"Não se conhece o homem por sua animação, mais pela quantidade de sofrimento verdadeiro que ele é capaz de suportar!..." (Charles Thomas Studd)

quinta-feira, 4 de março de 2010

PASTORAL: Pedro Caíque, reflexo de uma geração sem Deus

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PASTORAL: Pedro Caíque, reflexo de uma geração sem Deus
Isaltino Gomes Coelho Filho
Li na Internet: “O recém-nascido Pedro Caíque, de sete meses de idade, foi encontrado morto dentro de uma residência, no bairro da Jatiúca, zona norte de Maceió. De acordo com a Polícia Militar de Alagoas, o garoto havia sido abandonado pela mãe, Tatiana Evelin de Sousa Sena, de 18 anos.


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Em depoimento, a mãe do bebê disse que alimentou o bebê por volta de 1 hora do domingo e saiu para uma boate em Jaraguá, quando retornou o garoto já havia falecido. Tatiana foi detida por abandono de pessoa incapaz e conduzida para a Delegacia de Plantão III, no bairro de Jaraguá. Segundo os policiais que efetuaram a prisão, ela tentou reagir e, juntamente com o tio Antônio Marcos Ferreira da Silva, de 22 anos, partiu para agredir os soldados”.
Há mais: “Pedro era o quarto filho de Tatiana”. Com 18 de anos de idade, quatro filhos! Se quer viver em boates, por que teve quatro filhos? Devem ser bem pequenos. Uma “escadinha”. Precisam de uma mãe.

A insensibilidade atual é chocante. Todos os recursos de educação, informação e “conscientização” (como gostam os intelectuais) não melhoraram o trato social da humanidade. A estupidez de Tatiana não é fato isolado. Há uma crise de bondade, de lucidez e de bom senso no mundo. As muitas mães que largaram bebês em bueiros, lagoas e lixo são apenas uma faceta da brutalidade que grassa no mundo. O jornalista Tim Lopes foi posto dentro de pneus e incinerado! Isto, no varejo. E as guerras?

Todo o aparato educacional, midiático e humanista não tem melhorado o mundo. Dirá alguém que sempre foi assim. É só ver a história da humanidade. Mas tivemos o chamado século das luzes, a era de Aquário (que traria, segundo os seus sumidos apologistas, uma era de amor), e este é o milênio da informação e proliferação de leis para defender minorias. E algumas delas se tornam ditadoras! E diariamente somos chocados com relatos de crueldade.

Li a história de Pedro após ler O paciente, o terapeuta e o estado, de Elisabeth Roudinesco. O conteúdo geral do livro não comporta aqui, e sim uma expressão sua, em certo contexto: “o culto de si”. Ela cita Max Pagés: “Vai-se ao psicoterapeuta, como se ia antigamente à missa, mais remotamente ao feiticeiro da aldeia, e esperam-se e obtêm-se os mesmos efeitos: um alívio temporário das angústias e misérias cotidianas e a identificação com líderes carismáticos”.
O que tem a ver o academismo livresco, terapeutas e Caíque? Não deprecio o trabalho de terapeutas sérios que ajudam pessoas. Mas a expressão me pegou: o culto de si. As pessoas querem se sentir bem, sem desconforto ou obstáculos na vida. O lema é “Tenho o direito de ser feliz”. Tatiana agiu assim. Igrejas pregam isso. As que pregam conversão, compromisso, tomar a cruz e seguir a Cristo enfrentam dificuldades. As que pregam riqueza e prosperidade lotam. É o culto de si, como diz Elisabeth. Deus existe para nos fazer felizes, abençoar, curar e enriquecer. Pastor é para abençoar e prometer em nome de Deus, e não dizer como Paulo: “Não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (At 20.27). Muito culto de si. Pouco culto ao Deus da Bíblia. O prazer sobre tudo!
Jesus chama para tomarmos a cruz (não o trono) e segui-lo. O mundo não ouve “todo o conselho de Deus”, para segui-lo. Em parte, temos culpa. A quem cultuamos? O Cristo crucificado e ressuscitado ou nosso desejo? Pregamos a cruz de Cristo ou o trono do nosso eu? Este falso evangelho arruína o mundo. Preguemos e vivamos o verdadeiro, o da cruz. Tatianas se converterão! E Caíques sofrerão menos.

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