"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Consolidação e a Guerra Espiritual.

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A consolidação e a guerra espiritual





"E Ele nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor...
Fomos arrancados das trevas para a Sua maravilhosa luz" (Cl. 1:13 e II Pe 2:10)

Quando falamos da consolidação estamos declarando uma guerra em vários níveis, e temos que estar preparados para enfrentar tipos de demônios, principados e potestades. As pessoas antes de fazerem um pacto com Jesus já chegam alcançadas pelas trevas, trazendo consigo vários tipos de marcas herdadas dos seus antepassados; principalmente na cultura dos povos pagãos. Para essas pessoas saírem dessas amarras, teremos que entrar numa guerra sem proporções, dependendo do nível de comprometimento de cada indivíduo.

Como vencer essa Guerra?!

Toda estratégia deverá ser, a priori, estudada e analisada sua possibilidade de execução. O nosso problema é que as pessoas que estão na linha de frente muitas vezes têm argumentos na sua vida espiritual e querem enfrentar demônios se esquecendo que existem portas do inferno que estão aprisionando essas vidas, as quais não têm forças em si mesmas para romper essas cadeias. Mas, Jesus disse: "... edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt. 16:18).

1. Mantendo a santidade
A maior arma para vencer o inimigo é a nossa santidade diante de Deus. O inimigo não suporta o trono do Pai, e quando estamos bem com Deus no mundo espiritual estamos diante d'Ele, então esse selo é uma ameaça suficiente para que o inimigo não permaneça diante de nós e bata em retirada.

Sem santidade ninguém verá a Deus, logo, com santidade todos verão a Deus. O que observamos é que algumas pessoas não têm velado por essa comunhão e facilmente negociam com o inimigo. O preço da nossa santidade já foi pago na cruz. Agora, abdicar dos desejos da carne (SARKÖS) para vivermos na presença d'Ele é uma guerra constante.

Existe uma promessa do Pai que devemos nos apropriar dela: "Sede santos assim como EU sou Santo, diz o Senhor". Deus quer que sejamos segundo a imagem que Ele nos criou. Essa imagem fala de uma restauração de princípios na nossa vida. Quando as pessoas vêm para Jesus, vêm com a auto imagem dilacerada, com os conceitos éticos morais invertidos e vão precisar de uma vida nova, a qual a Bíblia chama "novo nascimento" ou "novidade de vida". Porém, se não entrarmos nessa guerra formaremos um religioso e não geraremos um discípulo. Para arrancar as imagens distorcidas e plantar a santidade vamos gastar tempo no discipulado, depois disso não existe êxito maior, faça do seu discípulo a pessoa mais santa da terra.

2. Conservando a linguagem (Tito 2:8)
Uma unidade de linguagem traz para o plano físico tudo quanto desejarmos, que já está pronto no mundo espiritual (Ef. 1:3-4). "Se duas pessoas na terra concordarem acerca de qualquer coisa, lhe será concedido pelo meu Pai que está nos céus" (Mt. 18:19). Quando não há concordância, reforçamos o desejo do inimigo, pois uma casa de opinião dividida cairá. Se dois não concordam, como podem caminhar juntos? (Am. 3:3). A Bíblia não nos apóia a caminhar com pessoas que não sustentam a linguagem de concordância.

Quando Isaías estava na presença do Senhor não sabia orar, falar, se expressar, abrir o coração nem confessar as suas culpas (pecados). Isaías estava diante de Deus como intercessor da nação, porém já havia absorvido o costume e linguagem do povo pagão. É fácil demais estarmos contaminados, o difícil é mantermos a santidade. Quando Isaías chegou diante de Deus havia perdido a visão profética e absorvido a linguagem do povo. Porém, Deus não se comunica com ele. Por quê? Porque Deus só mantém a comunicação com aqueles que sustentam a sua linguagem (Is. 6).

Quando Isaías se arrepende e confessa suas culpas, Deus lhe confia a grande missão de ir e consolidar o povo. Deus vai consolidar o povo através de nós! Ainda que na Terra os homens se esqueçam, Deus manterá firme diante do Seu trono a promessa e preservação da linguagem. "Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos, toda a Terra está cheia da Sua glória". Quando nós entendemos sobre guerra espiritual, não nos associamos com a linguagem enferma do povo, mas preservamos a linguagem profética. Quer consolidar com êxito? Ignore o que o povo fala e afirme o que a Bíblia diz.

Quando há concordância as coisas fluem mais rápido. Nós estamos falando de resgate de vidas, então precisamos concordar em entrar nessa guerra e libertar as pessoas que estão aprisionadas pelo diabo. Devemos fazer guerra contra as trevas, não um contra o outro. Quando os Serafins proclamaram a santidade de Deus diante de Isaías, que pensou que iria morrer por ser pecador e tinha visto a Deus, o que mais nos chama a atenção é a afirmação de "Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos EXÉRCITOS!!!" Até no trono de Deus para se manter a santidade é uma guerra, por isso Satanás não venceu a Deus, porque além do Senhor ser Santo, é Guerreiro.

Para mantermos a nossa santidade vamos estar em uma constante guerra, se no trono de Deus Ele se apresenta pelos Serafins como um Deus de Guerra, imaginem como se apresentará para que as vidas saiam das trevas e se tornem santuário de Deus! E nós, como filhos, para preservarmos a nossa santidade, não podemos deixar de lado o que o Senhor tem nos entregado: a unção para vencermos demônios, principados, potestades, o homem forte da cidade, organizações da maldade, e soltarmos as vidas que estão ainda nas mãos do inimigo.

Se uma vida vale mais que todo o universo, quero lhe alertar que você já se inteirou dessa revelação. Porém, as pessoas vivem desprezadas e desacreditadas, achando que suas vidas não têm jeito. Por isso, devemos entrar em uma só linguagem de concordância e vencermos essa guerra libertando os cativos das mãos do inimigo (Mt. 18:15-18).

3. Conservando o relacionamento
O relacionamento é uma das dádivas dos céus, revelada aos filhos de Deus, que as trevas não têm. Quando falamos de relacionamento estamos querendo enfocar a unidade de propósito. Quando as pessoas se relacionam devem ter unidade em um objetivo. A unidade nos dá um só coração, um só sentimento, uma só meta. Então, se houver esse relacionamento e a unidade vier, nenhuma vida ficará nas mãos do inimigo, pois na unidade os milagres, sinais, prodígios, maravilhas e todo suprimento de necessidades se manifestam (At. 4:32-36).

As pessoas chegam na igreja de Jesus por uma célula, pelas redes, macro-células, cultos principais ou evangelismo pessoal, porém, em sua grande maioria, traumatizadas com o passado, com relacionamentos fracassados, desacreditadas de tudo e de todos; elas querem uma outra maneira de viver. Temos como dar esperança para essas pessoas? Sim! Então sabemos que precisamos vencer muitas dificuldades interiores em nós mesmos, pois o nosso testemunho não tem sido aprovado em muitos aspectos. A colheita consolidadora virá mediante o nosso testemunho. Aí, consolidaremos desde Samaria até os confins da terra (At. 1:8).

Devemos nos submeter ao Espírito Santo para que Ele traga libertação e cura, e vejamos que o Senhor nos deu como filhos um só coração. Precisamos nos desarmar de nós mesmos e nos enchermos do Senhor. Quando a unidade se manifestar todos vão crer que Jesus é o Senhor (Jo. 17:23)
A humanidade permitiu a iniqüidade no seu coração (Ez. 28). Este é um dos fatores porque o homem está precisando urgentemente de ajuda. O homem moderno tem absorvido conceitos profanos e heranças malignas por intermédio dos meios de comunicação mais diversos e devassos possíveis, e se aliou com o império de trevas. O que nós podemos fazer nesse processo? Desatar as vidas que estão amarradas e perderam a mobilidade. O que notamos é que a Bíblia declara que essa geração seria cheia de conflitos e argumentos espirituais e que essa geração só seria conquistada por orações e jejuns. Até que o NOIVO (Messias Jesus) volte, devemos jejuar (Mt. 9:15).

Essa geração perdeu toda a referência de relacionamento. Muitos são egoístas e outros egocêntricos, dificultam relacionamento e são ensimesmados. Essa geração tem medo de entregar o coração e ser traída como tantos relatórios negativos que pautam a sua história, então precisamos ser tratados e bem adestrados para responder como convém e dar uma nova alternativa de vida para eles, isso já sendo realidade na nossa vida pessoal. Jesus é o amigo melhor: "Tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer" (Jo. 15:15).
Para termos esse referencial de amigos, precisamos que pessoas nos ensinem pelo discipulado como galgar tamanha honra. A consolidação é a porta de entrada, porém, antes desse processo se manifestar, devemos ministrar libertação e cura. Esse processo de guerra é demasiadamente difícil, pois existem portas espirituais que fecharam vidas e só a autoridade espiritual poderá quebrar esse grilhões. Como vencer essas dificuldades?

3.1 - Reconhecer que essa geração jaz no maligno (1Jo. 5:19). A geração sem Deus está debaixo de um controle espiritual maligno e devemos vencer o principado que atua em cada vida.

3.2 - Reconhecer que essa geração é perversa (At. 2:40). O termo no original dá idéia de imoralidade e perversão, o controle de Jezabel sobre as vidas, a manipulação e a desordem, a mistura do sagrado com o profano. São cadeias espirituais que precisam ser quebradas.

3.3 - Reconhecer que a geração perdeu o entendimento (2Co. 4:4). O entendimento fala de visão. O inimigo cegou o entendimento para não resplandecer a luz do evangelho de Cristo. Ou seja, a manifestação da unção do Cristo é suficiente para que o nosso entendimento se abra e a cegueira se vá. Estamos vivendo dias tenebrosos, e o estarrecedor é que pessoas que são cultas, de nível intelectual inquestionável, com as faculdades mentais em ordem, estão plenamente amarradas nas questões espirituais, vivendo de fábulas de velhas, presas à idolatria e feitiçarias, aliadas ao império das trevas. Isso prova que a libertação espiritual independe do nível intelectivo (1Tm. 4:7 e Gl. 5:19-21).

3.4 - Reconhecer que a geração está demonizada e endemoninhada (Mt. 12:45). A nossa função no processo da consolidação está por demais responsabilizada. Observe que segundo o conceito de Jesus nós vamos enfrentar uma geração oito vezes mais possessa. Então, para arrancar uma vida desse império de trevas vamos precisar de um preparo sobrenatural, pois o inimigo não vai soltar as vidas facilmente. Então, esse tempo é de grande luta espiritual, pois se não estivermos preparados para essa batalha não vamos obter sucesso.

A batalha espiritual para conquistar e consolidar vidas está diante de cada um de nós, tanto daqueles que são mais experientes quanto dos recém chegados. O que nós precisamos entender é que o mundo espiritual é tão ou quase mais real para nós que o mundo físico. Por isso, precisamos nos preparar com todas as armas necessárias para que as vidas estejam bem firmadas nas mãos do Mestre. Vamos criar garras, cimentar com eficácia, vamos aprender a entrar no mundo espiritual para soltarmos as vidas que estão nas mãos do inimigo. Precisamos entender que sem guerra espiritual a consolidação não terá o êxito que esperamos.
- Ap. Renê e Ana Marita Terra Nova - MIR -


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