje em dia uma das maiores necessidades da igreja é evangelizar.

Quando a igreja adota o sistema de evangelização através de grupos familiares, ela torna-se

um organismo vivo. Os grupos familiares são células vivas e seu funcionamento é muito

similar ao das células do corpo humano. Num organismo vivo, as células crescem e dividemse.

Onde antes havia uma célula, tornam-se duas. Então quatro, depois oito, dezesseis, e assim

por diante. As células não são adicionadas ao corpo; multiplicam-se em progressão

geométrica.

Quando o grupo familiar alcança um número de membros de mais de 20 pessoas, divide-se

em dois. Então, os dois novos grupos convidam gente nova até que ambos excedam 20

pessoas.

Todos os grupos familiares são limitados a áreas geográficas específicas. Se os amigos já não

se podem ver na reunião de grupo, ainda podem encontrar-se em ocasiões diversas durante a

semana, naturalmente. Além disso, há freqüentes atividades nos bairros, nos quais vários

grupos familiares se reúnem para um piquenique, para uma grande reunião de oração, ou outro

acontecimento qualquer.

Cada grupo é como um círculo de família. Mediante estes círculos familiares as pessoas

sentem-se como se pertencessem e permanecessem na igreja. Além disso, cada líder de grupo

cuida do seu pequeno rebanho, assim como a galinha vigia seus pintainhos. Se um membro do

seu grupo familiar falta à igreja, no dia seguinte o líder vai visitá-lo a fim de ver o que

acontece. Se houver algo errado, ele dá um jeito de consertá-lo imediatamente.

COMOCOMEÇAR GRUPOS FAMILIARES

Há apenas uma maneira pela qual o sistema de grupos familiares terá êxito na igreja, se esse

sistema for usado como ferramenta para evangelização. O pastor deve ser a pessoa-chave do

empreendimento. Sem o pastor o sistema não subsistirá. O pastor é o fator de controle dos

grupos familiares.

Os primeiros passos para o estabelecimento de grupos familiares são muito importantes.

Primeiro, deve começar em pequena escala. Separar algumas pessoas e treiná-las para ser

dirigentes dos grupos. Após o resultado desses grupos, envolver toda a igreja.

Selecionar os dirigentes certos é essencial. Separar homens e mulheres que tenham a plenitude

do Espírito Santo.

Eis algumas qualificações que se deve procurar nos dirigentes dos grupos:

1. Entusiasmo
os crentes novos, com freqüência, são muito bons líderes de grupo

porque acabam de estabelecer um relacionamento pessoal com Cristo.

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2. Testemunho
Os crentes que têm um testemunho claro e poderoso do que Deus fez

por eles são provas vivas de que o evangelho realmente funciona hoje. Tais crentes

demonstram a realidade da vida de Cristo e outros são atraídos a eles.

3. Dedicação
Geralmente é possível verificar se a pessoa é dedicada ao Senhor e à

sua igreja, mediante

A sua assistência à igreja e a outras reuniões, inclusive aos grupos

familiares;

Seus dízimos, que são parte essencial de sua vida de fé; e

A maneira pela qual tem demonstrado consagrar-se a preservar a unidade da

vida da igreja. Os que estão prontos a criticar ou não acompanham a maioria

não cumprirão com facilidade as recomendações do pastor no que se refere a

grupos familiares.

4. A plenitude do Espírito Santo
A dependência do Espírito Santo é essencial. Isso

significa que o líder deve ser batizado com o Espírito Santo, com a evidência do

falar em línguas. Assim, temos a segurança de uma pessoa que pode levar outros a

Cristo, e que pode orar, com poder, pelas necessidades dos outros.

PONDO EMPRÁTICA

1. Dividir a cidade em distritos ou áreas estratégicas, conforme o número de líderes.

2. Distribuir os crentes nos grupos familiares de maneira que ninguém fique sem um

grupo para participar. Para que um grupo comece, deve Ter no mínimo 5 pessoas, e no

máximo 20.

3. As reuniões dos grupos familiares serão realizadas no mesmo dia da semana e no

mesmo horário.

4. Descobrir pessoas que tenham algum tipo de problema e tentar trazê-la para o grupo

familiar, ajudando-as e levando-as a Cristo.

5. Apoiar as pessoas que se decidirem na igreja, integrando-as no grupo familiar.

6. Determinar alvos para os grupos.

7. Preencher relatório informando sobre cada reunião, em que conste: o nome de quem

apresentou o programa, assistência e número de decisões.

8. A reunião deve durar no máximo uma hora. Manter a pontualidade no horário de

começar e de terminar a reunião.

9. Somente os líderes estarão autorizados ao ensino, ou pregação. Para conceder

oportunidade a pregadores de fora, só com o prévio consentimento do pastor.

10.Embora o líder é quem ministra a palavra esboçada, os outros podem ter

oportunidades para ministrar aos demais conforme o Espírito Santo lhe conceda.

11.Se for oferecido algo para comer, que seja limitado a um simples café ou chá com

biscoito e que seja oferecido no final da reunião. A prioridade da reunião não é o lanche e sim

a comunhão, a oração e a palavra.

12.Quando o grupo crescer e ultrapassar 20 pessoas, ele será subdividido. Daí a

importância de se formar/descobrir novos líderes dentro dos grupos.

13.
Nestas reuniões do grupo familiar, é expressamente proibido: Conversar sobre

a vida de outros irmãos, problemas da Igreja, ou ainda conversas negativas que possam

trazer prejuízo espiritual para a vida dos irmãos
. Conversem sobre temas edificantes para

a vida espiritual de todos os integrantes. Um visitante ficará com uma má impressão do grupo

se comentários negativos existirem nesta reunião.

SUGESTÃO PARAAPROGRAMAÇÃO DO CULTO FAMILIAR

Momento de oração
5 Minutos

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Momento de louvor
2 Músicas

Momento da palavra
20 minutos

Momento de testemunhos - 15 minutos

Momento de oração entre os irmãos
15 minutos

SUGESTÕES PARAO LIDER DO GRUPO

Seja Criativo, inove, dinamize a reunião.

Faça uma escala entre os irmãos para que todos participem da reunião.

No estudo da lição seja objetivo, não ultrapasse os vinte minutos estabelecidos.

Tente dar um aspecto informal a reunião, de modo que todos possam se sentir a vontade e

desejem voltar novamente.

Escolha com o grupo, a sequência dos assuntos que eles desejam estudar e compartilhar.

Quando um membro faltar as reuniões, ligue, se interesse pela vida desse irmão. Afinal, o

grupo familiar tem o objetivo de aproximar os irmãos aprofundar relacionamentos de

amizade e comunhão.

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X. FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA

DA IGREJA BETEL

DA FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA
- As doutrinas aceitas como princípios de fé

pela Igreja Betel, têm como fundamento as Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo

Testamento - divina revelação dada a homens piedosos movidos pelo Espírito Santo -, as

quais contêm tudo quanto é necessário para a salvação e santificação dos crentes.

5.1. As Igrejas subordinadas à SUMEBB expressarão sua fé, tendo como base de sua

pregação os seguintes princípios:

A BÍBLIA - A plena e divina inspiração das Sagradas Escrituras canônicas (os 66 livros),

sua infalibilidade, sua única e final autoridade em assuntos de fé e prática.

DEUS - Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, de infinito poder e sabedoria, criador e

conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis, e, na unidade de Sua divindade, há três

pessoas de uma só substância, de existência eterna, igual em santidade, justiça, sabedoria,

poder e dignidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

O HOMEM - A criação do homem à imagem e semelhança de Deus, com um espírito

imortal; a queda de toda a humanidade em Adão, sua conseqüente depravação moral e sua

necessidade de regeneração.

JESUS - A divindade do Senhor Jesus Cristo, o Unigênito Filho de Deus e único mediador

entre Deus e os homens; Sua eterna preexistência; Seu nascimento virginal, através do qual

tomou a natureza humana, reunindo, assim, duas naturezas inteiras e perfeitas: a divina e a

humana. Sua vida sem pecado; Sua ressurreição corpórea, ascensão glorificação e

intercessão pelos salvos.

A SALVAÇÃO - Todo homem pode ser salvo de seus pecados e justificado diante de Deus

pelo favor divino revelado na Sua graça, por intermédio da fé nAquele que tomou sobre Si a

nossa condenação e a levou para o Calvário: Jesus Cristo (Rm 5:1).

A EVANGELIZAÇÃO - O IDE, como ordem missionária, deve ser cumprido com firmeza e

diligência no SENHOR, na primordial potencialização do Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO E A SANTIFICAÇÃO - A atuação indispensável do Espírito Santo

na regeneração, santificação e capacitação dos crentes para o testemunho eficaz; a operação

dos dons do Espírito Santo visando ao aprimoramento e edificação da Igreja, os quais

manifestam-se segundo determinação do Senhor da Igreja, Jesus Cristo (I Cor 12:4-11).

A IGREJA - A Igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados e unidos uns

aos outros na fé e na comunhão do Evangelho, que observam os mandamentos de Cristo e

são governados por suas leis, exercendo os dons concedidos pelo Espírito Santo.

A CURA DIVINA - A cura divina e os milagres são para nossos dias também, como partes

integrantes da obra expiatória de Cristo (Is 53:4-5; Mt 8:16-17; I Pe 2;24).

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O BATISMO NAS ÁGUAS - Recebemos o batismo nas águas, em nome do Pai, do Filho e

do Espírito Santo, como uma ordenança do Senhor Jesus àqueles que nEle crêem e como

uma forma de confissão pública da fé e arrependimento de pecados, sem que o mesmo

possua poderes de salvação (Mc 16:16; Rm 10:9).

OS DÍZIMOS E OFERTAS - Os dízimos e as ofertas são as formas de contribuição mais

lógicas e coerentes com os ensinamentos do Novo Testamento para a manutenção da Igreja

e do templo (Mal 3:10; Mt 23:23).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO - Cristo voltará ao mundo de uma forma invisível, para

arrebatar Sua Igreja da Terra, operando a ressurreição dos que dormem no Senhor e a

transformação, em corpos glorificados, dos que estiverem vivos; depois, de forma visível, na

Batalha do Armagedom, para guerrear contra Satanás e lançá-lo em cativeiro por mil anos,

estabelecendo, em seguida, um reino terreal, pelo mesmo período de tempo, onde os salvos

com Ele reinarão (I Ts 4:13-18; Ap 19:11-21; 20:1-6).

O TRIBUNAL DE CRISTO - Depois do arrebatamento da Igreja, os salvos receberão nos

céus galardões em conformidade com o trabalho de cada um no Reino de Deus estabelecido

na terra (Rm 14:7-12; I Co 3:8-15; II Co 5:10).

A CONDENAÇÃO DOS ÍMPIOS - No final do período milenar, todos os incrédulos de

todos os tempos ressuscitarão para serem julgados e condenados por Deus segundo as obras

praticadas (Ap 20:11-15; 21:8; 22:14-15).

A ETERNIDADE - A eternidade é o destino final para todos os homens e será dividida em

duas formas distintas: uma de gozo e paz para todos os que forem salvos pelo Cordeiro de

Deus; outra de tormentos, dor e espanto para todos os incrédulos de todos os tempos (Ap

22:1-5; Mt 24:51).

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XI. AADMISSÃO DE NOVOSMEMBROS

SEUS DEVERES E DIREITOS

QUEMPODE SER MEMBRO DAIGREJABETEL

Serão membros da Igreja Betel as pessoas que, sem distinção de raça, cor, idade ou posição

social, satisfizerem os requisitos para admissão e forem recebidos à sua comunhão.

São requisitos para a admissão como membro:

a. demonstrar, por atos, arrependimento de seus pecados e desejo de viver vida

nova, de acordo com os ensinos da Bíblia;

b. aceitar, pela fé, nosso Senhor Jesus Cristo como único Salvador;

c. aceitar todas as doutrinas ensinadas e defendidas pela Igreja, de acordo com

a Bíblia Sagrada, que é a infalível Palavra de Deus, e tê-la como única regra de

fé e prática;

d. ter sua situação civil reconhecida pelas leis do País;

e. declarar submissão e obediência à orientação ministrada pelo Manual,

inclusive em relação aos costumes;

f. ter, no mínimo, doze anos de idade, ou a critério da liderança da Igreja;

g. prometer sustentar a obra com dízimos e ofertas;

h. declarar que não está ligado a nenhuma sociedade secreta.

ÚNICO - Quanto aos congregados que não puderem ser membros

comungantes da Igreja em virtude de sua situação civil, que sejam tratados

com amor, orientados e ajudados para que a regularizem de acordo com as leis

do País e que não sejam impedidos de colaborar na Obra.

DAADMISSÃO DE MEMBROS

1. As pessoas que satisfizerem os requisitos para sua admissão no rol de membros da Igreja

serão recebidos pelos seguintes meios:

a.
profissão de fé e batismo - as pessoas a serem recebidas por profissão de fé e batismo

serão matriculadas na classe de iniciantes e receberão do obreiro, ou pessoa por ele indicada,

as necessárias instruções;

b.
adesão às doutrinas e ao Regimento Interno da Igreja - o recebimento por adesão diz

respeito a membros de outras Igrejas que desejam ingressar numa Igreja do Betel Brasileiro;

c.
transferência interna e externa - interna: de Igreja betelina para Igreja betelina; externa:

de outras Igrejas da mesma fé doutrinária e costumes;

d.
reconciliação - a reconciliação diz respeito a membros que tenham sido excluídos e,

arrependidos, voltem à Igreja, ou membros de outras Igrejas evangélicas excluídos de suas

Igrejas que, dando prova de arrependimento, peçam sua reconciliação na Igreja do Betel

Brasileiro; neste caso, deverão sujeitar-se a um período de prova de até noventa dias.

1.1. A recepção de membros far-se-á sempre em ato público, de preferência em culto solene.

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1.2. Em qualquer dos casos de recepção, será necessário que o candidato seja batizado por

imersão ou aspersão.

1.3. As pessoas recebidas como membros da Igreja terão seus nomes registrados em livros

apropriados na Igreja local e tornar-se-ão participantes dos direitos e privilégios conferidos

pela Igreja, ressalvadas as restrições. São dois os livros de registros constantes neste artigo:

a. livro de registro permanente, modelo oficial, o qual não poderá ser reformado nem

rasurado, seguindo seu registro ordem cronológica;

b. livro de chamada, modelo oficial, o qual será reformado anualmente, para que se tenha,

sempre em dia, o número de membros.

ÚNICO - Além dos livros de registros referidos no parágrafo anterior, a Igreja manterá

livros apropriados para registros de casamentos e apresentação de crianças.

DOS DEVERES DOS MEMBROS

1. São deveres dos membros:

a. participar assiduamente dos cultos da Igreja, bem como apoiar e participar dos

empreendimentos da mesma;

b. cooperar regular, fiel e ativamente, quanto ao sustento financeiro da Igreja do Senhor da

qual é membro, através de seus dízimos e ofertas;

c. submeter-se às admoestações e exortações da liderança da Igreja, com humildade,

evitando atitudes que venham gerar conflitos ou facções no seu âmbito;

d. desempenhar, com fidelidade, os cargos para os quais for eleito;

e. zelar pelo bom testemunho do Evangelho, pela reputação de seus irmãos em Cristo, bem

como pelo nome de sua Igreja e de seus ministros;

f. comunicar-se com sua Igreja dando-lhe ciência imediata quando dela se ausentar por mais

de trinta dias, quer por motivo de saúde, trabalho, estudos ou viagens.

DOS DIREITOS DOS MEMBROS

1. São Direitos dos Membros:

a. participar da Ceia do Senhor;

b. usufruir os benefícios espirituais da Igreja;

c. concorrer à eleição para quaisquer cargos da Igreja, exceto os de natureza ministerial, para

os quais se torna necessário que o candidato possua a vocação do ministério devidamente

reconhecida pela SUMEBB;

d. transferir-se de uma Igreja para outra da mesma fé doutrinária e costumes;

e. apelar, em caso de disciplina, ao Conselho da SUMEBB ou ao Superintendente Regional;

f. receber assistência religiosa e espiritual da Igreja, provida por seu ministério;

g. ter voz e voto nas deliberações da Igreja.

2. Deixarão de ser membros das Igrejas do Betel Brasileiro e perderão, por isso, os direitos e

privilégios que desfrutam:

a. os que se retiram a próprio pedido, feito por escrito ao obreiro, ou verbalmente, ao

Conselho da Igreja;

b. os que forem excluídos por determinação disciplinar;

c. os ausentes por mais de seis meses;

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d. os que levarem carta de transferência para outra Igreja da mesma fé doutrinária e

costumes;

e. os falecidos.

3. Os membros de Igreja de paradeiro ignorado durante três meses serão inscritos em rol

separado; três meses após esse prazo, se não forem encontrados, serão excluídos.

ÚNICO - Nenhuma pessoa cujo nome for cancelado do rol de uma Igreja local poderá ser

arrolada em outra, sem que haja entendimento prévio entre as respectivas lideranças.

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