"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Palavrões

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Palavrões



Uma tarde eu me debrucei em minha cama, lendo um livro interessante.

Um vento gostoso entrava pela janela, e eu me divertia, bastante concentrada em meu livro.

De repente, comecei a ficar zonza e atordoada com uma barulheira que vinha não sei de onde...
Olhei: era a minha tia.
Ela havia entrado em meu quarto, xingando e reclamando sem parar.

Parecia que o problema era o cão que espalhara lixo pelo jardim.

Mas, que engraçado!
A impressão que eu tive foi de que minha tia tinha espalhado um saco de lixo no meu quarto, e saído como se nada tivesse acontecido...

Imediatamente, lembrei das vezes que falei palavrões.
Como é desagradável uma pessoa que reclama de tudo, xinga os outros, pragueja quando algo acontece, diz palavrões!

Achei muito legal quando me explicaram uma frase:

"A boca fala do que o coração está cheio".

Quer dizer que, se estamos tristes, falamos de coisas tristes e ruins.
Se estamos alegres, conversamos sobre coisas belas e úteis, elogiamos as virtudes dos outros, buscamos fazer as pessoas se sentirem bem e felizes com a nossa presença.

É por isso que me esforço para prestar muita atenção em tudo o que eu penso e falo.

Porque oferecer lixo aos outros é faltar com o respeito.

Mas também porque, quando oferecemos flores, através de pensamentos, palavras ou atitudes, nossas mãos ficam cheias de perfume!

Letícia Müller
by Nika

De Ednir Moreira

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